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1 EMPRESA “INHAMBANE, SA” 2 0. Dados da Empresa • Designação: Empresa Inhambane SA • Data da criação: 29/05/2000 • Localização e extensão territorial: Província de Inhambane e Cidade de Inhambane, Av. Das Indústrias Nº.108, Caixa Postal 97 • Tipo de sociedade: Sociedade Anónima (não cotada na Bolsa de Valores), pretende ingressar na BVM no presente ano. • Ramo de actuação: Indústria Oleaginosa • Capital Social: 4.000.000,00 meticais Divisão do Capital Social: 400.000 acções com valor nominal 10,00MT= 4.000.000,00MT Accionistas Acções 1 100.000 2 100.000 3 100.000 4 100.000 • Missão: Produzir e Distribuir em Moçambique Óleo Cru e refinado de copra e Sabão de qualidade, através do compromisso interno e empresarial na gestão de qualidade total. • Visão: ser líder no mercado nacional de Óleo cru e refinado de copra e sabão • Valores: liderança, integridade, responsabilidade ambiental, comunicação e qualidade. 1. Estrutura de Empresa N.º trabalhadores 168 - Conselho de Administração: 4 - Direcção Executiva: 1 - Auditoria Interna: 2 - Departamento da produção: 120 3 - Departamento de Manutenção: 12 - Departamento de Aquisições: 15 - Direcção Administração Financeira: 7 - Direcção de Marketing: 12 - Direcção de Planeamento e Controlo de Qualidade: 5 2. Produção Produção Quantidade por dia Óleo Crú 21.000 litros Óleo Refinado 12.000 litros Sabão 24 toneladas Cota de mercado 20% Produção por dia: Conselho de Administracao Direcção Executiva Direcção de Operações Departamento Produção Departamento de Manutenção Departamento de Aquisições Direcção Administ. Financeira Departamento Aprovisionamento Departamento RH Depart. Contabilidade Direcção de Venda Departamento Comercial Departamento de Distribuição Direcção de Planeamento e Controlo de Qualidade Auditoria Interna 4 - Óleo Cru: 21.000 litros; 3. Questões para Reflexão 3.1.Gestão Geral • Descreva os procedimentos necessários a seguir para o licenciamento da Empresa Inhambane SA. • Com base na Legislação oriente e especifique quais os aspectos básicos a ter em conta no processo de produção, engarrafamento e distribuição de Óleo refinado de copra. • A EMPRESA INHAMBANE, a frente de reclamações dos trabalhadores do sector administrativo, provou a existência de incompatibilidade entre as funções desempenhadas e a área de formação. Isso está a criar fricções entre trabalhadores e entre trabalhador – direcção. Proponha várias soluções, tendo em conta os vários subsistemas e a operacionalidade das várias técnicas de gestão dos recursos humanos. 3.2.Gestão Financeira/Contabilidade • Considere-se especialista em contabilidade e tem a tarefa de organizar o sistema de contabilidade da empresa. Explique: (i) que documentos financeiros principais se deve elaborar?; (ii) que livros de registo contabilístico obrigatórios a empresa deve ter? e (iii) apresente a legislação aplicável de forma a que a empresa possa honrar com o seu compromisso financeiro junto ao Estado e a banca. • A empresa INHAMBANE, actualmente constituída por 4 sócios, cada um com uma participação de 1.000.000,00 MT, totalizando um capital social de 4.000.000,00 MT e com um passivo de 2.500.000,00 MT, pretende abrir o seu capital ao público (estar cotada na BVM). Quais são as condições e etapas que a empresa deve desencadear de forma a estar cotada na BVM? • A Empresa INHAMBANE contratou um contabilista sénior para apresentar as demonstrações financeiras (balanço, demonstração de resultados e demonstração de fluxos de caixa), que nunca foi elaborada. Com base nos dados contabilísticos apresentados qual é o posicionamento financeiro da Empresa? • Admita que é o Contabilista Sénior da empresa INHAMBANE, e tem a disposição os balanços dos últimos 5 anos da empresa. Efectue a análise 5 económico-financeira da empresa e faça as suas considerações sobre a saúde da mesma. 3.3.GRH • A empresa precisa de recrutar dois técnicos superiores (1 engenheiro electrónico e 1 engenheiro mecânico). Descreva os procedimentos a seguir de forma a recrutar os dois técnicos. • A Empresa Inhambane tem necessidade de ampliar o seu quadro de pessoal, para fazer face ao aumento da produção pretendido no ano 2015. Tendo em conta que esta empresa não tem especialistas em Recrutamento, apresente modelos de procedimento de recrutamento e selecção para 2 motoristas, 1 técnico superior de contabilidade, 1 esperto de Marketing e 10 operadores de prensas (descrição de funções, qualificações necessárias, critérios de avaliação, analise do CV); • A Empresa INHAMBANE precisa urgentemente de reorganizar a área de RH, devido aos frequentes roubos internos, que chegam a atingir o 20% da produção total da empresa. A tentativa do último despedimento, mesmo com provas fortes, devido a vícios burocráticos, terminou com a reintegração do trabalhador. Ajude a empresa a elaborar correctamente um processo de despedimento. • A empresa INHAMBANE tem vindo a perder cotas de mercado nos últimos 2 anos, registando perdas financeiras significativas. Sendo assim, precisa de reorganizar a sua estrutura laboral, cortando o 20% dos seus funcionários. Apresente um plano que possa ser aceite pela Direcção Provincial de Trabalho de Inhambane, mostrando as evidências necessárias. 3.4.Marketing • A Empresa Inhambane depara-se com dificuldades na distribuição dos seus produtos. Delineie estratégias de distribuição a seguir, que conduzam a resolução do problema apresentado. • A empresa, depois de um estudo profundo, analisou a possibilidade de conseguir colocar o seu produto no mercado italiano. Desenvolva uma estratégia de marketing que possa garantir expansão do negócio. 