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locomotor problema 3

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Problema 3 – locomotor 
tecido muscular 
tipos 
MÚSCULO ESQUELÉTICO
Os músculos esqueléticos constituem a maior parte da musculatura corporal e equivalem a cerca de 40% do peso corporal total. Eles são responsáveis pelo posicionamento e o movimento do esqueleto, como seu próprio nome sugere. Em geral, os músculos esqueléticos estão ligados aos ossos pelos tendões, estruturas constituídas por colágeno (p. 82). A origem de um músculo é a sua extremidade fixada mais perto do tronco ou do osso fixo. A inserção é a porção mais distal ou mais móvel do músculo. Quando os ossos fixados a um músculo estão conectados por uma articulação móvel, a contração muscular movimenta o esqueleto. Um músculo é chamado de flexor se a porção central dos ossos conectados se aproximam quando o músculo contrai, e o movimento é chamado de flexão. Se os ossos se afastam quando o músculo contrai, o músculo é chamado de extensor, e o movimento associado é chamado de extensão. A maioria das articulações do corpo necessita de músculos flexores e extensores, pois a contração de um desses músculos pode puxar um osso em uma direção, mas é incapaz de empurrá-lo na direção oposta. Os pares de músculos extensores e flexores são denominados músculos antagonistas, pois exercem efeitos opostos. A FIGURA 12.2 mostra um par de músculos antagonistas no braço: o bíceps braquial, que atua como flexor, e o tríceps braquial, que atua como extensor. Quando você flexiona o cotovelo para levantar um haltere, o músculo bíceps braquial contrai, e a mão e o antebraço movem-se em direção ao ombro. Quando você estende o cotovelo para baixar o haltere, o músculo tríceps braquial contrai, e o antebraço se afasta do ombro. Em cada caso, quando um dos músculos contrai e encurta, o músculo antagonista precisa relaxar e alongar.
Os músculos esqueléticos são compostos por fibras musculares
Os músculos trabalham em conjunto, como uma unidade. Um músculo esquelético é um conjunto de células musculares, ou fibras musculares, assim como um nervo é um conjunto de axônios. Cada fibra muscular esquelética é uma célula longa e cilíndrica, que pode possuir até várias centenas de núcleos distribuídos próximos da superfície da fibra (ver Resumo anatômico, FIG. 12.3a). As fibras musculares esqueléticas estão entre as maiores células do corpo e se originam da fusão de muitas células musculares embrionárias. Células-tronco comprometidas, chamadas de células satélites, localizam-se em justaposição à porção externa da membrana da fibra muscular. As células satélites tornam-se ativas e diferenciam-se em músculo quando necessário para o crescimento e para o reparo muscular. As fibras de cada músculo estão organizadas com seus eixos mais longos dispostos em paralelo (Fig. 12.3a). Cada fibra muscular esquelética está envolvida por tecido conectivo. O tecido conectivo também envolve grupos de fibras musculares adjacentes, as quais formam conjuntos, chamados de fascículos. Fibras colágenas e elásticas, nervos e vasos sanguíneos dispõem-se entre os fascículos. O músculo como um todo também está envolvido por uma bainha de tecido conectivo, a qual é contínua com o tecido conectivo que envolve as fibras musculares e os fascículos e também com os tendões que ligam os músculos aos ossos associados. 
Anatomia da fibra muscular : Os fisiologistas que estudam os músculos, assim como os neurobiólogos, utilizam um vocabulário especializado (TAB. 12.1). A membrana plasmática de uma fibra muscular é chamada de sarcolema, e o citoplasma é chamado de sarcoplasma. As principais estruturas intracelulares dos músculos estriados são as miofibrilas, que são feixes extremamente organizados de proteínas contráteis e elásticas envolvidas no processo de contração. Os músculos esqueléticos também contêm um extenso retículo sarcoplasmático (RS). O retículo sarcoplasmático é um retículo endoplasmático modificado que envolve cada miofibrila (Figs. 12.3b, 12.4) e é formado por túbulos longitudinais com porções terminais alargadas, chamadas de cisternas terminais. O retículo sarcoplasmático concentra e sequestra Ca2! com o auxílio de uma Ca2!-ATPase presente na membrana do RS. A liberação de cálcio do RS produz um sinal de cálcio que desempenha um papel-chave na contração de todos os tipos de músculo. As cisternas terminais são adjacentes e intimamente associadas a uma rede ramificada de túbulos transversos, também chamados de túbulos T (FIG. 12.4). O conjunto formado por um túbulo T e pelas duas cisternas terminais associadas a cada um de seus lados, constitui uma tríade. As membranas dos túbulos T são uma extensão da membrana plasmática da fibra muscular, o que torna o lúmen dos túbulos T contínuo com o líquido extracelular. Para compreender melhor como a rede de túbulos T do interior da fibra muscular é capaz de se comunicar com o exterior, pegue uma porção de argila e introduza seu dedo no meio dela. Observe que a superfície externa da argila (análoga à superfície da membrana plasmática da fibra muscular) é contínua às paredes do buraco que você fez na argila (a membrana do túbulo T). Os túbulos T permitem que os potenciais de ação se movam rapidamente da superfície para o interior da fibra muscular, de forma a alcançar as cisternas terminais quase simultaneamente. Sem os túbulos T, os potenciais de ação alcançariam o centro da fibra somente pela condução do potencial de ação pelo citosol, um processo mais lento e menos direto, que retardaria o tempo de resposta da fibra muscular. O citosol entre as miofibrilas contém muitos grânulos de glicogênio e mitocôndrias. O glicogênio, a forma de armazenamento da glicose encontrada nos animais, é uma reserva energética. A mitocôndria contém as enzimas necessárias para a fosforilação oxidativa da glicose e de outras biomoléculas, sendo a organela responsável pela produção da maior parte de ATP necessário para a contração muscular (p. 109).
As miofibrilas são as estruturas contráteis da fibra muscular
Cada fibra muscular contém milhares de miofibrilas que ocupam a maior parte do volume intracelular, deixando pouco espaço para o citosol e as organelas (Fig. 12.3b). Cada miofibrila é composta por diversos tipos de proteínas organizadas em estruturas contráteis repetidas, chamadas de sarcômeros. As proteínas das miofibrilas incluem a proteína motora miosina, que forma os filamentos grossos; os microfilamentos de actina (p. 68),que formam os filamentos finos; as proteínas reguladoras tropomiosina e troponina; e duas proteínas acessórias gigantes, a titina e a nebulina. A miosina é uma proteína motora com capacidade de produzir movimento. Há várias isoformas de miosina em diferentes tipos de músculo, as quais influenciam a velocidade de contração do músculo. Cada molécula de miosina é composta de cadeias proteicas que se entrelaçam, formando uma longa cauda e um par de cabeças (Fig. 12.3e). A cauda do filamento grosso assemelha-se a um bastão de consistência rígida, mas as projeções que formam as cabeças da miosina possuem uma região elástica em dobradiça (móvel), no ponto onde as cabeças se unem à cauda. A região em dobradiça permite o movimento das cabeças em torno do ponto de fixação. Cada cabeça de miosina possui duas cadeias proteicas: uma cadeia pesada e uma cadeia leve, menor. A cadeia pesada é o domínio motor capaz de ligar o ATP e utilizar a energia da ligação fosfato de alta energia do ATP para gerar movimento. Como o domínio motor funciona como uma enzima, ele é considerado uma miosina-ATPase. A cadeia pesada também contém um sítio de ligação para a actina. No músculo esquelético, cerca de 250 moléculas de miosina unem-se para formar um filamento grosso. Cada filamento grosso está organizado de modo que as cabeças da miosina fiquem agrupadas nas extremidades do filamento e a região central seja formada por um feixe de caudas da miosina. A actina é a proteína que forma os filamentos finos da fibra muscular. Uma molécula isolada de actina é uma proteína globular (actina G), representada na Figura 12.3f por uma esfera. Normalmente, várias moléculas de actina G

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