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DisciplinaDireito Civil II12.510 materiais130.670 seguidores
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252, diz que o devedor não pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. Veja, se o devedor se obriga a entregar duas sacas de café ou duas sacas de arroz, este (devedor) não pode obrigar o credor a aceitar uma saca de café e outra saca de arroz. Este parágrafo estabelece o principio da indivisibilidade do pagamento.
§ 2º do artigo 252 \u2013 sendo as prestações periódicas (mensais, anuais, etc.) a escolha poderá ser exercida em cada período. Por exemplo: supondo prestações anuais, poderá no primeiro ano entregar somente sacas de café, e no outro somente sacas de arroz, e assim sucessivamente. Só não pode dividir o objeto da prestação.
§ 3º do artigo 252 \u2013 se houver pluralidade de optantes e não houver acordo entre eles, o juiz decidirá , após expirado o prazo judicial assinado para que chegassem a um entendimento (suprimento judicial da manifestação de vontade).
§ 4º do artigo 252 \u2013 também é o juiz quem escolhe a prestação a ser cumprida, se o título da obrigação deferiu o encargo à terceiro, e este não quiser ou não puder aceitar a incumbência. 
Embora o Código Civil seja omisso quanto ao prazo para que o optante exerça o seu direito de escolha, não significa que ele pode exercê-lo a qualquer tempo. O artigo 571 do CPC, dispõe:
 
Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber ao devedor, este será citado para exercer a opção e realizar a prestação dentro em 10 (dez) dias, se outro prazo não Ihe foi determinado em lei, no contrato, ou na sentença.
§ 1o Devolver-se-á ao credor a opção, se o devedor não a exercitou no prazo marcado.
§ 2o Se a escolha couber ao credor, este a indicará na petição inicial da execução
Nas obrigações alternativas, havendo controvérsia sobre quem fará a escolha, nada obsta que essa escolha seja determinada por sorteio. (artigo 817 do CC)
Obrigações alternativas \u2013 impossibilidade das prestações:
PERDA TOTAL
Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, a obrigação será extinta (retorna ao status quo ante). (art. 256)
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.
Porem, se houver culpa do devedor, e a escolha não era do credor, ficará o devedor obrigado a pagar o valor da prestação que por último se impossibilitou mais as perdas e danos. (art. 254)
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar.
Exemplo: A obriga-se a entregar a B um computador ou uma impressora laser, à sua escolha. Mas, por negligencia, o devedor danifica o computador e em seguida destrói a impressora. Neste caso, o devedor deve pagar o valor da impressora a laser, pois foi a última que estragou, mais perdas e danos.
Entretanto, se ocorrer a impossibilidade de todas as prestações por culpa do devedor, mas a escolha cabia ao credor, este (credor) poderá reclamar o valor de qualquer das prestações, mais as perdas e danos. (art. 255)
PERDA PARCIAL
Não havendo culpa do devedor, a obrigação concentra-se na prestação remanescente. (art. 253)
Da mesma forma, se a prestação se impossibilitar por culpa do devedor, e a opção de escolha não cabia ao credor, poderá o débito ser concentrado na prestação remanescente. (art. 253)
Todavia, se a prestação se impossibilitar por culpa do devedor, e a escolha cabia ao credor, este terá direito de exigir a prestação subsistente OU o valor da que se impossibilitou, mais as perdas e danos. (art. 255, primeira parte)
Obrigações Alternativas \u2013 Impossibilidade de cumprimento
Impossibilidade total (todas as prestações alternativas):
a)Sem culpa do devedor \u2013 extingue-se a obrigação. Art. 256.
b)Com culpa do devedor 
\u2013 se a escolha cabe ao próprio devedor: deverá pagar o valor da prestação que se impossibilitou por último, mais as perdas e danos. Art. 254.
- se a escolha cabe ao credor: poderá exigir o valor de qualquer das prestações, mais perdas e danos. Art. 255, 2ª parte. 
Impossibilidade parcial (de uma das prestações alternativas):
a)Sem culpa do devedor \u2013 concentração do débito na prestação subsistente. Art. 253.
b)Com culpa do devedor 
se a escolha cabe ao próprio devedor: concentração do débito na prestação subsistente. Art. 253.
- se a escolha cabe ao credor: poderá exigir a prestação remanescente OU o valor da que se impossibilitou mais as perdas e danos.
 Art. 255, 1ª parte. 
 
Obrigação Facultativa
É parecida, é uma prima pobre, mas não se confunde com a obrigação alternativa. É também  muito rara, tanto que nosso Código não reservou para ela um capítulo próprio. Sua fonte está mais na lei do que no contrato, conforme exemplos a seguir. Ou seja, há casos específicos na lei que contemplam obrigações facultativas, porque as partes dificilmente contratam prevendo uma obrigação facultativa.
Conceito: é aquela cujo objeto da prestação é único, mas confere ao devedor o direito excepcional de substituí-lo por outro.
Exemplo: art. 1234, onde quem encontra coisa perdida deve restituí-la ao dono, e o dono fica obrigado a recompensar quem encontrou; mas o dono pode, ao invés de pagar a recompensa, abandonar a coisa, e aí quem encontrou poderá ficar com ela; pagar a recompensa é a prestação principal do devedor, já abandonar a coisa é prestação acessória do seu dono. O abandono da coisa não é obrigação, mas faculdade do seu dono.  Ao invés de pagar a recompensa, tem o devedor a faculdade de dar a coisa ao credor.
Na obrigação facultativa, ao contrário da alternativa, o credor nunca tem a opção e só pode exigir a prestação principal, pois a prestação devida é única e só o devedor pode optar pela prestação facultativa.
Por hoje é só!
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