A maior rede de estudos do Brasil

Em caso de divórcio a emancipação é revogada ?

Se gostou da pergunta aprova aaiii ;)

 


920 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

Passei Direto

Há mais de um mês

A primeira hipótese de emancipação legal é aquela decorrente do casamento. Conforme visto na parte II do presente estudo, a idade núbil estabelecida pela lei civil é de dezesseis anos, observada a hipóteses de suprimento judicial para núpcias do menor de dezesseis em caso de gravidez. Seja qual for a forma da realização do matrimônio, emancipados estarão os nubentes, por expressa disposição do artigo 5º, inciso II do Código Civil, não se tratando, pois, de uma faculdade.

Tal norma fundamenta-se no poder familiar (antigo pátrio poder) decorrente da criação de um novo núcleo familiar, não fazendo sentido que, mesmo casados, permanecessem sob responsabilidade de seus genitores. A responsabilidade do casamento justifica essa hipótese legal de emancipação. A capacidade obtida pelo casamento não será revogada em caso de divórcio, mas o será em caso de anulação do casamento, haja vista os efeitos retroativos da decisão anulatória.

Cumpre observar que estas constituem as duas únicas e excepcionalíssimas hipóteses de capacidade civil atingida antes dos dezesseis anos completos.

A primeira hipótese de emancipação legal é aquela decorrente do casamento. Conforme visto na parte II do presente estudo, a idade núbil estabelecida pela lei civil é de dezesseis anos, observada a hipóteses de suprimento judicial para núpcias do menor de dezesseis em caso de gravidez. Seja qual for a forma da realização do matrimônio, emancipados estarão os nubentes, por expressa disposição do artigo 5º, inciso II do Código Civil, não se tratando, pois, de uma faculdade.

Tal norma fundamenta-se no poder familiar (antigo pátrio poder) decorrente da criação de um novo núcleo familiar, não fazendo sentido que, mesmo casados, permanecessem sob responsabilidade de seus genitores. A responsabilidade do casamento justifica essa hipótese legal de emancipação. A capacidade obtida pelo casamento não será revogada em caso de divórcio, mas o será em caso de anulação do casamento, haja vista os efeitos retroativos da decisão anulatória.

Cumpre observar que estas constituem as duas únicas e excepcionalíssimas hipóteses de capacidade civil atingida antes dos dezesseis anos completos.

User badge image

Paulo

Há mais de um mês

Um vez celebrado o casamento, caso este venha  ser dissolvido por morte ou divórcio antes de o menor atingir a maioridade, ainda assim perdurarão os efeitos da emancipação. A capacidade é mantida. Não há revogação da emancipação. Os casos de emancipação civil (art. 5º, CC/2002) fazem com que o menor adquira a capacidade civil plena antes mesmo de completar 18 anos. Ocorre que, uma vez emancipado não se pode cogitar em retorno ao status de relativamente incapaz. Lembrando que divórcio produz efeitos ex nunc, por isso ele continua sendo emancipado, por outro lado, caso o casamento fosse ANULADO, anulação produz efeitos ex tunc, aí sim ele  voltaria a ser relativamente incapaz.

Se gostou não esqueça de aprovar, espero que tenha ajudado!

Boa sorte!

 

User badge image

Rafael

Há mais de um mês

No caso de anulação do casamento a emancipação é revogada. Este caso é excessão a regra. Todos os outros casos de emancipação são irrevogáveis. Note que não é divórcio, mas sim, anulação.

User badge image

Euziana

Há mais de um mês

Emancipação ou antecipação dos efeitos da maioridade é a aquisição da
capacidade plena antes dos 18 anos, habilitando o indivíduo para todos os atos
da vida civil. A emancipação é irrevogável e definitiva.
A idade nupcial do homem e da mulher é de 16 anos (art.1.511 CC, exigindo-se autorização de ambos os pais, enquanto não atingida a
maioridade). Não é plausível que continue incapaz, depois de casado. O divórcio, a viuvez e a anulação do casamento não implicam o retorno à incapacidade. No entanto o casamento nulo faz com que se retorne à situação de incapaz (se o ato foi nulo, a pessoa nunca foi emancipada, posto que não produz efeitos e é retroativo), salvo se contraído de boa-fé (nesse caso a pessoa é considerada emancipada).

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas