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ARQUIVO-BASE PARA PRODUÇÃO DO CAPÍTULO SAGAH
Este arquivo-base está composto pelas duas partes apresentadas a seguir.
1. Modelo para produção do capítulo: servirá para alocar o texto a ser produzido conforme os recursos textuais apresentados. 
2. Check-list de RT e conteudista: dará como verificados os principais elementos do capítulo e notificará à produção editorial que o arquivo está em condições de ser publicado. Sem o seu preenchimento, o Editorial retornará o capítulo para se assegurar de que todos os seus pontos estejam sendo atendidos.
Obs.: ainda que a check-list tenha seus elementos verificados e aparentemente atendidos, é possível que a equipe editorial retorne o material à etapa de produção de conteúdo ou de revisão técnica para ser ajustado de acordo com os padrões metodológicos da Sagah.
IMPORTANTE
CONTEUDISTA: após a elaboração do conteúdo, exclua todos os comentários de orientação do editorial para não confundir o(a) revisor(a) técnico(a) (RT).
CONTEUDISTA E RT: pedimos que, por favor, não apaguem os comentários trocados entre vocês ao longo da produção do capítulo.
PROFESSOR, COLOQUE AQUI A INTRODUÇÃO QUE FICARÁ DENTRO DA ABA CONTEÚDO DO LIVRO. 
Lembre-se que ela precisa ser diferente da introdução do capítulo.
A compreensão das fases ou ciclos da perícia contábil é essencial para os profissionais ou estudantes contábeis no Brasil. Isso porque, suas atividades estão, diretamente, vinculadas às normas legais e regulamentares, como o Código de Processo Civil (CPC) e a Resolução CFC nº 1.502/2016. Portanto, entender as etapas que permeiam esses ciclos permite que o profissional organize seu trabalho de forma eficiente e garanta a entrega de laudos objetivos e tecnicamente adequados. 
Por exemplo, ao ser nomeado como perito judicial, o autor do laudo deve dominar tanto as instruções do juiz quanto as peculiaridades do caso, a fim de cumprir suas obrigações legais com precisão e ética. Com isso, tais habilidades são cruciais para assegurar a credibilidade do processo e do laudo perante o judiciário e as partes envolvidas.
No capítulo Ciclo de Perícia Contábil, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer as diferentes fases da perícia contábil (preliminar, operacional e final). Assim como, vai aprender sobre as atividades obrigatórias no processo pericial, conforme as normas jurídicas vigentes, incluindo o papel do juiz na regulamentação do setor e do perito contábil no planejamento de cada uma das etapas e tarefas delegadas, com o objetivo de assegurar a objetividade do trabalho, a eficiência e a conformidade com a legislação.
MODELO PARA PRODUÇÃO DO CAPÍTULO
Ciclo de perícia contábil
Nome do(a) autor(a): Nathália Caroline Faria Tago
Titulação: Doutora em Economia
Objetivos de aprendizagem
Descrever as fases do ciclo de perícia contábil.
Identificar as tarefas que devem ser realizadas nos trabalhos periciais.
Relacionar a nomeação do perito judicial com o planejamento da perícia.
Introdução
Para Pires e Farias (2019), as etapas da perícia contábil, desde a fase preliminar (inicial) até a operacional e final, são fundamentais para garantir a qualidade, a objetividade e a validade técnica do laudo pericial. Pois, as inadequações de cada uma delas pode comprometer seriamente a atuação do profissional contábil no Brasil, especialmente considerando as exigências do Código de Processo Civil (CPC) e das normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 
Já para o Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal – SINJ-DF (2020), caso o perito contábil deixe de atender às determinações do juiz ou apresente um laudo com falhas técnicas, isso pode gerar a rejeição do trabalho, atrasos no processo judicial e até sanções éticas ou legais. Por exemplo, se o perito negligenciar a análise de documentos essenciais na fase operacional, o laudo poderá ser questionado pelas partes, comprometendo sua credibilidade. Note que, esse cenário evidencia a relevância de planejar e agir com rigor técnico e aderência às normas vigentes.
Neste capítulo, você vai aprender sobre as fases e ciclos da perícia contábil, incluindo suas particularidades e objetivos em cada etapa da perícia. Assim como, vai conhecer as atividades que precisam ser realizadas durante o processo pericial, alinhando-se às disposições legais aplicáveis atuais no Brasil. Por fim, você vai conhecer o papel e as responsabilidades estratégicas do juiz, para garantir a qualidade e a conformidade técnica do trabalho pericial ao longo de toda a cadeia de agentes periciais, principalmente, perante as obrigações da nomeação e cumprimento das atividades do perito contábil.
Ciclo da Perícia Contábil: Desvendando cada fase da perícia contábil
