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Q q
d
d1
d2
. . .
dn
PQ1
Q2
Qn
O(Q)
AB
Questões Resolvidas
15
FÍ
SI
CA
 II
 Dizemos que uma carga de prova colocada numa região pró-
xima a uma carga Q armazena energia potencial eletrostática, grandeza 
que iremos simbolizar por Ep. Quando o móvel entra em movimento, a 
energia potencial acumulada se transforma em energia cinética.
 Podemos então, para um ponto do espaço ao redor de uma 
carga Q, definir a grandeza potencial elétrico, como sendo a razão entre 
a energia potencial eletrostática que uma carga de prova “q” adquire 
quando colocada nesse ponto, e o valor de “q”. Temos, assim:
V = Ep / q
 No SI, a unidade de potencial é de joule / coulomb. Tal unidade 
recebe o nome de volt (V) em homenagem ao físico italiano Alexandre 
Volta.
1 Volt = 1 Joule / Coulomb
 Note que o potencial eletrostático é uma grandeza escalar e 
não vetorial, podendo ter sinal positivo ou negativo. Outra observação, 
ainda mais forte, é que o potencial elétrico é uma propriedade do espaço, 
devida à carga Q, e sua existência independe da presença da carga q na 
região, decorrendo sim da existência de um campo elétrico associado a 
carga Q. O potencial elétrico é, portanto, uma forma escalar de descrever 
o campo elétrico existente numa região, que também pode ser descrito, 
de forma vetorial, pelo vetor campo elétrico.
 É importante ressaltar que quando duas cargas interagem, a 
energia potencial eletrostática é adquirida pelo sistema, e não exclusiva-
mente por uma delas. No entanto, como uma delas está, normalmente, 
fixa, a outra que irá utilizar a energia potencial como energia cinética. Essa 
energia será trocada entre o sistema e o universo através do trabalho que 
é realizado para mover a carga q. Por isso, o valor da energia potencial do 
sistema é igual ao valor do trabalho realizado para mover a carga q desde o 
ponto de referencial zero até o ponto onde é medido o potencial elétrico.
 É importante, também, notar que, quando afirmamos que “o 
potencial do ponto P tem o valor V”, esse potencial foi medido em relação 
a um ponto referencial específico, que consideramos ter potencial igual 
a zero. Sem essa definição de qual é nosso potencial zero, nenhuma 
afirmação sobre potenciais de pontos tem sentido algum. Se nós tomar-
mos nosso referencial no infinito, podemos considerar a Terra como um 
condutor esférico com 6400 km de raio e um potencia de, aproximada-
mente, -8 x 108 volts. No entanto, como esse valor é constante, já que o 
efeito de corpos celestes vizinhos sobre o potencial elétrico da Terra é 
desprezível, iremos, normalmente, adotar a superfície da Terra como um 
plano infinito de potencial nulo, que servirá como referencial de potencial 
eletrostático.
 Assim, podemos definir a diferença de potencial U entre dois 
pontos A e B como sendo U = VA – VB, desde que VA e VB tenham sido 
medidos em relação ao mesmo referencial zero.
Potencial Gerado por uma carga puntiforme
Considere a situação da figura abaixo:
 É demonstrável que a energia potencial 
eletrostática acumulada por esse siste-
ma é dada pela expressão:
 
 Ep = K Qq / d
 Assim, podemos aplicar a expressão obtida no tópico anterior, 
e obter uma expressão para o valor do potencial eletrostático gerado 
por uma partícula puntiforme. Iremos considerar que a carga Q gera o 
campo elétrico e a carga q é a carga de testes. Assim:
V = Ep / q = (KQq / d) x (1 / q)
V = KQ/d
 Tal função, quando plotada, nos dará o gráfico abaixo, que mostra 
como varia o potencial eletrostático gerado por uma carga puntiforme com 
a distância.
Q > 0
d0
V
Q > 0
d
0
V
 Note que para d = 0, o potencial tende a infinito. Por outro 
lado, quando a distância é muito grande, o potencia gerado pela carga 
tende a zero.
Potencial criado por várias partículas
 Imagine uma distribuição 
discreta de cargas elétricas. O potencial 
eletrostático gerado pela distribuição 
num ponto P é a soma algebrica de cada 
potencial individualmente gerado por 
cada carga. Lembre-se que o potencial 
elétrico é uma grandeza escalar, ficando definido apenas sua intensidade. 
Pode, portanto, ser positivo ou negativo, dependendo do sinal da carga 
criadora do campo Q. Assim:
V = V1 + V2 + ... + Vn
01.(FEI) Na figura, à carga puntiforme Q está fixa em O. 
Sabe-se que OA = 0,5m, OB = 0,4 m e que a diferença de potencial 
entre B e A vale VB – VA = - 9 000 V. Qual o valor da carga elétrica Q?
Solução: 
Iremos, inicialmente, calcular o valor dos potenciais nos pontos A e B:
vA = kQ / 0,5 = 9 x 109 Q / 0,5 = 18 x 109 Q
vB = kQ / 0,4 = 9 x 109 Q / 0,4 = 22,5 x 109 Q
Assim: 
vB – vA = (22,5 x 109 Q) – (18 x 109 Q) = (22,5 – 18) ( 109 Q) = 4,5 x 109 Q.
Sabemos que vB – vA = - 9000 V.
Assim, igualando: - 9000 = 4,5 x 109 Q � Q = - 9 x 103 / 4,5 x 109 = -2 x 10-6 C
02. Num meio constante eletrostática igual a 9,0�109Nm²C-2, são 
colocadas duas cargas puntiformes QA
 e QB distantes 40 cm uma da 
outra. Sabe-se que a carga QA é positiva, enquanto QB é negativa, e 
que no ponto médio de AB, o campo elétrico resultante tem intensidade 
igual a 1,8 �10³N/C e potencial elétrico vale – 90V. determine os valores 
de QA e QB. 
Solução:
+ -
AE

BE

0,40 m
QA QB
Prof. Sérgio Torres Apostila 02 Física Pura
15/05/2010 71/181
Sergio Torres
fisica