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PEDIATRIA
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Estratégia MED | Memorex do Estratégia MED 2PEDIATRIA
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Estratégia MED
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INTRODUÇÃO
As provas de Pediatria, apesar de contarem com várias
questões que se aproximam do raciocínio proposto pela Clínica
Médica ou Cirúrgica, ainda cobram muitas coisas que acabam
caindo na decoreba!
Só de lembrar que tem que saber sobre calendário
vacinal, marcos de desenvolvimento e marcos da puberdade,
muitos candidatos passam mal. No entanto, com dedicação e
um pouco de paciência, os conceitos vão ficando medulares e a
Pediatria começa a ser uma das áreas em que você vai garantir
mais pontos na sua prova.
De antemão, já vou dar uma dica valiosa. A medicina,
de uma forma geral, está caminhando para uma postura menos
invasiva com os pacientes. Sabendo disso, os examinadores
tentam confundir o candidato apresentando situações normais
que parecem patológicas, com o intuito de fazer a gente ir para
uma resposta que aponte um caminho “invasivo”. A chave, nesse
caso, é memorizar aquilo que é problemático! Qualquer coisa
que fuja do problemático, pense sempre nas alternativas mais
conservadoras como a resposta correta, por exemplo, “conduta
expectante”, “orientar sobre benignidade do quadro” e coisas
do tipo. Se, mesmo depois de ler a questão, você continuar em
dúvida (e for um cenário cabível), considere com mais carinho a
alternativa que não seja invasiva para o paciente, beleza?
Outra coisa importante, especialmente se você tiver
interesse em estudar na USP-SP, é “separar” o estudo de
Neonatologia da Pediatria geral. Nessa instituição, os temas
da Neo correspondem a praticamente metade da prova de
Pediatria!
Bom, sem mais delongas, vamos para os tópicos decorebas
da Pediatria, tema por tema:
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MED
SUMÁRIO
1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL 5
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL 7
3. (NEONATOLOGIA) DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECÉM-NASCIDO 8
4. (NEONATOLOGIA) ICTERÍCIA E SEPSE NEONATAL 9
4.1 ICTERÍCIA NEONATAL 9
4.2 SEPSE NEONATAL 11
5. (NEONATOLOGIA) CUIDADOS NEONATAIS 12
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES CONGÊNITAS 17
7. ALEITAMENTO MATERNO 22
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO 22
ROTAVÍRUS 25
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL 25
PROFILAXIA DE RAIVA 26
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA 28
9. CRESCIMENTO 29
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) 29
ESTATURA 29
10. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR 31
DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSEIRO 31
DESENVOLVIMENTO MOTOR FINO 32
DESENVOLVIMENTO SOCIAL 33
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 34
11. PUBERDADE 35
12. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 38
DESNUTRIÇÃO 38
OBESIDADE INFANTIL 41
yassunaga
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 4
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MED
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS 42
HIPERTENSÃO 42
HIPOTENSÃO 42
FREQUÊNCIA CARDÍACA 42
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 43
14. PNEUMONIA EM PEDIATRIA 43
15. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 46
TRATAMENTO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 46
16. DIARREIA AGUDA 47
17. ASMA 50
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL 50
CONTROLE DA ASMA 50
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 51
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 52
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 52
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 54
18. FEBRE REUMÁTICA 56
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS 57
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS 60
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 60
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR (TSV) 61
RITMOS CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 63
RITMOS NÃO CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 64
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM CRIANÇAS 65
yassunaga
yassunaga
yassunaga
yassunaga
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 5
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1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL
CAPÍTULO
Aconteceram algumas atualizações em 2022! Memorize o fluxograma atualizado a seguir.
! PARA FACILITAR: foque nas diferenças entre pacientes maiores e menores de 34 semanas. Não são muitas, mas costumam ser
bastante cobradas.
mínimo 1 minuto
1. Colocar sob fonte
de calor radiante
2. Secar e retirar
campos úmidos
3. Posicionar a cabeça
em leve extensão
4. Aspirar bocas e
narinas, se necessário
Respiração regular?
• Avaliar técnica de VPP.
Se erro, ventilar por mais 30
segundos.
• Considerar O2 suplementar
de acordo com a oximetria.
• Considerar máscara laríngea.
• Considerar intubação
orotraqueal (IOT), se técnica
correta.
• Considerar aspiração
traqueal na suspeita de
aspiração de líquido meconial.
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Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Depois de memorizar o passo a passo, que é o mais importante, reserve um espaço no seu HD cerebral para o Boletim de APGAR.
mínimo 30 segundos1. Colocar sob fonte
de calor radiante
2. Posicionar a cabeça
em leve extensão
3. Envolver o RN em
saco transparente, sem
secar, exceto face
4. Colocar touca dupla
5. Aspirar bocas e
narinas, se necessário
6. Outra pessoa deve:
locar oxímetro de pulso
e monitor cardíaco
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 7
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MED
Apesar de muito utilizado, o boletim de APGAR não define condutas na sala de parto. Existem questões que simplesmente pedem para
você calcular o APGAR e elas são relativamente frequentes.
! PARA FACILITAR: faça uma correlação com o bebê que precisa de reanimação ao nascer. Tônus muscular, esforço respiratório e
frequência cardíaca são variáveis comuns nessas duas avaliações - então, lembre-se da cor e da irritabilidade reflexa. A maioria dos recém-
nascidos perde pontos na cor.
BOLETIM DE APGAR
SINAIS CLÍNICOS
NOTA/ PONTUAÇÃO
0 1 2
Frequência cardíaca Ausente 100bpm
Esforço respiratório
Ausente
Apneia
Respiração irregular
Respiração regular ou
choro forte
Tônus muscular Flacidez total
Alguma movimentação/
flexão de membros
Boa movimentação
Ativo
Irritabilidade reflexa Ausente Caretas Tosses ou espirros
Cor
Cianose central/ palidez
cutânea
Cianose periférica
Corado
Ausência de cianose
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL
CAPÍTULO
Não é novidade que a Neonatologia é um tema quente para
praticamente qualquer prova de Pediatria, incluindo as disputadas,
como a USP-SP, a USP-RP e a Unicamp. Não dá para chegar lá sem
saber manejar esse problema, hein?
Houve uma atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria
em 2022, o que torna esse tema uma boa pedida para os
examinadores nos próximos anos.
A principal mudança da diretriz está no manejo dos
assintomáticos. Na diretriz antiga, assintomáticosALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada,
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
Fonte: Ministério da Saúde.
Nessa atualização, os autores elencaram os sintomas e sinais
que têm as melhores relações sensibilidade/especificidade para
desidratação grave em quadros de diarreia e/ou vômitos: estado
geral (nível de consciência e comportamento), olhos (se estão
fundos ou não), sede e sinal da prega abdominal.
! PARA FACILITAR: quando a questão quer direcionar seu
raciocínio para desidratação grave, ela geralmente enfatiza os
achados com termos como “muito” (muito fraco, muito fundos, etc)
e trazem diminuição do nível de consciência! Foque nas alterações
marcadas com um asterisco (*) no quadro acima.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 48
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MED
IDENTIFICAR DISENTERIA OU OUTRAS PATOLOGIAS
ASSOCIADAS À DIARREIA
D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO
GERAL:GERAL:
D.1.1 Se apresentar sangue nas fezes e comprometimento do estado geral, conforme o quadro de
avaliação do estado de hidratação do paciente e/ou febre alta persistente, dor abdominal, tenesmo
ou comprometimento sistêmico:
D.1.1.1 Reidratar o paciente conforme os planos A, B ou C defi nido segundo estado de hidratação.
D.1.1.2 Iniciar antibioticoterapia:
a) CRIANÇAS COM ATÉ 30 kg (até 10 anos):
(a partir de 3 meses e sem imunodefi ciência)
Azitromicina: 10 mg/kg/dia, via oral, no primeiro dia e 5 mg/kg/dia por mais 4 dias;
Ceftriaxona: 50 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
b) CRIANÇAS COM MAIS DE 30kg (com mais de 10 anos), ADOLESCENTES e ADULTOS:
Ciprofloxacino: 1 comprimido de 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias;
Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
Observação: crianças com quadro de desnutrição devem ter o primeiro atendimento em
qualquer estabelecimento de saúde, devendo-se iniciar hidratação e antibioticoterapia de
forma imediata, até que chegue ao hospital.
D.1.1.3 Orientar o paciente ou acompanhante para aumento da ingestão de líquidos e manter a
alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio.
D.1.1.4 Reavaliar o paciente após 2 dias.
D.1.1.5 Se persistir a presença de sangue nas fezes após 48 horas do início do tratamento:
SE CRIANÇA (até 10 anos): Encaminhar para internação hospitalar.