De acordo com Pires e Farias (2019), os ciclos da perícia contábil no Brasil surgiram em resposta à evolução das necessidades jurídicas e técnicas ao longo do tempo. O conceito de ciclo refere-se ao movimento contínuo e integrado do processo pericial, envolvendo todas as fases que formam um fluxo de trabalho, desde a nomeação do perito até a conclusão do laudo. Ou seja, o ciclo pericial representa a dinâmica do trabalho do perito contábil e a sequência de ações que ele deve seguir para cumprir com as exigências do processo judicial.
Em outras palavras, para Mendes e Venzon (2017), o ciclo da perícia contábil foi sendo ajustado e aprimorado ao longo do tempo, refletindo a evolução das leis, regulamentações e normas profissionais, com destaque para a normatização promovida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) de 1973, que estabeleceu o papel do perito no processo judicial. Mais recentemente, segundo Júnior et al. (2018), a reforma do CPC em 2015, com a Lei nº 13.105, que detalhou as obrigações e os direitos dos peritos. Tal reforma consolidou a relevância do ciclo e das fases no processo, destacou a necessidade de transparência e imparcialidade na atuação do perito, aspectos que são intrínsecos ao conceito do ciclo pericial.
Logo, para Giacomin, Bleil e Muller (2018), a concepção dos ciclos da perícia contábil se tornou mais clara à medida que a profissão se especializou e as demandas judiciais passaram a exigir maior transparência, organização e objetividade nas apurações técnicas. Portanto, a perícia contábil ao desempenhar um papel crucial nas decisões judiciais, precisou de um ciclo estruturado que garantisse a execução correta das etapas da perícia. 
Para isso, o ciclo da perícia contábil foi dividido em fases. As fases, nesse caso, representam as etapas isoladas dentro do processo pericial, o ciclo reflete o fluxo contínuo e integrado dessas etapas, assegurando que todas as atividades sejam realizadas de forma sequencial e interligada. Dessa maneira, as fases referem-se às divisões específicas do ciclo, que correspondem a momentos distintos e claramente definidos dentro do processo pericial. As três principais fases da perícia contábil são conhecidas como: preliminar, operacional e final. Essas etapas, embora parte do ciclo parcial, têm objetivos próprios e marcam a progressão do trabalho do perito de forma ordenada. Ou seja, cada fase é um momento de execução do ciclo, mas com um papel específico e com foco particular (Pires e Farias, 2019). 
Para Giacomin, Bleil e Muller (2018), a fase preliminar surgiu como uma preparação, em que o perito analisa as informações e documentos necessários para a realização do trabalho. A fase operacional, por sua vez, ganha contornos mais técnicos com a Resolução CFC nº 1.243/2009, que define as normas técnicas de atuação do perito contábil e destaca a importância de se aplicar os procedimentos de maneira objetiva e imparcial. A fase final, que resulta na elaboração do laudo pericial, segue diretrizes da norma brasileira de contabilidade técnica de perícia (NBC TP 01), garantindo que as conclusões sejam claras e fundamentadas, como pode ser visto na Figura 1.
Figura 1. Estrutura e organização das fases do ciclo de perícia contábil
Fonte: Mendes e Venzon (2017), Júnior et al. (2018), Giacomin, Bleil e Muller (2018) e Pirese Farias (2019).
Pela Figura 1, é possível notar que a fase preliminar se dedica-se ao planejamento do trabalho pericial, envolvendo a análise da solicitação judicial ou extrajudicial, a leitura do objeto da perícia, o estudo dos documentos fornecidos pelas partes e a metodologia a ser aplicada e elabora os quesitos. Nessa fase preliminar, o perito nomeado, ou assistente técnico indicado pelas partes, analisa o objeto do litígio e delimita os aspectos a serem investigados, conforme sugere o Código de Processo Civil (CPC), especialmente após a reforma introduzida pela Lei nº 13.105/2015 e o artigo 465 do CPC, que estabelece que o perito deve apresentar um plano de trabalho para a aprovação do juiz e das partes, detalhando os métodos e critérios a serem aplicados (Giacomin, Bleil e Muller, 2018). 
Por exemplo, para Mendes e Venzon (2017), em uma ação judicial envolvendo apuração de haveres societários, o perito deve inicialmente identificar os documentos necessários, como balanços patrimoniais e relatórios financeiros na fase preliminar, antes de iniciar as análises técnicas. Já na fase operacional, o perito executa as atividades práticas. Ou seja, a coleta de dados, analisa documentos, cálculos e elabora laudos preliminares. Nesse momento, o perito aplica o conhecimento técnico-contábil para responder aos quesitos formulados e alcançar resultados baseados em evidências. Uma vez que, nessa fase, ocorre a execução prática dos trabalhos periciais. 
