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Professor Wagner Damazio 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas) 
 
 
 
 
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decorrentes dessa extensão com toda a sociedade. II – Validade do oferecimento pela União, mediante 
autorização legal, de garantia adicional, de natureza tipicamente securitária, em favor de vítimas de danos 
incertos decorrentes dos eventos patrocinados pela FIFA, excluídos os prejuízos para os quais a própria entidade 
organizadora ou mesmo as vítimas tiverem concorrido. Compromisso livre e soberanamente contraído pelo Brasil 
à época de sua candidatura para sediar a Copa do Mundo FIFA 2014. 
(...) 
(STF - ADI: 4976 DF, Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 07/05/2014, Tribunal Pleno, 
Data de Publicação: DJe-213 DIVULG 29-10-2014 PUBLIC 30-10-2014) (grifos não constantes do original) 
c)incorreto. Trata-se de hipótese de omissão específica, gerando a responsabilidade objetiva do 
Estado pela ofensa à integridade física no local de trabalho. Vejamos trecho de julgado do STF sobre 
o tema a seguir: 
 “Professora. Tiro de arma de fogo desferido por aluno. Ofensa à integridade física em local de trabalho. 
Responsabilidade objetiva. Abrangência de atos omissivos.” (ARE 663.647-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, 
julgamento em 14-2-2012, Primeira Turma, DJE de 6-3-2012.) (grifos não constantes do original) 
d) incorreto. A princípio, os danos causados pelos agentes públicos remetem para a responsabilidade 
civil objetiva do Estado, desde que cumpridos os requisitos essenciais: conduta do agente, dano e 
nexo de causalidade. Ressalte-se que a responsabilidade objetiva por ato comissivo pode se originar 
tanto de atos ilícitos quanto de atos lícitos. Porém, existem os casos em que a vítima possui alguma 
participação na ocorrência do dano, podendo gerar a exclusão ou a atenuação da obrigação de 
indenizar do Estado, nos termos da teoria do risco administrativo. 
e) incorreto. Primeiramente, é importante esclarecer que doutrina e jurisprudência são divergentes 
em aceitar a tese de que o particular possa ajuizar ação contra o agente público diretamente. Em 
relação ao STJ, o entendimento é que se possa ajuizar diretamente contra o agente público. Já o STF 
entende que não é permitido. Em ambas as hipóteses, o agente público estará no polo passivo com 
base na responsabilidade subjetiva, ou seja, terão que ser apuradas a culpa ou dolo. A 
responsabilidade objetiva somente pode ser imputada ao Estado. 
Gabarito: Letra B. 
18. 2017/CESPE/DPE-AC/Defensor Público 
Após falecimento de Pedro, vítima de atropelamento em linha férrea, seus herdeiros 
compareceram à DP para que fosse ajuizada ação indenizatória por danos morais contra a 
empresa concessionária responsável pela ferrovia onde havia acontecido o acidente, localizada 
em área urbana. Na ocasião, seus parentes informaram que, apesar de Pedro ter atravessado 
a ferrovia em local inadequado, inexistia cerca na linha férrea ou sinalização adequada. 
Com base nessa situação hipotética e no entendimento dos tribunais superiores acerca da 
responsabilidade civil do Estado, assinale a opção correta. 
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1795171