Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA A SAÚDE CURSO DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO DISCIPLINA DE BIOESTATÍSTICA LUIZA DRAGO BONNA CAPÍTULO 13 – TESTE T DE STUDENT RESENHA CRÍTICA Vitória 2021 No décimo terceiro capítulo do livro Introdução à Bioestatística, a autora Sonia Vieira chama atenção para o teste t de student. A princípio foca-se no fato de os pesquisadores trabalharem com amostras, mas suas conclusões devem ser generalizadas para as populações de onde as amostras foram retiradas, com base na aplicação de teste estatístico. Diz-se então que foi feita uma inferência estatística. Os testes estatísticos testam hipóteses a respeito da população. O pesquisador faz duas hipóteses: a primeira é a hipótese da nulidade que, na grande maioria das vezes, afirma não existir diferença entre grupos de dados. Depois, o pesquisador constrói a hipótese alternativa que, como diz o próprio nome, contradiz a primeira. Então, ele aplica o teste estatístico para decidir por uma das hipóteses. Os testes estatísticos fornecem o p-valor (valor de probabilidade) que permite decidir, com base nos dados, se há evidência suficiente para rejeitar a hipótese da nulidade. Por convenção, se o p -valor é menor do que 0,05, a hipótese da nulidade deve ser rejeitada, em outras palavras, se p < 0,05, os resultados são estatisticamente significantes. Muitas vezes, as unidades - físicas ou biológicas - são medidas duas vezes, no decorrer da pesquisa. A lógica é verificar se houve ou não discrepância entre as medições. Outras vezes, as unidades são consideradas aos pares. A ideia é verificar se há ou não diferença na resposta, ou no desempenho dos pares. Quando temos dois grupos de dados pareados, aplicamos o teste t. Mas entenda: o pareamento deve ter algum tipo de lógica; não basta que os dois grupos tenham o mesmo número de unidades. Para fazer o teste t deve-se primeiro estabelecer as hipóteses, depois escolher o nível de significância e por fim seguir os passos: calcular as diferenças entre todas as observações pareadas, calcular a média dessas diferenças, calcular a variância dessas diferenças, calcular o valor de t que está associado aos graus de liberdade e por fim comparar o valor absoluto do t calculado com o valor crítico dado na Tabela de valores de t, no nível estabelecido de significância e com os mesmos graus de liberdade. Toda vez que o valor absoluto do t calculado for igual ou maior que o valor crítico dado na tabela, rejeite a hipótese de que as médias são iguais, no nível estabelecido de significância. Rico em conceitos e exemplos simplificados, o capítulo é muito útil para a introdução sobre o teste t de student da bioestatística, tornando a leitura deste obrigatória para alunos iniciantes na disciplina. Referência Bibliográfica: VIEIRA, Sonia. Introdução a Bioestatística. 4a ed.