6 3.5.Economia • O preço do óleo no mercado internacional é muito volátil, havendo meses em que o preço do óleo é elevado e meses em que se verifica uma queda. Que estratégias a empresa pode adoptar de forma a controlar esta situação? • O mercado sul-africano é o principal mercado internacional para a colocação do óleo da empresa Inhambane, entretanto a taxa de câmbio entre o Metical e o Rand não é estável. Que estratégia a empresa pode adoptar de forma a evitar prejuízos avultados? Referências Bibliográficas Documentação que rege o funcionamento de empresa oleaginosas em Moçambique. iii Índice 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 1 2. PROGRAMA DE AUDITORIA ...................................................................................................... 2 2.1. da Realização da Auditoria ................................................................................................... 2 2.2. Auditores ................................................................................................................................. 2 2.3. Plano Orçamental ................................................................................................................... 2 3. TERMO DE REFERÊNCIA ............................................................................................................ 3 3.1. Considerações Básicas............................................................................................................ 3 3.2. Objectivos ................................................................................................................................ 3 3.3. Descrição e especificação dos serviços .................................................................................. 3 3.4. Valor da Consultoria .............................................................................................................. 4 3.5. Equipe técnica e Qualificação ...............................................................................................4 3.6. Conclusão dos serviços e resultados esperados .................................................................... 4 4. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ................................................................................................ 5 4.1. Dados da Empresa Inhambane, SA. ..................................................................................... 5 4.2. Missão, Visão e Valores ......................................................................................................... 5 4.2.1. Missão .............................................................................................................................. 5 4.2.2. Visão ................................................................................................................................ 5 4.2.3. Valores ............................................................................................................................. 5 4.3. Estrutura da Empresa ........................................................................................................... 5 4.3.1. Número de Trabalhadores ............................................................................................. 5 4.3.2. Organigrama da Empresa ............................................................................................. 6 4.3.3. Produção Diária da Empresa ........................................................................................ 6 5. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE CONTABILIDADE ............................................................ 7 5.1. Documentos Financeiros Principais que a Empresa deve Elaborar .................................. 7 5.2. Livros Contabilísticos obrigatórios ....................................................................................... 7 5.3. Requisitos para a Admissão à Cotação na Bolsa de Valores de Moçambique .................. 7 5.3.1. Requisitos de Natureza Jurídica ................................................................................... 7 5.3.2. Requisitos de Natureza Económico – Financeira ........................................................ 7 5.3.3. Requisitos de Natureza de Mercado ............................................................................. 8 5.4. Demonstrações Financeiras da Empresa ........................................................................... 10 5.4.1. Bases de Preparação das Demonstrações Financeiras .............................................. 11 iv 5.4.2. Principais Políticas Contabilísticas ............................................................................. 12 5.5. Análise Económico-Financeira ............................................................................................ 13 5.5.1. Índices de Liquidez ....................................................................................................... 14 5.5.1.1. Liquidez Corrente ................................................................................................ 14 5.5.1.2. Liquidez Geral ...................................................................................................... 14 5.5.1.3. Liquidez Seca ........................................................................................................ 14 5.5.1.4. Liquidez Imediata ................................................................................................ 