SE ADULTO, ADOLESCENTE OU CRIANÇAS COM MAIS DE 10 ANOS:
• Condições gerais boas: seguir planos A, B ou C, conforme estado de hidratação – não usar
antibioticoterapia.
• Condições gerais comprometidas: administrar Ceftriaxona 50 a 100 mg/kg, via intramuscular,
1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, ou encaminhar para internação hospitalar.
D.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICAD.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICA
D.2.1 Se tiver mais de 14 dias de evolução da doença:
D.2.1.1 Encaminhar o paciente para a uma unidade hospitalar se:
• For menor de 6 meses.
• Apresentar sinais de desidratação. Nesse caso, reidrate-o primeiro e, em seguida,
encaminhe-o a uma unidade hospitalar.
Observação: quando não houver condições de encaminhar para a unidade hospitalar,
orientar o responsável/acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação
habitual no domicílio enquanto aguarda referência hospitalar. Caso apresente algum
sinal de alerta (vide item A 3.2), levar imediatamente a um estabelecimento de saúde
para atendimento.
D.2.1.2 Pacientes maiores de 6 meses sem sinais de desidratação: encaminhar para consulta
médica para investigação e tratamento.
D.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVED.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVE
D.3.1 Se o paciente estiver com desnutrição grave:
D.3.1.1 E estiver hidratado: encaminhar para o tratamento no estabelecimento de saúde.
D.3.1.2 E estiver desidratado: iniciar imediatamente a reidratação e em seguida encaminhar o
paciente para o tratamento no estabelecimento de saúde. Entregar ao paciente ou responsável
envelopes de SRO em quantidade sufi ciente e recomendar que continue a reidratação até que
chegue ao estabelecimento de saúde em que receberá o tratamento.
D.4 VERIFICAR A TEMPERATURAD.4 VERIFICAR A TEMPERATURA
D.4.1 Se o paciente estiver com a temperatura de 39 ºC ou mais, além do quadro diarreico, investigar e
tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária.
MANEJO DO PACIENTE COM DIARREIAMANEJO DO PACIENTE COM DIARREIA
AVALIAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE
ETAPAS A
(sem desidratação)
B
(com desidratação)
C
(com desidratação grave)
OBSERVE
Estado geral1 Ativo, alerta Irritado, intranquilo Comatoso, hipotônico,
letárgico ou inconsciente*
Olhos1 Sem alteração Fundos Fundos
Sede1 Sem sede Sedento, bebe rápido e
avidamente Não é capaz de beber*
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes
Boca/língua Úmida Seca ou levemente seca Muito seca
EXPLORE
Sinal da prega abdominal1 Desaparece imediatamente Desaparece lentamente Desaparece muito lentamente
(mais de 2 segundos)
Pulso Cheio Cheio Fraco ou ausente*
Perda de peso2 Sem perda Até 10% Acima de 10%
DECIDA SEM SINAIS DE
DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais:
COM DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais sendo ao menos um
destacado com asterisco (*):
DESIDRATAÇÃO GRAVE
TRATE PLANO A PLANO B PLANO C
1 Variáveis para avaliação do estado de hidratação do paciente que têm maior relação de sensibilidade e especifi cidade, segundo a Organização
Mundial da Saúde.
2 A avaliação da perda de peso é necessária quando o paciente está internado e evolui com diarreia e vômito.
OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano
de de tratamento considerado no pior cenário.tratamento considerado no pior cenário.
PLANO A
PARA PREVENIR A DESIDRATAÇÃO NO DOMICÍLIO
A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA
PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco,
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior
frequência.
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL
NO ESTABELECIMENTODE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente,
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg.
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO.
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves,
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de
4:1 (manutenção)
Peso até
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10
a 20kg
1.000 ml +
50 ml/kg de
peso que
exceder 10
kg
Peso
acima
de 20 kg
1.500 ml +
20 ml/kg de
peso que
exceder 20
kg
(no máximo
2.000 ml)
+
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de 1:1
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia.
Reavaliar esta quantidade
de acordo com as perdas
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml
de solução da fase de
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa,
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria)
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.
ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO:
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia
(ex.: aumento da
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos
• Sangue nas fezes
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE
ALERTAALERTA
ALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada,
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
IDENTIFICAR DISENTERIA OU OUTRAS PATOLOGIAS
ASSOCIADAS À DIARREIA
D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO
GERAL:GERAL:
D.1.1 Se apresentar sangue nas fezes e comprometimento do estado geral, conforme o quadro de
avaliação do estado de hidratação do paciente e/ou febre alta persistente, dor abdominal, tenesmo
ou comprometimento sistêmico:
D.1.1.1 Reidratar o paciente conforme os planos A, B ou C defi nido segundo estado de hidratação.
D.1.1.2 Iniciar antibioticoterapia:
a) CRIANÇAS COM ATÉ 30 kg (até 10 anos):
(a partir de 3 meses e sem imunodefi ciência)
Azitromicina: 10 mg/kg/dia, via oral, no primeiro dia e 5 mg/kg/dia por mais 4 dias;
Ceftriaxona: 50 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
b) CRIANÇAS COM MAIS DE 30kg (com mais de 10 anos), ADOLESCENTES e ADULTOS:
Ciprofloxacino: 1 comprimido de 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias;
Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
Observação: crianças com quadro de desnutrição devem ter o primeiro atendimento em
qualquer estabelecimento de saúde, devendo-se iniciar hidratação e antibioticoterapia de
forma imediata, até que chegue ao hospital.
D.1.1.3 Orientar o paciente ou acompanhante para aumento da ingestão de líquidos e manter a
alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio.
D.1.1.4 Reavaliar o paciente após 2 dias.
D.1.1.5 Se persistir a presença de sangue nas fezes após 48 horas do início do tratamento:
SE CRIANÇA (até 10 anos): Encaminhar para internação hospitalar.
SE ADULTO, ADOLESCENTE OU CRIANÇAS COM MAIS DE 10 ANOS:
• Condições gerais boas: seguir planos A, B ou C, conforme estado de hidratação – não usar
antibioticoterapia.
• Condições gerais comprometidas: administrar Ceftriaxona 50 a100 mg/kg, via intramuscular,
1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, ou encaminhar para internação hospitalar.
D.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICAD.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICA
D.2.1 Se tiver mais de 14 dias de evolução da doença:
D.2.1.1 Encaminhar o paciente para a uma unidade hospitalar se:
• For menor de 6 meses.
• Apresentar sinais de desidratação. Nesse caso, reidrate-o primeiro e, em seguida,
encaminhe-o a uma unidade hospitalar.
Observação: quando não houver condições de encaminhar para a unidade hospitalar,
orientar o responsável/acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação
habitual no domicílio enquanto aguarda referência hospitalar. Caso apresente algum
sinal de alerta (vide item A 3.2), levar imediatamente a um estabelecimento de saúde
para atendimento.
D.2.1.2 Pacientes maiores de 6 meses sem sinais de desidratação: encaminhar para consulta
médica para investigação e tratamento.
D.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVED.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVE
D.3.1 Se o paciente estiver com desnutrição grave:
D.3.1.1 E estiver hidratado: encaminhar para o tratamento no estabelecimento de saúde.
D.3.1.2 E estiver desidratado: iniciar imediatamente a reidratação e em seguida encaminhar o
paciente para o tratamento no estabelecimento de saúde. Entregar ao paciente ou responsável
envelopes de SRO em quantidade sufi ciente e recomendar que continue a reidratação até que
chegue ao estabelecimento de saúde em que receberá o tratamento.
D.4 VERIFICAR A TEMPERATURAD.4 VERIFICAR A TEMPERATURA
D.4.1 Se o paciente estiver com a temperatura de 39 ºC ou mais, além do quadro diarreico, investigar e
tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária.
MANEJO DO PACIENTE COM DIARREIAMANEJO DO PACIENTE COM DIARREIA
AVALIAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE
ETAPAS A
(sem desidratação)
B
(com desidratação)
C
(com desidratação grave)
OBSERVE
Estado geral1 Ativo, alerta Irritado, intranquilo Comatoso, hipotônico,
letárgico ou inconsciente*
Olhos1 Sem alteração Fundos Fundos
Sede1 Sem sede Sedento, bebe rápido e
avidamente Não é capaz de beber*
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes
Boca/língua Úmida Seca ou levemente seca Muito seca
EXPLORE
Sinal da prega abdominal1 Desaparece imediatamente Desaparece lentamente Desaparece muito lentamente
(mais de 2 segundos)
Pulso Cheio Cheio Fraco ou ausente*
Perda de peso2 Sem perda Até 10% Acima de 10%
DECIDA SEM SINAIS DE
DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais:
COM DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais sendo ao menos um
destacado com asterisco (*):
DESIDRATAÇÃO GRAVE
TRATE PLANO A PLANO B PLANO C
1 Variáveis para avaliação do estado de hidratação do paciente que têm maior relação de sensibilidade e especifi cidade, segundo a Organização
Mundial da Saúde.