Na fase operacional, para Pires e Farias (2019), o perito aplica os métodos definidos na fase preliminar atribuídos de acordo com a Resolução CFC nº 1.243/2009, que aprovou a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica de Perícia (NBC TP 01), destacando a necessidade de aplicar técnicas contábeis adequadas e de garantir a imparcialidade e a objetividade no levantamento de informações. Para exemplificar a fase operacional, pense que durante a análise de uma ação de indenização por perdas e danos, o perito pode utilizar cálculos financeiros para mensurar o valor devido, considerando juros, correção monetária e outras variáveis econômicas.
Agora, na fase final, Silva, Barros e Pereira (2023), afirmam que o perito tende a concluir o trabalho pericial, elaborando o laudo, organizando as informações e conclusões de forma clara e objetiva, respeitando as normas técnicas aplicáveis. Após a finalização do documento, o perito pode participar de audiências para prestar esclarecimentos adicionais, caso seja solicitado. Em suma, a fase final é concluída com a elaboração do laudo, que sintetiza as constatações e responde aos quesitos formulados pelas partes e pelo juiz. 
Supostamente, a apresentação do laudo deve seguir as diretrizes da NBC TP 01, garantindo clareza, objetividade e fundamentação técnica. Além disso, o laudo pode ser complementado por pareceres técnicos dos assistentes das partes. A fase final, portanto, pode ocorrer em processo trabalhista, por exemplo, onde o perito apresenta o laudo com os cálculos detalhados de verbas rescisórias e horas extras, explicitando os critérios adotados (Silva, Barros e Pereira, 2023). 
Por fim, para Pires e Farias (2019), pode-se afirmar que existe uma certa diferenciação entre o conceito do ciclo e o conceito das fases da perícia contábil, nas quais se destacam pela forma como esses termos descrevem o processo pericial de maneira geral (ciclo) versus as etapas específicas e distintas do trabalho pericial (fases). Além disso, vale ressaltar que, tanto a regulamentação quanto a normatização da perícia contábil no Brasil refletem a busca por maior segurança jurídica e técnica no processo judicial, destacando-se a relevância do Código de Processo Civil e das normas do Conselho Federal de Contabilidade como pilares dessa evolução.
Diante do exposto, no próximo tópico, você vai aprender a identificar e planejar as tarefas a serem realizadas durante os trabalhos periciais, a fim de assegurar que todas as etapas sejam conduzidas em conformidade com a legislação vigente. Isso inclui a explicação da função do perito, desde a análise de documentos, coleta de evidências até a elaboração de laudos técnicos, que atendam aos requisitos legais e processuais, promovendo clareza e precisão no resultado pericial.
Obrigações Periciais: tarefas e legislação no contexto brasileiro
Segundo Silva e Vasquez (2016), as tarefas realizadas durante os trabalhos periciais no Brasil são regidas por uma série de normas legais que garantem a imparcialidade, a transparência e a precisão na análise dos fatos. As principais legislações que orientam essas tarefas incluem o Código de Processo Civil (CPC), a Lei nº 13.105/2015, que trata do processo civil, e o Código de Ética e Disciplina do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que regula o exercício da perícia contábil.
Perante isso, para Mendes e Venzon (2017) informa que, dentre as tarefas fundamentais que o perito deve cumprir, a análise da solicitação da perícia é a primeira etapa. Pois, é quando o perito lê e interpreta atentamente o despacho judicial que solicita a perícia, compreendendo os pontos de interesse da análise e os quesitos formulados pelas partes envolvidas. Nessa tarefa, o artigo 473 do CPC estabelece que o juiz pode nomear um perito e este deve aceitar o encargo, salvo quando houver impedimento legal.
Com base nisso, após a análise de solicitação da perícia, existem outras tarefas relacionadas a preparação, ao planejamento, a coleta de informações, levantamento de dados, audiência, assistência e dentre outras, nas quais devem ser realizadas ordenadamente durante os trabalhos periciais contábeis no Brasil (Pires e Farias, 2019), conforme orienta o Quadro 1.
Quadro 1- Etapas ordenadas e estruturadas das tarefas do perito de acordo com a legislação vigente no Brasil
	Etapas 
	Tarefas
	Código de Processo Civil (CPC) ou Código de Ética do Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
	Análise da solicitação judicial
	O perito deve examinar a solicitação do juiz, entendendo o objeto da perícia e os quesitos a serem respondidos.
	Art. 473 do CPC
	Aceitação do encargo
	O perito deve confirmar a aceitação da nomeação para o trabalho, salvo quando houver impedimentos legais.
	Art. 466 do CPC
	Definição da metodologia
	O perito deve definir como a perícia será conduzida, considerando os documentos fornecidos e os quesitos formulados.
	Resolução n° nº 1.492/2015 do CFC.
	Planejamento da perícia
	Elaborar o plano de trabalho detalhado, incluindo a metodologia, cronograma e recursos necessários.
	Art. 472 do CPC
	Leitura e análise dos documentos
	O perito deve examinar todos os documentos e informações entregues pelas partes para verificar a veracidade e relevância.
	Art. 464 do CPC
	Solicitação de documentos faltantes
	Se necessário, o perito pode solicitar documentos complementares para o esclarecimento dos fatos.
	Art. 466 do CPC
	Identificação de partes interessadas
	Identificar as partes envolvidas e suas respectivas responsabilidades, para garantir imparcialidade na condução da perícia.
	Código de Ética do CFC
	Elaboração de quesitos
	O perito pode ser responsável pela elaboração dos quesitos que irão guiar a perícia, em conjunto com o juiz ou as partes.
	Art. 465 do CPC
	Coleta de dados e informações
	O perito deve coletar todas as informações relevantes para o caso, como extratos bancários, livros contábeis, balancetes e etc.
	Art. 464 do CPC
	Análise técnica dos dados
	O perito deve realizar os cálculos necessários e aplicar a técnica contábil para analisar os dados coletados.
	Lei nº 13.105/2015, Código de Ética do CFC
	Elaboração do laudo preliminar
	O perito deve elaborar um laudo preliminar, caso necessário, para apresentar seus achados iniciais ao juiz ou às partes.
	Art. 473 do CPC
	Imparcialidade na execução
	O perito deve garantir que sua análise e elaboração de parecer sejam imparciais, sem favorecimento a qualquer uma das partes.
	Código de Ética do CFC
	Interação com as partes
	Se necessário, o perito pode interagir com as partes para esclarecer dúvidas sobre documentosou questões específicas do caso.
	Art. 466 do CPC
	Elaboração do laudo final
	Após a análise dos dados e resposta aos quesitos, o perito deve elaborar um laudo pericial definitivo e apresentar as conclusões de forma clara e objetiva.
	Art. 464 do CPC
e Resolução CFC nº 1.492/2015
	Entrega e apresentação do laudo
	O perito entrega o laudo final ao juiz, podendo ser convocado para audiências ou reuniões para esclarecimentos adicionais.
	Art. 473 do CPC
	Esclarecimento em audiência
	O perito pode ser convocado para comparecer à audiência judicial, onde deve responder a perguntas sobre o laudo, esclarecer dúvidas ou explicar seus métodos.
	Art. 466 do CPC
	Manutenção da confidencialidade
	Durante todo o processo, o perito deve manter sigilo sobre as informações confidenciais que lhe forem entregues ou acessadas durante a perícia.
	Código de Ética do CFC
	Implicações Éticas e Legais
	O perito deve garantir que todas as suas ações estejam em conformidade com as normas éticas e legais, evitando conflitos de interesse e conduzindo o trabalho de forma ética.
	Código de Ética do CFC e CPC
	Respeito aos prazos legais
	O perito deve cumprir os prazos estabelecidos pelo juiz para a entrega do laudo e qualquer outro requisito processual.
	Art. 464 do CPC
	Registro da perícia
	O perito deve manter registros adequados de todos os documentos e passos realizados durante a perícia, para garantir a rastreabilidade do trabalho realizado.
	Art. 474 do CPC
Fonte: Elaborado pela própria autora, com base no Código de Processo Civil (2015) e no Código de Ética do Conselho Federal de Contabilidade (2019).
Observe que, o Quadro 1, exemplifica as afirmações de Pires e Farias (2019), ao informar que as principais etapas e tarefas que um perito contábil deve cumprir durante os trabalhos periciais, conforme as legislações e normas brasileiras. Perante isso, desde a análise da solicitação judicial até a elaboração e apresentação do laudo final, o perito contábil deve seguir rigorosamente as etapas estabelecidas pelo Código de Processo Civil, pelo Código de Ética do Conselho Federal de Contabilidade e outras legislações aplicáveis. 
Com isso, pode-se concluir que, cada etapa exige diligência, precisão e ética. Isso porque, o objetivo final é fornecer ao juiz e às partes informações claras e fundamentadas para a tomada de decisões. Assim, o cumprimento das obrigações legais e éticas tendem a assegurar a confiabilidade do trabalho pericial e contribuir para a integridade do processo judicial como um todo (Silva e Vasquez, 2016).
Imagine um detetive financeiro com uma lupa contábil: esse é o perito contábil em ação. O papel do perito é de vasculhar documentos, refazer cálculos e descobrir a verdade por trás dos números, tudo dentro dos limites da lei. Ou seja, guiado por um código ético e uma legislação rigorosa, o perito desvenda mistérios financeiros, como se estivesse decifrando um enigma. Consequentemente, cada laudo produzido é um mapa detalhado, que ajuda juízes e advogados a tomar decisões mais informadas. Isso posto, desde a coleta de provas até o momento de esclarecer dúvidas em audiência, a perícia contábil é uma verdadeira investigação que garante que a justiça seja feita com precisão e imparcialidade.
