Aula_Jornada de Trabalho
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Aula_Jornada de Trabalho


DisciplinaLegislação Trabalhista e Previdenciária5.937 materiais31.544 seguidores
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necessidade de autorização prévia da DRT (pela incompatibilidade do art. 60 com o XIII art. 7º CF, portanto não recepcionado pela CF) En. 349 TST
O En. 76 foi revisto pelo 291 TST, horas extra prestada com habitualidade por mais de 2 anos
Ainda que na CLT apareça valor inferior a 50% do adicional de horas extras (En 241, 305) fica elevado para no mínimo de 50% pela CF
Compensação da jornada de trabalho
O trabalhador trabalha mais horas em um dia para prestar menos em outro ou não prestar em certo dia
Compensação de horário: o art. 7º XII da CF (mediante acordo ou convenção coletiva) trouxe dúvidas se acordo individual ou coletivo, mas por interpretação sistemática entende-se que é acordo individual, pois quando a CF quer ao contrário refere-se a convenção ou acordo coletivo (art. 7º VI )
As disposições do art. 59 CLT (horas suplementares) não se aplica ao doméstico e ao rural (a lei que regula o rural e a CF não os recepcionou) 
É válido o acordo coletivo ou convenção para turnos de 12 por 36 (hospitais), vedado por acordo individual
A compensação deverá ficar restrita ao período de 1 ano, § 2º art. 59 CLT; a compensação visa que o trabalhador não trabalhe no Sábado, se há trabalho neste dia, deixa de haver acordo de compensação, deve-se pagar horas extras trabalhadas
O cálculo será feito no valor da remuneração, §3º art. 59 CLT
O ajuste deve ser por escrito e não tácito , art. 59 CLT
Redução da jornada
Art. 7º XIII CF permite redução, acordo ou convenção coletiva, não acordo individual (art. 503 não recepcionado pela CF)
A Lei 4923/65, permite a redução de salário (em até 25%) por no máximo 3 meses, no caso de crise econômica
Necessidade imperiosa
Permite a prorrogação por necessidade imperiosa (força maior), art. 61 CLT, independente de previsão contratual ou acordo e convenção coletiva
O art. 501 CLT conceitua força maior como acontecimento inevitável
O empregador deve comunicar à DRT em 10 dias a prorrogação
Deve-se pagar o adicional de horas extras
O menor em caso de força maior pode fazer horas extras até o limite de 12 horas e deve ser comunicada à autoridade competente, art. 413, II CLT e art. 7º, XVI CF c/c parágrafo único art. 376 CLT
Recuperação de tempo em razão de paralisações, §3º art. 61, 2 horas, sem exceder 10 h dia até o período de 45 dias por ano (prévia autorização da DRT)
Turnos ininterruptos de revezamento (art.7º XIV CF)
O trabalho por turno é aquele em que grupos de trabalhadores se sucedem nas máquinas do empregador, para funcionamento ininterrupto da empresa
De 6 horas, salvo negociação coletiva
Aplica-se a qualquer tipo de atividade ou profissão
O intervalo para refeição, o repouso semanal bem como o intervalo interjornadas (11 horas, arts. 66 e 71 CLT) não descaracterizam o turno (En. 360 TST)
Nos turnos ininterruptos de revezamento tem direito ao adicional noturno se presta o serviço das 22 ás 5 horas
Horas in itinere
En. 90 TST, se não for servido por transporte público regular e condução fornecida pelo empregador computa-se na jornada de trabalho
Se há transporte público, mas é ineficiente, não há direito (En.324 TST) e se parte possui e parte não só tem direito ao trecho não alcançado pelo transporte público (En. 325 TST)
O fato de cobrar, parcial ou total, importância pelo transporte fornecido, para local de difícil acesso, ou não servido por transporte regular, não afasta o direito de percepção (En. 320 TST)
 Sobreaviso, prontidão e bip
O art. 244 CLT trata de sobreaviso e prontidão
Sobreaviso permanece em sua residência; no máximo de 24 horas. 1/3 do salário normal
Prontidão fica nas dependências da estrada (ferroviário); no máximo de 12 horas. 2/3 do salário-hora normal
Art. 4º CLT fica à disposição do empregador
Na prática o sobreaviso e prontidão que era só aplicável aos ferroviários aplica-se a todos os trabalhadores por analogia (aplica-se aos eletricitários En. 229 TST), também aos médicos, engenheiros, etc
