Quem expulsou os padres Jesuítas do Brasil. E por qual motivo

Quem expulsou os padres Jesuítas do Brasil. E por qual motivo ?

@HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL UPE

42 resposta(s)

  • Kátia de Azevedo Câmara

    O marquês de Pombal, apiado pela Coroa. Os jesuítas, eram contra a exploração dos índios. Os índios eram escravizados, morriam de fome, doenças as quais não tinham imunidade, doenças essas levadas até eles, pelos próprios colonizafores, os castigos violentos sofrisos pelos índios, também eram um dos motivos, que desagradavam aos jesuítas. Esses, pretendiam catequizar es índios, considerados "selvagens". Os jesuítas, estavam tentando arrebanhar novos fiéis, pois a igreja católica estava perdendo fiéis, para a igreja protestante.

  • Silvana Pedrini

    Podemos resumir em duas as razões que levaram o Marquês de Pombal a expulsar os jesuítas do Brasil, na reforma Pombalina:

    O poder econômico Origina-se das riquezas extraídas da terra com a utilização do trabalho escravo indígena e africano. A Companhia de Jesus se tornou muito rica ao longo dos 210 anos de permanência no Brasil, o que conferiu aos jesuítas um enorme poder político, que em alguns momentos rivalizava com o poder do estado português, como no caso da resistência em deixar o território dos Sete Povos das Missões, na região do Prata. Após a expulsão, Portugal confiscou os bens da Companhia de Jesus. 

    O poder ideológico Se dá através da educação nos colégios e nas missões, e da moral católica disseminada por toda a sociedade colonial. A Companhia de Jesus determinava o que era certo e errado em termos de comportamento e costumes. À Igreja Católica interessava formar o “homem de fé”, enquanto que para Portugal, em pleno período iluminista, já não interessava mais este tipo de educação. Após a expulsão dos jesuítas, foram destruídos muitos livros e manuscritos pertencentes àquela ordem religiosa.

     

  • Iris Raline Almeida

    A Reforma Pombalina visava tirar Portugal do atraso econômico e cultural comparado a outras nações européias em relação ao capitalismo, porém a eucação jesuítica não convinha ao interesses comerciais emanados por Marqu^es de Pombal. Ou seja, as escolas da Companhia de Jesus tinham por objetivo atener aos interesses da fé, enquanto Pombal pensava em atender os interesses do Estado, essa discordância fez com que os jesuítas fossem expulsos do Brasil.

  • Alexandra Garcia da Cruz

    Joshua...

    Para entender a expulsão é preciso ver o contexto da situação. transcrevi um texto que dá a noção real do porque da expulsão.

    Espero ter ajudado!

    No Brasil, o período colonial (1500-1822) foi marcado, inicialmente, pelas grandes distâncias, pela rarefação da população – em sua maior parte nativa – e pela falta de recursos de toda ordem (PAIVA, 2007). Esse período também foi marcado, em um segundo momento, pela mão de obra escrava e pela família patriarcal que, nas suas relações, criaram uma determinada ordem social e política na colônia. Segundo Amado (1991), em 1500, o Brasil não passava de uma costa hostil para a Coroa Portuguesa. Apesar disso, Portugal não queria perder a posse dessas terras para estrangeiros que, cada vez mais, aportavam na costa brasileira. Então, D. João III utilizou uma estratégia já aplicada em outras colônias: as Capitanias Hereditárias. As Capitanias Hereditárias foram um sistema de administração territorial que consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas de terreno e entregá-las à administração de particulares, especialmente nobres aliados da Coroa Portuguesa. Essa forma administrativa tinha por estratégia colonizar o Brasil e evitar as invasões estrangeiras. Com o interesse de dar maior unidade ao território brasileiro e consolidar aquilo que já havia sido conquistado, foi nomeado o Governo Geral do Brasil, tendo como primeiro Governador Geral Tomé de Souza, que trouxe em sua comitiva seus assessores e os primeiros Jesuítas. Aportaram aqui, em 1549, o Padre Manoel de Nóbrega e dois outros Jesuítas, que iniciaram a catequese dos indígenas bem como a instrução dos filhos dos colonos e mestiços. A principal missão jesuítica no Brasil era a conquista da cristandade e a  disseminação de uma cultura de civilização. Sua preocupação, especialmente para com os indígenas, era com a evangelização e conquista das almas. A pregação da fé católica pelos Jesuítas se deu através do ensino, principalmente da leitura e da escrita - pois era preciso ler e interpretar os livros sagrados -, para os filhos dos índios e dos portugueses. Contudo, isso acontecia de forma diferenciada para cada grupo, ou seja, os Jesuítas determinavam graus de instrução diferentes para os índios e para os filhos dos colonos brancos e dos mestiços.

    O primeiro “plano de estudos” criado pelo Padre Manoel de Nóbrega incluía especialmente os filhos dos colonos brancos. Já as mulheres e os filhos dos escravos não eram incluídos no plano de estudos da Companhia de Jesus. Dessa forma, percebe-se que a educação esteve ligada aos interesses políticos de uma determinada classe, já que se restringia aos filhos (sexo masculino) dos donos de engenho e senhores de terra.
    “Desde que chegaram ao Brasil, os Jesuítas estabeleceram escolas e começaram a ensinar a ler, escrever, contar e cantar” (PAIVA, 2007). Contudo, o principal objetivo era a construção dos colégios, pois com eles se iniciaria a preparação de novos missionários. Nesses colégios, o conteúdo do ensino proposto pelos Jesuítas se assentava nas formas dogmáticas do pensamento, pela valorização da “escolástica”, pela prática de exercícios intelectuais com a finalidade de capacitar o raciocínio e pelo desinteresse pela ciência,  pela atividade artística e técnica. 

    Segundo Ghiraldelli Jr. (2001), os Jesuítas tiveram, praticamente, o monopólio do ensino  regular escolar no Brasil desde o ano em que chegaram, 1549, até o ano em que foram expulsos pelo Marques de Pombal, 1759, e chegaram a fundar vários colégios com vistas à formação de religiosos. Nesses colégios, o foco era a educação de jovens já instruídos sob a forma de estudos da Ratio Studiorum, que articulava um curso básico de Humanidades com um de Filosofia seguido por um de Teologia. Já a educação de crianças, em grande parte, ficava sob o encargo das famílias. Nas mais ricas vigorava o preceptorado, ou seja, o
    ensino era ministrado geralmente aos meninos, por um parente mais letrado ou por outra  pessoa contratada para esse fim. Já a educação das mulheres ficava geralmente restrita aos cuidados com a casa, o marido e os filhos.
    Segundo Alves (2005), a Ratio Studiorum deixava evidente a divisão do processo de ensino aprendizagem em duas etapas: a prelectio e a composição. A primeira fase, a da preleção, como o próprio nome indica, era uma lição antecipada, uma espécie de explicação sobre o que o aluno iria estudar. Nessa etapa o ensino girava em torno da figura do professor. Numa aula de retórica, por exemplo, após a apresentação do resumo do texto de referência, o professor em seguida esclarecia cada passo de seu conteúdo, discutia os significados e termos desconhecidos, as regras de  gramática e as normas de estilística (ALVES, 2005, p. 624). A segunda fase do processo de ensino-aprendizagem chamava-se composição. Nesta,o aluno usava um modelo – uma carta, um documento, um fragmento de uma obra literária – para se aprofundar no estudo. “O modelo deveria ser  contemplado’, ‘admirado’ e ‘assimilado’, para possibilit ar, na sequência, a sua ‘reprodução’ por meio de uma composição pessoal” (ALVES, 2005, p. 624). O interesse era de que o aluno desenvolvesse, a partir desses modelos e por esse trabalho, a sua autonomia e a sua identidade. Alves (2005) acentua ainda que as práticas de ensino jesuíticas também traziam novidades

    como, por exemplo, o uso do recurso da emulação para estimular o empenho dos estudantes. Pela emulação, incentivava-se a competição entre os alunos, a sala de aula era dividida em dois grupos, que ficavam responsáveis por corrigir e vigiar o comportamento do grupo adversário. Os mais perspicazes e inteligentes eram premiados e recebiam promoções dentro do seu grupo. Todos falando latim, assuntando falas piedosas, recitando poesias e textos clássicos, afiando-se na arte da disputa como um cavaleiro medieval na arte da espada, reunindo-se em academias, devotando-se com empenho à virtude e à prática dos atos piedosos (PAIVA, 2007, p. 47). As questões relativas à disciplina também estiveram em voga no modelo de ensino dos
    Jesuítas. Existia a figura do “corretor” dentro dos colégios, que se fazia valer tanto dos castigos físicos quanto dos castigos de caráter moral, que dizem respeito a uma disciplina dos costumes, dos hábitos dos estudantes. O interesse era que os alunos se afastassem dos maus costumes, dos vícios, dos maus livros, das más companhias, dos espetáculos de teatro, de injúrias, dos jogos proibidos, de lugares perniciosos, enfim, de tudo o que era considerado uma transgressão da ordem dos homens e de Deus, como fica claro nesta confissão feita por Catarina Fernandes:
    [...] tinha comido uma talada de ananás antes de ir comungar e então teve grande arrependimento e se tornou a confessar a um padre da Companhia, o qual lhe deu em penitência que trouxesse um cilício quinze dias e rezasse cinco vezes o rosário e outras tantas a coroa de Nossa Senhora e jejuasse três sábados a pão e água (VAINFAS apud PAIVA, 2007, p. 51).
    Os locais em que era realizado o ensino jesuítico passaram por mudanças tanto no aspecto físico quanto simbólico, desde a sua chegada ao Brasil. A princípio, esses locais eram construídos e considerados como apêndices das Igrejas dos Jesuítas, como acessórios que completaria algo maior. Depois, essas edificações, chamadas de colégios, passaram a ser o elemento central do trabalho dos Jesuítas no Brasil, sendo a igreja, nesse momento, o acessório. Para exemplificar a inversão apontada, desde então passou a ser comum falar,por exemplo, em “Convento e Igreja do Colégio dos Jesuítas em São Paulo” (MOURA, 1954,
    apud ALVES, 2005, p. 627). 
    Os colégios jesuíticos eram poucos para a demanda de um país tão extenso como o Brasil, mas suficientes para influenciarem a sociedade. Quando os Jesuítas foram expulsos pelo Marques de Pombal, em 1759, eles tinham aqui no Brasil mais de cem estabelecimentos de ensino (GHIRALDELLI JR., 2001).

  • Deise Medeiros

    Marques de Pombal por razões políticas.

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