Portanto, para conhecer mais sobre o papel do perito e suas atribuições, leia o Código de Processo Civil (CPC) no seguinte site link: e o Código de Ética do Conselho Federal de Contabilidade, disponível em: . Por fim, saiba através dessas duas publicações como é pautada a transparência, precisão e ética de cada um dos envolvidos no processo judicial.
Diante do exposto, no tópico seguinte, você vai compreender a dinâmica entre o juiz responsável por nomear o perito judicial, atribuindo-lhe tarefas específicas relacionadas à investigação e análise do caso e as tarefas de planejamento do perito contábil, desde o ato da nomeação até a delimitação dos métodos e laudo apresentado pelo perito, com o intuito de garantir a precisão e imparcialidade dos resultados apresentados em juízo.
Do Tribunal à Prática: a conexão entre a nomeação judicial e o planejamento da perícia contábil
De acordo com Bezerra et al. (2023), conhecer as etapas, fases e ciclos que conectam a nomeação judicial ao planejamento da perícia contábil é fundamental para assegurar a eficiência e a conformidade do trabalho pericial. Isso porque, o conhecimento permite que o perito compreenda a extensão de suas responsabilidades, organize suas atividades de forma sistemática e atenda às expectativas legais e processuais. Além disso, garante que o trabalho seja realizado com precisão técnica, respeitando prazos e promovendo a clareza necessária para auxiliar na decisão judicial. 
Para tanto, a integração entre as demandas do tribunal e a prática pericial fortalece a imparcialidade e a confiança nos resultados apresentados, reforçando o papel estratégico do perito no sistema de justiça (Bezerra et al. 2023). No entanto, a primeira etapa desse processo, como pode ser visto na Figura 2, é a nomeação judicial de um perito contábil, levando em conta a decisão de aceitar ou não a nomeação, conforme as leis brasileiras (CPC e Resoluções do CFC).
Se o perito recusa a nomeação: O juiz deve nomear outro perito para o caso e o ciclo recomeça.
Caso o perito recuse, o juiz nomeia um novo perito (essa decisão pode ocorrer em até 5 dias).
O perito manifesta sua concordância com a nomeação e começa a planejar os passos da perícia.
Se o perito aceita a nomeação: Se inicia o planejamento e a execução da perícia, conforme as normas do CFC (Resolução nº 1.492/2015). 
Figura 2. Estrutura e organização das fases do ciclo de perícia contábil
Fonte: Mendes e Venzon (2017), Júnior et al. (2018), Giacomin, Bleil e Muller (2018) e Pires e Farias (2019).
Pela Figura 2, pode-se dizer que quem decide qual vai ser o perito contábil para determinado caso é o juiz. No entanto, cabe ao perito aceitar ou não a nomeação. Além disso, só se inicia o planejamento da perícia quando o aceite pela nomeação é feito pelo perito. Ou seja, o perito decide se aceita ou recusa a nomeação judicial, se aceito o perito começa o planejamento, que inclui a definição da metodologia de trabalho, cronograma e coleta de dados necessários (Giacomin, Bleil e Muller, 2018). Caso contrário, se o perito recusa, o juiz delega a um novo perito. Se o outro perito aceita, inicia-se a análise e o planejamento conforme as etapas do Quadro 1.
Em seguida, SINJ-DF (2020), após o aceite do perito, parte-se para a etapa de análise de quesitos e escopos da perícia. Nessa etapa, o perito analisa a solicitação judicial e verifica os quesitos a serem respondidos. Posteriormente, o perito escolhe a técnica que acredita ser mais adequada para análise contábil (ex.: auditoria de contas). Já na fase de elaboração de quesitos, o perito, segundo o Art. 465 do CPC, elabora perguntas claras que tender a guiar a perícia. Isto é, que precisam ser respondidos na perícia. Na sequência, o perito coleta os dados, analisa e detalhada os balanços financeiros e faz z reconciliação de contas, com base nos documentos financeiros, extratos bancários e livros contábeis e financeiros necessários para a análise e elaboração do laudo. 
Logo, em seguida, Silva e Vasquez (2016) ressaltam que, o perito elabora preliminarmente o laudo, com conclusões que tender a ser analisadas pelo juiz. Caso precise de ajustes, o perito contábil revisa o laudo sob as sugestões ou questionamentos, seguindo as normatizações o art. 464 do CPC. Feitos os ajustes, o perito contábil entrega o laudo final com as justificativas, ajustes e conclusões da perícia para o juiz. 
A partir desse documento, o juiz se torna capaz de tomar sua decisão, norteando-se das informações descritas pelo perito no laudo. Se o juiz achar necessário ou tiver dúvidas pertinentes ao caso ou laudo, convoca o perito para uma audiência, a fim de esclarecer os apontamentos. Concluídoo processo de perícia, encerra-se o caso, arquiva-se o documento, mantendo o sigilo, ética e imparcialidade sobre o caso (Bezerra et al., 2023). 
Diante do exposto, nota-se que as etapas do processo de perícia contábil, incluindo datas, leis, normas e práticas são parte das atribuições da função de um perito contábil, desde o aceite da nomeação judicial até a entrega do laudo final. Por fim, se o perito contábil não seguir as normas, etapas, fases e ciclos previstos nas legislações e regulamentações brasileiras, sua atuação pode ser comprometida em diversos aspectos, inclusive na não observância pode resultar na produção de um laudo pericial inconsistente, vulnerável a questionamentos e até mesmo à impugnação, causando danos financeiros ou até mesmo a anulação da sua carteira profissional de perito contábil (Pires e Farias, 2019).
Com base na obra de Lima et al. (2023), suponha que tenha uma sociedade limitada, com sede em São Paulo, composta por dois sócios, na qual enfrentou um desentendimento quanto à gestão financeira e à divisão de lucros. O sócio minoritário alegou que o outro sócio estava desviando recursos da empresa, manipulando balanços contábeis e retirando valores superiores à sua cota societária. Diante da gravidade da situação, o sócio minoritário entrou com uma ação judicial requerendo a dissolução da sociedade e a apuração de haveres, além da indenização por perdas e danos.
O juiz responsável pelo caso nomeou um perito contábil para esclarecer os pontos financeiros, solicitando um laudo que demonstrasse a real situação patrimonial e financeira da empresa, a existência de irregularidades nas demonstrações contábeis, o montante devido a cada sócio (caso a dissolução fosse aprovada), o desenvolvimento do Caso (Meio) e o planejamento da Perícia.
O perito judicial iniciou o processo estabelecendo um plano de trabalho conforme a Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica de Perícia (NBC TP 01). O perito organizou o ciclo pericial em fases: levantamento documental, análise contábil, realização de entrevistas e elaboração do laudo.
No levantamento documental, o perito solicitou ao contador da empresa os balanços patrimoniais, demonstrações de resultados dos últimos três anos, livros contábeis, contratos sociais e documentos de movimentações financeiras. Durante a análise, o perito identificou lançamentos inconsistentes no livro razão, duplicidade de despesas e transferências para contas bancárias pessoais não justificadas.
O perito realizou reuniões com ambos os sócios e o contador da empresa para entender as operações. Os depoimentos indicaram que o sócio majoritário realizava retiradas informais sob alegação de empréstimos, sem registros contábeis adequados.
O perito elaborou um laudo apontando as irregularidades e quantificando o prejuízo causado ao sócio minoritário, demonstrando que as retiradas não autorizadas totalizavam R$ 500.000, além de identificar que o valor correto dos haveres do sócio minoritário, considerando a dissolução, era de R$ 1.200.000.
Com base no laudo pericial, o juiz determinou a dissolução da sociedade, o ressarcimento ao sócio minoritário pelo prejuízo identificado e a partilha dos ativos conforme os haveres apurados. Além disso, o sócio majoritário foi condenado a pagar indenização e a regularizar as pendências fiscais da empresa.
Em suma, esse caso reforça a relevância do ciclo de perícia contábil, que vai desde a nomeação judicial até a entrega do laudo técnico. Em contrapartida, o planejamento adequado e a execução seguindo normas e regulamentos asseguraram a qualidade técnica da análise e a imparcialidade necessária para a decisão judicial. Isso ressalta a função da perícia contábil como instrumento indispensável na busca pela justiça e solução de conflitos empresariais.
De acordo com o Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal (2020), a ausência de conformidade pode gerar prejuízos às partes envolvidas em um processo de perícia contábil, como decisões judiciais inadequadas ou injustas, e comprometer a credibilidade profissional do perito. Em casos extremos, o perito pode responder por negligência, imprudência ou imperícia, com implicações éticas e legais que podem levar à penalização administrativa, cível ou até criminal. 
Com base nisso, Júnior et al (2018) acreditam que, seguir rigorosamente as normas e regulamentações é essencial para assegurar a qualidade, a validade e a imparcialidade dos trabalhos periciais. Assim, se o perito contábil desconsiderar as normas, etapas, fases e ciclos estabelecidos, também, negligenciará os princípios fundamentais da profissão, como a imparcialidade, competência e a responsabilidade técnica. 
