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Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo.” (BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997, p. 9.) Considerando o fragmento de texto acima apresentado, analise o seguinte enunciado: “Na leitura, fazemos mais do que decodificar as palavras porque a imagem impressa envolve atribuição de sentidos a partir do ponto de vista de quem lê.” Assinale a opção correta a respeito desse enunciado: a. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. b. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda não é justificativa correta da primeira. c. A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. d. A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. e. Tanto a primeira asserção quanto a segunda são proposições falsas.

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Aline Gomes

ano passado

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ano passado

Vamos analisar as duas asserções apresentadas: 1. "Na leitura, fazemos mais do que decodificar as palavras" - Essa afirmação é verdadeira, pois a leitura envolve interpretação, atribuição de significados e compreensão do contexto. 2. "A imagem impressa envolve atribuição de sentidos a partir do ponto de vista de quem lê" - Essa afirmação também é verdadeira, já que a interpretação de um texto é influenciada pelas experiências, conhecimentos e visão de mundo do leitor. Agora, vamos analisar as alternativas: a. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. - Correto, pois ambas as asserções são verdadeiras e a segunda explica a primeira. b. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda não é justificativa correta da primeira. - Incorreto, pois a segunda é uma justificativa da primeira. c. A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. - Incorreto, pois ambas são verdadeiras. d. A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. - Incorreto, pois a primeira é verdadeira. e. Tanto a primeira asserção quanto a segunda são proposições falsas. - Incorreto, pois ambas são verdadeiras. Portanto, a alternativa correta é: a. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.

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Veja a descrição abaixo: O estilo de um texto é determinado pela situação interativa, visto que devemos empregar a variante linguística adequada. Caso haja contradições nesse emprego, a incoerência estilística manifestar-se-á. É o caso de uma situação formal em que o falante apresenta uma série de “gírias”. Já nos empregos coloquiais é comum o uso de variados estilos, pois os personagens (de uma narrativa, por exemplo) podem expressar-se de acordo com o grupo social que representa. Tal descrição reflete a:
a) estilística; X
b) coerência temática;
c) coerência genérica;
d) coerência semântica;
e) coerência pragmática

Julgue a associação mais adequada: I. Semântica; II. Cognitiva; III. Pragmática; IV. Interacional. ( III ) Faz relação com o usual; (II ) Refere-se ao conhecimento; ( I ) Estuda a linguagem humana, verificando o significado das palavras em seus contextos; ( IV ) Está relacionado ao dialógico.
a) I; II; III; IV.
b) III; II; I; IV.
c) II; III; I; IV.
d) II; I; III; IV.
e) I; II; IV; III.

Sobre os perigos da leitura. Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui designado presidente da comissão encarregada da seleção dos candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra. Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus colegas que faríamos a todos os candidatos uma única pergunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!”. [...] A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha sido ensinado! Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que alguém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pensamentos pudessem ser importantes.
No texto, é possível perceber que a proposta foi:
a) bem sucedida, visto que os candidatos puderam, finalmente, expressar as ideias.
b) bem sucedida, por permitir a seleção dos melhores candidatos.
c) o momento de os candidatos apresentarem seus conhecimentos teóricos.
d) mal sucedida, visto que os candidatos se recusaram a fugir das avaliações habituais.
e) surpreendente, visto que os candidatos não estavam preparados para expressar as próprias ideias.

Veja, abaixo, um trecho de A importância do ato de ler, de Paulo Freire: Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos. Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler.
No primeiro parágrafo, temos:
a) a explicação sobre os problemas a respeito de inaugurar ou encerrar um evento como um congresso;
b) a introdução do tema, bem como a explicação sobre o tipo textual seguido no texto;
c) uma crítica subentendida aos eventos da área;
d) a introdução do tema, somente;
e) nenhuma das alternativas.

Veja a definição abaixo: “[...] diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre os segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e mesmo sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmático-discursivas” (KOCH, 2009, p. 121). A partir das leituras desenvolvidas, podemos dizer que tal definição diz respeito:
a) À progressão textual;
b) À articulação entre as ideias;
c) Aos tipos textuais;
d) Aos gêneros textuais;
e) À coesão e à coerência.

De acordo com o pensamento de Paulo Freire e com a leitura do texto, podemos dizer que:
I. para o autor, texto e contexto são sinônimos; II. o autor concebe prática pedagógica como prática política; III. a partir do momento em que Freire defende que a leitura do mundo precede a leitura da palavra, classifica-a como mais importante. IV. de acordo com o pensamento de Freire, a leitura do mundo precede a leitura da palavra; Está correto o que se afirma em:
a) II e IV, apenas;
b) I e IV, apenas;
c) I e III, apenas;
d) I e II, apenas;
e) III e IV, apenas.

A respeito da escrita na escola, parte-se, entre outros, dos PCN’s para que se possam desenvolver práticas efetivas com o ato de escrever. Diante disso, é necessário que o aluno: I. amplie, progressivamente, o conjunto de conhecimentos discursivos, semânticos e gramaticais envolvidos na construção dos sentidos do texto; II. reconheça a contribuição complementar de elementos não verbais (gestos, expressões faciais, postura corporal); III. utilize a linguagem escrita, quando for necessário, como apoio para registro, documentação e análise; IV. amplie a capacidade de reconhecer as intenções do enunciador, sendo capaz de aderir a ou recusar as posições ideológicas sustentadas em seu discurso. Podemos dizer que são verdadeiras:
a) I; II; III.
b) II; III; IV.
c) I; II, IV.
d) II; III.
e) I, II, III, IV.