A senhora X, de 32 anos de idade e sem histórico de desordens mentais, visita sua médica de família com alguns sintomas de depressão. Desde que o namorado saiu de casa junto ao golden retriever do casal há um mês, ela ficou sem motivação e se sentindo culpada. Estiveram com problemas de dinheiro desde que os turnos de trabalho dela foram reduzidos, e ela sente saudades do namorado e do cachorro. Tem sofrido de insônia e, no curso das noites sem dormir, tem procurado na internet sobre seu estado mental e como “sair daí”. A senhora X falou para a médica que tinha lido num website “uma coisa sobre o transportador de serotonina, 5-HTT ou alguma coisa do jeito” e que uma versão mutante dele faz com que as pessoas sejam mais susceptíveis à depressão. Ela pede à medica para fazer um teste genético para saber se ela é portadora dessa mutação e avisa que se ela “não autorizar, vou ir noutro médico até encontrar quem faça”. Decisão: A senhora X está exibindo sintomas afetivos, somáticos e até cognitivos que já parecem indicar que ela está padecendo de depressão. Mais importante ainda, parece que simplesmente propor o início do tratamento farmacológico e psicológico não será suficiente para tranquilizar a paciente. Do ponto de vista do diagnóstico e do tratamento da depressão maior, as possíveis mutações genéticas no receptor de serotonina ou nos transportadores de recaptura são irrelevantes. A medicina atual não oferece alternativas baseadas nisso. Ainda que dar encaminhamento à petição da senhora fosse a saída mais fácil, o médico-geneticista deverá ter em conta que os resultados do teste, como dito acima, não ajudam e podem, sim, piorar a situação. Por exemplo, se o teste for negativo pode fazer com que a senhora X se sinta desapontada, culpada ou envergonhada, ou, por outro lado, se for positivo e os dados caírem nas mãos de pessoas erradas, estes poderiam ser utilizados para justificar uma solicitação de incapacidade mental. Por isso, será especialmente importante encontrar uma forma efetiva de comunicar para a
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