2 A avaliação da perda de peso é necessária quando o paciente está internado e evolui com diarreia e vômito.
OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano
de de tratamento considerado no pior cenário.tratamento considerado no pior cenário.
PLANO A
PARA PREVENIR A DESIDRATAÇÃO NO DOMICÍLIO
A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA
PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco,
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior
frequência.
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL
NO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente,
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg.
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO.
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves,
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de
4:1 (manutenção)
Peso até
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10
a 20kg
1.000 ml +
50 ml/kg de
peso que
exceder 10
kg
Peso
acima
de 20 kg
1.500 ml +
20 ml/kg de
peso que
exceder 20
kg
(no máximo
2.000 ml)
+
Soro Glicosadoa 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de 1:1
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia.
Reavaliar esta quantidade
de acordo com as perdas
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml
de solução da fase de
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa,
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria)
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.
ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO:
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia
(ex.: aumento da
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos
• Sangue nas fezes
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE
ALERTAALERTA
ALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada,
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
Fonte: Ministério da Saúde. Fonte: Ministério da Saúde.
Aqui, temos as seguintes diferenças com o guideline anterior:
Plano A
• Deixaram explicito que o zinco só é usado até os 5 anos de idade.
Plano B
• Agora, podemos utilizar antieméticos sem peso na consciência para pacientes > 6 meses! Em situações de vômitos persistentes,
podemos utilizar a ONDANSETRONA. Apenas, há a orientação para não utilizar essa medicação em gestantes.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 49
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
IDENTIFICAR DISENTERIA OU OUTRAS PATOLOGIAS
ASSOCIADAS À DIARREIA
D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO D.1 VERIFICAR SE O PACIENTE TEM SANGUE NAS FEZES (DISENTERIA) E AVALIAR SEU ESTADO
GERAL:GERAL:
D.1.1 Se apresentar sangue nas fezes e comprometimento do estado geral, conforme o quadro de
avaliação do estado de hidratação do paciente e/ou febre alta persistente, dor abdominal, tenesmo
ou comprometimento sistêmico:
D.1.1.1 Reidratar o paciente conforme os planos A, B ou C defi nido segundo estado de hidratação.
D.1.1.2 Iniciar antibioticoterapia:
a) CRIANÇAS COM ATÉ 30 kg (até 10 anos):
(a partir de 3 meses e sem imunodefi ciência)
Azitromicina: 10 mg/kg/dia, via oral, no primeiro dia e 5 mg/kg/dia por mais 4 dias;
Ceftriaxona: 50 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
b) CRIANÇAS COM MAIS DE 30kg (com mais de 10 anos), ADOLESCENTES e ADULTOS:
Ciprofloxacino: 1 comprimido de 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias;
Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg intramuscular 1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, como alternativa.
Observação: crianças com quadro de desnutrição devem ter o primeiro atendimento em
qualquer estabelecimento de saúde, devendo-se iniciar hidratação e antibioticoterapia de
forma imediata, até que chegue ao hospital.
D.1.1.3 Orientar o paciente ou acompanhante para aumento da ingestão de líquidos e manter a
alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio.
D.1.1.4 Reavaliar o paciente após 2 dias.
D.1.1.5 Se persistir a presença de sangue nas fezes após 48 horas do início do tratamento:
SE CRIANÇA (até 10 anos): Encaminhar para internação hospitalar.
SE ADULTO, ADOLESCENTE OU CRIANÇAS COM MAIS DE 10 ANOS:
• Condições gerais boas: seguir planos A, B ou C, conforme estado de hidratação – não usar
antibioticoterapia.
• Condições gerais comprometidas: administrar Ceftriaxona 50 a 100 mg/kg, via intramuscular,
1 vez ao dia, por 3 a 5 dias, ou encaminhar para internação hospitalar.
D.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICAD.2 IDENTIFICAR DIARREIA PERSISTENTE/CRÔNICA
D.2.1 Se tiver mais de 14 dias de evolução da doença:
D.2.1.1 Encaminhar o paciente para a uma unidade hospitalar se:
• For menor de 6 meses.
• Apresentar sinais de desidratação. Nesse caso, reidrate-o primeiro e, em seguida,
encaminhe-o a uma unidade hospitalar.
Observação: quando não houver condições de encaminhar para a unidade hospitalar,
orientar o responsável/acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação
habitual no domicílio enquanto aguarda referência hospitalar. Caso apresente algum
sinal de alerta (vide item A 3.2), levar imediatamente a um estabelecimento de saúde
para atendimento.
D.2.1.2 Pacientes maiores de 6 meses sem sinais de desidratação: encaminhar para consulta
médica para investigação e tratamento.
D.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVED.3 OBSERVAR SE HÁ DESNUTRIÇÃO GRAVE
D.3.1 Se o paciente estiver com desnutrição grave:
D.3.1.1 E estiver hidratado: encaminhar para o tratamento no estabelecimento de saúde.
D.3.1.2 E estiver desidratado: iniciar imediatamente a reidratação e em seguida encaminhar o
paciente para o tratamento no estabelecimento de saúde. Entregar ao paciente ou responsável
envelopes de SRO em quantidade sufi ciente e recomendar que continue a reidratação até que
chegue ao estabelecimento de saúde em que receberá o tratamento.
D.4 VERIFICAR A TEMPERATURAD.4 VERIFICAR A TEMPERATURA
D.4.1 Se o paciente estiver com a temperatura de 39 ºC ou mais, além do quadro diarreico, investigar e
tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária.
MANEJO DO PACIENTE COM DIARREIAMANEJO DO PACIENTE COM DIARREIA
AVALIAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE
ETAPAS A
(sem desidratação)
B
(com desidratação)
C
(com desidratação grave)
OBSERVE
Estado geral1 Ativo, alerta Irritado, intranquilo Comatoso, hipotônico,
letárgico ou inconsciente*
Olhos1 Sem alteração Fundos Fundos
Sede1 Sem sede Sedento, bebe rápido e
avidamente Não é capaz de beber*
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes
Boca/língua Úmida Seca ou levemente seca Muito seca
EXPLORE
Sinal da prega abdominal1 Desaparece imediatamente Desaparece lentamente Desaparecemuito lentamente
(mais de 2 segundos)
Pulso Cheio Cheio Fraco ou ausente*
Perda de peso2 Sem perda Até 10% Acima de 10%
DECIDA SEM SINAIS DE
DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais:
COM DESIDRATAÇÃO
Se apresentar dois ou mais
sinais sendo ao menos um
destacado com asterisco (*):
DESIDRATAÇÃO GRAVE
TRATE PLANO A PLANO B PLANO C
1 Variáveis para avaliação do estado de hidratação do paciente que têm maior relação de sensibilidade e especifi cidade, segundo a Organização
Mundial da Saúde.
2 A avaliação da perda de peso é necessária quando o paciente está internado e evolui com diarreia e vômito.
OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano
de de tratamento considerado no pior cenário.tratamento considerado no pior cenário.
PLANO A
PARA PREVENIR A DESIDRATAÇÃO NO DOMICÍLIO
A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA
PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco,
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior
frequência.
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL
NO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente,
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg.
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO.
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves,
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de
4:1 (manutenção)
Peso até
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10
a 20kg
1.000 ml +
50 ml/kg de
peso que
exceder 10
kg
Peso
acima
de 20 kg
1.500 ml +
20 ml/kg de
peso que
exceder 20
kg
(no máximo
2.000 ml)
+
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de 1:1
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia.
Reavaliar esta quantidade
de acordo com as perdas
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml
de solução da fase de
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa,
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria)
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO:
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia
(ex.: aumento da
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos
• Sangue nas fezes
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE
ALERTAALERTA
ALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada,
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
Aqui, no Plano C, tivemos mudanças mais marcantes.
Esse tratamento é composto pela fase de expansão e
manutenção. No guideline antigo, a fase de expansão mudava entre
menores ou maiores de 5 anos. Agora, a diferença é entre maior ou
menor de UM ANO:
• Expansão em 10 anos ou 30 kg),
continuamos com a ciprofloxacino como primeira linha.
Ufa! São muitas mudanças, mas, como foram divulgadas
no começo do ano, podem ser vistas com olhos atentos pelos
examinadores. Foque nas diferenças!
Fonte: Ministério da Saúde.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 50
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
17. ASMA
CAPÍTULO
Tanto o manejo de exacerbação quanto de manutenção despenca nas provas. Temos algumas peculiaridades de acordo com a idade
do paciente.
Se você pensa em Unicamp, USP-SP, USP-RP, Unifesp, HIAE, PSU-MG…não vá para a prova com dúvidas sobre este tema!
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL
Para fecharmos o diagnóstico clínico, não precisamos necessariamente da espirometria - até porque pode ser difícil fazer esse exame
em crianças.
No entanto, para o diagnóstico funcional, é necessário documentar a doença obstrutiva: VEF1/CVF 12% do previsto após o uso do
broncodilatador
Variação diária média do PFE
(realizar duas vezes por dia, pela manhã e à noite, por um
período aproximado de 2 semanas)
Variação diária média do PFE > 13% nas crianças.
Teste do exercício positivo Queda de VEF1 > 10% ou PEF > 15%
Variação excessiva na função pulmonar entre as consultas
Variação no VEF1 > 12% ou > 15% no PFE entre as
consultas (podendo incluir infecções respiratórias)
CONTROLE DA ASMA
Tome cuidado com a diferença entre maiores e menores de 6 anos.
! PARA FACILITAR: crianças maiores precisam de sintomas mais frequentes para considerarmos um descontrole da asma.
Para maiores de 6 anos:
Instrumento/itens Asma controlada
Asma parcialmente
controlada
Asma não
controlada
Sintomas diurnos > 2x/semana
Nenhum item 1 - 2 itens 3 - 4 itens
Despertares noturnos por asma
Medicação de resgate > 2x/semana
Limitação das atividades por asma
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 51
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Para menores de 6 anos:
Asma controlada
Parcialmente
controlada
Não controlada
Sintomas diurnos com ação maior do que
alguns minutos por mais do que 1 vez por
semana
zero 1 a 2 3 a 4
Algum despertar noturno ou tosse noturna
(mesmo sem despertar)
Necessidade de medicação de resgate > 1 vez
por semana
Limitação da atividade diária por asma (brincar)
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
A atualização recente, que trouxe a terapia MART como opção para essa população, é a queridinha das provas.
ETAPA 1
Dose baixa de CI
quando utilizar SABA
Considerar dose baixa
de CI diária
TERAPIA DE RESGATE OU ALÍVIO
SABA se necessário OU dose baixa de CI + formoterol (MART)
Antileucotrieno diário
OU dose baixa de CI
quando utilizar SABA
Dose baixa de CI +
antileucotrieno
Associar tiotrópio ou
antileucotrieno
Adicionar
antiinterleucina 5 ou
dose baixa de
corticoide oral
(considerar os efeitos
colaterais)
ETAPA 2
Dose baixa de CI
diária
ETAPA 3
Dose baixa de CI +
LABA OU Dose
média de CI OU
Dose muito baixa de
CI + formoterol
(MART)
ETAPA 4
Dose média de
CI+LABA OU Dose
baixa de CI+
formoterol (MART)
Encaminhar ao
especialista
ETAPA 5
Encaminhar para
avaliação fenotípica,
dose alta de CI+LABA
ou adicionar antilgE
Sintomas 2
vezes por mês
ou mais, não
diários
Sintomas na
maior parte dos
dias ou
despertar com
asma 1 ou mais
vezes por
semana
Sintomas na
maior parte dos
dias ou
despertar com
asma 1 ou mais
vezes por
semana e baixa
função
pulmonar
Sintomas menos
de 2 vezes por
mês
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 52
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS
! PARA FACILITAR: não temos espaço para beta-2-agonistas de longa ação. Bata o olho na idade do paciente e já descarte as alternativas
que trouxerem essa conduta.
ETAPA 1
Antileucotrieno
diário OU CI
intermitente no
início do quadro
respiratório
Dose baixa de
CI + antileucotrieno
Considerar
encaminhamento
ao especialista
Associar
antileucotrieno OU
aumentar a
frequência de CI
OU adicionar CI
intermitente
ETAPA 2
Dose baixa de
CI diária
TERAPIA DE ALÍVIO:
SABA se necessário
ETAPA 3
Dobrar a dose
de CI
ETAPA 4
Manter dose
dobrada de
CI e encaminhar
ao especialista
CI em dose
alta em
infecções
virais
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
Este é o dia a dia do Pronto-Socorro Infantil! Assim que o
paciente chega, rapidamente, devemos fazer uma avaliação da
gravidade da asma, pois isso muda nossa conduta na primeira hora
de tratamento!
! PARA FACILITAR: alterações no nível de consciência e
incapacidade de falar são as principais manifestações que os
examinadores gostam de enfatizar quando estamos diante de uma
crise grave ou muito grave.
PARÂMETROS CRISE LEVE A MODERADA CRISE GRAVE
“LIFE THREATENING”
MUITO GRAVE
Nível de consciência Não agitado Agitado Sonolento, confuso
Padrão respiratório
Sem uso de musculatura
acessória
Uso de musculatura
acessória
Dispneia importante
FR Aumentada, mas ≤ 30 irpm > 30 irpm
Tórax silencioso
FC 100 - 120 bpm > 120 bpm
Saturação 90 - 95% 50% do previsto ≤ 50% do previsto
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 53
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Depois, vamos cuidar do paciente. O fluxograma a seguir é bem completo! Tenha atenção em que situações utilizamos o anti colinérgico
(brometo de ipratrópio) e o sulfato de magnésio: são medicações utilizadas para crises mais graves.
Avaliação inicial: A (vias aéreas) B
(respiração) C (circulação). Algum destes
presente: confusão ou tórax silencioso?
Grave
Fala em palavras
Senta inclinado para
frente
Agitado
FR > 30 bpm
Uso de musculatura
acessória
FC > 120 bpm
Saturação90-95%
PFP > 50% do previsto
ou do basal
Beta-2-agonista inalatório
Corticoide sistêmico
Oxigênio (saturação alvo:
94-98%)
Considerar Brometo de
Ipratrópio
AVALIAÇÃO FREQUENTE DA RESPOSTA CLÍNICA
AVALIAR FUNÇÃO PULMONAR
Em todos os pacientes 1h após o tratamento
VEF, ou PEF 60-80%
do predito ou melhora
dos sintomas
MODERADA
considerar
planejamento de alta
VEF, ou PEF 40 irpm
FC
≤ 180 bpm (0-3 anos)
≤ 150 bpm (> 3 anos)
> 180 bpm (0-3 anos)
> 150 bpm (> 3 anos)
Saturação ≥ 92% 40irpm, Sat 180 (0-3 anos) >
150 (4-5 anos)
Leve a moderada:
Falta de ar, agitação,
FC ≤ 180 (0 a 3 anos)
e ≤ 150 (4-5 anos)
Sat O2 ≥ 92%
Oxigênio
SABA 2 puff -
20/20 min na
1ª hora
Considerar
ipratrópio 1 a
2 puff
Saturação alvo:
94-98%
Oxigênio
SABA 6 puff -
20/20 min na
1ª hora
Considerar 1 a
2 puff de
ipratrópio
Prednisolona
2mg/kg
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 56
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
18. FEBRE REUMÁTICA
CAPÍTULO
É fundamental que você memorize os critérios para
populações de moderado a alto risco, pois são os critérios utilizados
em nosso meio.
Para fechar o diagnóstico, precisamos de: 2 critérios maiores
associados à evidência de estreptococcia prévia OU 1 critério maior
e 2 menores associados à evidência de estreptococcia prévia.
! PARA FACILITAR: lembre-se de que os critérios menores
são menos específicos. Muita coisa pode causar febre, alteração de
PCR ou VHS, monoartralgia e prolongamento de PR. No entanto,
poliartrite, cardite, coreia de Sydenham, eritema marginado e
nódulos subcutâneos são manifestações mais características de
febre reumática! Dessa forma, são considerados critérios maiores.
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Artrite: apenas poliartrite Artrite: monoartrite, poliartrite ou poliartralgia
Cardite: clínica ou subclínica Cardite: clínica ou subclínica
Coreia de Sydenham Coreia de Sydenham
Eritema marginado Eritema marginado
Nódulos subcutâneos Nódulos subcutâneos
Quadro: Critérios maiores para Febre Reumática (AHA 2015).
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Poliartralgia Monoartralgia
Febre ≥ 38,5°C Febre ≥ 38°C
VHS ≥ 60mm na 1ª hora e/ou
PCR ≥ 3mg/dL
VHS ≥ 30mm na 1ª hora e/ou
PCR ≥ 3mg/dL
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a
cardite seja um critério maior)
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a
cardite seja um critério maior)
Quadro: Critérios menores para febre reumática (AHA 2015).
Mas, fique atento! Não se pode considerar:
• Artrite como critério maior E artralgia como critério menor;
• Cardite como critério maior E aumento do PR como critério menor.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 57
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Além disso, existem duas situações em que o diagnóstico
de FR é possível, sem preencher os critérios de Jones: coreia como
única manifestação ou cardite indolente como única manifestação
após infecção estreptocócica recente.
Além dos critérios, outro tema querido das provas que
envolve a febre reumática é a duração da profilaxia secundária,
que geralmente é feita com penicilina G benzatina a cada 21 dias.
Sofrido para quem já teve esse problema, hein?
! PARA FACILITAR: foque na descrição das sequelas cardíacas
que o enunciado traz. Se fala em lesão valvar, o buraco é fundo - a
profilaxia será até os 40 anos ou por toda a vida.
CARACTERÍSTICAS DO PACIENTE
DURAÇÃO DA PROFILAXIA
(o que for mais longo)
Cardite? Lesão residual? Troca valvar? Duração após FRA Idade máxima
Não Não Não 5 anos 21 anos
Sim (leve) Leve ou ausente Não 10 anos 25 anos
Sim
(moderada à severa)
Sim Não 10 anos
40 anos ou por
toda a vida
Sim Sim Sim Durante toda a vida
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
CAPÍTULO
Top 3 dos temas mais importantes dentro da Pediatria! Não
vá para a prova sem dominar este tema. No geral, são questões
bem fáceis, que seus concorrentes certamente irão garantir. Não dá
pra bobear aqui, hein?
! PARA FACILITAR: duas características importantes ajudam
a guiar nosso raciocínio nessas questões - a idade do paciente e o
estado geral. Tenha em mente essas informações sobre cada uma
das doenças exantemáticas.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 58
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
SARAMPO
EXANTEMA
SÚBITO
ERITEMA
INFECCIOSO
RUBÉOLA VARICELA MÃO-PÉ-BOCA ESCARLATINA
Agente
infeccioso
Morbillivirus
Herpesvírus 6
e 7
Parvovírus
B19
Togavírus
Vírus varicela-
zóster
Coxsackie
Estreptococo
beta-hemolítico
do grupo A
Transmissão
Secreções
nasofaríngeas,
aerossóis
Perdigotos Perdigotos Perdigotos Aerossol
Fecal-oral ou
secreções
respiratórias
Secreções
respiratórias
Incubação 7-21d 5-15d 4-14d 14-21d 10-21d 3-6d 4-7d
Contágio
6 dias antes do
exantema e 4
dias após
Durante a
febre
Cessa após o
exantema
Dias antes até
5-7d após
10d após
contato até
formação de
crostas
Antes dos
sintomas até
semanas após
Antes dos
sintomas até
resolução do
quadro ou 24
horas após
o início do
tratamento
Pródromos
Febre alta,
prostração,
tosse seca,
hiperemia
conjuntival,
manchas de
Koplik
Febre alta e
bom estado
geral
Geralmente,
ausente
Leve, pode
estar ausente
Leves
Febre baixa,
irritabilidade,
anorexia
Febre,
amigdalite,
língua em
framboesa
Exantema
Exantema
maculopapular
generalizado,
de início
retroauricular,
com progressão
cefalocaudal
e que pode
confluir
Exantema
maculopapular
róseo que
surge no
cessar da febre
“Face
esbofeteada”
e rendilhado
em tronco e
membros
Maculopapular
róseo
cefalocaudal
Polimórfico
pruriginoso
Acomete
mucosas e
couro cabeludo
Úlceras orais
Papulovesículas
em mãos e pés
Exantema
papular,
pruriginoso, tipo
“lixa”
Sinal de Pastia
Sinal de Filatov
Complicações
Pneumonia,
OMA, PEES
Convulsão
febril
Síndrome das
luvas e meias
Crise aplástica
transitória
Doença
disseminada
Doença
congênita
Artralgia
Síndrome
da rubéola
congênita
Infecção
cutânea
Síndrome de
Reye
Doença
disseminada
Herpes-zóster
Raras
Febre reumática
GNDA
Tratamento
Sintomáticos,
vitamina A
Sintomático
Sintomáticos
Pode ser
necessário
transfusãoSintomáticos
Sintomáticos
Aciclovir em
alguns casos
Sintomáticos Antibioticoterapia
Profilaxia
Vacina e
imunoglobulina
Não tem Não tem Vacina
Vacina e
imunoglobulina
Não tem Não tem
Notificação
obrigatória
SIM NÃO NÃO SIM
ALGUNS
ESTADOS
NÃO NÃO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 59
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
A seguir, temos o curioso caso da Doença de Kawasaki (DK):
a doença que todo mundo conhece das provas, mas que poucos
viram na prática!
Por alguma razão que eu desconheço, bancas como Unicamp,
Unifesp, Unesp, Einstein e até a USP costumam fazer questões
sobre esse tema de forma recorrente.
! PARA FACILITAR: MUITA atenção na duração da febre no
enunciado. A DK necessariamente cursa com febre prolongada.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 60
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
CAPÍTULO
Agora, vamos falar de problema. O atendimento à criança gravemente enferma é tema quente para provas disputadas, como USP-SP
e Unifesp.
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Saber a descrição de uma boa massagem cardíaca é importante tanto para as provas objetivas quanto para as práticas.
! PARA FACILITAR: mentalize a situação real e vá seguindo o passo a passo. Destaco a importância de ficar atento à descrição de quantos
socorristas estão disponíveis, hein?
BLS BASIC LIFE SUPPORT
COMPONENTES ADOLESCENTES CRIANÇAS BEBÊS
SEGURANÇA DO LOCAL Verificar segurança do local.
RECONHECIMENTO DA PCR
• Vítima responde?
• Pulso e respiração verificados simultaneamente.
• Ausência de respiração ou gasping?
• Não sentiu pulso em 10 segundos?
ACIONAMENTO DO SERVIÇO
MÉDICO DE EMERGÊNCIA
• Colapso presenciado:
◦ Se estiver sozinho, acionar ajuda e pegar o DEA.
◦ Se acompanhado, inicie a RCP e solicite que alguém chame ajuda e pegue o DEA.
• Colapso não presenciado: Se estiver sozinho, execute 2 minutos de RCP antes de chamar
ajuda.
RELAÇÃO VENTILAÇÃO
COMPRESSÃO SEM VIA AÉREA
AVANÇADA
1 ou 2 Socorristas:
30x2
1 Socorrista: 30x2
2 Socorristas: 15x2
FREQUÊNCIA DE COMPRESSÃO 100 a 120/minuto
PROFUNDIDADE DE
COMPRESSÃO
Pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax
5 a 6 cm 5cm 4cm
POSIÇÃO DAS MÃOS
2 mãos sobre a
metade inferior do
esterno.
2 mãos ou 1 mão sobre a
metade inferior do esterno.
Técnica dos dois polegares ou
técnica dos dois dedos
RETORNO DO TÓRAX
Após cada compressão, espere o retorno total do tórax.
Não se apoie sobre o tórax.
MINIMIZAR INTERRUPÇÕES Nas compressões torácicas, limite as interrupções a menos de 10 segundos.
Adaptado de AHA 2015 - Suporte Básico de Vida.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 61
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Destaco, também, a importância de conhecer o conceito de “ventilações de resgate” na Pediatria e suas aplicações. Atualmente, nossa
vida foi facilitada: tanto para via aérea avançada quanto para ventilação com bolsa-válvula-máscara, as ventilações de resgate são feitas na
taxa de 1 respiração a cada 2 a 3 segundos (20 a 30 respirações por minuto).
• Ventilação na RCP pediátrica: 1 respiração a cada 2 a 3 segundos.
! PARA FACILITAR: foque nas principais diferenças entre uma RCP em um adulto e uma RCP em crianças. Os examinadores costumam
cobrar exatamente essas peculiaridades.
SIM
SIM
SIM
SIM
NÃO
NÃO
NÃO
Impressão inicial (aparêmcia,
respiração e circulação).
Necessária intervenção
imediata?
Grite por ajuda.
Acione o plano rápido
de emergência.
A criança respira e tem
pulso?
A via aérea, a respiração
ou a perfusão estão
gravemente comprometidos?
NÃO RESPIRA, MAS TEM PULSO
Abra e mantenha a via aérea. Inicie ventilação.
Forneça oxigênio. Colocar monitor cardíaco e
oxímetro de pulso.
O pulso está abaixo de 60bpm com
perfusão defiviente, apesar do
oxigênio e da ventilação?
SE A QUALQUER MOMENTO INDENTIFICAR PCR
Mantenha a via áerea,
ventilação e a perfusão.
Forneça oxigênio, se
necessário. Conecte
manitor cardíaco e
oxímetro de pulso.