15 5.5.2. Índices de Endividamento ........................................................................................... 16 5.5.2.1. Composição do Endividamento ........................................................................... 16 5.5.2.2. Endividamento Geral ........................................................................................... 16 5.5.3. Rentabilidade ................................................................................................................ 17 5.5.3.1. Margem Líquida ................................................................................................... 17 5.5.3.2. Rentabilidade do Património Líquido ................................................................ 17 6. RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE ........................................................................ 18 6.1. Responsabilidade pelas Demonstrações Financeiras ........................................................ 18 6.2. Responsabilidade do Auditor .............................................................................................. 19 6.3. Constatações ......................................................................................................................... 20 6.4. Consequências ...................................................................................................................... 20 6.5. Propostas de Melhoria ......................................................................................................... 20 6.6. Opinião .................................................................................................................................. 21 1 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho é elaborado no culminar do aprendizado da cadeira de Estágio em Profissional com intento de elaborar um Relatório de Auditoria da Empresa INHAMBANE,SA. Procedeu-se à revisão legal das contas da INHAMBANE,SA, relativas aos 5 exercícios económicos, nomeadamente 2017 a 2021, de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Auditoria aprovadas pela Ordem dos Contabilistas e Auditores e com a profundidade considerada necessária nas circunstâncias. Em consequência do exame efectuado emitiu-se a respectiva Certificação Legal das Contas com data a escolha do autor. Desta forma, a INHAMBANE,SA, adopta na preparação das suas demonstrações financeiras as disposições do Sistema de Normalização Contabilístico aprovado pelo Decreto 70/2009 de 22 de Dezembro, em particular as Normas Contabilísticas de Relato financeiro (NCRF) e as Demonstrações Financeiras publicadas. Importa também referir que a mesma adopta o Sistema de Inventário Permanente para a valorização das suas mercadorias. Em consequência do exame efectuado emitir-se-á as devidas recomendações e/sugestões relativas à melhoria da INHAMBANE, SA com base na análise economico-financeira. 2 2. PROGRAMA DE AUDITORIA 2.1. da Realização da Auditoria A previsão para a realização da auditoria e o relativo relatório da empresa supracitada é de 30 dias sendo dois dias planificação da estratégia e recolha dados e informações inerentes ao trabalho com o objectivo de obter bons resultados, um dia para reunião com a Administração da empresa e dois dias para análise dos dados e elaboração do Relatório de Auditoria. 2.2.Auditores O trabalho, contará com 2 auditores sendo Hélder Parruque como líder e um outro que será escolhido para ser assistente para a realização do trabalho de auditoria, com vista à realização de um bom trabalho e rápido cada Demonstração de Resultados será auditada somente por 2 auditores profissionais. 2.3.Plano Orçamental N/O Descrição Mensuração Custo Unitário Subtotal 1 Material Gráfico 1 5,020.00 5,020.00 2 Transporte e Combustíveis 1 2,000.00 2,000.00 3 Alimentação e hospedagem 1 30,000.00 30,000.00 -4 Comunicações e Internet 1 3,000.00 3,000.00 5 Custo da Auditoria 1 135,000.00 135,000.00 Total 175,020.00 3 3. TERMO DE REFERÊNCIA 3.1.Considerações Básicas Este Termo de Referência fornece as informações básicas e necessárias para o auditor entender suficientemente o trabalho a ser realizado e poder preparar sua proposta adequadamente. As informações aqui contidas serão complementadas pelas Diretrizes para Preparação do plano de auditoria, se constituem os critérios básicos utilizar-se-ão para medir a qualidade do trabalho do auditor ao realizar o trabalho nas instituições supracitadas. 3.2.Objectivos O objectivo deste trabalho é fazera auditoria da área de Gestão Financeira/Contabilidade. Para alcance de nossos objectivos, a empresa de auditoria deve realizar exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação de integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informação e de controlos internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vista a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objectivos legais e institucionais. 3.3.Descrição e especificação dos serviços Relativamente a esta área, deverá se observar os dados fornecidos pela empresa, balancetes de razão anual e mapas de demonstração de resultados vulgo MDR, para a análise Económico- Financeira assim como a organização do sistema de Contabilidade. O reconhecimento, a mensuração, a divulgação e aspectos particulares de apresentação de transacções específicas e outros acontecimentos preconizados pelas Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF), serão tratados nos pontos subsequentes, aquando da análise das Demonstrações Financeiras. 