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A taxa real de desemprego é igual à taxa natural de desemprego?

 No sentido de que curva de Phillips aceleracionista, proposta pelos economistas Milton Friedman e Edmund Phelps, propõe que, a longo prazo, a taxa esperada de inflação e a taxa real de inflação são iguais, e a curva de Phillips se torna uma reta vertical.

Macroeconomia I

ESTÁCIO


6 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A taxa real de desemprego corresponde à taxa de desemprego verificada em certo período de tempo, ou seja, é a taxa de desemprego corrente da economia em questão. Por outro lado, a taxa natural de desemprego diz respeito a taxa desemprego que está associada ao produto potencial máximo da economia, isto é, quando todos os fatores de produção da estão sendo utilizados no longo prazo. Com efeito, de acordo com a macroeconomia clássica essa é a taxa de desemprego que não acelera a inflação, ou melhor, não exerce pressão sobre os preços, portanto, a taxa de desemprego da economia gravita em torno desse referencial. Dito isso, a taxa real de desemprego no curto prazo não necessariamente será igual à taxa natural de desemprego, pois poderá haverá momentos que ela se encontra acima ou abaixo da taxa natural, contudo no longo prazo, de acordo com a visão clássica, essas duas taxas serão iguais.

A taxa real de desemprego corresponde à taxa de desemprego verificada em certo período de tempo, ou seja, é a taxa de desemprego corrente da economia em questão. Por outro lado, a taxa natural de desemprego diz respeito a taxa desemprego que está associada ao produto potencial máximo da economia, isto é, quando todos os fatores de produção da estão sendo utilizados no longo prazo. Com efeito, de acordo com a macroeconomia clássica essa é a taxa de desemprego que não acelera a inflação, ou melhor, não exerce pressão sobre os preços, portanto, a taxa de desemprego da economia gravita em torno desse referencial. Dito isso, a taxa real de desemprego no curto prazo não necessariamente será igual à taxa natural de desemprego, pois poderá haverá momentos que ela se encontra acima ou abaixo da taxa natural, contudo no longo prazo, de acordo com a visão clássica, essas duas taxas serão iguais.

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Hannah Iara

Há mais de um mês

Dê uma olhada neste arquivo, talvez possa ajudá-la:

www.professores.uff.br/claudioconsidera/slides/ch06_4e_t.pp

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Euziana coelho correa

Há mais de um mês

Não são poucas as pessoas que nos escrevem pedindo comentários e explicações sobre a supostamente baixa taxa de desemprego no Brasil.  De fato, um estrangeiro mais desinformado que olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil.

Quando me perguntam minha opinião sobre a taxa de desemprego no Brasil, apenas respondo: qual taxa?  A do IBGE ou a do DIEESE?  A do DIEESE é simplesmente o dobro da do IBGE.  Enquanto o IBGE fala que a taxa de desemprego de outubro foi de 5,3%, o DIEESE afirma que foi de 10,5%.  Dois indicadores iguais, uma margem de erro de incríveis 100%.  E as implicações disso são enormes.  Ao passo que uma taxa de desemprego de 5,3% é menor que a de todos os países europeus (exceto Suíça e Áustria), norte-americanos, asiáticos e da Oceania, uma taxa de 10,5% só é inferior à francesa, portuguesa, irlandesa, grega e espanhola.  Ou seja: o mesmo país, o mesmo indicador, duas realidades totalmente opostas.

Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador.  Ele não indica nada.  A metodologia do IBGE é totalmente ridícula.  Um malabarista de semáforo é considerado empregado.  Um sujeito que vende bala no semáforo também está empregadíssimo.  Um sujeito que lavou o carro do vizinho na semana passada em troca de um favor é considerado empregado (ele entra na rubrica de 'trabalhador não remunerado').  Se um sujeito estava procurando emprego há 6 meses, não encontrou nada e desistiu temporariamente da procura, ele não está empregado mas também não é considerado desempregado.  Ele é um "desalentado".  Como não entra na conta dos desempregados, ele não eleva o índice de desemprego.

Além disso, o índice também coloca na rubrica 'empregado' todas aquelas pessoas que exercem trabalhos considerados precários, como o sujeito que trabalha poucas horas por semana e gostaria de trabalhar mais, mas não consegue (muito provavelmente por causa das regulamentações trabalhistas), e o sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo.  Ou seja, você substitui seu vizinho na barraca de pipoca dele por três dias.  Em troca, ele lha dá R$250.  Você foi considerado pelo IBGE como estando empregado — tendo efetivamente trabalhado 3 dias no mês.

Com todos esses truques, não é de se estranhar que o Brasil esteja com "pleno emprego", mesmo com sua arcaica legislação trabalhista, sua escandinava carga tributária e seus espoliadores encargos sociais e trabalhistas.

Mas isso, sejamos francos, não é uma exclusividade brasileira, não.  O governo americano, por exemplo, também divulga 2 índices, cada um com uma metodologia diferente.  Obviamente, ele se pauta apenas por aquele que fornece o mais róseo resultado.  Uma fonte privada complementa fornecendo o terceiro índice, bem mais rigoroso.  Veja abaixo:

sgs-emp.gif

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas