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Arritmia Supraventricular Batimentos prematuros atriais e juncionais - Batimentos atriais prematuros (originados no átrio) ou batimentos juncionais prematuros; - Não indicam doença cardíaca subjacente e não requerem tratamento - Podem iniciar arritmia mais sustentada - Batimentos atriais prematuros tem onda P e ela difere das demais - Batimento juncional prematuro não é precedido por onda P e as vezes pode ser visto onda P retrógrado - O QRS em geral é estreito - Não é considerado uma taquiarritmia supraventricular sustentada! Arritmias que se originam nos átrios ou no nó atrioventricular (AV) 3° batimento é atrial prematuro (contorno da onda P difere do normal) 4° batimento é juncional prematuro, não há onda P precedente ao complexo QRS prematuro Taquicardia supraventricular paroxística (TSVP) - Comum. Início súbito desencadeado por batimento supraventricular prematuro e término abrupto - Sem doença cardíaca precipitante - Paciente sente palpitações, dispneia, tontura e raramente síncope. Pode ser precipitada por álcool, café ou excitação - Ritmo regular com frequência entre 150-250 bpm - O tipo mais comum ocorre por circuito reentrante dentro do nó AV - Ondas P retrógradas podem ser vistas nas derivações II e III.Em V1 pode ter pequena mancha no complexo QRS (chamado de pseudo-R). QRS é em geral estreito - Massagem carotídea pode extinguir o estímulo TSVP com ativação simultânea de átrios e ventrículos, onda P retrógrada perdida no complexo QRS TSVP simulando taquicardia ventricular Onda P retrógradas Derivação V1- configuração pseudo-R (representa ondas P retrógradas) Massagem carotídea -Auscultar (verificar presença de sopros), virar a cabeça do paciente deitado na direção oposta, palpar a artéria carótida direita no ângulo da mandíbula e aplicar pressão suave 10-15s, fazer registro do ritmo durante todo o procedimento Flutter atrial - Pode ocorrer em corações normais ou com cardiopatia subjacente -Ativação regular, com frequência de 250 a 350 bpm, frequência ventricular 1/3 ou 1/4 da atrial - Gerada por circuito reentrante em torno do anel da válvula tricúspide (mais comum) - A linha de base se eleva e abaixa (ondas de flutter). Em DII e DIII pode ser mais evidente e levar ao padrão dente de serra - Nem todos os impulsos gerados pelo átrio chegam ao ventrículo, causando bloqueio atrioventricular. Bloqueio 2:1 é o mais comum (a cada 2 ondas Flutter, uma passa pelo nó AV). - Massagem carotídea pode aumentar o grau de bloqueio - Circuito reentrante no sentido anti-horário: Produz deflexões negativas em dente de serra nas derivações inferiores. Se no sentido horário: deflexões positivas nas derivações inferiores - Condições associadas ao flutter atrial: hipertensão, obesidade, DM, distúrbios hidroeletrolíticos, intoxicação por álcool, tireotoxicose, drogas como anfetaminas e cocaína, tireotoxicose, cardiomiopatias secundárias. - Tratamento: cardioversão farmacológica e elétrica Após massagem carotídea o bloqueio de 3:1 passou a 5:1 Flutter em DII com deflexões negativas Arritmia Supraventricular II Fibrilação Atrial (FA) Arritmias que se originam nos átrios ou no nó atrioventricular (AV) - Atividade atrial caótica, com vários circuitos reentrantes ocorrendo de forma imprevisível - Não há onda P verdadeira, linha de base achatada ou discretamente ondulada. Como apenas alguns impulsos passam para o ventrículo, a frequência ventricular está irregularmente irregular (entre 120 a 180 bpm). Frequência atrial entre 350 a 500 bpm - Condições associadas: hipertensão, valvulopatia mitral, coronariopatia e apnéia obstrutiva do sono - Sintomas como palpitação, dor torácica, dispnéia e tontura podem ocorrer - Tratamento: cardioversão farmacológica ou farmacológica, técnicas ablativas. Em casos de FA persistente há risco de embolização e esses pacientes devem ser anticoagulados (varfarina). Em casos de FA persistente e com resposta ventricular rápida, pode ser utilizado betabloqueadores Ausência de onda P com complexos QRS irregulares Sem linha de base, evidência de FA pela irregularidade do QRS sem ondas P Taquicardia atrial multifocal (TAM) - Ritmo irregular com frequência de 100 a 200 bpm, resultante de estímulos aleatórios de vários focos ectópicos atriais diferentes. A frequência pode estar abaixo de 100 bpm, sendo chamada de marca-passo atrial migratório. - Apresenta ondas P com diferentes morfologias (pelo menos 3 são necessárias para o diagnóstico) e diferentes distâncias da onda P e complexos QRS. As ondas P mudam de forma, muda a distância das ondas P ao complexo QRS e a frequência ventricular é irregular Taquicardia atrial paroxística - Ritmo regular com frequência 100 a 200 bpm. Ela resulta de um aumento da automaticidade de um foco ectópico atrial ou um circuito reentrante dentro dos átrios (também chamada de flutter atrial atípico) - Pode ocorrer em corações saudáveis ou em intoxicação por digitálicos. - Massagem carotídea não tem efeito sobre a TAP As ondas P nem sempre são visíveis. Há distância variável entre a onda P e os complexos QRS (devido ao retardo de condução variável entre átrios e ventrículos, que frequentemente acompanha a TAP) - Batimento supraventricular largo, conduzido de forma anormal, que ocorre logo após um complexo QRS, precedido por longa pausa - Depende da duração do batimento precedente: Se o batimento ocorreu há um tempo relativamente longo os feixes repolarizam vagarosamente (antecipam uma outra longa pausa). Se antes de completar a repolarização outro impulso passar pelo nó AV, a condução será bloqueada e ocorrerá um QRS largo bizarro Fenômeno de Ashman Fenômeno de Ashman Tratamento de arritmias supraventriculares -Metoprolol (betabloqueador): 5 mg EV lentamente (repetir até dose 15 mg se necessário); Cuidar em pacientes hemodinamicamente limítrofes, com IC diastólica, portadores de asma e DPOC - Diltiazem (bloqueador do canal de cálcio): 15-20 mg (0,15 mg/kg) EV diluído em SF 0,9% em 15 min. Pode repetir a dose de 20-25 mg (0,35 mg/kg), se necessário. Cuidar pacientes com cardiopatia estrutural e hemodinamicamente limítrofes - Verapamil (bloqueador do canal de cálcio): 2,5-5mg EV em 3 min, pode repetir em dose de 5-10 mg após 30 min (contraindicado em pacientes com cardiomiopatia estrutural, interação com outros fármacos) - Deslanosídeo (digitálico): 0,4 mg EV em bolus. Repetir, se necessário, após 15 min. Cuidar com pacientes que usam digitálicos cronicamente. - Amiodarona (antiarrítmico classe III): 150 mg diluídos em 100 ml SG 5% em 10 min. Pode ser necessário dose de manutenção 300 mg em 6h+540 mg em 18h (droga de escolha em pacientes com cardiopatia estrutural, evitar em bloqueios de ramo, hepatopatias, doenças pulmonares agudas - Magnésio: 2g EV em 10 min. Manutenção 1-4 g/h. Evitar em pacientes com doença renal Referências: - THALER, Malcon S. ECG Essencial: Eletrocardiograma na Prática Diária - 7ª Edição - 2013 - Medicina de emergência : abordagem prática / editores Irineu Tadeu Velasco ... [et al.]. - 14. ed., rev., atual. e ampl. - Barueri [SP] : Manole, 2020