4 3.4.Valor da Consultoria O valor total da consultoria inclui todos os custos diretos e indiretos relativos à remuneração, mobilização, diárias, assim como impostos, insumos, equipamentos e demais gastos necessários para a realização do mesmo, devendo ser pago 30%para iniciar o trabalho e os restantes 70% no final do trabalho. 3.5.Equipe técnica e Qualificação A empresa CONTRATADA deverá disponibilizar para execução do serviço de auditoria, no mínimo 01 (um) Auditor e 1 (um) assistente, ambos com comprovação de regularidade junto à OCAM (ordem dos contabilistas e auditores de Moçambique), com jurisdição onde actua. A empresa CONTRATADA deverá apresentar relatórios contendo sugestões, adoptar, objetivando fortalecer o sistema de controlos internos, melhoria dos procedimentos contabilísticos., administrativos ou financeiros que propiciem maior eficiência, economicidade, transparência, entre outros. 3.6.Conclusão dos serviços e resultados esperados Ao final dos trabalhos de campo deverá ser realizada reunião de encerramento, com a participação dos gestores e demais áreas envolvidas nos trabalhos, com exposição, pela Auditoria, dos pontos porventura encontrados, sendo concedida ao auditado a oportunidade para manifestação e providências cabíveis prévias ao relatório. O relatório de controlos internos resultantes da auditoria realizada deve conter, de forma concisa, os critérios e percentuais de amostragem aplicados, os apontamentos e as recomendações relativas a cada caso e/ou fortalecimento dos controles internos, decorrentes de constatações, inclusive indicando os factos relevantes identificados através dos testes e exames efectuados. 5 4. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA 4.1.Dados da Empresa Inhambane, SA. Designação: Empresa Inhambane SA Data da criação: 29/ de Maio de 2000 Localização e extensão territorial: Província de Inhambane e Cidade de Inhambane, Av. Das Indústrias Nº.108, Caixa Postal 97 Tipo de sociedade: Sociedade Anónima (não cotada na Bolsa de Valores), pretende ingressar na BVM no presente ano. Ramo de actuação: Indústria Oleaginosa Capital Social: 4.000.000,00 meticais 4.2.Missão, Visão e Valores 4.2.1. Missão Produzir e Distribuir em Moçambique Óleo Cru e refinado de copra e Sabão de qualidade, através do compromisso interno e empresarial na gestão de qualidade total. 4.2.2. Visão Ser líder no mercado nacional de Óleo cru e refinado de copra e sabão 4.2.3. Valores Liderança, integridade, responsabilidade ambiental, comunicação e qualidade. 4.3.Estrutura da Empresa 4.3.1. Número de Trabalhadores Conselho de Administração: 4 Direcção Executiva: 1 Auditoria Interna: 2 Departamento da produção: 120 Departamento de Manutenção: 12 Departamento de Aquisições: 15 Direcção Administração Financeira: 7 6 Direcção de Marketing: 12 Direcção de Planeamento e Controlo de Qualidade: 5 4.3.2. Organigrama da Empresa 4.3.3. Produção Diária da Empresa 7 5. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE CONTABILIDADE 5.1.Documentos Financeiros Principais que a Empresa deve Elaborar Além dos livros contabilísticos, a sociedade deve ainda ter os seguintes livros: Livro de registo de acções; Livro da emissão de obrigações; Livros de actas de assembleia-geral; Livro de presença de accionistas; Livro de actas da reunião do Conselho de Administração; Livro de actas e pareceres do conselho fiscal. Os livros sociais podem ser substituídos por registos informatizados ou electrónicos na forma que for legalmente definida. 5.2.Livros Contabilísticos obrigatórios Legislação Aplicável de Forma a que a Empresa Possa Honrar com o seu Compromisso Financeiro Junto ao Estado e a Banca. Em Moçambique, o Governo no âmbito da sua política económica criou a Bolsa de Valores através do Decreto nº 49/1998, de 22 de Setembro, com a finalidade de diversificar as alternativas de financiamento então existentes e também de promover a captação da poupança e a sua conversão em investimento produtivo. 5.3.Requisitos para a Admissão à Cotação na Bolsa de Valores de Moçambique Os requisitos de admissão à cotação estão segmentados da seguinte forma: requisitos de natureza jurídica, requisitos de natureza económico-financeira, e requisitos de natureza do mercado. 5.3.1. Requisitos de Natureza Jurídica Constituição e funcionamento da Entidade Emitente; Situação Jurídica dos valores mobiliários; e Publicação regular dos relatórios de gestão e contas anuais. 5.3.2. Requisitos de Natureza Económico – Financeira Montante mínimo dos capitais próprios da sociedade e/ou da emissão dos valores a admitir: Mercado de Cotações Oficiais: os capitais próprios mínimos são de 16,00 milhões de 8 meticais; e o Segundo Mercado: os capitais próprios mínimos são de 4,00 milhões de meticais; Adequada situação Económico-Financeira (Equilíbrio financeiro). 5.3.3. Requisitos de Natureza de Mercado Livre transmissibilidade dos valores; Suficiente grau de dispersão pelo público: Mercado de cotações oficiais: presume-se existir uma dispersão suficiente quando as acções que forem objecto do pedido de admissão à cotação, se encontrarem dispersas pelo público, numa percentagem não inferior a 15% do capital social subscrito, ou na sua falta, um número não inferior a 250.000 acções; Segundo Mercado: presume-se existir uma dispersão suficiente quando as acções que forem objecto do pedido de admissão à cotação, se encontrarem dispersas pelo público, numa percentagem de 5% do capital subscrito. O pedido deve englobar todos os valores da mesma emissão e/ou da mesma categoria; O pedido de admissão a cotação deverá ser apresentado à Bolsa de Valores através de um operador de Bolsa que patrocina o pedido, mediante um requerimento dirigido ao Conselho de Administração da BVM; O Requerimento de Admissão à Cotação deverá conter as seguintes informações: Identificação da entidade emitente, denominação social, sede, número de pessoa colectiva, número de registo na conservatória do registo comercial e montante do capital social e NUIT; Quantidade dos títulos objecto do pedido de admissão e seu valor nominal unitário; Natureza dos títulos a admitir; Descrição dos direitos e obrigações especiais das diferentes categorias de acções representativas do capital social, se as houver; Identificação geral de outros valores mobiliários da sociedade emitente, admitidos à negociação em bolsas de valores estrangeiras. O Prospecto que deverá conter todas as informações que, de acordo com as características da entidade emitente e dos valores mobiliários cuja admissão à cotação é requerida, sejam necessárias para que os investidores possam ter um conhecimentofundamentado sobre o património, situação financeira, resultados e perspectivas da entidade emitente, bem como sobre os direitos ligados a esses valores mobiliários; 9 Cópia das actas, deliberações ou resoluções dos órgãos sociais da entidade emitente, ou, quando for o caso, dos diplomas ou actos administrativos que nos termos das disposições legais e estatutárias aplicáveis, aprovaram a emissão; Cópia da notificação do Banco de Moçambique concedendo o registo da emissão, quando aplicável; Indicação da data da publicação no boletim oficial de bolsa; Exemplar actualizado dos estatutos da entidade emitente; Certidão do registo comercial ou, tratando-se de entidade não sujeita a registo comercial, documento de igual força, emanado por quem tenha poderes para o efeito, comprovativa da existência e data de constituição da entidade emitente, do montante do seu capital social e da identificação de todos os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização; Os relatórios de gestão e contas de, no mínimo, dois últimos exercícios; Relatório de auditoria da entidade emitente realizado por auditor independente autorizado pelo Ministério do Plano e Finanças, caso os documentos a que se refere o ponto anterior não tenham já sido objecto de certificação por um auditor que preencha tais requisitos; Indicação das datas de publicação no boletim oficial de bolsa, das contas dos dois últimos exercícios anuais encerrados; Certificado emitido pela entidade emitente ou intermediário financeiro, onde a conta tenha sido aberta comprovando a existência da conta de registo da emissão, para o caso de valores escriturais, ou, espécime original de cada um dos títulos representativos das acções a admitir, previstos nos estatutos, para o caso de valores titulados. 10 5.4.Demonstrações Financeiras da Empresa Mapa de Demonstração de Resultados Descrição Período Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Venda de bens e de serviços 1 845 950,00 1 864 409,50 2 824 580,39 2 852 826,20 2 881 354,46 Variação da produção e de trabalhos em cursos 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Investimentos realizados pela própria empresa 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Custos dos inventários vendidos ou consumidos 919 996,28 929 196,24 938 488,21 947 873,09 957 351,82 Custos com o pessoal 299 736,00 302 733,36 305 760,69 308 818,30 311 906,48 Fornecimentos e Serviços de terceiros 39 000,00 39 390,00 39 783,90 40 181,74 40 583,56 Amortizações 403 000,00 403 000,00 403 000,00 403 000,00 403 000,00 Provisões 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ajustamentos de inventários 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ajustamentos de contas a receber 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Outros ganhos e perdas operacionais 36 944,11 39 570,00 39 965,70 40 365,36 40 769,01 Resultados de exploração do exercício 147 273,61 150 519,90 1 097 581,89 1 112 587,71 1 127 743,59 Rendimentos financeiros 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Gastos/perdas imputados de associadas 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Resultados antes de impostos 147 273,61 150 519,90 1 097 581,89 1 112 587,71 1 127 743,59 Imposto sobre o rendimento 47 127,56 48 166,37 351 226,21 356 028,07 360 877,95 Resultados líquidos do período 100 146,05 102 353,53 746 355,69 756 559,64 766 865,64 Fonte: Elaborado pelo Autor (2022). 11 Balanço dos Últimos 5 anos da Empresa Fonte: Elaborado pelo Autor (2022). 5.4.1. Bases de Preparação das Demonstrações Financeiras As Demonstrações Financeiras aqui apresentadas foram preparadas com base nos registos apresentados no trabalho e outros dados simulados pelo autor para obter dados suficientes para a análise económico-financeira, os quais são mantidos em consonância com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Moçambique, particularmente às normas estabelecidas por Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Activos não Correntes Activos Tangíveis 3 703 775,05 3 703 775,05 3 703 775,05 3 703 775,05 3 703 775,05 Activos Intangíveis 1 565 000,00 1 565 000,00 1 565 000,00 1 565 000,00 1 565 000,00 Outros Activos não Correntes -1 425 629,00 -2 448 258,00 -1 922 369,00 -1 100 297,00 -1 022 629,00 Activos correntes Inventários 1 005 000,00 1 015 050,00 1 025 200,50 1 035 452,51 1 045 807,03 Clientes 434 000,00 237 456,00 546 657,00 697 008,00 758 586,00 Outros Activos