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O que é problema filosófico ?

É uma discussão em que me foi imposta por um professor e que será discutida em sala de aula, mas que não é sanada facilmente. Pretendo reunir as informações e formular meu próprio posicionamento. Afinal, o que é problema filosófico


2 resposta(s)

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Jades

Há mais de um mês

Com base em uma determinada situação, será que a palavra problema vem ao caso ser utilizada. Uma criança no período escolar da alfabetização está tentando resolver uma equação matemática, porém não consegui alcançar o resultado. A soma em questão se resume a 2+2 que para muitas pessoas é algo irrisória e não é considerado um problema, sendo que não podemos deixar de considerar o desenvolvimento intelectual do individuo, porém ainda não se caracteriza como algo problemático. Seja de fácil ou difícil resolução, tais questionamentos sendo levado ao seu grau extremo de complexidade chegando a pessoa não saber responder não se adéqua a um exemplo de problema e sim mistério que não é sinônimo de problema.

Desta forma a palavra problema tem um longo alcance, abrange inúmeros ambientes, que assim nos instiga a pensar mesmo que por muitas vezes forçadamente, pois diante de uma necessidade o ser humano precisa observar o fenômeno, encontrar uma forma de intervir e fazer algo. O que nos impulsiona é esse algo, que funciona como uma espécie de start, dando início a uma série de processos onde nossas mentes ficam borbulhando de pensamentos que nos leva a filosofar. No cotidiano a palavra é bastante utilizada, seja em questões escolares em especial questionamentos matemáticos, ou quando fazemos uma pergunta que a princípio parecia ser de fácil resposta de uma forma mais contextualizada, e até mesmos em desafios de quem chega primeiro em algum lugar ou de quem termina primeiro o que esta fazendo, entretanto ainda não se configura como algo problemático.

O homem moderno perdeu a essência de problematizar, onde tudo que acontecia era denominado como um problema, tal palavra foi e vem sendo usada abusivamente e perdendo assim suas características. Karel Kosik em 1969 denomina esse fenômeno como “o mundo pseudoconcreticidade”, crítica feita para tentar mudar esse cenário abstrato que a palavra problema esta inserida, é preciso resgatar a verdadeira concreticidade, ou seja, resgatar a essência, pois esse é o núcleo da ciência e da filosofia. Diante dessas indagações agora me pergunto, qual é a essência do problema então? Para responder esse questionamento retornamos a palavra “pseudoconcreticidade” da utilização do “problema”, pois a essência de tal é a necessidade, é a finalidade do porque eu preciso e pra que eu preciso obter aquele conhecimento. Desta forma podemos resgatar a real funcionalidade da palavra “problema” que esta sendo tão mal utilizada, portanto um problema não é aquele questionamento que desconheço a resposta e sim uma questão que não conhecemos a resposta e é preciso conhecer, é necessário conhecer. Sendo assim um obstáculo que é fundamental ser ultrapassado, uma dificuldade que é imprescindível ser sanada, uma dúvida que jamais pode deixar de ser esclarecida são cenários que se caracterizam como verdadeiramente problemáticas.

            A palavra “problema” tem em seu conceito tem em sua base tanto uma conscientização de uma situação de necessidade que se refere a aspectos subjetivos e com uma situação conscientizadora da necessidade que se refere ao aspecto objetivo. Perspectivas que aparentam ser confusas, porém importante de serem discutidas para possibilitar compreensão da “pseudoconcreticidade” e do “pseudoproblema” que é uma reflexão maliciosa do processo afim de alcançar exclusivamente a “pseudo-solução” com foco somente na aprovação, sem visar as demais necessidades. Diante desses acontecimentos a filosofia tem a contribuir bastante com a humanidade, mas para os processos fluir bem é necessário que o homem tome a frente das indagações combatendo os problemas que a realidade nos apresenta a fim de refletir, e o que vem a ser reflexão? Refletir é um ato de parar no tempo e fazer análise contundente a respeito de algo, revisando-o, no processo de observar, verificar, corrigir se preciso e da opinião de forma consciente.

Para realizar uma reflexão filosófica perante algo é preciso atender a três campos distintos, porém se relacionam dialeticamente no campo da filosofia. A primeira base do tripé da reflexão filosófica é o RADICAL que busca a exigência de que o problema seja colocado literalmente em uma sala de cirurgia e realizada a autopsia do problema, ou seja, uma investigação a fundo na raiz do problema. A segunda base do tripé é a RIGOROSIDADE que é um reforço para obedecer à primeira base levando em consideração a sabedoria popular e os conhecimentos científicos. A terceira base diz respeito à imparcialidade do examinador perante o problema, pois tal não pode ser examinado de modo parcial para não ter distorções de resultado.

