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Exercícios resolvidos: Contabilidade Comercial Fácil - 18ª Ed. 2013

Osni Moura RibeiroIBSN: 9788502212701

Elaborado por professores e especialistas

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Passo 1 de 37keyboard_arrow_downkeyboard_arrow_up

Como você viu, este capítulo mostra as demonstrações financeiras usadas na contabilidade. Ao longo do estudo já vimos várias vezes o Balanço Patrimonial e a DRE. Neste exercício montaremos outras demonstrações contábeis.

Para isso, temos que realizar os lançamentos contábeis do período, em razonete e livro diário. Vamos lançar os valores do balanço em razonete e, a partir dele, registrar os lançamentos. Então, vamos resolver este problema? Bons estudos!

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1)

Para iniciar os lançamentos, segue o balanço patrimonial transformado em Razonetes:

Imagem 1

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Agora vamos iniciar os lançamentos, seguindo a numeração do exercício que está na forma de números romanos.

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I)

Mercadorias

a Fornecedores

Compra de mercadorias a prazo conforme recibo .................................................. 100.000

Imagem 5

Relembrando que o lançamento é feito com o valor a debitar e o “a” indicando a conta à crédito.

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II)

Clientes

a Receita de vendas

Venda de mercadorias a prazo, conforme recibo .................................................... 180.000

Imagem 3

Para estes lançamentos, não faremos controle de estoque, nem de impostos sobre vendas, pois o objetivo é a construção de demonstrações financeiras.

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III)

Caixa

a Clientes

Recebimento de valores de clientes ........................................................................ 150.000

Imagem 4

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IV)

Fornecedores

a Caixa

Pagamento a fornecedores em dinheiro .................................................................... 60.000

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Imagem 6

Veja que o exercício não informa nota fiscal, número de boleto, etc, mas no dia a dia isso é registrado.

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V)

Despesa com energia elétrica

a Diversos

Pagamento de energia elétrica, a saber:

a Caixa

Pagamento de 8.000 em dinheiro .................................................................................8.000

a Contas a pagar

Pagamento de 7.000 em gasto de energia a ser pago em data futura ...........................7.000

Imagem 7

Como forma opcional podemos registrar como despesa geral, mas para facilitar a montagem das demonstrações financeiras.

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VI)

Despesas com impostos

a Caixa

Pagamento de impostos e taxas referentes ao período .............................................. 10.000

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VII)

Terrenos e imóveis

a Financiamentos

Compra de terreno a prazo ........................................................................................ 50.000

Imagem 9

Optamos por registrar imóvel em conta separada denominada Financiamento. Mas outras nomenclaturas de registros a pagar também podem ser utilizadas.

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VIII)

Despesa com aluguel

a Caixa

Pagamento de aluguel referente ao período .............................................................. 11.000

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Assim, finalizamos a parte dos lançamentos com mais uma saída de caixa para pagamento de despesa.

2)

Agora, vamos apurar o resultado bruto. Para isso, vamos utilizar conceitos estudados em capítulos anteriores, como o capítulo 8 do livro texto. Então, como não pede lançamento em diário, vamos proceder apenas com o cálculo extra contábil. O exercício cita que o estoque final de mercadorias é de 30.000. Como não tinha estoque inicial, o valor dele (EI) estará zerado na fórmula.

CMV = EI + C - EF

CMV = 100.000 – 30.000

CMV = 70.000

RCM = V - CMV

RCM = 180.000 – 70.000

RCM = 110.000

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Logo, o resultado bruto é de 110.000

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3)

Agora, vamos apurar o resultado líquido do exercício, onde terá a dedução da depreciação. O valor dos móveis e utensílios é de 40.000 e temos uma taxa de depreciação de 10%a.a.

Veja como fica:

Depreciação = 40.000 x 10%

Depreciação = 4.000

O lançamento fica da seguinte forma:

Depreciação

a Depreciação acumulada

10% sobre móveis e utensílios .................................................................................... 4.000

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Agora, após o cálculo da depreciação, vamos transferir as despesas e receitas operacionais para a conta do Exercício. A receita de vendas já foi utilizada e não é receita operacional, portanto, não entra neste lançamento.