Correntes 109 000,00 344 756,00 276 570,00 689 797,00 134 716,43 Caixa e Bancos 1 209 000,00 2 170 330,53 2 192 033,84 1 972 830,45 2 268 755,02 Total dos activos 6 600 146,05 6 588 109,58 7 386 867,39 8 563 566,01 8 454 010,53 CAPIAL PRÓPRIO E PASSIVOS Capital Próprio Capital Social 4 000 000,00 4 000 000,00 4 000 000,00 4 000 000,00 4 000 000,00 Resultados Transitados 0,00 100 146,05 202 499,58 948 855,27 1 705 414,92 Resultado Líquido do Período 100 146,05 102 353,53 746 355,69 756 559,64 766 865,64 Total do Capital Próprio 4 100 146,05 4 202 499,58 4 948 855,27 5 705 414,92 6 472 280,56 Passivos não Correntes Empréstimos Obtidos 701 160,00 525 870,00 262 935,00 1 128 284,12 983 000,00 Outros Passivos não Correntes 890 000,00 872 200,00 1 097 955,11 757 589,03 310 611,50 Passivos Correntes Fornecedores 900 000,00 987 540,00 1 065 034,00 969 180,94 688 118,47 Impostos a Pagar 8 840,00 0,00 12 088,00 3 097,00 0,00 Total dos Passivos 2 500 000,00 2 385 610,00 2 438 012,11 2 858 151,09 1 981 729,97 Total do Capital Próprio e dos Passivos 6 600 146,05 6 588 109,58 7 386 867,38 8 563 566,00 8 454 010,53 ACTIVOS Período 12 Dec. 70/2009, de 22 de Dezembro e os padrões internacionais de relato financeiro. Os relatórios financeiros desta empresa são, usualmente preparados com base na convenção do custo histórico e nos pressupostos subjacentes de acréscimo e de continuidade de operações. 5.4.2. Principais Políticas Contabilísticas No exercício em apreço, foram aplicadas as mesmas políticas contabilísticas usadas em balanços anteriores, com carácter de consistência, podendo ser alteradas no todo ou em parte quando a mensuração de transacções futuras assim a justificar. Para efeitos das Demonstrações Financeiras aqui relatadas, apenas foram usadas normas fiscais com efeitos contabilísticos que divergem com a natureza de resultados operacionais, consistindo em considerar proveitos os custos fiscalmente inadmissíveis, que estes passam a figurar no Balanço em função de activos. De modo geral, as demonstrações financeiras relatadas apresentam uma posição de estabilidade no desempenho das operações, como se demonstra nas DFs acima.. 13 5.5.Análise Económico-Financeira Rácios ou Índices Fórmulas Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Liquidez Corrente AC/PC 3,03 3,82 3,75 4,52 6,12 Liquidez Geral A/P 2,64 2,76 3,03 3,00 4,27 Liquidez Seca (AC-stock)/PC 1,93 2,79 2,80 3,46 4,60 Liquidez Imediata Disp./PC 1,33 2,20 2,04 2,03 3,30 Endividamento Geral P/A 37,88% 36,21% 33,00% 33,38% 23,44% Composição do Endividamento (PC/P)*100 36,35% 41,40% 44,18% 34,02% 34,72% Margem Líquida (LL/V)*100 5,43% 5,49% 26,42% 26,52% 26,61% Margem Bruta (LB/V)*100 7,98% 8,07% 38,86% 39,00% 39,14% Retorno Sobre Activo Total RO/(A-LL) 2,27% 2,32% 16,53% 14,25% 14,67% Retorno Sobre Património Líquido LL/PL 2,44% 2,44% 15,08% 13,26% 11,85% Prazo Médio de Recebimento de Vendas (Clientes/V)*360 85 46 70 88 95 Giro do Activo Total V/A 0,28 0,28 0,38 0,33 0,34 Giro do Imobilizado V/AñC 0,48 0,66 0,84 0,68 0,68 Fonte: Elaborado pelo Autor (2022). 14 5.5.1. Índices de Liquidez 5.5.1.1.Liquidez Corrente Segundo Assaf Neto (2006 pag. 191) quanto maior a liquidez corrente, mais alta se apresenta a capacidade da empresa em financiar sua necessidade de capital de giro. Com base nos Resultados, podemos ver que no ano 1 temos 3.03, no ano 2 3.82, no ano 3 temos 3.75 e no ano 4 e 5 temos 4.52 e 6.12, respectivamente, de activo circulante para cada 1.00Mt de dívidas de curto prazo, isto quer dizer que a empresa possui recursos disponíveis em excesso, que poderiam ser maisbem aplicados em outras opções. 5.5.1.2.Liquidez Geral A Liquidez Geral é uma medida da capacidade de pagamento de todo passivo exigível da empresa. O índice indica o quanto à empresa poderá dispor de recursos para honrar todos os seus compromissos. Reúne todos os valores conversíveis, Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo, em cotejo com o total das responsabilidades, Passivo Circulante e Exigível a longo Prazo. Assim, a liquidez geral auxilia na análise da geração de caixa em função do total das dívidas da empresa. Desta forma, temos uma visão de longo prazo, considerando possibilidades de entradas e saídas de recursos. Com nos resultados obtidos, é possíver ver que a empresa encontra-se em uma boa situação, sendo que no ano primeiro ano tem 2.64, no segundo ano 2.74, no terceiro ano 3.03, no quarto ano 3.00 e no quinto ano 4.27. Isso inica que a empresa está em situação de solvência (capacidade de pagamento das dívidas). 5.5.1.3.Liquidez Seca A liquidez seca, segundo Matarazzo (2010), mede a geração de caixa no prazo inferior a 90 dias, ou seja, no curtíssimo prazo. Nesse caso, para efeitos de recebimento de recursos, somente são considerados aqueles com rápido recebimento, ou seja, o “Disponível” que são recursos em caixa, bancos e títulos negociáveis imediatamente, “Títulos a Receber” normalmente associados a clientes, que, mesmo que tenham vencimento superior a 90 dias, podem ser negociados por meio de desconto bancário e quaisquer outros ativos que possuam rápida conversibilidade para dinheiro. 15 Indica o quanto à empresa possui de disponível para pagar suas dividas de curto prazo sem dispor de seus estoques. Então podemos afirmar que para cada 1.00Mt de dívidas no curto prazo a Empresa Inhamambane, SA tem condições de saldar 1.93 no primeiro ano, 2.79 no segundo ano, 2.80 no terceiro ano, 3.46 no quarto ano e 4.6 no ano 5 com as contas de disponível e valores a receber. Esse índice mostra o quanto das dívidas no curto prazo podem ser saldadas mediante a utilização de itens monetários de maior liquidez no ativo circulante. 5.5.1.4.Liquidez Imediata Liquidez imediata revela a porcentagem das dívidas a curto prazo (circulante) em condições de serem liquidadas imediatamente. Esse quociente é normalmente baixo pelo pouco interesse das empresas em manter recursos monetários em caixa, ativo operacionalmente de reduzida rentabilidade. (Neto, 2006, p.190). Indica o quanto à empresa dispõe de recursos imediatos para pagar suas dívidas de curto prazo. Para a Empresa Inhambane, SA, temos 1.33 como indicador no primeiro ano, 2.20 no segundo ano, 2.04 no segundo ano, 2.03 no quarto ano e 3.30 no ano 5. Esse quociente é alto para empresa, mostrando muito interesse da empresa em manter recursos monetários em caixa, sendo que dinheiro parado não tem rentabilidade para a empresa. Em suma, é possível observar que em relação aos indicadores de Liquidez da Empresa Inhambane SA, que a empresa possui uma liquidez imediata maior que 1 em todos anos, mostrando que a empresa tem uma melhor condição de pagar as dívidas dela hoje do que a média. Em relação à liquidez seca, o índice fica maior que 1 em todos anos, mostrando que a Empresa Inhambane, SA não tem uma representatividade significante de recursos investido em seu stock. A liquidez geral, mostra que a empresa esta acima de 1 em todos 5 anos. Para concluir, percebe-se que os indicadores de liquidez da Empresa Inhambane estão muito bons, isto é, a empresa é Líquida. 16 5.5.2. Índices de Endividamento 5.5.2.1.Composição do Endividamento De acordo com silva (2010, p.140) através desta análise é possível mensurar o volume de dividas da empresa com vencimento no curto prazo em relação a divida total. Diante dessa constatação, portanto, quanto menor for o resultado encontrado para esse índice, mais concentradas estarão as dívidas no longo prazo. Em relação à composição de endividamento (curto prazo versus longo prazo), Assaf Neto (2010) comenta que, quando o passivo circulante (dívidas de curto prazo) de uma empresa cresce de forma desproporcional ao passivo não circulante (dívidas de longo prazo), poderá ocorrer uma situação de instabilidade financeira, podendo fazer com que haja incapacidade de saldar as dívidas. Caso o índice de composição do endividamento seja inferior a 50%, podemos concluir que as dívidas de curto prazo correspondem a menos da metade do total de obrigações (capital de terceiros). Então, quanto menor for este indicador, melhor será para a empresa, que terá um perfil de endividamento de longo prazo. Ao que se pode observar na Empresa Inhambane, SA, os indicadores estão abaixo de 50% em todos anos, isto é 36.35% no ano 1, no ano 2 temos 41.4%, no ano 3 temos 44.18%, no ano 4 temos 34.02% e por fim no ano 5 temos um índice de 34.72%, das obrigações vencem no curto prazo. 5.5.2.2.Endividamento Geral O endividamento Geral (EG) mede o quanto à empresa está endividada junto aos seus credores, ou seja, quanto maior este índice maior será o grau de utilização de capital de terceiros, segundo Gitman (1997 p. 117) esse índice “(...) mede a proporção dos ativos totais da empresa financiada pelos credores”. Complementando, Téles (2003) traz que “este índice indica o percentual de Capital de Terceiros em relação ao Patrimônio Líquido, retratando a dependência da empresa em relação aos recursos externos”. Com os resultados obtidos da Empresa Inhambane SA, pode-se dizer que no primeiro ano, 37.88% do capital da empresa pertencia aos terceiros e veio reduzindo gradualmente até o ano 5 emque 23.44% do capital da empresa era de terceiros e a mesma detinha 76.56%. 17 5.5.3. Rentabilidade 5.5.3.1.Margem Líquida O índice de margem líquida demonstra a lucratividade das vendas. Assim, podemos verificar que, a cada 100,00Mt em vendas, a empresa obterá determinado percentual de lucro. Ao se calcular tal índice, segundo Matarazzo (2010), é possível acompanhar a margem líquida da empresa e verificar possíveis alterações. Quanto maior for o valor encontrado para esse índice, melhor será para a empresa. O que se pode observar é que a Empresa Inhambane, apresentou índices baixos nos primeiros dois anos, obtendo um lucro de 5.43% e 5.49% para cada 100.00Mt vendidos e nos anos 3,4 e 5 a empresa esteve a 26% de lucros em cada 100.00Mt vendidos. 5.5.3.2.Rentabilidade do Património Líquido O índice de rentabilidade do patrimônio líquido demonstra uma proporção entre o lucro que determinada empresa obteve e o valor do seu capital próprio (patrimônio líquido). Assim, ao se calcular esse índice, para cada 100,00Mt investidos pelos sócios na empresa, poderemos observar o lucro obtido como um percentual deste valor. Para os acionistas, o índice de rentabilidade do patrimônio líquido também é uma excelente forma de análise do negócio, por facilitar a visualização do retorno, e comparar essa rentabilidade com outras opções de investimento no mercado. Logicamente, quanto maior for o percentual encontrado para esse índice, melhor será para a empresa. No ano 1 e ano 2 a Empresa Inhambane SA, para cada 100.00Mt investido, obteve 2.44%. No ano 3 obteve 15.08%, no ano 4 teve 13.26% e no ano 5 obterve11.5% de lucro para cada 100.00Mt investido. 