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DisciplinaDireito Civil II14.360 materiais148.510 seguidores
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em favor de um dos credores solidários só aproveitará aos outros se o objeto da obrigação for indivisível (art.201 C.C./02)
3. a renúncia da prescrição em face de um dos credores aproveitará aos demais; qualquer credor poderá propor a cobrança do crédito. 
b) Solidariedade passiva
É aquela que obriga todos os devedores ao pagamento total da dívida; a sua importância é enorme na vida negocial, por que se trata de meio eficiente de garantia de reforço do vínculo, facilitando a obrigatoriedade d prestação. Neste caso é necessário que haja insolvência de todos os devedores para que o credor fique insatisfeito.
 
Principais efeitos da obrigação solidária passiva 
o direito individual de persecução (art.275 C.C.); 
a morte de um dos devedores solidários não extingue a solidariedade (art. 276 C.C.) isso se deve ao fato dos herdeiros responderem pelos débitos do 'de cujus', desde que não ultrapasse as forças da herança; 
Nos casos em que não houver culpa no perecimento ou deterioração, a obrigação se extingue para todos os devedores, porém, existindo culpa, segundo o art. 279 subsiste para todos o encargo do pagamento do equivalente, respondendo por perdas e danos apenas o que agiu com culpa; exceções pessoais e exceções gerais segundo o art. 281; que são meios de defesa que podem ser opostos por um ou vários dos co-devedores e exceções gerais são os meios de defesa que podem ser opostos por todos os co-devedores da obrigação solidária (art. 278).
Na solidariedade passiva não se aplica o benefício de divisão e nem o benefício de ordem. O que é isso?
 
Pelo benefício de divisão o devedor pode exigir a citação de todos os coobrigados no processo para juntos se defenderem. Isto é ruim para o credor porque atrasa o processo, por isso a solidariedade passiva não concede tal benefício aos co-devedores. 
Pelo benefício de ordem, o coobrigado tem o direito de ver executado primeiro os bens do devedor principal (ex: fiança, 827). Mas o fiador pode renunciar ao benefício de ordem e se equiparar ao devedor solidário (828, II). O avalista nunca tem benefício de ordem, sempre é devedor solidário, por isso se algum \u201camigo da onça\u201d lhe pedir para ser avalista não aceite, mas se ele insistir seja seu fiador com benefício de ordem, mas jamais fiador-solidário ou avalista. 
Fiança e aval são exemplos de solidariedade passiva decorrente de acordo de vontades. Então a Universidade quando financia o curso de um estudante, geralmente exige um fiador ou um avalista (art. 897), de modo que se o devedor não pagar a dívida no vencimento, o credor irá processar o devedor, o fiador ou o avalista.
Ao observarmos todos os aspectos das obrigações solidárias, podemos crer que é uma modaliade obrigacional bastante comum e que por estar em voga no mundo jurídico e em grande parte dos contratos, deve ser tratada com absoluta atenção pelos estudiosos do Direito brasileiro.
Por hoje é só!
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