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Uma pessoa emancipada, está habita a exercer todos os direitos de uma pessoa de maior idade? Por quê?

A emancipação serve apenas no espaço civil do direito? e no penal ?

Direito Civil IESTÁCIO

115 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

O menor emancipado deve ter no mínimo 16 anos e não mais que 18 anos completos, até porque a partir dos 18 anos de idade a pessoa passa a ser adulta.

Não obstante, deve se ter em mente o enunciado do artigo  do Código Civil de 2002, que por sua vez leciona:

Art. 5º - A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Parágrafo único - Cessará, para os menores, a incapacidade:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

Notamos que o referido dispositivo legal explana três modalidades de emancipação:

  1. a) a voluntária;
  2. b) a judicial;
  3. c) legal.

Ainda mais, uma vez operada na forme da lei, a emancipação se torna irrevogável.

Deve se ter em mente que o menor emancipado, a partir da data da sentença de emancipação devidamente registrada no cartório de registro, não passa a ser um adulto, mas sim passa de uma incapacidade relativa ou total, para uma situação de plena capacidade civil, podendo assim gozar de direito e de deveres.

Quando emancipado, o menor passa a participar das relações civis com segurança de seus atos jurídicos, dando eficácia e segurança aos negócios jurídicos realizados entre as partes e terceiros envolvidos na relação. Passa a não existir a necessidade da representação legal para que o menor possa firmar suas transações comerciais, atos de consumo, e demais atos que antes necessitava de autorização de seu representante, devendo ser assistido.

No entanto é preciso observar que essa capacidade não exclui a obrigatoriedade do cumprimento da legislação vigente, pois onde estiver delimitada a idade de agir em 18 anos, ainda que emancipado o jovem não poderá exercer os atos atinentes a maioridade.

Referência

BRASIL. Lei de nº. 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm.

BRASIL. Lei de nº. 9.503 de 23 de setembro de 1997. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm.

BRASIL. Lei de nº. 8.069 de 13 de julho de 1990. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.

BRASIL. Lei de 12.015 de 07 de agosto de 2009. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12015.htm.

BRASIL. Constituição da República Federativa de 1988. São Paulo: Saraiva, 2013;

 

BRASIL. Lei de nº. 6.015 de 31 de dezembro de 1973. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015.htm.

https://andersonmaiaalmeida.jusbrasil.com.br/artigos/111757461/emancipacao-as-duvidas-de-uma-juventude-transviada

O menor emancipado deve ter no mínimo 16 anos e não mais que 18 anos completos, até porque a partir dos 18 anos de idade a pessoa passa a ser adulta.

Não obstante, deve se ter em mente o enunciado do artigo  do Código Civil de 2002, que por sua vez leciona:

Art. 5º - A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Parágrafo único - Cessará, para os menores, a incapacidade:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

Notamos que o referido dispositivo legal explana três modalidades de emancipação:

  1. a) a voluntária;
  2. b) a judicial;
  3. c) legal.

Ainda mais, uma vez operada na forme da lei, a emancipação se torna irrevogável.

Deve se ter em mente que o menor emancipado, a partir da data da sentença de emancipação devidamente registrada no cartório de registro, não passa a ser um adulto, mas sim passa de uma incapacidade relativa ou total, para uma situação de plena capacidade civil, podendo assim gozar de direito e de deveres.

Quando emancipado, o menor passa a participar das relações civis com segurança de seus atos jurídicos, dando eficácia e segurança aos negócios jurídicos realizados entre as partes e terceiros envolvidos na relação. Passa a não existir a necessidade da representação legal para que o menor possa firmar suas transações comerciais, atos de consumo, e demais atos que antes necessitava de autorização de seu representante, devendo ser assistido.

No entanto é preciso observar que essa capacidade não exclui a obrigatoriedade do cumprimento da legislação vigente, pois onde estiver delimitada a idade de agir em 18 anos, ainda que emancipado o jovem não poderá exercer os atos atinentes a maioridade.

Referência

BRASIL. Lei de nº. 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm.

BRASIL. Lei de nº. 9.503 de 23 de setembro de 1997. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm.

BRASIL. Lei de nº. 8.069 de 13 de julho de 1990. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.

BRASIL. Lei de 12.015 de 07 de agosto de 2009. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12015.htm.

BRASIL. Constituição da República Federativa de 1988. São Paulo: Saraiva, 2013;

 

BRASIL. Lei de nº. 6.015 de 31 de dezembro de 1973. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015.htm.

https://andersonmaiaalmeida.jusbrasil.com.br/artigos/111757461/emancipacao-as-duvidas-de-uma-juventude-transviada

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Paulo

Há mais de um mês

 

Primeiramente, temos que falar sobre a capacidade civil. A capacidade civil poderá ser Capacidade de Direito ou de Gozo e Capacidade de Fato. A capacidade de gozo Consiste na capacidade de contrair direitos; todos os indivíduos possuem tal capacidade visto que de acordo com o. Art. 1º C.C. “ Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.” Esta, também pode ser chamada de capacidade de gozo ou de aquisição. A capacidade de direito surge com o nascimento e termina com a morte. A capacidade de Fato é a aptidão para praticar pessoalmente os atos da vida civil, ou seja, é a possibilidade de praticar atos com efeito jurídico, adquirindo, modificando ou extinguindo relações jurídicas.

Agora, diante o exposto, podemo responder que uma pessoa emancipada está habita a exercer todos os direitos relativos a capacidade de fato, ou como vc disse na pergunta "exercer todos os direitos de uma pessoa maior". Porque toda pessoa tem faculdade de adquirir direitos, mas nem toda pessoa tem o poder de usá-los pessoalmente e transmiti-los a outrem por ato de vontade. E quando ela se emancipa ocorre o que chamamos de antecipação da capacidade civil de fato. É uma oportunidade que temos devido ao nosso legislador ter criado esta regra. Simplesmente por isso. Mas também não é simples assim, deve-se seguir esse procedimento:

OBRIGATORIEDADE DE REGISTRO DA EMANCIPAÇÃO: Quando a emancipação é concedida pelos pais ou por um deles na falta do outro ou judicialmente, só produz efeito depois de registrada.

PERÍODO EM QUE A EMANCIPAÇÃO PODE SER CONCEDIDA: A emancipação pode ser concedida entre 16 e 18 anos.

CARTÓRIO ONDE DEVE SER REGISTRADA A EMANCIPAÇÃO: No Cartório do Registro Civil das Pessoas Naturais do 1º Subdistrito da Sede da Comarca do domicilio do (a) emancipado (a).

"E no penal?" O Código Penal, o Código de Processo Penal, e o Estatuto da Criança e Adolescente não permitem que um menor, mesmo que emancipado, responda criminalmente por seus atos, uma vez que é inimputável.

 

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Boa Sorte!

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Jackeline Pereira

Há mais de um mês

Não, uma pessoa emancipada poderá exercer SOMENTE os direitos CIVIS de uma pessoa "maior de idade", no entanto na esfera Penal, ela será apoiada pelo ECA, por não ter idade para responder por crimes que vier a cometer ( afinal, criança e adolescente não cometem crime, mas sim ato infracional).

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Ademir

Há mais de um mês

Não, porque com a emancipação, a pessoa respondera por alguns  atos civil.

Já na esfera penal não respondera , pois, mesmo emncipado a pessoa continua sendo menor de idade.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas