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Quais as especificidades das Emendas à Constituição em relação às outras espécies apresentadas no art.59 da CF/88? Explicando as razões.

Análise


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

O rol de legitimados para iniciativa, na Emenda Constitucional, é mais restrito. Segundo o artigo 60, a Constituição somente poderá ser emendada mediante proposta:

  • de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
  • do Presidente da República;
  • de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

Na Emenda Constitucional, a  proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. Ou seja, o procedimento para aprovação de uma Emenda é maior e mais dificultoso.

A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem, não passando, portanto, pela sanção do Presidente da República.

As matérias constantes de propostas de emendas rejeitadas ou havidas por prejudicadas não podem ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

 

 

O rol de legitimados para iniciativa, na Emenda Constitucional, é mais restrito. Segundo o artigo 60, a Constituição somente poderá ser emendada mediante proposta:

  • de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
  • do Presidente da República;
  • de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

Na Emenda Constitucional, a  proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. Ou seja, o procedimento para aprovação de uma Emenda é maior e mais dificultoso.

A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem, não passando, portanto, pela sanção do Presidente da República.

As matérias constantes de propostas de emendas rejeitadas ou havidas por prejudicadas não podem ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

 

 

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Paulo

Há mais de um mês

Re-postando...

De acordo com o art. 59 da Constituição Federal, as espécies legislativas são as seguintes: emendas constitucionais, leis complementares e ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções.

Agora rumo as especificidades das Emendas à Constituição em relação as outras espécies.

Primeiramente temos que falar da Emenda, no aspecto geral, são proposições apresentadas por parlamentares visando alterações no projeto de lei. As emendas conforme o objeto podem ser classificadas em aditivas (acrescenta a outra proposição), supressiva (que suprime, óbvio,rs), aglutinativa (fusão de outras emendas ou destascom o texto), modificativas (altera a proposição apresentada de forma não substancial) e substitutiva (aquela que visa substituir todo o projeto de lei). Temos as subemendas que são emendas apresentadas em comissão a outras emendas. E finalmente emenda de redação tem por objetivo sanar vícios de linguagem, incorreções de técnica legislativa e etc.

Emendas à Constituição, art. 59, I, e 60 é uma espécie normativa que se coloca dentro do elenco de medidas dessa natureza e tem a mesma força hierárquica das normas constitucionais. A emenda tem como característica fundamental o fato de produzir efeito análogo ao do próprio poder constituinte originário, pois ela produz uma norma constitucional, servindo para substituir, acrescer ou eliminar algo da Constituição. A grande diferença reside no fato de que o poder constituinte é originário, sem limitações, ao contrário do poder reformador, exercido nos termos da própria Constituição, com limitações. Mediante proposta: 1/3, no mínimo dos membros da câmara dos Deputados ou Senado Federal; do Presidente da República; de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da federação, manifestando-se cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. O quorum necessário é de 3/5 de cada uma das casas do Congresso Nacional, em dois turnos.

Leis Complementares à constituição, art.59,II e 60 traduz-se na possibilidade de as normas constitucionais se tornarem imediatamente eficazes, haja vista que nem todas têm o mesmo grau de aplicabilidade, daí a necessidade de uma lei que lhes confira os elementos faltantes. As leis complementares vêm a integrar a Constituição. A lei complementar é aquela que, versando matéria especificada pela Constituição, é aprovada por maioria absoluta de votos de cada uma das casas legislativas. 

Lei delegada art.59, IV e 68, é uma norma com idêntica força hierárquica das leis comuns, das quais difere no que respeita à autoridade que a elabora e promulga. É editada pelo Presidente da República, por força de delegação que recebe do Congresso Nacional possibilitando-se fazer a lei, obedecida as diretrizes básicas constantes do ato de delegação. O congresso Nacional aprova a transferência de poderes ao Presidente da República através de resolução em que serão especificados o conteúdo e os termos do seu exercício. 

A lei ordinária, art.59,III é o ato legislativo típico, ela edita normas gerais e abstratas, daí por que muitas vezes conceituadas em função da generalidade e da abstração. Em regra, não existem matérias cujo tratamento é vedado por lei ordinária, o que existe é uma repartição contitucional de competência. A lei ordinária tem outro campo material, é o chamado campo residual, que não foi entregue ao legislador complementar nem ao editor do decreto legislativo e das resoluções. cabe a leitura do art. 68, §1º.

As Medidas provisórias, art.59, V e 62. A constituição de 1988 substituiu o decreto-lei do direito anterior pelas medidas provisórias, atos normativos com força de lei, editados, em casos de relevância e urgência, pelo Presidente da República, que deverá submeetê-las à apreciação do Congresso Nacional. Recomenda-se ler o art.62. A medida provisória pressupõe "relevância" e "urgência",devendo ser submetida de imediato ao Congresso Nacional, sob pena de perda de eficácia se não for convertida em lei no prazo igual 60 dias, prorrogável uma vez, por igual periodo.

Decretos legislativos, art.59,VI são da competência exclusiva do Congresso Nacional e por isso não estão sujeitos à sanção ou veto do Presidente da República. Não há como confundi-los com os antigos decretos-lei nem com os decretos expedidos pelo Poder executivo.  //  Regula matérias de competência exclusiva do Congresso, tais como: ratificar atos internacionais, sustar atos normativos do presidente da República, julgar anualmente as contas prestadas pelo chefe do governo, autorizar o presidente da República e o vice-presidente a se ausentarem do país por mais de 15 dias, apreciar a concessão de emissoras de rádio e televisão, autorizar em terras indígenas a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de recursos minerais.

E finalmente Resoluções art.59, VII são atos de competência privativa do Congresso Nacional, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e são utilizados nos demais casos previstos na CF (art. 51 e 52) e nos regimentos internos respectivos. Aliás, os atos normativos veiculados por resoluções são, em regra, definidos pelos regimentos das Casas Legislativas e pelo regimento do Congresso Nacional.

Se resta alguma duvida pode perguntar,

Bom, se Gostou da Resposta clica na seta para cima, para aprovar a resposta, isso me ajuda bastante. Quando ver um comentário meu em outras perguntas, e gostar da resposta é só clicar na seta para cima!

Valeu, Bons Estudos e Boa Sorte!

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Brenda

Há mais de um mês

O sistema constitucional é complexo, porque faz referência a normas que dizem respeito ao mais variados âmbitos das relações humanas . No art. 59 da Constituição Federal, tendo como processo legislativo padrão o da lei ordinária, o fato é que não somente essas espécies, mas os demais atos normativos, bem como qualquer outro ato jurídico, podem e devem ser controlados em face da constituição. Vale dizer: os atos jurídicos em geral devem ser objeto da atividade de controlar.a completude do sistema de controle, os atos jurídicos têm sua constitucionalidade controlada não só perante as normas editadas pelo poder constituinte originário (constituição), como também perante as normas editadas pelo poder constituinte derivado reformador (emendas constitucionais) e, enfim, perante as normas editadas pelo poder constituinte derivado decorrente (constituições e emendas constitucionais das unidades-membros da federação). No entanto, também se controla a legalidade dos atos jurídicos ante as espécies normativas primárias: leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções legislativas. Enfim, também se controla a regularidade dos atos jurídicos ante os atos normativos editados pelo poder regulamentar: decretos e outros regulamentos, tais como regimentos, portarias, avisos, resoluções administrativas, deliberações administrativas, etc.

 

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Brenda

Há mais de um mês

No art. 59 da constituição federal de 1988 têm se como entendimento que as regras básicas do processo legislativo federal são de absorção compulsória pelos Estados-Membros em tudo aquilo que diga respeito como ocorrem os casos de iniciativa legislativa reservada ao princípio fundamental de independência e harmonia dos poderes, como delineado na Constituição da República, buscando compreender através das implicações no processo de formação do contexto histórico em que surgiu a iniciativa ou interesse da instituição da lei.