Em outras palavras, para Bezerra et al. (2023) a má conduta ou falta de atenção do perito contábil pode abalar a confiança do judiciário e das partes envolvidas na perícia, além de colocar em risco a integridade dos resultados apresentados. Portanto, o não cumprimento dessas diretrizes pode acarretar impactos significativos, como a invalidação do laudo pericial e atrasos nos processos judiciais, prejudicando o acesso à justiça e à resolução eficiente dos conflitos. Sendo assim, de modo geral, a observância rigorosa das orientações legais garante a qualidade técnica e ética do trabalho pericial. Assim como, reforça a sua relevância como instrumento fundamental para a tomada de decisões justas e assertivas no âmbito jurídico.
Referências 
BEZERRA, Beatriz da Silva et al. Perícia contábil e sua precisão, como contribuição na decisão do juiz. Revista FT. Rio de Janeiro, 2023. v 27. ed. 128. Disponível em:. Acesso: 03 dez. 2024.
BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Código de Processo Civil. Lei Nº 13.105, de 16 de março de 2015. Diário Oficial da União: seção 1. Brasília, 2015. Disponível em:. Acesso: 03 dez. 2024.
____. Conselho Federal de Contabilidade. Norma brasileira de contabilidade. NBC PG 01, de 7 de fevereiro de 2019. Brasília, 2019. Disponível em: . Acesso em: 1 dez. 2024.
GIACOMIN, Juciléia; BLEIL, Claudecir; MULLER, Franciele Dolores. Perícia Contábil: Um estudo sobre a percepção dos juízes com relação aos critérios de escolha e avaliação dos Peritos Contábeis da 1ª e 2ª Vara Cível da Comarca de Erechim/RS. In: III Congresso de Contabilidade da UFRGS e III Congresso de Iniciação Científica em Contabilidade da UFRGS. Porto Alegre, 2018. v. 3. p. 55-73. Disponível em: . Acesso em: 1 dez. 2024.
LIMA, Adriana Lázaro et al. Perícia contábil: Dissolução Societária com Apuração de Haveres. In: IX Forum Rondoniense de Pesquisa. 2023.v. 4 n. 9º. ISSN: 2764-345X. Disponível em: . Acesso em: 1 dez. 2024.
MENDES, Renan Silva; VENZON, Christian. Laudo pericial e suas adequações às normas do conselho federal de contabilidade. Disponível em: . Acesso em: 1 dez. 2024.
PIRES, Mariana Isabele; Farias, Fernanda Mendes. Perícia contábil: a importância dos serviços prestados. Revista de Estudos Interdisciplinares do Vale do Araguaia-REIVA, v. 2, n. 01, p. 17-17, 2019. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2024.
QUEIROZ, Ellen Cristine; JÚNIOR, Idalberto José das Neves. Ruídos na comunicação na perícia contábil em processos judiciais cíveis. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 5, p. 46447-46469, 2021. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2024.
SILVA, Ayane Maria Goncalves da et al. Análise da Qualidade de Pareceres Técnicos Contábeisno Município de Recife/PE. RAGC, v. 6, n. 22, 2018. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2024.
SILVA, Jhonatan Linhares da; BARROS, Vinicius Costa Barros; PEREIRA, Neimar Sousa Pinto. Uma
proposta de núcleo de práticas em perícia contábil na Universidade Federal do Campus Maranhão Imperatriz. Research, Society and Development, v. 12, n. 5, p. e17712541576-e17712541576, 2023. Disponível em: . Acesso em: 2 dez. 2024.
SILVA, Karoline da. VASQUEZ, Joel G. Perozo. Mudanças de procedimentos da Perícia Contábil no novo Código de Processo Civil. In: CONGRESSO EM CONTABILIDADE UFRGS, Porto Alegre, 2016. Disponível em:. Acesso em: 04 dez. 2024.
SINJ-DF. Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal. Resolução nº 340, de 07 de outubro de 2020. Tribunal de Contas. Manual de Auditoria e demais fiscalizações – parte geral. Brasília: TCDF, 2020. 194 p. Disponível em:. Acesso em: 04 dez. 2024.
Leituras recomendadas
BATALHA, Ester Costa et al. Os papéis da perícia criminal contábil e contabilidade forense. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 16, n. 2, p. e3497-e3497, 2024. Disponível em:. Acesso em: 04 dez. 2024
HENRIQUE, Marcelo Rabelo et al. Análise da Percepção dos Discentes sobre Perícia Contábil e Contabilidade Forense Contra Fraudes Contábeis. Revista Brasileira de Contabilidade e Gestão, v. 12, n. 23, 2023. Disponível em:. Acesso em: 04 dez. 2024
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CHECK-LIST DE RT E CONTEUDISTA
Esta check-list serve de lembrete para que os principais elementos não sejam esquecidos. Portanto, não substitui as normas e orientações definidas pela Sagah, que devem ser seguidas para a ELABORAÇÃO e REVISÃO do material. Preencha com um X na cédula correspondente à sua função em cada item. (Obs.: em caso de dúvidas sobre o item a ser checado, consulte o detalhamento apresentado na página seguinte.)
	
	Pontos a serem checados
	Conteudista
	RT
	1
	O texto capacita o aluno para atingir os objetivos de aprendizagem?
	X
	 
	2
	Há de duas a quatro páginas desenvolvidas para cada objetivo?
	X
	 
	3
	O conteúdo é claramente autoral, isto é, é perceptível que a redação é do autor, recorrendo a outras fontes ao apresentar e/ou embasar conceitos, fundamentos, classificações, dados e afirmações?
	X
	 
	4
	Os trechos não autorais estão adequadamente referenciados (inclusive com a indicação da página) e contextualizados?
	X
	 
	5
	TODOS os autores mencionados no texto, inclusive como fontes de figuras e quadros, estão citados nas referências bibliográficas?
	X
	 
	6
	As referências são fontes confiáveis de conteúdo e têm respaldo na área? 
	X
	 
	7
	O texto está sem autocitações?
	X
	 
	8
	TODOS os quadros e TODAS as figuras são relevantes para o conteúdo do capítulo?
	X
	 
	9
	TODOS os quadros e TODAS as figuras estão com fonte, inclusive a página ou o link?
	X
	 
	10
	TODOS os quadros e TODAS as figuras foram contextualizadas (chamadas no texto: "O Quadro 1 apresenta...", "Observe na Figura 3..." etc.)? 
	X
	 
	11
	TODOS os quadros (tabelas) estão digitados?
	X
	 
	12
	TODAS as figuras estão com a qualidade adequada para publicação?
	X
	
	13
	TODOS os textos de língua estrangeira estão traduzidos?
	X
	 
	14
	TODOS os símbolos estão padronizados? Variáveis estão em itálico (ou negrito em casos de matrizes e de alguns vetores)?
	X
	 
	15
	TODAS as expressões relativas a código de programação estão na fonte Courier New?
	X
	
OBSERVAÇÕES
1. O texto deve ser didático, direto, claro, coeso, fluido, com assuntos interligados e com uso de elementos infográficos, permitindo ao aluno atingir os objetivos de aprendizagem propostos no capítulo.
2. Duas a quatro páginas de desenvolvimento textual para cada seção é o recomendável.
3. O texto deve ser claramente autoral-científico, i.e., utiliza uma linguagem própria e estrutura didática para movimentar os conhecimentos desenvolvidos com base em fontes científicas. Atenção: o capítulo precisa estar embasado em uma variedade de fontes, evitando a predominância de uma só leitura de referência.
4. Os trechos não autorais precisam estar devidamente referenciados (“Título da fonte, autor(es), Ano” e, em caso de citação direta, com a indicação da página).
5. Sem observações.
6. Não são aceitas fontes como TCCs, blogs de autoria desconhecida, Wikipédia, sites institucionais, Dicionário Financeiro, Brasil Escola. Importante: os livros já publicados pela Sagah também não devem ser utilizados como referência teórica (na Biblioteca A essas obras aparecem com o selo editorial Bookman/Sagah, Artmed Sagah ou apenas Sagah).
7. Sem observações.
8. Sem observações.
9. Quadros e figuras elaborados pelo(a) conteudista devem apresentar a fonte como “Fonte: do(a) autor(a)”.
10. Sem observações.
11. Os quadros devem ser inseridos pela ferramenta de tabela do Word, e seus dados, portanto, editáveis.
12. A figuras devem ter boa resolução e apresentar textos legíveis. 
13. Estrangeirismos são permitidos, principalmente quando se configuram como jargões da área.
14. As variáveis e as fórmulas devem ter sido inseridas pela ferramenta do Word: Inserir > Equação. 
15. Métodos, classes, funções, parâmetros, diretórios, cláusulas, objetos e comandos são exemplos dessas expressões.
Nomeação Judicial do Perito
(O juiz, com base no Art. 473 do CPC, nomeia um perito para realizar a perícia contábil)
Perito recebe a nomeação
(O perito recebe a comunicação da nomeação judicial. Nessa etapa, o prazo para que o perito se manifeste é de até 5 dias, conforme o Art. 465, CPC).
Perito aceita a nomeação
Perito recusa a nomeação
Fases da Perícia Contábil
Fase Preliminar (preparação e planejamento da perícia)
- Análise da solicitação judicial ou extrajudicial.
- Leitura e entendimento do objeto da perícia.
- Estudo dos documentos fornecidos pelas partes.
- Definição da metodologia a ser aplicada.
- Elaboração dos quesitos, quando necessário.
- Planejamento das atividades a serem desenvolvidas.
Fase operacional (execução das análises, levantamentos e cálculos)
- Coleta de dados e informações.
- Análise detalhada dos documentos e informações recebidas.
- Realização de cálculos contábeis e financeiros.
- Elaboração de laudos preliminares.
- Aplicação da metodologia definida para responder aos quesitos.
- Interação com as partes envolvidas, se necessário.
Fase Final (elaboração do laudo, com as conclusões)
- Elaboração do laudo pericial definitivo.
- Organização e apresentação das conclusões, de forma clara e objetiva.
- Resposta formal aos quesitos propostos.
- Participação em audiências para esclarecer dúvidas sobre o laudo.
- Entrega do laudo final ao juiz ou à parte interessada.
Público
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