Avalie (avaliações
primárias, secundárias e
diagnósticas).
Inicie RCP
Cuidados pós-PCR Intervir Identificar
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR (TSV)
• CARGA DO CHOQUE NA CARDIOVERSÃO DA TSV: 0,5 a 1 J/kg.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 62
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MED
TAQUICARDIA ≥220bpm
em lactentes
≥180bpm em crianças
QRS estreito
Onda p ausente Identificar causa,
Manter via aérea patente,
Oxigênio,
Monitotação
Acesso EV/IO
PROVÁVEL
TSV
Pulso e perfusão
adequadas, sem
descompensação
cardiaca ou hipotensão
Considerar
manobras vagais
SIM NÃO
Considerar manobras
vagais
(Sem retardos)
• Estabeleça acesso vascular
• Considere adenosina 0,1 mg/kg
em bolus
(pode ser necessária uma
segunda dose)
• Se houver acesso EV/IO:
adenosina
OU
• Sem acesso EV/IO ou
adenosina ineficaz:
cardioversão sincronizada
Além disso, é fundamental ter em mente as principais diferenças entre uma TSV e uma taquicardia sinusal, que é pegadinha frequente
nas provas! Na UNIFESP, houve uma pergunta dessas que derrubou muita gente do cavalo…
! PARA FACILITAR: atenção, no enunciado da questão, na descrição de facilidade acesso venoso e sinais de instabilidade (alteração de
consciência, sinais de má perfusão, dor torácica, dispneia).
Característica Taquicardia sinusal Taquicardia supraventricular
Manifestação
Início gradual,
História de dor, febre,
desidratação, hemorragia,
anemia
Início súbito, pode apresentar término abrupto
Avaliação clínica
Sinais da causa da taquicardia
ao exame físico
Palidez, desconforto respiratório, dor torácica, sinais
de ICC
Frequência cardíaca
Lactentegrandes.
! PARA FACILITAR: diferentemente dos adultos, em que o
TCE só é moderado com Glasgow 2 ANOS
• Escala de Glasgow ≤=14
• Estado mental alterado
• Sinais de fratura de base de crânio
REALIZAR
TC DE CRÂNIO OU
OBSERVAÇÃO CLÍNICA
2 ANOS
• Perda de consciência
• Vômitos
• Mecanismo de trauma grave
• Cefaleia forte
TCE DE ALTO RISCO TCE DE RISCO MODERADO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 66
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MED
http://med.estrategia.comnormal! É muito provável que o examinador esteja cobrando algum diagnóstico
diferencial. A hipocalcemia pode provocar sintomas bem semelhantes. Lembre-se dessa possibilidade!
Recém-nascido sintomático e glicemia 20 mg/dL > 30 mg/dL
Celularidade 20-30 leucócitos/mm3 20-30 leucócitos/mm3
Bacterioscopia Negativa Negativa
CAPÍTULO
5. (NEONATOLOGIA) CUIDADOS NEONATAIS
Os cuidados neonatais são capazes de gerar intrigas entre a
equipe de Obstetrícia e a de Pediatria nos alojamentos conjuntos
mundo a fora. Os primeiros querem dar alta para a puérpera, mas os
pediatras quase sempre seguram o recém-nascido por um tempinho
a mais! Mas é por uma boa causa, pois podemos reduzir muito a
morbimortalidade dos nossos pequenos com esses simples cuidados.
Vamos começar classificando os recém-nascidos.
! PARA FACILITAR: não confunda peso ao nascimento com
peso para a idade. É uma confusão comum que fazemos e os
examinadores eventualmente aproveitam-se disso.
IDADE GESTACIONAL PESO AO NASCIMENTO IDADE X PESO
PRÉ-TERMOS
• Extremos:insuficiente:
2500g até 2999g.
Macrossômico: ≥ 4.000 g.
Pequeno para idade gestacional
(PIG): percentil 90.
TERMOS
• 37 semanas até 41 semanas e 6 dias.
• Precoce: 37 a 38 semanas e 6 dias.
• Completo: 39 a 40 semanas e 6 dias.
• Tardio: 41 a 41 semanas e 6 dias.
PÓS-TERMOS > 42 semanas.
Outra coisa que devemos ter atenção é que os bebês PIG e GIG podem ser saudáveis. No entanto, quando o examinador levanta essa
bola na questão, é mais provável que estejamos diante de um paciente patológico que merece uma investigação!
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 13
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Feita essa classificação, e estando tudo em ordem com nosso neném, ele ficará no alojamento conjunto com sua mãe, enquanto os
seguintes exames de triagem neonatal são realizados até o momento da alta.
As provas, no geral, cobram a conduta diante de alterações nos exames. Vamos relembrar:
• Teste do olhinho: é o teste do reflexo do olho vermelho. Serve para rastrear doenças oftalmológicas que alterem a permeabilidade
da luz da córnea até a retina (catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, coriorretinite). Deve ser realizado antes
da alta e, caso venha alterado, o neném deve ser examinado com um fundo de olho.
• Teste da orelhinha: o teste padrão é o das emissões otoacústicas evocadas, realizado idealmente ainda em alojamento conjunto.
Caso venha alterado, o teste pode ser repetido uma vez. Caso a alteração persista OU estejamos diante de um paciente com
histórico que aumente risco de deficiência auditiva (infecções congênitas, síndromes, exposição a antibióticos ototóxicos, por
exemplo), solicitamos avaliação com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.
• Teste da linguinha: esse teste está previsto em lei desde 2014. Consiste em examinar o frênulo lingual do RN e avaliar
anquiloglossia ("língua presa"), que pode dificultar bastante o aleitamento materno.
• Teste do coraçãozinho: opa, aqui você precisa prestar atenção! Temos duas fontes: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira
de Pediatria. O protocolo oficial é o do Ministério da Saúde. Mas, em 2022, a SBP, lançou um protocolo alternativo e que
pode ser cobrado em prova! Então, fique sempre ao que diz o enunciado e vamos conferir os dois protocolos do teste do
coraçãozinho, que tria para cardiopatias congênitas críticas (dependentes do canal arterial).
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 14
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Aferir a oximetria de pulso na mão direita (MSD) e em um dos pés (MI),
entre 24 e 48 horas de vida (recém-nascidos com IG > 35 semanas, assintomáticas)
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
TESTE POSITIVO
Realizar avaliação neonatal e cardiológica
completa (exame clínico e ecocardiograma)
Não dar alta até esclarecimento diagnóstico!
TESTE NEGATIVO
Seguimento neonatal de rotina
O intuito da atualização foi diminuir o número de falso-
positivos e, ao mesmo tempo, não retardar o diagnóstico dos
recém-nascidos com cardiopatia congênita.
A primeira mudança está no público rastreado que, agora,
abrange recém-nascidos com mais de 35 semanas.
Além disso, diminuíram o valor de corte de SatO2 de 95%
para 89% para considerar um teste positivo “logo de cara”.
Um grupo intermediário foi criado com valores de corte
de SatO2 entre 90 e 94% OU diferença entre as medidas > 4%. É
justamente os recém-nascidos que se encaixam nesse grupo na
primeira oximetria de pulso que têm o teste considerado duvidoso
e que devem ser reavaliados com 1 hora. Se mantiverem os
parâmetros, um terceiro teste deve ser feito em 01 hora.
Se, no terceiro teste, mantiver satO2 entre 90 e 94% ou
diferença entre as medidas > 4%, o teste é considerado positivo. Se,
em algum desses testes adicionais, a satO2 ficar menor que 89%, o
teste já é considerado positivo.
Se der SatO2 > 95% e diferençarecorrentes nas provas e na prática da Pediatria. Vamos por partes.
Antes de mais nada, é importante aprender a interpretar os exames!
! PARA FACILITAR: os testes que têm a letra “A” na sigla são os treponêmicos. Lembre-se de que eles são mais específicos, porém não
são úteis para o seguimento de resposta ao tratamento, pois, uma vez positivados, tendem a permanecer positivos por tempo indeterminado.
TESTES IMUNOLÓGICOS TIPOS CARACTERÍSTICAS
Não treponêmico
VDRL
RPR
TRUST
USR
Quantificáveis;
Diagnóstico;
Monitoramento da resposta ao tratamento.
Treponêmico
FTA-Abs
ELISA/EQL
TPHA/TPPA
MHA-TP
Teste Rápido
Primeiro a ficar reagente;
Permanecem reagentes após o tratamento;
Diagnóstico;
Não servem para monitoramento do tratamento.
TREPONÊMICO NÃO TREPONÊMICO INTERPRETAÇÃO
Reagente Reagente Sífilis confirmada ou cicatriz sorológica.
Reagente Não reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: infecção recente ou cicatriz sorológica.
