18156458-Apostila-Desenho-Tecnico-II
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2220
 
 
 
(a) 
45°
5xØ12
60°
60°
 
(b) 
Figura 6.29 
 
Cotagem de objetos em Meio Corte 
 
Sabendo que as vistas em Meio Corte só podem ser utilizadas para 
representar objetos simétricos, conclui-se que a metade que aparece cortada 
também existe no lado não cortado e vice-versa. 
 
Ø17
Ø15
Ø34
 
 
Figura 30 
 
 
Desta forma, as vistas em Meio Corte 
podem ser utilizadas para cotagem do objeto 
utilizando linhas de cota somente com uma seta 
indicando o limite da cota na parte que aparece 
em corte, conforme mostra a Figura 6.30. 
A ponta da linha de cota que não tem seta 
deve se estender ligeiramente além do eixo de 
simetria. 
 
 
Exercícios Resolvidos 
 
21
4219
80
1
5
75
R3
3
0
Ø
4
0
10
20
50
Ø
2
0
11
0
14
-2
fu
ro
s
A
A
Corte - AA
 
 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO 91 
 
834R4
B
B Seção - BB
15
47 30 56
72
158
Ø
74
Ø
2
034
Ø
5
0
29
 
 
 
8
2,
5
15 60
90
1
5
4
5
13
150
60°
3
0
3
0
R3
0
83
302360
38
1
5
2
3
3
 
 
Exercícios Propostos 
 
 Dadas as perspectivas, desenhe à mão livre as projeções ortogonais 
devidamente cotadas (arbitrar valores para as cotas). 
 
 
 
 
 
Antonio Clélio Ribeiro, Mauro Pedro Peres, Nacir Izidoro 
 
92 
92 
 
Dadas as perspectivas, desenhe à mão livre as projeções ortogonais 
aplicando os cortes indicados e faça a cotagem das vistas (arbitrar valores para as 
cotas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 7 
 
 
VISTAS AUXILIARES E OUTRAS REPRESENTAÇÕES 
 
 
Vistas Auxiliares 
 
 Devido à utilização de projeções ortogonais, em nenhuma das vistas 
principais as superfícies inclinadas aparecem representadas em suas verdadeiras 
grandezas. A Figura 7.1 mostra três vistas de um objeto com superfície inclinada, 
observe que em nenhuma das três vistas aparece, em verdadeira grandeza, a forma 
da parte inclinada do objeto. 
Di
me
nsã
o e
m
ver
da
dei
ra
gra
nd
eza
Dimensão
reduzida
D
im
en
sã
o
re
du
zid
a
 
Figura 7.1 
 
 A representação da forma e da verdadeira grandeza de uma superfície 
inclinada só será possível fazendo a sua projeção ortogonal em um plano paralelo à 
parte inclinada. Ou seja, faz-se o tombamento da peça perpendicularmente à 
superfície inclinada, como mostra a Figura 7.2. 
 
 
Figura 7.2 
Antonio Clélio Ribeiro, Mauro Pedro Peres, Nacir Izidoro 
 
94 
94 
 O rebatimento mostrado na Figura 7.2 é resultante da projeção ortogonal em 
um plano auxiliar paralelo à face inclinada do objeto e perpendicular ao plano que 
recebeu a projeção da vista de frente. A projeção feita no plano auxiliar é chamada 
de vista auxiliar. 
 As vistas auxiliares são empregadas para mostrar as formas verdadeiras das 
superfícies inclinadas contidas nos objetos representados. 
 Como o desenho técnico tem como objetivo representar com clareza as 
formas espaciais dos objetos, não tem sentido prático desenhar as partes das vistas 
que aparecem com dimensões fora das suas verdadeiras grandezas. Desta forma, a 
ABNT recomenda a utilização de vistas parciais, limitadas por linhas de rupturas, 
que representam somente as partes que aparecem as formas verdadeiras dos 
objetos, conforme mostra a Figura 7.3. 
 
A
Vista de A
 
 
Figura 7.3 
 
 
 
As vistas auxiliares, como são 
localizadas em posições diferentes 
das posições resultantes das vistas 
principais, devem ter o sentido de 
observação indicado por uma seta 
designada por uma letra, que será 
usada para identificar a vista 
resultante daquela direção. 
 
 A Figura 7.4 mostra que as vistas auxiliares, além de representar a forma do 
objeto com maior clareza, permite que as cotas sejam referenciadas às verdadeiras 
grandezas das dimensões cotadas. 
 
15
66
Vista de A
15
20
50
15
76
1
5
135
°
30
2
5
30
5
0
R10
A
 
 
Figura 7.4 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO 95 
Exercícios Resolvidos com Vistas Auxiliares 
 
A
B
Vista de A
Vista de B
R20
1
2
-
2
F
u
ro
s
4
0
1
0
4
0
6
0
1
0
80
60
105
65
3
0
20
20
3
0
°
150°
5
2
0
25
10
1
0
75
20
2
0
6020
R7
R
1
0
20
 
 
50
60
46
72
66
50
10 10
72
5
R
5
4
6
38
2
2
1
2
10-2 Furos 30
25
15
1
5
A
Vista de A
 
30
40
5
90
°
15
1
00
44,7
50
60 30
45
6
R1
5
A
Vista de A
 
Antonio Clélio Ribeiro, Mauro Pedro Peres, Nacir Izidoro 
 
96 
96 
 
Vistas Auxiliares Duplas 
 
 Quando o objeto contiver superfícies inclinadas em relação aos três planos de 
projeções, serão necessárias duas projeções auxiliares para determinar a verdadeira 
grandeza da superfície, conforme mostra a Figura 7.5. O primeiro rebatimento, no 
caso a \u201cVista de A\u201d, sempre é feito de modo a representar por uma linha a superfície 
que se quer obter em verdadeira grandeza. Ou seja, a primeira projeção deverá ser 
feita em um primeiro plano auxiliar perpendicular à superfície inclinada e a um dos 
planos ortográficos. 
 O segundo rebatimento, no caso a \u201cVista de B\u201d, é feito no sentido 
perpendicular à superfície que se deseja representar em verdadeira grandeza. Ou 
seja, a segunda vista auxiliar é obtida pela projeção do objeto em um segundo plano 
auxiliar paralelo à superfície inclinada e perpendicular ao primeiro plano auxiliar. 
 O segundo plano auxiliar não é perpendicular a nenhum dos planos 
ortográficos. 
 
 
 
 
 
A
Vista de A
B
Vista de B
 
Figura 7.5 
 
Outras Representações (Representações em Uma Única Vista) 
 
 Existem objetos que pela simplicidade de suas formas são plenamente 
caracterizados por somente duas vistas, conforme está exemplificado na Figura 7.6 
(a). Fazendo a cotagem com a utilização dos símbolos que facilitam a identificação 
das formas cotadas, a representação pode ser com uma única vista, conforme 
mostra a Figura 7.6 (b). 
 
 
(a) 
40
60
Ø
4
0
Ø
2
0
 
(b) 
Figura 7.6 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO 97 
 Para facilitar a interpretação dos objetos representados com uma só vista, as 
superfícies planas são caracterizadas pelo traçado das diagonais dos polígonos que 
as representam, conforme mostra a Figura 7.7 
 
 30
55
Ø
2
0
44
 
Figura 7.7 
 
 As diagonais que identificam a superfície plana são traçadas com linhas finas 
e contínuas. 
 Alguns objetos planos, tais como juntas de vedação, placas etc., desde que 
não contenham detalhes que necessitem de mais de uma vista, podem ser 
representados em uma única vista, fazendo-se a identificação das suas espessuras 
com notas escritas, conforme está exemplificado na Figura 7.8. 
 
 
100
40
21
6
0
2
0
30
17
3
0
15
30
34
1
8
1
5
1
7
13
1
0
1
0
Esp. 5
 
 
(a) 
 
45°
70
12-6Furos
Esp. 3
30
100
 
(b) 
Figura 7.8 
 
 Quando houver espaço e não comprometer a interpretação do desenho, a 
anotação da espessura deverá ser localizada dentro do desenho, como mostra a 
Figura 7.8 (a). Não sendo conveniente localizar a anotação dentro do próprio 
desenho, deve-se localizá-la logo abaixo, conforme mostra a Figura 7.8 (b) 
 
Exemplos de Objetos Representados por Uma Única Vista 
 
 
44
64
2
2
4
4
 
 
Antonio Clélio Ribeiro, Mauro Pedro Peres, Nacir Izidoro 
 
98 
98 
 
64
5
02
0
 
 
 
 
Ø
40
Ø
28
60
 
 
 
 
Ø
5
2
Ø
2
0
Ø
3
8
45
59
5x45º
 
 
 
 
 
 
44
5050
14
-2
Fu
ro
s
R16
R
20
R20
Ø
72
132
Esp. 3 
 
Outras Representações (Vistas de Objetos Encurtados) 
 
 Para evitar a utilização de escalas muito reduzidas ou a utilização de folhas 
de papel com grandes dimensões, a representação de objetos longos é feita com 
aplicação de rupturas, desenhando-se somente as partes da peça que contêm 
detalhes. As rupturas são aplicadas nas partes que têm formas constantes ao longo 
de seu comprimento, fazendo-se a remoção da parte localizada entre as rupturas e a 
aproximação das extremidades, conforme mostra a Figura 7.9. 
 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO 99 
Ø
3
2
Ø
4
2
Ø
2
6
R
7
R
E
S
F
4
0
Ø
4
7
Ø
5
6
360 24620
1020
84x45º
 
Figura 7.9 
 
Apesar da peça ser 
representada encurtada, as 
linhas de cotas não