18 6. RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE À: Empresa Inhambane, SA Inhambane Conforme a vossa indicação, e por deliberação do docente, de 10 de Maio de 2022, examinamos as Demonstrações Financeiras da Empresa Inhambane, SA que compreendem Demonstrações de Resultados e Balanços, referentes aos 5 anos, além da organização do sistema de contabilidade da empresa para que a mesma esteja cotada na Bolsa de Valores de Moçambique, sendo da responsabilidade do auditor expressar uma opinião sobre as mesmas, baseada na nossa auditoria. Tais normas exigem que o planeamento e a execução da auditoria seprocessem de forma a obter uma certeza razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de quaisquer distorções materialmente relevantes. A nossa auditoria foi efectuada em conformidade com as normas Internacionais de Auditoria emitidas pela Federação Internacional de Contabilistas e com alterações introduzidas em conformidade com a legislação Moçambicana. A auditoria Inclui: As demonstrações financeiras examinadas foram elaboradas em conformidade com as regras impostas, de acordo com as normas e princípios de contabilidade normalmente aceites, para os quais emitimos a nossa opinião; No relatório financeiro, verificamos os proveitos e custos que foram registados de forma analítiva e precisa, obedecendo as datas de sua efectivação, segundo o regime de compentência económica do período, obejcto da nossa auditoria. 6.1.Responsabilidade pelas Demonstrações Financeiras O Conselho de Direcção é responsável pela preparação e apresentação das Demonstrações Financeiras aqui referidas, de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em Moçambique e das Normas Internacionais do Relato Financeiro. Esta Responsabilidade inclui: a concepção, implementação e manutenção do controlo interno relevante para a preparação e apresentação apropriada de demonstrações financeiras que estejam isentas de distorções materialmente relevantes, quer devido a fraude ou a erro. 19 6.2.Responsabilidade do Auditor A nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras baseada na auditoria efectuada. A nossa verificação foi conduzida de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas e planear e executar o trabalho de verificação para obter garantia razoável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes e que possam induzir a erro aos seus usuários finais. Um trabalho de auditoria de contas envolve a realização de procedimentos para obter evidência suficiente sobre as quantias e divulgações nas demonstrações financeiras. Os procedimentos seleccionados dependem do julgamento do verificador, incluindo a avaliação dos riscos de distorção material das demonstrações financeiras, devido a fraude ou erro. Ao efectuar essas avaliações de risco, o auditor considera o controlo interno relevante para a preparação e apresentação apropriada pela entidade e das demonstrações financeiras, a fim de conceber procedimentos de verificação que são apropriados às circunstâncias, bem com a finalidade de expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo interno da entidade. Uma verificação inclui também a avaliação da adequação das políticas contabilísticas usadas e da razoabilidade das estimativas feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras. Acreditamos que as evidências de verificação que obtivemos constituem prova suficiente e apropriada para fornecer uma base para a nossa certificação das aludidas demonstrações financeiras. De referir que para a realização do trabalho foi usada uma técnica de amostragem aleatória, porém observados todos os aspectos relevantes que garantam a representatividade da amostra escolhida e estudada. Como corolário do trabalho efectuado, passamos a presentar as principais constatações, suas consequências e propostas e recomendações de melhoria e/ou solução: 20 6.3.Constatações i. A empresa INHAMBANE, actualmente constituída por 4 sócios, cada um com uma participação de 1.000.000,00 MT, totalizando um capital social de 4.000.000,00 MT e com um passivo de 2.500.000,00 MT, pretende abrir o seu capital ao público (estar cotada na BVM); ii. A Empresa INHAMBANE contratou um contabilista sénior para apresentar as demonstrações financeiras (balanço, demonstração de resultados e demonstração de fluxos de caixa), que nunca foi elaborada.; 6.4.Consequências i. A não elaboração das DFs pode fazer com que a empresa não saiba a sua real posição financeira, assim como a saúde da empresa e ao mesmo tempo não sabendo quais os lucros da empresa; ii. A falta de DFs pode dificultar o apuramento do IRPC à perda de controlo das autoridades fiscais ou mesmo a declarar lucros inexistentes; iii. A confusão trazida por falta de coerência ou uniformidade no tratamento da informação da contabilidade da empresa, poderá ainda resultar no descredito e aplicação de multas por parte das autoridades fiscais. 6.5.Propostas de Melhoria i. Na elaboração dos Mapas de Demonstração de Resultados, deve-se ter em conta as normas do Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial em Moçambique, aprovado por Dec. Nº70/2009, de 22 de Dezembro, considerando que se pretende com estes chegar ao conhecimento do resultado, por aplicação da equação geral de contabilidade, [Proveitos – Custos = Resultados], no caso. Os modelos constantes nas páginas 225 e 226 do manual do Sistema de Contabilidade em Moçambique, poderão ajudar para o melhoramento dos procedimentos; 21 6.6.Opinião Conforme o nosso exame, salvo certas situções que carecem de melhoria e aqui relatadas, as Demonstrações Financeiras das Empresa Inhambene referentes aos últimos 5 anos não enfermam as normas de prática contabilística geralmente aceites e apresentam alguma substância material da situação financeira da mesma empresa. Xai-Xai, 13 de Junho de 2022