 

O Estado de Direito, como se sabe, é encontrar-se, em quaisquer de suas feições, totalmente as sujeitado aos parâmetros da

legalidade. Inicialmente, submisso aos termos constitucionais, em seguida, aos próprios termos propostos pelas leis, e, por último, adstrito à consonância com os atos normativos inferiores, de qualquer espécie, expedidos pelo Poder Público. Deste esquema, obviamente, não poderá fugir agente estatal algum, esteja ou não no exercício de “poder” discricionário. (MELLO, 2003, p. 10-11)

 

Mediante a leitura dos trechos temos que o ordenamento em si só existe por ser positivado, já que o principio da legalidade é a principal representatividade de um Estado democrático de direito[1]. Nesse sentido, cada ente da federação tem suas competências delimitadas no texto constitucional o Brasil é um Estado de Direito porque possui nas leis a limitação do exercício do poder político e, é um Estado Democrático porque o poder político é subordinado à soberania popular.[2]

 

[1]O princípio da legalidade não pode ser entendido como um simples cumprimento formal das disposições legais.

 

[2] Segundo Dallari (2011) O Estado democrático de direito é uma organização flexível, que assegura a permanente supremacia da vontade popular, buscando-se a preservação da igualdade de possibilidades, com liberdade, a democracia da vontade popular, buscando-se a preservação da igualdade de possibilidades, com liberdade, a democracia deixa de ser um ideal utópico para se converter na expressão concreta de uma ordem social justa.

Dentro do ordenamento jurídico brasileiro não é admissível tal hierarquia, tendo como base a jurisprudência da Suprema Corte de nossa República. O Supremo Tribunal Federal é bem claro em seu posicionamento, ao afirmar que não existe hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, admitindo que exista campo de competência restrito a cada norma, não podendo a lei ordinária invadir o campo de competência da lei complementar, sob pena de alegação de inconstitucionalidade, pois só existirá campo de atuação exclusivo da lei complementar quando a Constituição Federal estabelecer. Sendo assim, uma lei complementar sem a proteção constitucional, é meramente lei ordinária.

Alguns autores entendem que a lei complementar tratando de norma geral, ou seja, com competência dada pela Constituição para regular determinada matéria, possui superioridade hierárquica em relação à lei ordinária. Nem nesse caso existe a hierarquia. Uma norma para hierarquicamente sobrepor-se a outra, deve conter, em sua essência, a superioridade. Uma norma constitucional é superior simplesmente por nascer constitucional, só sendo alterada por emenda. Uma lei complementar não tem essa essência de superioridade, simplesmente possui seu campo, intocável por normas infraconstitucionais, de competência. Por isso aquela seria superior em relação à lei ordinária, se mesmo fora de seu campo de atuação, continuasse a ser materialmente intocável. Deixando de lado o mérito da questão, o entendimento de quem dar as regras em nosso ordenamento jurídico, o Supremo Tribunal Federal, não é esse, permitindo a alteração por lei ordinária de matéria tratada por lei complementar, quando fora de sua competência.

É de se questionar a razão por qual uma lei complementar poder invadir o campo de competência de uma lei ordinária e a recíproca não ser verdadeira. Bastante embaraçoso o assunto, também não era para menos, pois quem causa toda essa confusão são os próprios elaboradores de nossas normas, o Poder Legislativo. Usando a regera de "quem pode mais, pode menos", o poder leginferante aprova lei complementar dentro do campo de atuação de lei ordinária. Se tal fato fosse vetado em nosso ordenamento jurídico, por inadequação formal da lei, poderíamos dizer que a lei complementar seria superior hierarquicamente às demais, se tornando em qualquer caso intocável materialmente por outra norma infraconstitucional.

Mesmo chegando à conclusão que inexiste, dentro de nosso ordenamento jurídico, a hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, é louvável a reflexão sobre o pensamento dos ilustres doutrinadores, Hugo Machado de Brito e Manoel Gonçalves Ferreira Filho, ao tratar da insegurança jurídica causada pelo entendimento do Supremo em relação à hierarquia inexistente. Seguindo o mesmo pensamento dos autores citados acima, podemos dizer que seria bastante interessante a existência de superioridade hierárquica da lei complementar, ao passo de que esta seria uma opção para o legislador infraconstitucional proteger certos dispositivos que não seriam de matéria constitucional, proporcionando-lhes uma maior rigidez.




 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas