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Atividade Empresarial

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Atividade empresarial
Empresário, estamos nos referindo àquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços, de acordo com o Código Civil em seu artigo 966. 
Deve a pessoa física cumprir as seguintes exigências de acordo com a definição: 
a) ser profissional, 
b) desenvolver atividade econômica, 
c) forma organizada e 
d) produção ou circulação de bens ou serviços (RAMOS, 2010). 
Classificações e requisitos para a composição da empresa
Empresário individual, que, se cumprir os requisitos quanto à capacidade e não tiver nenhum impedimento, irá exercer a atividade empresarial. 
Se for casado, aplicam-se os artigos 978 e 979 do Código Civil. 
De acordo com o Código Civil, a empresa é uma atividade, que pode ser exercida pela pessoa natural (física) ou jurídica. Dessa forma, não se casa; quem se casa é a pessoa física. Desse modo, o empresário que é casado pode sem a autorização do cônjuge, independentemente do regime de casamento, alienar os imóveis que constem do patrimônio da empresa (artigo 978 do CC). O Registro Civil deverá ser arquivado e averbado no Registro Público de Empresa Mercantil, os pactos e declarações antenupciais do empresário, o título de doação, herança ou legado, de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade (artigo 979 do CC). Assim, deverão ser registrados quais bens não podem ser alienados e que não se comunicarão no momento da constituição da empresa. Havendo a separação ou divórcio do casal, essa também deverá ser averbada no Registro Público de Empresas Mercantis (artigo 980 do CC).
Quanto às questões de registro dessa empresa,
· Deve ser feita sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis, por meio da Junta Comercial, obedecendo às formalidades do artigo 968 do Código Civil quanto ao preenchimento do requerimento.
Tal deverá conter: 
1. Nome, nacionalidade. Domicílio, estado civil, e, caso seja casado, o regime de bens. 
2. A firma, com a respectiva assinatura autografada. 
3. O capital. 
4. O objetivo e a sede da empresa. 
A exigência do registro dá garantia, publicidade e eficácia aos atos jurídicos da empresa, além de possibilitar conhecer as empresas nacionais e estrangeiras em funcionamento, de acordo com a Lei 8.934/1994, que trata do Registro Público de Empresas Mercantis.
Quanto aos livros empresários de caráter obrigatório, cabe ao empresário individual manter um livro diário, o qual deverá conter o registro das operações diárias de todas as operações quanto ao exercício da empresa (artigo 1.184, caput e parágrafo 1º do Código Civil). 
Há alguns livros específicos que são exigidos a alguns empresários, tal como o livro de Registro de Duplicatas, exigido da empresa que emite duplicatas, caso das sociedades anônimas (RAMOS, 2010).
Microempresários e empresários de pequeno porte são empresários com tratamento simplificado (artigo 179 da Constituição Federal de 1988) e são diferenciais quanto ao faturamento bruto anual. 
A microempresa é aquela que apresenta faturamento anual de até R$ 360.000,00. 
A empresa de pequeno porte (EPP) possui um faturamento bruto de R$ 360.000,00 até R$ 3.600.000,00 (VIDO, 2013). 
Legalmente, são amparados pelo Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (EPP), Lei Complementar 123/2006, a qual estabelece as normas gerais no que se refere ao tratamento diferenciado quanto aos poderes de União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios, relativo à/ao: 
a) apuração e ao recolhimento dos impostos e contribuições da União, Estados, Distrito Federal e de Municípios mediante um regime único de arrecadação e obrigações acessórias; 
b) cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias; 
c) acesso a crédito e mercado. 
Os benefícios trazidos pela Lei Complementar 123/2006 foram: 
a) abertura e encerramento facilitado da empresa (arts. 8º, 9ºe 10º); 
b) incentivo às associações (art. 56); 
c) existência de fiscalização orientadora (art. 55); 
d) pagamento facilitado no protesto de títulos por meio de cheque sem que seja administrativo ou visado (art. 73) (VIDO, 2013). 
As microempresas e empresas de pequeno porte (EPP) são enquadradas no regime tributário simples, constituindo-se uma forma simplificada e unificada para o recolhimento dos tributos, sendo aplicados percentuais favorecidos e progressivos que incidem em uma única base de cálculo, isto é, a receita bruta. O Simples foi instituído pela Medida Provisória n° 1.526, de 1996, posteriormente convertida na Lei no 9.317, de 1996.
Quanto à sociedade empresarial, essa pode ser compreendida como a pessoa de direito privado que tem por objetivo social a exploração de atividade econômica. 
É constituída por meio de contrato entre duas ou mais pessoas que se obrigam a combinar esforços e recursos para atingir fins comuns, de acordo com o art. 981 do Código Civil. 
Deve-se levar em conta que se constitui obrigação de cada sócio contribuir para a formação do patrimônio social, não sendo possível a entrada em uma sociedade empresarial apenas por meio da prestação de serviço (artigo 1.055, parágrafo 2º do Código Civil); tal possibilidade é possível na Cooperativa (VIDO, 2013). 
O contrato firmado entre as partes em uma sociedade simples, limitada, em nome coletivo ou em comandita simples, chama-se contrato social. 
A sociedade anônima, na comandita por ações e na cooperativa, o contrato social tem o nome de estatuto social. 
As características gerais das sociedades empresariais são: 
a) origem por contrato entre duas ou mais pessoas, com exceção da sociedade anônima;
b) nascimento com o registro do contrato social ou do estatuto social; 
c) sua extinção ocorre por meio da dissolução, expiração do prazo de duração, iniciativa dos sócios, ato de autoridade, etc; 
d) pessoa jurídica com personalidade distinta da dos sócios, com titularidade negocial e processual e responsabilidade dos sócios, em alguns casos, sempre subsidiária em relação à sociedade (artigo 1.024 do Código Civil); 
e) representação por pessoa designada no contrato social ou estatuto social; 
f) podem ser uma sociedade de pessoas ou sociedade de capital. A primeira, sociedade de pessoas, baseia-se no affectio societatis, isto é, baseia-se na confiança e cooperação frente ao fim social da empresa. Já na sociedade de capital existe a livre circulação dos sócios, tais como na sociedade anônima, na sociedade em comandita por ações e na sociedade limitada; 
g) proibição da sociedade entre cônjuges, casados sob o regime de comunhão universal ou separação obrigatória de bens (artigo 977 do Código Civil); 
h) podem ser estrangeiras ou brasileiras; no caso da estrangeira, depende de autorização do representante do Poder Executivo Federal; 
i) têm nome empresarial: regido pelos princípios da veracidade, novidade e exclusividade. O primeiro, veracidade, refere-se ao fato de que o nome deve expressar o ramo da atividade, a responsabilidade dos sócios. Quanto à novidade, o nome escolhido deve ser diverso dos já registrados na Junta Comercial. Por fim, o princípio da exclusividade afirma que o primeiro a registrar o nome tem seu uso exclusivo. Constituído por meio da firma (razão social) ou denominação: a firma é composta pelo nome dos sócios que respondem de forma ilimitada, e a denominação tem o seu nome inventado e a responsabilidade dos sócios é limitada (VIDO, 2013).
As espécies societárias podem ser classificadas em: 
a) sociedades não personificadas; 
a. sociedade em comum, irregular ou de fato; b. sociedade em conta de participação. 
b) sociedades personificadas; 
a. sociedades simples; b. sociedade em nome coletivo; c. sociedade em comandita simples; d. sociedade limitada; e. sociedade anônima ou companhia. 
Sociedade limitada
Consiste em uma sociedade contratual regida pelo Código Civil em seus artigos 1.052 a 1.087. 
Composta por um contrato social, o que lhe dá objetivo e fim, tem como base a confiança entre os sócios e a cooperação mútua (Affectio societatis). 
Quanto ao seu nome empresarial, pode ser utilizada a firma ou denominação.Caso se escolha a firma, utiliza-se o nome de um ou mais sócios e a terminação limitada ou a sua abreviação LTDA. Se optarem por utilizar a denominação, o nome inventado pelos sócios é seguido da terminação limitada ou a sua abreviação (artigo 1.158 do Código Civil). 
O capital social é constituído pela somatória dos recursos trazidos à sociedade pelos seus integrantes, que podem ser integralizados no ato ou futuramente. 
Será administrada por um dos sócios ou até mesmo um não sócio, como permite o artigo 1.060 do Código Civil. 
Sua dissolução pode ser total ou parcial, de acordo com a vontade e morte dos sócios. Já a exclusão de um sócio ocorre por meio da não integralização do capital, prática de falta grave ou exclusão judicial (VIDO, 2013).
Sociedades anônimas ou companhia, 
São regidas pelo instrumento Civil e pela Lei no 6.404/1976 – Lei das Sociedades por Ações. 
Têm o seu capital dividido em ações, as quais são livremente negociáveis, ou até mesmo penhoradas. Essa negociação pode ser aberta ou fechada, isto é, se a empresa tem seu capital aberto na bolsa, as negociações ocorrem nessa; já as fechadas, não. Adota a denominação como nome seguida por S.A. – sociedade anônima ou Cia. – Companhia com o artigo 6.404/1976. 
A responsabilidade dos acionistas é limitada à integralização das ações (VIDO, 2013). As ações são emitidas pela S.A. e correspondem a unidades de parte do capital social. O valor das ações pode ser atribuído de acordo com: 
a) valor nominal: pode estar ou não impresso na ação. Consiste no resultado da divisão do valor do capital pelo número de ações; 
b) valor de negociação: consiste no preço pago pelo mercado, no momento da sua alienação, fruto do momento político e econômico do país; 
c) valor patrimonial: é o valor representativo do acionista quanto ao patrimônio líquido da companhia. Seu valor é expresso pela divisão do patrimônio pelo número de ações (VIDO, 2013). 
Já a sua classificação pode ser de dois tipos, a saber: 
a) ordinárias ou comuns: conferem direito reservado ao voto ao acionista ou seus titulares, de acordo com o artigo 16 da LSA – Lei das Sociedades por Ações; 
b) preferenciais: concedem aos seus detentores alguns privilégios, tais como a prioridade na distribuição dos dividendos, chamado de privilégio econômico, pode eleger um ou mais membros dos órgãos de administração, privilégio político (VIDO, 2013). 
Quanto às sociedades anônimas, temos a CVM – Comissão de Valores Mobiliários (http://www.cvm.gov.br/), a qual, entre suas funções, é responsável pela observância do cumprimento das formalidades para que as sociedades anônimas possam abrir o seu capital e, assim, emitir ações ao mercado.
MEI – microempreendedor individual 
Consiste na pessoa que trabalha por conta própria e, visando sua legalização, enquadra-se na Lei Complementar n° 128/2008. 
O microempreendedor individual deve faturar no máximo até R$ 81.000,00 por ano e não pode participar em outra empresa como sócio ou titular. 
Ainda possibilita que tenha um empregado contratado que receberá o salário mínimo ou o piso da categoria.
Referência: Direito empresarial - Danylo Augusto Armelin

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