Resultado do Exercício

a Diversos

Transferência dos saldos das seguintes contas para apuração do Resultado operacional liquido

a Despesas com aluguel

Saldo desta conta ....................................................................................................... 11.000

a Impostos e taxas

Saldo desta conta....................................................................................................... 10.000

a Despesa com energia elétrica

Saldo desta conta ....................................................................................................... 15.000

a Despesa com depreciação

Saldo desta conta ............................................................................................ 4.000 40.000

O valor de 40.000 representa a soma de diversos. Vamos representar em Razonete para melhor visualização:

Imagem 11

Então, como o resultado bruto foi em lucro (110.000) fica representado o crédito e a soma das despesas a débito, diminuindo o resultado líquido do exercício.

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4)

Agora, como não tem receita de participação societária, a base de cálculo é antes de apurar o IR, sendo que será igual ao resultado líquido. Portanto, temos que:

4.1)

Base de cálculo da CSLL = 70.000

10% de 70.000 = 7.000

Resultado do exercício

a CSLL a Recolher

Valor da CSLL referente ao do período, calculada pela alíquota de 10% .................. 7.000

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4.2)

Neste exercício não temos que retirar nenhuma receita ou despesa que seja proibido deduzir/somar ao imposto de renda, portando a base será a mesma da CSLL.

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Base de cálculo doIR = 70.000

15% de 70.000 = 10.500

Resultado do exercício

a Imposto de Renda a Recolher

Apropriação do IR conforme cálculos ...................................................................... 10.500

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5)

Agora, vamos contabilizar a reserva legal e destinar o restante aos acionistas. Antes de fazer isso, vamos deduzir do resultado os impostos apurados.

Resultado do exercício = 70.000

(-) CSLL = 7.000

(-) IR = 10.500

Resultado líquido após IR e CSLL = 52.500 que é nosso lucro Acumulado

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A partir daí vamos apurar a reserva legal e o restante fica da seguinte maneira

Calculo da Reserva legal = 52.500 x 5% = 2.625

Lucros Acumulados

a Reserva Legal

5% conf. dispositivo legal ........................................................................................... 2.625

a Dividendo a pagar

Conforme estatuto ..................................................................................................... 49.875

Concluindo os lançamentos, vamos as demonstrações financeiras:

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6)

Vamos fazer todas as demonstrações financeiras, tendo como base os lançamentos contábeis efetuados até o número 5 desse exercício.

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6.1)

Balanço Patrimonial

No balanço patrimonial entram contas de bens, direitos e deveres. As contas de despesas e receitas aparecem na DRE e foram utilizadas para achar o resultado, que irá aparecer no Balanço Patrimonial. Observe que as contas de despesas (exceto a depreciação) do item 3 desses exercícios não constaram nessa demonstração financeira.

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Para o ativo, somamos as contas que restaram nos Razonetes, zerando cada uma, conforme visto em capítulos anteriores. Ainda acrescentamos o valor da depreciação que foi calculado aqui no item 3. A depreciação é uma conta redutora do ativo, portanto ela fica negativa, diminuindo o valor dos móveis e utensílios.

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Para o passivo, além das contas que encontramos nos Razonetes, temos os valores de impostos a pagar que calculamos aqui e também a divisão do lucro em reserva legal e dividendos a pagar.

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Após elaboração vemos que o Ativo e Passivo fecham com o mesmo valor, evidenciando a correta demonstração financeira.

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6.2

Agora vamos elaborar a Demonstração de Resultado do Exercício – DRE que é o detalhamento das receitas e despesas ocorridas no período.

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Imagem 2

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Para fazer a DRE, utilizamos apenas as receitas e despesas geradas no período e a partir dela, construímos a demonstração financeira. A DRE sempre começa com a receita de serviços e vendas seguidos dos descontos incidentes sobre as vendas, tais como descontos, ICMS dentre outros, obtendo a receita operacional líquida.

A partir dela, deduzimos as despesas operacionais, administrativas e financeiras juntamente com as mesmas receitas.

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Na DRE que construímos, a despesa com depreciação foi lançada como despesas operacional e as demais como despesas administrativas.

Depois de obter o resultado do exercício, temos os impostos sobre o resultado, que são o IR e a CSLL, retirando as participações e por fim obtendo o lucro líquido do exercício.

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6.3

Agora, vamos para a demonstração de lucros e prejuízos acumulados – DLPA que mostra como o resultado da empresa que pode ser lucro ou prejuízo evoluiu ao longo do período. Ela se inicia com o saldo do período anterior e depois mostra o que aconteceu durante o intervalo atual, demonstrando inclusive as reservas efetuadas. Vamos à demonstração:

Imagem 2

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No caso da empresa deste exercício, a empresa não tinha saldo anterior, e apenas uma reserva foi feita, que foi a reserva legal, devidamente calculada no item 5 desta atividade. O que restou depois de todas as reservas é o lucro líquido que será destinado como dividendos. Em empresas do tipo S/A, em regra, o saldo no fim do exercício deve ser zero, pois é colocado como dividendo.

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6.4

O próximo item é a demonstração da mutação do patrimônio líquido que evidenciam as variações ocorridas no patrimônio líquido durante o período analisado. Veja como fica:

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Então, como é apenas um período, começamos do intervalo 0 até o intervalo 1, o que muitas vezes representa o ano apurado. A empresa começou com um capital inicial que foi mostrado no balanço patrimonial inicial e depois de todos os lançamentos, apuramos o lucro e o colocamos como reserva legal e dividendos a pagar.

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Então, como não houve aumento de capital, juros ou outra valorização, terminamos o período com o mesmo valor inicial.

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6.5

O fluxo de caixa demonstra o que aconteceu com o grupo de conta disponibilidades. El tem ponto de partida a partir da DRE, pois considera as deduções e IR e CSLL ajustado pelas despesas e exclusão de receitas que não afetaram o caixa. No primeiro modelo, o fluxo de caixa indireto, depois de colocar os valores da de lucro e impostos na DRE, inserimos os valores finais de contas que afetam o caixa, como fornecedores, mercadorias dentre outros. É importante ressaltar que a depreciação é uma conta que afeta o caixa da empresa, embora não seja efetivamente paga, mas tem influencia sobre o valor dos investimentos em imobilizado e afins.

Imagem 2

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6.6

Agora, vamos fazer a demonstração de fluxo de caixa pelo método direto que diferente do modo indireto, mostra os recursos decorrentes das operações de pagamento e recebimentos efetuadas no período. Vale lembrar que os valores a pagar e a receber agendados, mas sem pagamento, não entram nesta demonstração, pois ela avalia justamente os valores que mudam as contas do grupo disponibilidades.

Imagem 3

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6.7

Agora, para finalizar, vamos elaborar a demonstração de valor adicionado. Ela evidencia a riqueza que a empresa produziu e como foi distribuída para governo, empregados, acionistas dentre outros. As informações para sua elaboração são retiradas da DRE e de contas do balanço patrimonial. Do DRE colocamos todas as despesas, custos e despesas e do Balanço Patrimonial retiramos as contas de interessados, como o governo por exemplo.

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No caso da DVA elaborada, após deduzir o valor das vendas das despesas operacionais, lançamos a depreciação que entra como uma retenção de valor, mostrando que a empresa perdeu aquele valor, embora não tenha efetivamente gasto dinheiro com ele. Ao final, obtemos exatamente o valor do lucro líquido.

Imagem 4

E assim finalizamos as demonstrações financeiras deste exercício.

Depoimentos de estudantes que já assinaram o Exercícios Resolvidos

Nathalia Nascimento fez um comentárioCEFET/RJ • Engenharia
Foi um apoio àquelas aulas que não acabam totalmente com as dúvidas ou mesmo naquele momento de aprender o conteúdo sozinha. Além disso, dispensou a necessidade de um orientador e por isso, permitiu que eu estudasse em qualquer local e hora.
Valdivam Cardozo fez um comentárioUFRB • Engenharia
Tive uma sensação maior de autonomia nos estudos, as vezes era frustante não conseguir resolver uma determinada questão e nem sempre os professores corrigem as listas que passam.