A remuneração do ferroviário é de 1/3, dos outros obreiros há pagamento de hora extra com adicional
O BIP não caracteriza sobre aviso, pois o empregado pose se movimentar para qualquer lugar
Adicional de horas extras
50% no mínimo (CF)
advogado 100%
a natureza é de salário e não de indenização
Trabalho noturno
Horário (já comentado anteriormente)
O vigia noturno tem direito ao adicional ( Súmula 402 STF , En. 140 TST)
Art. 7º IX CF remuneração superior ao diurno
20% superior ao diurno, art. 73 CLT
Trabalhadores rurais e advogados 25%
Os domésticos não têm adicional noturno
O trabalho temporário tem direito art. 12, e, Lei 6019/74
Quem trabalha de noite e passa para o dia perde o direito (En. 265 TST)
 O adicional pago com habitualidade integra o salário (En. 60 TST)
A hora noturna é reduzida de 52 min e 30 Seg , § 1º art. 73 CLT
Prestará 7 horas mas ganhará 8
O rural ( e o advogado) não tem a hora reduzida por isso recebe 25%
Vigia noturno tem direito à hora reduzida En. 65 TST
Regime de revezamento tem direito ao adicional noturno ( Súmula 213 STF) revogado o art. 73 CLT pela CF/46, no que se refere ao revezamento
19.Intervalo para descanso
Conceito: são períodos na jornada de trabalho, ou entre uma e outra, em que o empregado não presta serviço, seja para se alimentar ou para descansar (não recebe)
Intervalos intrajornadas (dentro da própria jornada), art. 71, §1º CLT (entre 4 a 6 horas 15 minutos de intervalo; mais de 6 horas, intervalo de no mínimo 1 hora e no máximo de 2 horas)
Interjornada: art. 66 CLT (intervalo entre jornadas)
Se não for contínuo não tem direito ao intervalo
Se não for concedido o intervalo paga-se com 50% da hora normal 
Serviço de mecanografia cada 90 min intervalo de 10 min e recebe
Digitador (art. 200 c/c Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho) cada 50 min, 10 min intervalo e recebe
Serviço frigorífico 40 min 20 de intervalo e recebe, art. 253 CLT
Mineiros 3horas com 15 de intervalo e recebe, art. 298 CLT
Mulher em fase de amamentação (até 6 meses), durante a jornada 2 intervalos de ½ hora, art. 396 CLT, não recebe
Repouso semanal remunerado
CF art. 7º XV
Conceito: é o período em que o empregado deixa de prestar serviços uma vez por semana ao empregador, de preferência aos domingos, e nos feriados, mas percebendo remuneração
O período é de 24 horas consecutivas (art. 1º Lei 605/49)
Tem natureza jurídica salarial
O fundamento é de recuperar as energias gastas pelo trabalho
Os arts. 67 a 70 CLT não foram revogados expressamente pela Lei 605/49:
O 67 foi revogado pelo art. 1º Lei 605/49 (o 67 deve coincidir com o Domingo e o outro preferencialmente)
A regra do art. 68 e seu parágrafo único fica subsumida pelo art. 10 da lei 605 que foi regulamentado no art. 7º do Decreto-lei 27048/67
Em conclusão os arts. 67 a 69 CLT foram revogados pela lei 605/49
Não se aplica: aos domésticos; funcionários públicos
Remuneração: 
Para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês corresponde à de 1 dia de serviço;
Por tarefa ou peça, ao equivalente das tarefas ou peças feitas durante a semana, no horário normal de trabalho, dividido pelos dias de serviço efetivamente prestados
Para os que trabalham por hora, à de sua jornada normal de trabalho
para empregado em domicílio, equivalente ao quociente da divisão por 6 da importância total da sua produção na semana (art. 7º Lei 605/49)
Horas extras, as prestadas com habitualidade integram o repouso (En. 172 TST, a, b, art. 7º Lei 605)
Comissionistas, Súmula 201 STF diz que não recebe e o En. 27 TST diz que recebe, deve prevalecer o enunciado, pois não se trata de matéria constitucional
As gratificações de produtividade e por tempo de serviço, pagas mensalmente, não repercutem no cálculo do repouso, pois o pagamento mensal já tem incluído o repouso (En. 225TST). Mesma coisa ocorre com as gorjetas (En. 354 TST)
Bancários (art. 224 CLT; En. 113 TST)
Professor (En. 351 TST)
Só recebe se tiver trabalhado toda a semana anterior
- Nos feriados civis e religiosos, assim como no dia de repouso, é