Ed
ano passado
Vamos analisar as alternativas com base no caso apresentado, que sugere uma cetoacidose diabética (CAD) em uma paciente com diabetes mellitus. A paciente apresenta: - Glicemia elevada (500 mg/dL) - Acidose metabólica (pH 7,13 e HCO3 5 mEq/L) - Hipopotassemia (K 2,6 mEq/L) - Sinais de desidratação e respiração acidótica (Kussmaul) Agora, vamos analisar as opções: A) Corrigir a importante acidose metabólica da paciente com infusão de bicarbonato de sódio. Análise: O uso de bicarbonato de sódio não é recomendado na cetoacidose diabética, a menos que o pH seja extremamente baixo (geralmente abaixo de 7,0). Portanto, essa opção não é a conduta correta. B) Prescrever solução salina hipotônica de NaCl 0,45% em média, de 10 a 14 mL/kg/h. Análise: Na cetoacidose, a reidratação deve ser feita com solução salina isotônica (NaCl 0,9%) inicialmente, não hipotônica. Portanto, essa opção também não é a conduta correta. C) Iniciar insulinoterapia endovenosa de "ação lenta" (NPH). Análise: A insulina de ação lenta não é a escolha adequada para o tratamento da cetoacidose, que requer insulina de ação rápida. Portanto, essa opção não é a conduta correta. D) Iniciar insulinoterapia subcutânea de "ação rápida" (regular). Análise: A insulina de ação rápida é a escolha correta, mas a administração deve ser endovenosa em casos de cetoacidose, não subcutânea. Portanto, essa opção não é a conduta correta. E) Iniciar reposição endovenosa de potássio antes da insulinoterapia, devido ao risco de arritmias, associadas à hipopotassemia. Análise: A hipopotassemia é uma preocupação importante na cetoacidose, e a reposição de potássio deve ser feita antes ou junto com a insulinoterapia, pois a insulina pode causar uma queda adicional nos níveis de potássio. Portanto, essa é a conduta correta. A alternativa correta é: E) iniciar reposição endovenosa de potássio antes da insulinoterapia, devido ao risco de arritmias, associadas à hipopotassemia.
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