É muito importante esclarecer a funcionalidade da expressão “problema filosófico” para que não reste dúvidas em posteriores questionamentos e para alcançar esse nível ideal de intelectual ativo a respeito de reflexões é preciso se debruçar sobre alguns questionamentos. Diante desta indagação existe outros problemas que não são filosóficas? Quais? Em resposta não é o problema que é filosófico, científico, artístico ou religioso, mas sim o posicionamento do homem diante do problema que o torna filosófico, científico, artístico, religioso, de mera utilização dos conhecimentos populares ou de bom senso. Podemos classificar dessa forma, que cabe a cada especialista fazer suas ressalvas a respeito da situação, por exemplo, uma pessoa com depressão procura um psicólogo e um pai de santo para se consultar e tentar entender o que esta acontecendo consigo, e na situação os dois especialistas vão avaliar o problema de acordo com suas competências, ou seja correspondente as áreas de seus conhecimentos, como “problemas científicos e religiosos”.

Temos que ficar atentos a essa problemática, pois tais problemas podem abrir portas para o conhecimento, discussão, porém, também podem inibir a essência do campo a ser trabalhado. E para se configurar um “problema filosófico” basta seguir sem desvios as bases para a reflexão filosófica, que é o radical, rigorosidade e o conjunto já citados anteriormente sobre os problemas que a realidade nos mostra. As problemáticas podem aparecer sob inúmeras roupagens, porém a orientação surge de um único inicio que é a reflexão a respeito do ponto de partida do problema. Princípios, normas são bons argumentos a serem pensados, também não quer dizer que toda orientação é feita a partir de uma reflexão. Todo passo que damos representa de alguma forma uma orientação, pois, a todo instante estamos fazendo escolhas, que também não quer dizer que a todo o momento estamos refletindo, mesmo que não seja possível agir sem pensar. De certa forma, meio eu subliminarmente, ainda fazemos escolhas espontâneas, entretanto seguindo padrões, orientações, rotinas sofrendo influências do meio em que estamos inseridos. E dessa forma escolhemos literalmente tudo que gostamos, fazemos, o que queremos para nos representar em qualquer ambiente que seja. Exemplo prático é a “filosofia da vida” que construímos a partir da família, que nos transmite varias características, vale ressaltar duas famosas frases, “tal pai, tal filho” e “filho de peixe, peixinho é” são representações perfeitas desse fenômeno chamado “filosofia da vida”. E quando necessitamos de alguma resposta e a filosofia não da conta da construção do saber é preciso um complemento, precisamos de métodos, objetivos claros para uma boa orientação seguindo princípios. A resposta vai ficando mais compreensível, fundamentada e coerente, esse segundo tipo de orientação é chamado de “ideologia”.                       

Com base em uma determinada situação, será que a palavra problema vem ao caso ser utilizada. Uma criança no período escolar da alfabetização está tentando resolver uma equação matemática, porém não consegui alcançar o resultado. A soma em questão se resume a 2+2 que para muitas pessoas é algo irrisória e não é considerado um problema, sendo que não podemos deixar de considerar o desenvolvimento intelectual do individuo, porém ainda não se caracteriza como algo problemático. Seja de fácil ou difícil resolução, tais questionamentos sendo levado ao seu grau extremo de complexidade chegando a pessoa não saber responder não se adéqua a um exemplo de problema e sim mistério que não é sinônimo de problema.

Desta forma a palavra problema tem um longo alcance, abrange inúmeros ambientes, que assim nos instiga a pensar mesmo que por muitas vezes forçadamente, pois diante de uma necessidade o ser humano precisa observar o fenômeno, encontrar uma forma de intervir e fazer algo. O que nos impulsiona é esse algo, que funciona como uma espécie de start, dando início a uma série de processos onde nossas mentes ficam borbulhando de pensamentos que nos leva a filosofar. No cotidiano a palavra é bastante utilizada, seja em questões escolares em especial questionamentos matemáticos, ou quando fazemos uma pergunta que a princípio parecia ser de fácil resposta de uma forma mais contextualizada, e até mesmos em desafios de quem chega primeiro em algum lugar ou de quem termina primeiro o que esta fazendo, entretanto ainda não se configura como algo problemático.

O homem moderno perdeu a essência de problematizar, onde tudo que acontecia era denominado como um problema, tal palavra foi e vem sendo usada abusivamente e perdendo assim suas características. Karel Kosik em 1969 denomina esse fenômeno como “o mundo pseudoconcreticidade”, crítica feita para tentar mudar esse cenário abstrato que a palavra problema esta inserida, é preciso resgatar a verdadeira concreticidade, ou seja, resgatar a essência, pois esse é o núcleo da ciência e da filosofia. Diante dessas indagações agora me pergunto, qual é a essência do problema então? Para responder esse questionamento retornamos a palavra “pseudoconcreticidade” da utilização do “problema”, pois a essência de tal é a necessidade, é a finalidade do porque eu preciso e pra que eu preciso obter aquele conhecimento. Desta forma podemos resgatar a real funcionalidade da palavra “problema” que esta sendo tão mal utilizada, portanto um problema não é aquele questionamento que desconheço a resposta e sim uma questão que não conhecemos a resposta e é preciso conhecer, é necessário conhecer. Sendo assim um obstáculo que é fundamental ser ultrapassado, uma dificuldade que é imprescindível ser sanada, uma dúvida que jamais pode deixar de ser esclarecida são cenários que se caracterizam como verdadeiramente problemáticas.

