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Incidências de crânio e coluna

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adjacentes referentes às transições tanto entre a coluna torácica e a lombar (T12-L1)
quanto entre a coluna lombar e o sacro (L5-S1) de forma panorâmica, evidenciando os
contornos dos corpos vertebrais, os espaços intervertebrais, os processos transversos e uma
análise prévia postural da região. Ao posicionar o paciente em decúbito dorsal, é necessário
apoiar os joelhos para estabilizar o corpo e diminuir o espaço entre a coluna lombar e a
superfície da mesa de exames.
2. O médico assistente solicitou um exame de coluna que serve para estudar fraturas e
luxações de C1 e C2 com o paciente em decúbito dorsal. Qual incidência radiológica o
tecnólogo deve realizar?
RESOLUÇÃO
A incidência radiológica AP transoral da coluna cervical serve para analisar as duas primeiras
vértebras cervicais, que ficam suprimidas numa rotina radiológica convencional na vista
anterior (AP axial). Com o paciente abrindo a boca, o encaixe entre C2 e C1 fica evidente.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. QUAL É A INCIDÊNCIA RADIOLÓGICA DA COLUNA VERTEBRAL QUE
ANALISA, COM UMA VISTA FRONTAL, FRATURAS NA L5 E NA S1 E
LUXAÇÕES E SUBLUXAÇÕES DAS ARTICULAÇÕES SACROILÍACAS?
A) AP axial de coluna lombar L5-S1.
B) AP de cóccix.
C) AP coluna lombar.
D) Perfil de coluna lombar.
E) AP de pelve.
2. ONDE DEVE FICAR LOCALIZADO O RAIO CENTRAL (RC) DA
INCIDÊNCIA RADIOLÓGICA DA COLUNA CERVICAL EM AP AXIAL?.
A) Direcionado no início da laringe.
B) Direcionado no osso hioideo.
C) Direcionado no meio da cartilagem tireoide.
D) Direcionado na margem inferior da cartilagem tireoide.
E) Direcionado 5cm abaixo da margem inferior da cartilagem tireoide.
GABARITO
1. Qual é a incidência radiológica da coluna vertebral que analisa, com uma vista frontal,
fraturas na L5 e na S1 e luxações e subluxações das articulações sacroilíacas?
A alternativa "A " está correta.
 
A incidência radiológica AP axial da coluna lombar no trecho entre a L5 e a S1 serve para
estudar fraturas, luxações e subluxações da região.
2. Onde deve ficar localizado o raio central (RC) da incidência radiológica da coluna
cervical em AP axial?.
A alternativa "D " está correta.
 
O RC para o AP axial de coluna cervical é direcionado entre 15 e 20 graus cefálicos na
margem inferior da cartilagem tireoide.
MÓDULO 2
 Identificar as incidências radiológicas do crânio neural
POSICIONAMENTO PARA INCIDÊNCIA
RADIOLÓGICA DO CRÂNIO NEURAL E
TAMANHO DOS FILMES
Principais siglas e termos utilizados nos posicionamentos apresentados neste módulo:
SIGLA PALAVRA SIGNIFICADO
AP Anteroposterior Quando a incidência do raio central no paciente
ocorre de frente para trás.
DFF
Distância foco-
filme
A distância entre o foco de raios X e o filme.
kV Quilovoltagem
A diferença de potencial criada entre o ânodo e o
cátodo que aumenta a frequência dos raios X
(penetrabilidade).
mAs
Miliamperagem por
segundo
A quantidade de radiação produzida (mA)
multiplicada pelo tempo de exposição (s).
RC Raio central
Orientado pela colimação. É a parte central onde
se concentra o feixe de raios X.
LOM Linha orbitomeatal –
LIOM
Linha
infraorbitomeatal
–
LMM
Linha meatomeatal
 
–
 
MAE
Meato acústico
externo
–
PMS Plano
mediossagital
–
RI
Receptor da
imagem
Receptor da imagem física (chassi com filme) ou
digital ou digitalizável.
ATM
Articulação
temporomandibular
–
Quadro 2- Siglas e termos para designar os posicionamentos radiológicos em relação ao
crânio neural. 
Imagem: Henrique Luz Coelho
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Tamanhos dos filmes/receptores de imagem apresentados neste módulo:
13x18cm
18x24cm
24x30cm
INCIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DO CRÂNIO
NEURAL
INCIDÊNCIA AXIAL AP PELO MÉTODO DE
TOWNE
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo de fraturas no osso occipital e adjacências.
Principais estruturas demonstradas
Osso occipital, pirâmides petrosas, forame magno e dorso da sela túrcica (também conhecida
como sela turca).
Fatores técnicos e posicionamento
DFF – 1m;
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido – 18x24cm ou 24x30cm no sentido
longitudinal;
Técnica de referência – 50mAs e 70kV no Bucky;
RC – ângulo do RC a 30° caudais à LOM ou 37° caudais à LIOM;
Posição do paciente e da parte ou região do corpo – em decúbito dorsal com o queixo o
mais abaixado possível, mantendo a coluna cervical em flexão com a LOM perpendicular.
INCIDÊNCIA AXIAL AP PELO MÉTODO DE
CALDWELL
 
Imagem: BONTRAGER; LAMPIGNANO; KENDRICK, 2018, p. 415.
 Figura 17: Método de Caldwell.
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo de fraturas do crânio, processos neoplásicos e doença de
Paget.
Principais estruturas demonstradas
Asas maiores e menores do esfenoide, osso frontal, fissuras orbitais superiores, seio frontal,
seio etmoidal anterior, margens supraorbitais e crista Gali.
Fatores técnicos e posicionamento
DFF – 1m;
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido – 18x24cm ou 24x30cm no sentido
longitudinal.
Técnica de referência – 50mAs e 70kV no Bucky.
RC – ângulo caudal de 15º saindo no násio ou alternativos de 25º a 30º caudais também
saindo nele;
Posição do paciente e da parte ou região do corpo – apoiar a ponta do nariz e a testa do
paciente contra a mesa e flexionar o pescoço até que a LOM fique perpendicular ao receptor
de imagem.
 RECOMENDAÇÃO
O paciente precisa permanecer imóvel para evitar rotações indesejáveis.
INCIDÊNCIA LATERAL DE CRÂNIO
 
Imagem: BONTRAGER; LAMPIGNANO; KENDRICK, 2018, p. 414.
 Figura 18: Incidência lateral de crânio.
 
Imagem: Shutterstock.com
 Figura 19: Imagem ilustrativa da radiografia produzida pela incidência radiológica de crânio
em perfil.
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo de fraturas na calota craniana, calcificações patológicas,
calota craniana, processos neoplásicos e doença de Paget.
Principais estruturas demonstradas
Ossos parietais, ossos temporais, face lateral dos ossos frontal e occipital e toda sela.
Fatores técnicos e posicionamento
DFF – 1m;
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido – 24x30cm no sentido transversal;
Técnica de referência – 50mAs e 50kV no Bucky;
RC – perpendicular ao receptor de imagem e direcionado 3cm acima do meato acústico
externo (MAE);
Posição do paciente e da parte ou região do corpo – semidecúbito ventral com a cabeça em
perfil verdadeiro e PMS paralelo à mesa.
INCIDÊNCIA AXIAL AP DE CRÂNIO PARA SELA
TÚRCICA PELO MÉTODO DE TOWNE
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo de fraturas no osso occipital e adjacências.
Principais estruturas demonstradas
Osso occipital, pirâmides petrosas, forame magno e dorso da sela túrcica.
Fatores técnicos e posicionamento
DFF – 1m;
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido – 13x18cm ou 18x24cm no sentido
transversal;
Técnica de referência – 50mAs e 70kV no Bucky.
RC – angulação de 25° a 30° caudais e direcionado 5cm acima da glabela.
Posição do paciente e da parte ou região do corpo – em decúbito dorsal com o queixo o
mais abaixado possível, mantendo a coluna cervical em flexão com a LOM perpendicular.
INCIDÊNCIA LATERAL DE CRÂNIO PARA SELA
TÚRCICA
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para avaliação da medida do volume da sela nos casos de adenoma,
calcificação intrasselar e estudo das apófises clinoides anteriores e posteriores.
Principais estruturas demonstradas
Vista lateral da sela túrcica, dorso da sela e clinoides anteriores e posteriores.
Fatores técnicos e posicionamento
DFF – 1m;
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido – 13x18cm ou 18x24cm no sentido
transversal ou longitudinal;
Técnica de referência – 50mAs e 60kV no Bucky, podendo fazer uso de um cilindro de
extensão; se isso ocorrer, deve-se adicionar 5kV;
RC – perpendicular ao receptor de imagem e direcionado 3cm acima e anterior ao MAE;
Posição do paciente e da parte ou região do corpo

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