Não reagente: primeiro teste falso-reagente, descartar
diagnóstico de sífilis.
Não reagente Reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: sífilis ou cicatriz sorológica.
Não reagente: teste não treponêmico falso-reagente,
descartar diagnóstico de sífilis.
Não reagente Não reagente
Ausência de infecção ou período de incubação (janela
imunológica).
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 18
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Feito o diagnóstico e tratamento adequado da gestante, é importante avaliar se tivemos uma resposta imunológica adequada e se o
tratamento foi adequado:
VDRL OU RPR MENSAL
VDRL OU RPR
não reagente
Aumento da titulação
em 2 diluições (4x)
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
ADEQUADA
CRITÉRIOS DE RETRATAMENTO
(reativação ou reinfecção)
Tratar com 2,4 milhões
UI por 3 semanas
Investigar sinais ou
sintomas neurológicos
ou oftalmológicos
Persistência ou
recorrência de sinais
e sintomas clínicos
Queda de 2 diluições
(4x) em 6 meses
(sifilis recente) ou
12 meses (sifilis tardia).
Ausência de queda de 2
titulações (4x) em até 6
meses (sífilis recente) ou
12 meses (sífilis tardia)
Beleza, aí, quando a criança nasce, precisamos definir o que é um portador de sífilis congênita e/ou neurossífilis.
A MÃE FOI ADEQUADAMENTE TRATADA?
MÃE ADEQUADAMENTE TRATADA
Tratamento com penicilina benzatina
Início do tratamento até 30 dias antes do parto
Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis
Queda dos títulos em pelo menos duas titulações
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 19
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Tenha atenção aos valores de celularidade ou proteínas no liquor! São bem diferentes do que observamos nos adultos.
TEM SÍFILIS CONGÊNITA SE...
VDRL em qualquer titulação
+
Alterações no exame físico,
liquor ou radiografia
compatíveis com a doença
VDRL do RN acima de duas
ou mais titulações do
materno
Independentemente do
tratamento materno
e
RN tem sífilis
congênita e ponto
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
TEM NEUROSSÍFILIS SE...
Liquor do RN
VDRL reagente
Celularidade > 25céls/mm3
e
Proteínas > 150mg/dL
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 20
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Exames alterados e/ou
VDRL reagente em
qualquer titulação
Penicilina cristalina
2ª opção: Penicilina
procaína na ausência de
neurossífilis
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
Coletar:
1 - VDRL mãe e RN
2 - Hemograma
3 - Liquor
4 - Realizar radiografia
de ossos longos
Exames normais E VDRL
não reagente
Dose única de
Penicilina benzatina
Notificar
Tratar
Seguimento ambulatorial
Sabendo disso, memorize o fluxograma do procedimento em caso de filho de mãe sem tratamento adequado.
! PARA FACILITAR: a criança não vai ficar sem tratamento nesse contexto! O tratamento mais “básico” é feito com dose única de
penicilina G benzatina e só é possível caso o VDRL seja negativo.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 21
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Agora, para a alegria da equipe de Pediatria, considere a situação em que o tratamento foi adequado.
! PARA FACILITAR: mesmo com tratamento adequado, não tem como fugir de uma coleta pareada de VDRL.
Mãe adequadamente
tratada
Coletar:
VDRL mãe e RN
VDRL do RN 2x maior
que o materno
Não é sífilis congênita!
Pesquisar outras
infecções
VDRL do RN
Menor que o materno ou
igual ou
Maior em até 1
titulaçãoÉ sífilis congênita!
Notifique
Trie
Trate com penicilina
cristalina
Não é sífilis congênita!
VDRL do RN não reagente
Sintomático Assintomático Sintomático
Seguimento ambulatorial
Entre as infecções congênitas, a sífilis é a que tem um fluxograma de manejo mais complexo. Das outras infecções congênitas, memorize
as características-chave a seguir:
INFECÇÃO CONGÊNITA CARACTERÍSTICAS-CHAVE
Toxoplasmose
Tétrade de Sabin: calcificações intracranianas difusas, coriorretinite, hidro ou microcefalia e
retardo mental.
Rubéola Cardiopatia congênita, catarata e surdez.
Citomegalovírus Calcificações intracranianas periventriculares, petéquias e surdez.
Herpes simples Vesículas cutâneas, hiperemia conjuntival e acometimento neurológico.
Varicela Lesões cicatriciais cutâneas e malformações de membros.
Zika vírus Microcefalia, microftalmia, pé torto congênito e artrogripose.
HIV Assintomático ao nascer e sinais de imunodepressão tardios.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 22
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
7. ALEITAMENTO MATERNO
CAPÍTULO
Tema que é frequentemente observado em provas como IAMSPE e Santa Casa de SP.
! PARA FACILITAR: o único leite que pode ser guardado por mais de 1 dia é o congelado no freezer.
✓ O leite materno ordenhado em temperatura ambiente deve ser consumido o mais rápido possível. Os manuais do Ministério da
Saúde não deixam claro qual é o limite de tempo aceitável. Dizem apenas que, quando em temperatura ambiente, o consumo deve
ser realizado imediatamente após a coleta. Especialistas sugerem que não passe de 1 a 2 horas (considerando-se todo o processo, do
início da ordenha até a administração do leite).
✓ O leite materno ordenhado armazenado em geladeira deve ser consumido em até 12 horas.
✓ O leite materno ordenhado congelado no freezer deve ser consumido em até 15 dias.
✓ Após descongelado, o leite materno ordenhado pode ser mantido em geladeira e consumido em até 12 horas. Caso não seja
consumido, após esse período ele não pode ser novamente congelado, devendo ser descartado.
Outra coisa frequente é cobrar dos alunos as contraindicações. O examinador vai tentar confundi-lo colocando umas doenças bizarras
no enunciado (p. ex. hepatite C ou fenilcetonúria). Mas tenha em mente que as contraindicações ABSOLUTAS são: infecção pelo HIV, HTLV,
galactosemia e algumas medicações.
✓ Mães infectadas pelo HIV.
✓ Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2.
✓ Criança portadora de galactosemia, doença rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.
✓ Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são considerados contra indicados de forma absoluta,
outros relativos. Alguns que são comumente cobrados em provas são:
• Antineoplásicos;
• Radiofármacos (pelo menos durante a meia-vida deles);
• Caem muitas questões sobre o iodo;
• Amiodarona (pode causar hipotireoidismo no bebê);
• Raros imunossupressores (como a ciclofosfamida);
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO
CAPÍTULO
Quando a gente pensa em decoreba em provas de Residência,
certamente esse é o primeiro tema que nos vem à cabeça. Não
vai ter como fugir: ele só entra na cabeça depois de resolvermos
muitas questões!
Como a maioria das questões cobra conceitos do Programa
Nacional de Imunizações, é nele que devemos focar. Caso a
instituição de seu interesse se baseie em outra referência, fique
atento às diferenças!! PARA FACILITAR: memorize os meses que têm o mesmo
esquema de vacinação. Por exemplo: meses 3 e 5; meses 2, 4 e 6
(com atenção para rotavírus e pneumocócica).
• Raros antimicrobianos (como
linezolida e ganciclovir);
• Tamoxifeno;
• Lítio; e
• Ergotaminas.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 23
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
VACINAS Ao
nascer 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 9 meses 12
meses
15
meses
4 a 6
anos
BCG
Dose
única
Hepatite B
Dose
única
Pentavalente
(Difteria, tétano,
coqueluche,
Hepatite B,
Haemophilus
influenzae tipo
B)
1ª dose
(2ª
dose da
Hepatite
B)
2ª dose
(3ª
dose da
Hepatite
B)
3ª dose
(4ª
dose da
Hepatite
B)
Pólio inativada
(VIP/Salk)
1ª dose 2ª dose 3ª dose
Rotavírus 1ª dose 2ª dose
Pneumocócica
10-valente
1ª dose 2ª dose Reforço
Meningocócica C 1ª dose 2ª dose Reforço
Febre amarela 1ª dose
Reforço
(4 anos)
Tríplice Viral
(Sarampo,
caxumba,
rubéola)
1ª dose
Tetra Viral
(Sarampo,
caxumba, rubéola,
varicela)
2ª dose
sarampo,
caxumba
e
rubéola
1ª dose
varicela
DTP (Difteria,
tétano,
coqueluche)
Reforço Reforço
Pólio Oral (VOP/
Sabin)
Reforço Reforço
Hepatite A
Dose
única
Varicela isolada
2ª dose
Varicela
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 24
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Recentemente, tivemos mudanças nas vacinas contra HPV e meningocócica ACWY. Tema quente para as provas, hein?