            A palavra “problema” tem em seu conceito tem em sua base tanto uma conscientização de uma situação de necessidade que se refere a aspectos subjetivos e com uma situação conscientizadora da necessidade que se refere ao aspecto objetivo. Perspectivas que aparentam ser confusas, porém importante de serem discutidas para possibilitar compreensão da “pseudoconcreticidade” e do “pseudoproblema” que é uma reflexão maliciosa do processo afim de alcançar exclusivamente a “pseudo-solução” com foco somente na aprovação, sem visar as demais necessidades. Diante desses acontecimentos a filosofia tem a contribuir bastante com a humanidade, mas para os processos fluir bem é necessário que o homem tome a frente das indagações combatendo os problemas que a realidade nos apresenta a fim de refletir, e o que vem a ser reflexão? Refletir é um ato de parar no tempo e fazer análise contundente a respeito de algo, revisando-o, no processo de observar, verificar, corrigir se preciso e da opinião de forma consciente.

Para realizar uma reflexão filosófica perante algo é preciso atender a três campos distintos, porém se relacionam dialeticamente no campo da filosofia. A primeira base do tripé da reflexão filosófica é o RADICAL que busca a exigência de que o problema seja colocado literalmente em uma sala de cirurgia e realizada a autopsia do problema, ou seja, uma investigação a fundo na raiz do problema. A segunda base do tripé é a RIGOROSIDADE que é um reforço para obedecer à primeira base levando em consideração a sabedoria popular e os conhecimentos científicos. A terceira base diz respeito à imparcialidade do examinador perante o problema, pois tal não pode ser examinado de modo parcial para não ter distorções de resultado.

É muito importante esclarecer a funcionalidade da expressão “problema filosófico” para que não reste dúvidas em posteriores questionamentos e para alcançar esse nível ideal de intelectual ativo a respeito de reflexões é preciso se debruçar sobre alguns questionamentos. Diante desta indagação existe outros problemas que não são filosóficas? Quais? Em resposta não é o problema que é filosófico, científico, artístico ou religioso, mas sim o posicionamento do homem diante do problema que o torna filosófico, científico, artístico, religioso, de mera utilização dos conhecimentos populares ou de bom senso. Podemos classificar dessa forma, que cabe a cada especialista fazer suas ressalvas a respeito da situação, por exemplo, uma pessoa com depressão procura um psicólogo e um pai de santo para se consultar e tentar entender o que esta acontecendo consigo, e na situação os dois especialistas vão avaliar o problema de acordo com suas competências, ou seja correspondente as áreas de seus conhecimentos, como “problemas científicos e religiosos”.

Temos que ficar atentos a essa problemática, pois tais problemas podem abrir portas para o conhecimento, discussão, porém, também podem inibir a essência do campo a ser trabalhado. E para se configurar um “problema filosófico” basta seguir sem desvios as bases para a reflexão filosófica, que é o radical, rigorosidade e o conjunto já citados anteriormente sobre os problemas que a realidade nos mostra. As problemáticas podem aparecer sob inúmeras roupagens, porém a orientação surge de um único inicio que é a reflexão a respeito do ponto de partida do problema. Princípios, normas são bons argumentos a serem pensados, também não quer dizer que toda orientação é feita a partir de uma reflexão. Todo passo que damos representa de alguma forma uma orientação, pois, a todo instante estamos fazendo escolhas, que também não quer dizer que a todo o momento estamos refletindo, mesmo que não seja possível agir sem pensar. De certa forma, meio eu subliminarmente, ainda fazemos escolhas espontâneas, entretanto seguindo padrões, orientações, rotinas sofrendo influências do meio em que estamos inseridos. E dessa forma escolhemos literalmente tudo que gostamos, fazemos, o que queremos para nos representar em qualquer ambiente que seja. Exemplo prático é a “filosofia da vida” que construímos a partir da família, que nos transmite varias características, vale ressaltar duas famosas frases, “tal pai, tal filho” e “filho de peixe, peixinho é” são representações perfeitas desse fenômeno chamado “filosofia da vida”. E quando necessitamos de alguma resposta e a filosofia não da conta da construção do saber é preciso um complemento, precisamos de métodos, objetivos claros para uma boa orientação seguindo princípios. A resposta vai ficando mais compreensível, fundamentada e coerente, esse segundo tipo de orientação é chamado de “ideologia”.                       

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Alexander

Há mais de um mês

Contrariamente às interrogações meteorológicas sobre os fenómenos atmosféricos ou às interrogações anatómicas sobre a forma e a estrutura dos organismos, as interrogações filosóficas não dizem respeito a um domínio específico, a um santuário, mas a todas as coisas, mesmo àquelas que em linguagem comum não chamaríamos coisas: as pastilhas elásticas, o infinito, a alegria, as relações, as torradeiras, as dores violentas, a lei da gravitação universal, os bebés, que são suficientemente velhos para morrer desde que nascem, as rosas, que têm espinhos, e a palavra “rosa”, que, enquanto tal, não os tem.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes