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QUESTIONÁRIO DE TRIBUTÁRIO - I

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Brenda Amengol 
 
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QUESTIONÁRIO DE TRIBUTÁRIO - I 
 
1. Explique o fato gerador do II. 
O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada de mercadoria estrangeira no 
território aduaneiro. Para efeito de ocorrência do fato gerador, considera-se entrada no 
território aduaneiro a mercadoria que conste como importada e cujo extravio tenha sido 
apurado pela administração aduaneira. No caso de um produto estrangeiro que ingressa 
no país com a finalidade de retornar para o exterior dentro de um prazo certo, o 
lançamento do tributo fica suspenso até ser dispensado no caso de serem cumpridas as 
condições estipuladas para o retorno do produto ao exterior dentro do prazo, ou até que 
sejam descumpridas as condições, ocasião em que o imposto deve ser lançado com a 
alíquota que estava em vigor na data do registro da Declaração de Importação no 
Siscomex. 
 
2. Quais são os contribuintes do II? 
O contribuinte é a pessoa que deve pagar o imposto de importação, é o importador, ou o 
equiparado por lei, segundo o CTN, art. 22, I. No caso de mercadorias apreendidas ou 
abandonadas, o contribuinte é o arrematante, art. 22, II, CTN. Geralmente o contribuinte 
é pessoa jurídica, no entanto, para fins de cobrança do referido imposto também é 
admitido pessoa física. 
 
3. Como se dá o lançamento do II? 
O lançamento ocorre por homologação, ou seja, a lei determina o pagamento do tributo 
antes de qualquer procedimento de fiscalização. O importador, no caso, deve fazer 
declaração, oferecendo ao Fisco todos os elementos informativos para o pagamento do 
imposto. 
 
4. Explique os seguintes regimes aduaneiros especiais: produtos em trânsito 
(trânsito aduaneiro), admissão temporária, drawback, Loja franca (free shop e duty 
free). 
Produtos em trânsito (trânsito aduaneiro): é o regime especial que permite o 
transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território 
aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
Admissão temporária: é o regime com suspensão total do pagamento de tributos que 
permite a importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, com 
suspensão total do pagamento dos tributos incidentes na importação. 
Drawback: é o regime aduaneiro especial que permite a suspensão ou eliminação de 
tributos incidentes na aquisição de insumos empregados na industrialização de produtos 
exportados. 
Loja franca (free shop e duty free): é aquele que permite a instalação de 
estabelecimento comercial em portos ou em aeroportos alfandegados (zona primária) para 
vender mercadoria nacional ou estrangeira a passageiro em viagem internacional, sem a 
cobrança de tributos, contra pagamento em moeda nacional ou estrangeira. 
 
5. O que é a Zona Franca de Manaus? 
A Zona Franca de Manaus é um polo industrial criado pelo governo brasileiro na região 
amazônica com o objetivo de atrair fábricas para a região e promover uma maior 
integração territorial no Norte do país. Ou seja, ela é um modelo de desenvolvimento 
econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fato_gerador
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populações. Implantado pelo governo brasileiro, objetiva viabilizar uma base econômica 
na Amazônia Ocidental, promovendo a melhor integração produtiva e social dessa região 
ao país, além de garantir a soberania nacional sobre suas fronteiras. 
 
6. Diferencie Mercadorias Nacionais e Nacionalizadas. 
Mercadorias Nacionais são aquelas que sofreram algum tipo de industrialização em 
território nacional; já as Mercadorias Nacionalizadas, são aquelas de origem estrangeira, 
objeto de importação, submetidas ao processo de desembaraço aduaneiro no Brasil e que 
tiveram recolhidos todos os tributos incidentes na operação. 
 
7. Diferencie preço CIF e FOB. Para quais tributos cada um deles é aplicado? 
A principal diferença entre eles está em quem paga pelo seu transporte e seguro, se é o 
fornecedor ou o destinatário. Assim, na modalidade CIF a responsabilidade fica por conta 
do emitente, enquanto no FOB é por conta do comprador. O frete CIF é usado com 
frequência por empresas que atuam no segmento B2C e tem como padrão embutir e diluir 
os custos operacionais desse processo diretamente no valor do produto, que devem ser 
pagos pelo destinatário final de uma só vez. Já o tipo de frete FOB é mais utilizado pelo 
setor B2B, em que normalmente as cargas têm alto valor agregado ou custo alto com frete. 
Aqui o comprador se torna responsável não só pelo pagamento, mas também pelo 
transporte e retirada. 
Na modalidade de frete CIF, a soma do que é pago pelo transporte e seguro é embutida 
ao custo da mercadoria e repassado ao cliente em um valor único. Para evitar que o 
consumidor pague novamente por isso é dada ao fornecedor a opção de informar ao ICMS 
aplicado nesse processo que o tipo de frete é CIF e custear seu valor. 
Já no frete FOB, em que esses custos não estão embutidos no que é pago pelos produtos, 
o valor é especificado na nota fiscal e compõe a base de cálculos dos tributos ICMS, IPI, 
PIS e Cofins. 
 
8. Em que consiste o regime de exportação temporária? 
O regime de exportação temporária consiste no regime aduaneiro que permite a saída de 
mercadorias do País, com suspensão do pagamento do imposto de exportação, 
condicionada ao seu retorno em prazo determinado, no mesmo estado em que foram 
exportadas, segundo o art. 431 do Regulamento Aduaneiro. 
 
9. O Imposto de Renda obedece aos critérios da generalidade, da universalidade e 
da progressividade. O que significa cada um deles? 
De acordo com o art. 153, §2º, I, o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza 
será informado, nos termos da lei, pelos critérios da generalidade, universalidade e 
progressividade. Isso significa que o Imposto de Renda deverá incidir sobre todas as 
espécies de rendas e proventos de qualquer natureza (generalidade); auferidos por todas 
as pessoas, observados os limites da própria competência tributária (universalidade); 
quanto maior o acréscimo de patrimônio, maior deverá ser a alíquota aplicável 
(progressividade). 
 
10. Explique os conceitos de renda e de proventos de qualquer natureza. Incide IR 
sobre verbas indenizatórias? 
De acordo com o art. 43, do Código Tributário Nacional, renda seria o produto do capital, 
do trabalho ou da combinação de ambos. Já proventos de qualquer natureza seriam os 
acréscimos patrimoniais não compreendidos entre aqueles derivados do produto do 
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capital, do trabalho ou da combinação de ambos. Verbas indenizatórias são consideradas 
reposição de prejuízos, e não rendimentos. Assim, o recebimento de valores a título de 
indenização não constitui fatos geradores para a cobrança de Imposto de Renda, pois, 
além de não constituírem renda, também não importam em acréscimo patrimonial, uma 
vez que elas buscam justamente recompor uma situação anterior, compensando prejuízos 
suportados pela parte. 
 
11. Como se caracteriza o fato gerador do IR? 
O fato gerador do imposto de renda se caracteriza pela aquisição da disponibilidade 
econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da 
combinação de ambos, ou de proventos de qualquer natureza, constituídos pelos 
acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. 
 
12. Diferencie a incidência do IPI e do ICMS. 
O IPI incide nas operações em que houve processo de industrialização, não incidindo em 
operações simplesmente comerciais em que não haja atividade de industrialização. Já o 
ICMS incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de 
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 
 
13. O que é seletividade? 
O princípio da seletividade é o que garante que a tributação deve ser maior ou menor 
dependendo da essencialidade do bem, ou seja, sua função é variar aalíquota de acordo 
com a essencialidade do bem tributado. Dessa forma, ao se deparar com um bem de 
maior essencialidade, a alíquota será menor e, pela lógica, se for o bem de menor 
essencialidade, a alíquota é maior. Nesse sentido, o art. 48, CTN prevê que, o imposto é 
seletivo em função da essencialidade dos produtos. 
 
14. Explique, sucintamente, a não cumulatividade, bem como qual é o objetivo 
desejado ao aplicá-la nos tributos que recaem sobre a produção e consumo. 
A não cumulatividade é técnica que tem por objetivo limitar a incidência tributária nas 
cadeias de produção e circulação mais extensas, fazendo com que, a cada etapa da cadeia, 
o imposto somente incida sobre o valor adicionado nessa etapa. O objetivo da não 
cumulatividade é tornar conhecido o ônus decorrente do imposto, independentemente do 
número de operações realizadas com mercadoria desde a sua produção até o consumo. 
 
15. Em se tratando de IPI, o que acontece nas entradas desoneradas e saídas 
oneradas? 
Nas operações cujas entradas são desoneradas pelo IPI (isenção, não-incidência, alíquota 
zero), o sujeito passivo não vai escriturar qualquer crédito.