CALENDÁRIO VACINAL DOS ADOLESCENTES – 10 AOS 19 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
HPV
9 a 14 anos
Duas doses
Meningocócica ACWY
11 a 14 anos*
Dose única
*A expansão para adolescentes de 13 a 14 anos é válida até junho de 2023
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema
completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice Viral
(Sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
CALENDÁRIO VACINAL DO ADULTO – 20 AOS 59 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice Viral
(Sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses, se não tiver o esquema completo anteriormente até os 29 anos
Dose única dos 30 aos 59 anos
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 25
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO – MAIOR DE 60 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Influenza Dose única anual
Pneumocócica 23-valente Uma dose para acamados ou moradores de instituições fechadas
ROTAVÍRUS
Esta é queridinha das provas. Tenha atenção às idades máximas e mínimas.
Idade mínima: 3 meses e 15 dias.
Idade máxima: 7 meses e 29 dias.
Primeira dose
Idade mínima: 1 mês e 15 dias.
Idade máxima: 3 meses e 15 dias.
Segunda dose
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL
Fonte: Guia de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. 2017
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 26
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
PROFILAXIA DE RAIVA
ALTO RISCORISCO MÍNIMO
TOMOU VACINA HÁ MENOS DE 5 ANOS:
NÃO APLIQUE VACINA NEM IMUNOGLOBULINA
• Não utilizar imunoglobulina
• Vacina se:
• Desconhecido
• Incompleto
• > 10 anos
• Vacina
• Imunoglobulina se:
• Paciente de alto risco com
vacina > 5 anos
• Esquema incompleto
• Desconhecido
A maioria das questões deste tema estará desatualizada, pois a atualização mais recente veio no ano de 2022.
! PARA FACILITAR: memorize as situações em que devemos agir com soro e vacinação. Tendo certeza disso, conseguimos eliminar
muitas alternativas nas questões deste tema.
Temos duas definições diferentes que podem gerar um
pouco de confusão: paciente de alto risco e ferimento de alto risco.
Quando falamos de ferimento de alto risco, pensamos
naqueles clássicos do tétano: sujos, profundos, mordeduras,
fraturas expostas, por arma branca ou de fogo, puntiformes e
queimaduras.
Agora, falando de pacientes de alto risco, lembramos
daqueles que são imunodeprimidos, desnutridos graves ou idosos.
Alguns examinadores jogam sujo tentando nos confundir
com isso!
Resumindo:
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 27
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Agir de imediato
CONTATO INDIRETO: NADA!
PROFILAXIA DA RAIVA
OBSERVÁVEL
SEM SUSPEITA DE RAIVA
Observar 10 dias
Vivo/Saudável
Morto/
Desaparecido/
Doente
Encerra o caso
Leve: 4 vacinas
Grave: 4 vacinas +
1 soro
NÃO OBSERVÁVEL OU
COM SUSPEITA DE RAIVA
Agir de imediato
Leve: 4 vacinas
INTERESSE ECONÔMICO: Bovídeos,
equídeos, caprinos, suínos e ovinos
Agir de imediato
Mocergos e mamíferos silvestres
4 vacinas + 1 soro
Grave: 4 vacinas +
1 soro
Grave: 4 vacinas +
1 soro
Leve: 4 vacinas
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 28
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA
Tema bastante frequente nas provas de Neonatologia e Pediatria. Tenha atenção nos pacientes que só podem utilizar imunoglobulina
e, principalmente, se o paciente está hospitalizado! A pegadinha dos 9 ou 12 meses é frequente.
RESUMINDO A CONDUTA EM CONTACTANTES:
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS AO SARAMPO
VACINA
• Maiores de 6 meses
imunocompetentes
Até 72 horas após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Menores de 6 meses
• Imunodeprimidos
• Gestantes
Até 6 dias após exposição
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS À VARICELA
VACINA
• Maiores de 9 meses
imunocompetentes.
Até 3 a 5 dias após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Imunodeprimidos.
• Gestantes.
• Menores de um ano em contato
hospitalar com o vírus.
• RNs de mães que desenvolveram a
doença 5 dias antes ou 2 dias após o
parto.
• Prematuros > 28 semanas, cuja mãe
nunca teve varicela.
• Prematurosdo paciente.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 30
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
! PARA FACILITAR: quanto à estatura, na grande maioria dos casos, não nos preocupamos muito quando ela está “alta”. A preocupação
maior está nos baixinhos! Lembre-se de que qualquer coisa abaixo do p3 ou Z-2 merece investigação.
VALORES CRÍTICOS DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
x 100
Peso esperado para idade e sexo (P50)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 40
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Após o cálculo, podemos avaliar qual a porcentagem de adequação do peso da criança em relação à mediana da população e classificar
o seu estado nutricional. Veja a tabela abaixo:
% Adequação Peso/Idade Estado de Nutrição
>90 Eutrofia
76-90 Desnutrição leve ou de 1º Grau
61-75 Desnutrição moderada ou de 2º Grau
≤60 Desnutrição grave ou de 3º Grau
Para pacientes entre 2 e 10 anos, utilizamos a Classificação de Waterlow. Essa classificação demonstra se uma desnutrição é aguda ou
crônica.
Estatura/Idade =
Estatura observada
x 100
Estatura esperado para idade e sexo (P50)
Peso/Estatura =
Peso observado
x 100
Peso esperado para a estatura observada (P50)
Segundo passo: agora inserimos os valores encontrados no quadro abaixo, que define o diagnóstico:
E/I E/I
P/E > 95% ≤ 95%
≥ 90% EUTRÓFICO DESNUTRIÇÃO PREGRESSA
85 e ≤97 >+1 e ≤+2 Risco de sobrepeso Sobrepeso
>97 e ≤99,9 >+2 e ≤+3 Sobrepeso Obesidade
>99,9 > +3 Obesidade Obesidade grave
E a classificação da OMS, que é a mais aceita atualmente, está a seguir:
OBESIDADE INFANTIL
CRIANÇAS DE 6 A 59 MESES
DESNUTRIÇÃO AGUDA MODERADA
• Circunferência do braço entre 115 a 124 mm, OU
• Peso para estatura entre o escore Z -2 e -3.
DESNUTRIÇÃO AGUDA GRAVE
• Circunferência do braço 10 anos 220 bpm) apontam para a possibilidade de taquiarritmias
supraventriculares.
CAPÍTULO
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS
HIPERTENSÃO
Caso o examinador exija a classificação, necessariamente ele
trará o sexo, a idade, a altura do paciente e uma TABELA GIGANTE
com todos os valores de referência em percentis, de acordo com as
características do paciente. Seu papel, aqui, vai ser lembrar quais
são os percentis considerados hipertensão nas crianças!
! PARA FACILITAR: diferentemente dos adultos, aqui, não
temos Estágio 3. O mais grave é o Estágio 2 (qualquer coisa acima
do P95 + 12 mmHg é Estágio 2). Sabendo disso, memorize do “pior
para o melhor”.
Percentil de PA de acordo com sexo idade e altura Classificação
PA 28 dias aintermitente.
Laringotraqueobronquite
viral aguda
Tosse ladrante e estridor na ausculta pulmonar.
Asma
Crises recorrentes de sibilância.
Melhora com uso de beta-2 agonista de curta duração.
A principal complicação abordada em provas de Residência
Médica é o derrame pleural. Geralmente, é diagnosticado quando
o paciente não apresenta melhora após 48-72 horas de tratamento.
Nessa situação, devemos solicitar uma radiografia de tórax.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 45
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Drenagem pH > 7,2
Glicose > 40
Observação
24 - 48 horas
Reavaliação
Piora Melhora:
manter conduta
Purulento Não purulento
Toracocentese (Gram e cultura)
Derrame pleural
pHestá internado e evolui com diarreia e vômito.
OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano OBSERVAÇÃO: caso haja dúvida quanto à classifi cação (variáveis de desidratação ou de desidratação grave), deve-se estabelecer o plano
de de tratamento considerado no pior cenário.tratamento considerado no pior cenário.
PLANO A
PARA PREVENIR A DESIDRATAÇÃO NO DOMICÍLIO
A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA A.1 INGERIR/OFERECER MAIS LÍQUIDO QUE O HABITUAL PARA
PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:PREVENIR A DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco,
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior
frequência.
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL
NO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente,
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg.
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO.
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves,
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de
4:1 (manutenção)
Peso até
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10
a 20kg
1.000 ml +
50 ml/kg de
peso que
exceder 10
kg
Peso
acima
de 20 kg
1.500 ml +
20 ml/kg de
peso que
exceder 20
kg
(no máximo
2.000 ml)
+
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de 1:1
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia.
Reavaliar esta quantidade
de acordo com as perdas
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml
de solução da fase de
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa,
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria)
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.
ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO:
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia
(ex.: aumento da
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos
• Sangue nas fezes
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE
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