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Trabalho Direito Penal - Resenha critica caso Evandro

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Faculdade de Foz do Iguaçu – FAFIG 
Resenha crítica do caso “Evandro”.
Aluno (a): Francieli Maria Neres da Silveira 
Matéria: Direito Penal. 
Foz do Iguaçu, PR
2020
· O CASO EVANDRO:
Ocorrido no dia 6 de abril de 1992, o caso Evandro ficou conhecido nacionalmente, onde, na manhã do dia 6, um garoto de seis anos desapareceu na cidade litorânea de Guaratuba, no estado do Paraná. Dias após o desaparecimento do menino, no dia 11 de abril do mesmo ano, Evandro foi encontrado morto em um matagal próximo a sua casa. O mesmo se encontrava em estado de decomposição, sem os olhos, sem o couro cabeludo, com os dedos dos pés cortados, sem as mãos, com o ventre aberto e sem os órgãos internos. No dia, policiais e familiares foram até o local para fazer o reconhecimento, tal qual foi facilitado por alguns elementos que estavam no local: sua bermuda branca (que estava vestindo no dia do desaparecimento), chaves de sua casa e o par de chinelos que também vestia no dia do desaparecimento. Levantado pela polícia a suspeita de que a cena do crime teria sido forjada. 
No mesmo dia, jovens da escola local resolveram fazer uma manifestação pedindo justiça pela morte do garoto e mais segurança às autoridades, pois haviam acontecendo vários sequestros de crianças no Estado. 
Em julho do mesmo ano, três homens confessaram ter matado Evandro. Sendo assim, Osvaldo Marcineiro, curandeiro que chegara na cidade no início do ano, teria recebido ajuda do artesão chamado Davi do Santos Soares e de seu amigo e também curandeiro, Vicente de Paula. 
Segundo os mesmos, a morte teria sido parte de um ritual que teria sido encomendado pela primeira-dama Celina, com o objetivo de abrir os caminhos da fortuna e garantir um cargo político para a família Abagge. Beatriz Abagge, filha do prefeito, teria auxiliado no ritual, como confessado por ela e sua mãe em uma fita cassete. De acordo com os cinco, o ritual teria ocorrido na serraria Abagge, nos arredores da cidade, e teria sido liderado por Osvaldo Marcineiro, que teria cobrado o valo de 15 milhões de cruzeiros. 
Em 1988, a família Abagge foi inocentada no primeiro julgamento, com duração de 34 dias. A alegação era de que não havia provas suficientes para comprovar que o corpo era de Evandro. Beatriz Abagge, filha do prefeito, foi condenada apenas em 2011, apesar de ter sido condenada a 21 anos de prisão, ela recebeu perdão de pena cinco anos depois. 
No ano de 2018, o jornalista Ivan Miznkuk, que produz o projeto Humanos, em uma matéria sobre o caso revelou que recebeu de uma fonte anônima, gravações que comprovam que os depoimentos de Beatriz Abagge, Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula (os quatros condenados pelo sequestro e homicídio do garoto) foram obtidos sob tortura.
Na mesma época, foram registrados outros casos de sequestro de crianças com as mesmas características de Evandro, um desses casos foi o de Leandro Bossi, desaparecido no mês de fevereiro do mesmo ano em um show em Guaratuba, mas o que mais chama a atenção, é que todas as crianças possuíam a mesma faixa etária e as mesmas características, tanto que por um momento, foram levantas suspeitas de um suposto esquema de tráfico de crianças ou tráfico de órgãos. 
Portando, anos após a prisão dos acusados e a confissão dos mesmos, ocorreu o julgamento, onde, as provas apresentada contra os mesmos, poderia se dizer que são vagas, pois apenas foram apresentadas as gravações onde os mesmos confessam o crime, sendo que, as Abagges alegavam na época que foram forçadas a confessar tal crime, que sofreram tortura e foram abusadas e forçadas a confessar; foram apresentadas também, a chaves, bermuda e o par de sandálias que foram encontradas no local juntamente com o corpo do menino (que foram encontradas de forma estranha, parecendo ter sido posto de proposito) e o teste de DNA feito um tempo depois, vale ressaltar, que, foram feitos vários testes, a maioria dando como inconclusivo o resultado e apenas um, deu 97% de certeza de que realmente era do Evandro o corpo encontrado (vale ressaltar, que, o método usado para fazer este DNA, hoje não é considerado seguro, sendo assim, seria mais um teste com resultado inconclusivo). 
Portanto, entende-se que o tio do Evandro, Diógenes Caetano dos Santos Filho teria forjado as acusações feitas, pois o mesmo teria uma relação de ódio com a família Abagge, tanto por fatos ocorridos no passado, quanto por conta de concorrência em relação a cargo político. Há, portanto, uma possibilidade de que o tio do menino, Diógenes, teria forjado tudo como uma forma de vingança e estratégia para manchar o nome da família Abagge e retirar os mesmos do ramo da política e matado seu próprio sobrinho, pois o mesmo, teria livre acesso a casa da criança e por ter uma relação parental com a mesma, e, todas as acusações que foram trazidas pelo tio do menino não possuíam nenhum fundamento, o mesmo nunca conseguiu trazer em juízo uma prova concreta que provasse que realmente teria sido os Abagges e o restante dos seus comparsas que teriam matado Evandro. 
O caso Evandro ou o caso das “bruxas de Guaratuba” como ficou popularmente conhecido, é cercado de mistérios e lacunas, entende-se portanto, que há além da morte do menino Evandro envolvido, muitos outros crimes foram cometidos e há muita mais pessoas envolvidas nesse mistério que se estende durante mais de 20 anos e que até hoje não se teve um desfecho. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
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O caso Evandro. Locução de: Ivan Mizanzuk. Podcast. Disponível em: <https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/> Acesso em: 11/10/2020

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