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Professor Wagner Damazio 1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas) 1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo www.estrategiaconcursos.com.br 867 1436 decorrentes dessa extensão com toda a sociedade. II – Validade do oferecimento pela União, mediante autorização legal, de garantia adicional, de natureza tipicamente securitária, em favor de vítimas de danos incertos decorrentes dos eventos patrocinados pela FIFA, excluídos os prejuízos para os quais a própria entidade organizadora ou mesmo as vítimas tiverem concorrido. Compromisso livre e soberanamente contraído pelo Brasil à época de sua candidatura para sediar a Copa do Mundo FIFA 2014. (...) (STF - ADI: 4976 DF, Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 07/05/2014, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-213 DIVULG 29-10-2014 PUBLIC 30-10-2014) (grifos não constantes do original) c)incorreto. Trata-se de hipótese de omissão específica, gerando a responsabilidade objetiva do Estado pela ofensa à integridade física no local de trabalho. Vejamos trecho de julgado do STF sobre o tema a seguir: “Professora. Tiro de arma de fogo desferido por aluno. Ofensa à integridade física em local de trabalho. Responsabilidade objetiva. Abrangência de atos omissivos.” (ARE 663.647-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 14-2-2012, Primeira Turma, DJE de 6-3-2012.) (grifos não constantes do original) d) incorreto. A princípio, os danos causados pelos agentes públicos remetem para a responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que cumpridos os requisitos essenciais: conduta do agente, dano e nexo de causalidade. Ressalte-se que a responsabilidade objetiva por ato comissivo pode se originar tanto de atos ilícitos quanto de atos lícitos. Porém, existem os casos em que a vítima possui alguma participação na ocorrência do dano, podendo gerar a exclusão ou a atenuação da obrigação de indenizar do Estado, nos termos da teoria do risco administrativo. e) incorreto. Primeiramente, é importante esclarecer que doutrina e jurisprudência são divergentes em aceitar a tese de que o particular possa ajuizar ação contra o agente público diretamente. Em relação ao STJ, o entendimento é que se possa ajuizar diretamente contra o agente público. Já o STF entende que não é permitido. Em ambas as hipóteses, o agente público estará no polo passivo com base na responsabilidade subjetiva, ou seja, terão que ser apuradas a culpa ou dolo. A responsabilidade objetiva somente pode ser imputada ao Estado. Gabarito: Letra B. 18. 2017/CESPE/DPE-AC/Defensor Público Após falecimento de Pedro, vítima de atropelamento em linha férrea, seus herdeiros compareceram à DP para que fosse ajuizada ação indenizatória por danos morais contra a empresa concessionária responsável pela ferrovia onde havia acontecido o acidente, localizada em área urbana. Na ocasião, seus parentes informaram que, apesar de Pedro ter atravessado a ferrovia em local inadequado, inexistia cerca na linha férrea ou sinalização adequada. Com base nessa situação hipotética e no entendimento dos tribunais superiores acerca da responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta. http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1795171