Logo Passei Direto

Questoes-Portugues (162)

Material
¡Estudia con miles de materiales!

Vista previa del material en texto

Todos os direitos reservados ao Master Juris. São proibidas a reprodução e quaisquer outras formas de 
Compartilhamento. 
 164 
 
Quinta Fase  Juiz Estadual 
 
O interesse pelo Gigante no museu faz pensar que, se o tempo em que o público se 
divertia vendo pessoas com deficiência sendo expostas já passou, o diferente ainda 
exerce um grande fascínio. 
 
(Adaptado de NEDEL, Letícia Borges. Revista de História da Biblioteca Nacional. n. 
57, junho de 2010) 
De acordo com o texto, é correto afirmar que 
 a) o Museu Júlio de Castilhos tem um acervo de História Natural. 
 b) a popularidade da sala de curiosidades do Museu Júlio de Castilhos levou seus 
técnicos a considerá-la uma distorção. 
 c) a exibição de pessoas diferentes ou portadoras de deficiências era uma forma de 
entretenimento no Brasil do início do século XX. 
 d) os deficientes não recebiam tratamento médico adequado no Brasil do início do 
século XX. 
 e) a reserva técnica do Museu Júlio de Castilhos é mantida para que exibições 
temporárias possam ser oferecidas. 
 
 
Questão 120: FUNDATEC - Med Jud (TJ RS)/TJ RS/Classe R/Psiquiatria/2009 
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) 
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 
 
Avareza na ficção 
 
Moacyr Scliar 
 
Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos 
inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito 
comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que 
ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um 
fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas 
exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter 
altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao 
longo da história o dinheiro foi frequentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai 
da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da 
chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com 
a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.