Aula_RELAÇÃO DE TRABALHO E RELAÇÃO DE EMPREGO
3 pág.

Aula_RELAÇÃO DE TRABALHO E RELAÇÃO DE EMPREGO


DisciplinaLegislação Trabalhista e Previdenciária5.954 materiais31.749 seguidores
Pré-visualização1 página
\ufffdPAGE \ufffd3\ufffd
\ufffdPAGE \ufffd1\ufffd
AULA Nº 3 (Prof. Paiani) Trabalho I
SUMÁRIO: EMPREGADO
Objetivos específicos: 1)identificar os aspectos que envolvem a figura do empregado, seja rural, urbano ou mesmo doméstico. 2) analisar as características do trabalho temporário
Conceito
Características
Distinção quanto ao tipo de trabalho e quanto ao local da prestação de serviço, tipologia
Empregado rural
Empregado doméstico
Empregado ocupante de cargo de confiança
Altos empregados
Trabalhador temporário
Introdução:
CONCEITO (requisitos)
Requisitos legais da definição de empregado:
Alei, art. 3º CLT, esses requisitos não esgotam a definição, deve-se buscar um requisito no art. 2º, que define empregador.
Pessoa física ou natural, não pode ser jurídica.
Continuidade: trabalhador não eventual (discute-se para saber o que é ou não eventual (visto anteriormente). De uma maneira geral não eventual é o trabalhador que exerce atividade permanente. (se atender a finalidade do empregador não é eventual. Ex. bilheteiro de cinema)
Subordinação: a lei usa a expressão \u201cdependência\u201d mas generalizou-se a palavra subordinação. Quem não tem subordinação é trabalhador autônomo e não se aplica a CLT (a subordinação não é econômica, mas de cunho hierárquico; aplica sanções, comanda e dirige. O risco do empreendimento é do empregador) (trabalho a domicílio é diferente do trabalho doméstico; o primeiro é prestado na casa do empregado \u2013 por tarefa, obra certa ou relatórios -; a subordinação é que irá definir se empregado ou empresário autônomo)
Salário; empregado é trabalhador assalariado. Quem presta serviço voluntário não gera vínculo de emprego. (Lei 9608/98) (pode ocorrer a relação se o salário não foi estipulado, no caso do art. 460 CLT, será estipulado)
Pessoalidade (intuitu personae) o contrato de trabalho é ajustado em função de determinada pessoa
DEFINIÇÃO: Empregado é a pessoa física que presta pessoalmente a outrem serviços não eventuais, subordinados e assalariados.
DISTINÇÃO QUANTO AO TIPO DE TRABALHO
-Explicar: (por pessoa jurídica- Direito Civil; por trabalhador eventual- Direito Civil; se não houver subordinação- trabalhador autônoma
- DIFERENÇA ENTRE EMPREGADO E TRABALHADOR AUTONÔMO
A CLT não se aplica aos autônomos
Autônomo não existe subordinação
DIFERENÇA ENTRE EMPREGADO E TRABALHADOR EVENTUAL
Teorias:
Eventos: (só para determinado evento)
dos fins (da empresa): o eventual desenvolve trabalho que não é da atividade fim da empresa só atividade meio
da continuidade
da fixação (mais aceita pela doutrina): o trabalhador não se fixa a uma fonte de trabalho Ex. boia-fria (cada dia em uma fazenda). Ex. chapa (carga e descarga de caminhões)
DIFERENÇA ENTRE EMPREGADO E TRABALHADOR AVULSO (portuário)
estivador é o sindicato quem contrata os serviços
intervenção do sindicato
curta duração
remuneração em forma de rateio
A Lei 8630/93 criou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra que administra o trabalho portuário avulso (art. 8º, I- ver CF/88 art. 7º XXXIV (direitos iguais do trabalhador permanente e avulso)
DIFERENÇA ENTRE EMPREGADO E TRABALHADOR TEMPORÁRIO
Fornecimento de mão-de-obra de empresa para outra empresa
Lei 6019/74 arts. 2º e 4º
OUTRAS:
Terceirização das atividades da empresa
Diferença de estagiário (Lei 6494/77).
Trabalho voluntário (Lei 9608/98)
QUANTO AO LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
art. 6º, § 1º; 461; 76 CLT
art. 7º XXX e XXXI CF/88
art. 1º Lei 9029/95 (proíbe a exigência de não ser grávida, etc)
Caracteriza empregado (analisar o conceito art. 3ºCLT)
TIPOS ESPECIAIS DE EMPREGADOS
Doméstico( 7º CLT; VER A Lei 5859/72, art. 1º define; art. 7º parágrafo único CF/88)
Rural: lei 5889/73 equiparados aos urbanos, art. 7º CF
Empregados ocupantes de cargo de confiança: só sofre restrições de direitos trabalhista, no mais, é um empregado comum
Altos empregos: (diretor de sociedade). Ver enunciado TST 269 \u201cO empregado eleito para ocupar um cargo de diretor tem o respectivo contrato suspenso, não se computando o tempo de serviço desse período, salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego\u201d
Alto emprego: ocupa postos mais elevados dentro da empresa;
Confiança pode ser: imediata e especial
Confiança imediata: responde pelo empregador, Ex. diretor técnico, setorial, etc.;
Confiança especial: pessoas de confiança imediata ao alto empregado. Ex. secretárias, chefe de gabinete, etc., não substitui o empregador;
DIRETOR DE S/A: (por eleição em sociedade anônima; 3 correntes)
1ª corrente: o contrato de trabalho se extingue pela incompatibilidade, ninguém pode ser empregado e empregador ao mesmo tempo;
2ª corrente: é verdadeira a posição da 1ª corrente, mas como é uma situação transitória, o contrato se suspende e posteriormente volta a ser empregado;
3ª corrente: não é suspensão e sim interrupção (paga-se salário ao diretor); TST decidiu através do En. 269: o contrato fica suspenso, não se computando o tempo de serviço, salvo se permanecer a subordinação
e) Representante comercial (Lei 4886/65 \u2013 regula as atividades dos Representantes Comerciais Autônomos).
São considerados por tempo determinado os seguintes contratos:
de safra (parágrafo único art. 14 Lei 5859/73)
de atleta profissional (art. 3º Lei 6354/76)
de artistas (art. 9º Lei 6533/78)
de técnico estrangeiro (Dec-lei 691/52)
de obra certa (Lei 2959/58)
de aprendizagem (art. 428 CLT, Dec. 31546/52) (arts. 428 e 433 alterados pela MP 251 de 14/06/05) ( já se transformou em lei 11.180 de 23 setembro de 2005)
empregados em missões estrangeiras e organismos internacionais: inicialmente entendia-se que era regulado pela legislação do país de origem, em 1991 o STF decidiu que a competência é da justiça brasileira, local da prestação dos serviços (ver art. 114 CF/88)