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Graças ao seu enraizamento na sociedade, as Câmaras Municipais foram o único órgão que sobreviveu por inteiro e até se reforçou, após a Independência. O enraizamento das Câmaras Municipais, a que se refere Boris Fausto em História do Brasil, pode ser verificado, no período colonial:

A) nos princípios democráticos e éticos que as regiam, considerando que seus membros tinham que ser eleitos pela comunidade geral e que todas as questões delicadas eram resolvidas por um “juiz de fora”, isento em relação aos interesses locais.
B) na sua composição pelos chamados “homens bons”, moradores da localidade que tivessem propriedades, ainda que fossem mestiços ou não seguissem à regra os preceitos cristãos.
C) no poder desses órgãos para gerenciar a diversidade de problemas que afetavam a localidade, uma vez que lhes cabia, entre outras atribuições, julgar pequenos crimes, arrecadar tributos e zelar pelo patrimônio público.
D) na incidência de opiniões de caráter nacionalista encontrada em suas atas, demonstrando a conversão das Câmaras em importantes focos de insurreição contra a Coroa Portuguesa, que resultaram em amplo movimento independentista.
E) na relação de bens e propriedades por ela administrados, uma vez que, para se livrarem do alto peso dos tributos, os membros da elite local transferiam suas posses para as Câmaras, sob a alegação de contribuir para o desenvolvimento da localidade.
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Estudando com Questões

há 2 anos

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há 2 anos

Para responder à pergunta sobre o enraizamento das Câmaras Municipais na sociedade brasileira durante o período colonial, vamos analisar cada alternativa: A) Fala sobre princípios democráticos e a figura do "juiz de fora". Embora a ideia de um juiz isento seja interessante, não reflete a realidade das Câmaras, que eram mais influenciadas por interesses locais. B) Menciona a composição das Câmaras por "homens bons", o que é verdadeiro, mas não abrange completamente o enraizamento e a função das Câmaras na sociedade. C) Destaca o poder das Câmaras para gerenciar problemas locais, como julgar pequenos crimes e arrecadar tributos. Essa é uma função central das Câmaras e reflete bem seu enraizamento na sociedade. D) Foca na incidência de opiniões nacionalistas e insurreições contra a Coroa Portuguesa. Embora isso tenha ocorrido, não é o principal aspecto do enraizamento das Câmaras. E) Refere-se à administração de bens e propriedades e à transferência de posses para as Câmaras. Isso é mais uma consequência do sistema tributário do que um reflexo do enraizamento. A alternativa que melhor representa o enraizamento das Câmaras Municipais na sociedade, considerando suas funções e a gestão de problemas locais, é: C) no poder desses órgãos para gerenciar a diversidade de problemas que afetavam a localidade, uma vez que lhes cabia, entre outras atribuições, julgar pequenos crimes, arrecadar tributos e zelar pelo patrimônio público.

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