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Alguem entende sobre as vias glicoliticas?!

estou fazendo essa disciplina  preciso saber sobre: via pentose-fosfato, ciclo de krebs, cadeia respiratoria, via EM, via ED ... se souberem algo a respeito ou tiverem uma explicação / material de facil entendimento...aceitaria!!


2 resposta(s)

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karllos

Há mais de um mês

 

  A glicólise (ou via glicolítica) é o primeiro estágio do metabolismo, e consiste em um processo anaeróbico, com saldo positivo de 2 ATP e 2 piruvatos (que podem ser convertidos a lactato ou a Acetil-CoA, e entrar no Ciclo de Krebs). Mas para entender esta via, é necessário que saibamos de onde veio a glicose que será usada para a formação dessa energia.

  O corpo humano (assim como todos os seres vivos) necessita de energia para a realização de suas funções vitais. Os carboidratos são fontes rápidas de energia, e serão degradados por enzimas digestivas para que passem da luz intestinal ao sangue, visto que o organismo não é capaz de absorver moléculas maiores. Esses carboidratos serão degradados até que cheguem ao monossacarídeo glicose. 

 

  A glicose proveniente da alimentação será a base para a formação de energia necessária para a manutenção do nosso organismo, e para que realizemos nossas funções diárias.

 

  
A partir do momento em que dissacaridoses degradam dissacarídeos em glicose, na luz do intestino, estas moléculas seguirão para a corrente sanguínea. Para isso, a glicose associa-se ao sódio, e assim, atravessa microvilosidades e canais específicos. 

 

  Podemos então definir a concentração de glicose no sangue como glicemia:

 


Alta concentração de glicose no sangue: hiperglicemia

 

Baixa concentração de glicose no sangue: hipoglicemia

 

Concentração ideal de glicose no sangue (indivíduo em jejum - 70 a 99mg/dL): normoglicemia

 


  A glicose que está no sangue, precisa então, entrar na célula, para que a glicólise aconteça. Para isso, inicia-se a Via de Sinalização da Glicose, no qual o hormônio insulina, produzido no pâncreas, atua estimulando uma cascata de reações bioquímicas ao se ligar ao seu receptor IR. Ao se ligar ao IR, este estímulo prossegue pelas proteínas IRS1->PI3K->AKT, respectivamente, até que o GLUT (transportador de glicose) receba este estímulo e haja a sua translocação para a membrana da célula, abrindo um canal para a entrada da glicose do meio extracelular, para o interior da célula.

 

  A glicólise (ou via glicolítica) é o primeiro estágio do metabolismo, e consiste em um processo anaeróbico, com saldo positivo de 2 ATP e 2 piruvatos (que podem ser convertidos a lactato ou a Acetil-CoA, e entrar no Ciclo de Krebs). Mas para entender esta via, é necessário que saibamos de onde veio a glicose que será usada para a formação dessa energia.

  O corpo humano (assim como todos os seres vivos) necessita de energia para a realização de suas funções vitais. Os carboidratos são fontes rápidas de energia, e serão degradados por enzimas digestivas para que passem da luz intestinal ao sangue, visto que o organismo não é capaz de absorver moléculas maiores. Esses carboidratos serão degradados até que cheguem ao monossacarídeo glicose. 

 

  A glicose proveniente da alimentação será a base para a formação de energia necessária para a manutenção do nosso organismo, e para que realizemos nossas funções diárias.

 

  
A partir do momento em que dissacaridoses degradam dissacarídeos em glicose, na luz do intestino, estas moléculas seguirão para a corrente sanguínea. Para isso, a glicose associa-se ao sódio, e assim, atravessa microvilosidades e canais específicos. 

 

  Podemos então definir a concentração de glicose no sangue como glicemia:

 


Alta concentração de glicose no sangue: hiperglicemia

 

Baixa concentração de glicose no sangue: hipoglicemia

 

Concentração ideal de glicose no sangue (indivíduo em jejum - 70 a 99mg/dL): normoglicemia

 


  A glicose que está no sangue, precisa então, entrar na célula, para que a glicólise aconteça. Para isso, inicia-se a Via de Sinalização da Glicose, no qual o hormônio insulina, produzido no pâncreas, atua estimulando uma cascata de reações bioquímicas ao se ligar ao seu receptor IR. Ao se ligar ao IR, este estímulo prossegue pelas proteínas IRS1->PI3K->AKT, respectivamente, até que o GLUT (transportador de glicose) receba este estímulo e haja a sua translocação para a membrana da célula, abrindo um canal para a entrada da glicose do meio extracelular, para o interior da célula.
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Nicoly

Há mais de um mês

Via EM ou Embden-Meyerhof, é também conhecida como Glicólise, sendo o primeiro passo para a respiração aeróbica. Ela acontece da mesma forma em diferentes organismos e tem como fonte de carbono a Glicose. Esta via se resume na quebra da glicose em 2 moléculas de Piruvato, que vai se transformar em Acetil-CoA e entrar no Ciclo de Krebs. Nessa via, há produção de 2 moléculas de ATP e a redução de 2 NAD à NADH.

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/06/etapas-glicolise.jpg

http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/images/f/f1/glicolise.jpg

Observação: Essa via é regulada pela enzima Fosfofrutoquinase que fosforiliza a Frutose-6-fosfato à Frutose-1,6-bifosfato. Há algumas reações irreversíveis catalizadas pelas enzimas: Hexoquinase (Glicose -> Glicose-6-fosfato), Fosfofrutoquinase (Frutose-6-fosfato -> Frutose-1,6-bifosfato) e Piruvato quinase (Fosfoenolpiruvato -> Piruvato), assim na Gliconeogênese (processo inverso da EM) essas reações são feitas por outras enzimas.

Via ED ou Entner-Doudoroff, ocorre em bactéroas que não tem a enzima Fosfofrutoquinase. Ela acontece como um desvio a partir da Glicose-6-fosfato. 

http://www.biochemj.org/bj/397/0131/bj3970131f01.gif

A Glicose-6-fosfato vira 6-Fosfogliconato reduzindo um NADP em NADPH + H. Esse 6-Fosfogliconato perde água (desidrata) se tornando KDPG (2-ceto 3-desoxi 6-fosfogliconato). O KDPG dá origem a 2 moléculas: gliceraldeído-3-fosfato e piruvato. O piruvato segue para o ciclo de krebs. O gliceraldeído-3-fosfato é um intermediário da via EM, por isso segue a continuação da via EM. 

Observações: Há variações dessa via em relação à arqueas: Halófilas e Termofílicas (exemplo do link); nesses organismos por exemplo, não é formado 6-Fosfogliconato e sim, gliconato. Dentre outras diferenças.
Essa via é regulada pela enzima Glicose-6-fosfato desidrogenase (Glicose-6-fosfato -> 6-Fosfogliconato).

 

Via das Pentose-fosfato, é comum também em animais e se baseia também na EM. Essa via é feita quando há necessidade de produção de pentoses. É divida em 2 fases: Fase oxidativa e não-oxidativa

http://users.humboldt.edu/rpaselk/BiochSupp/PathwayDiagrams/PentPhosPath.gif

A Glicose-6-fosfato vira 6-Fosfogliconolactona, reduzindo um NADP em NADPH + H. A 6-Fosfogliconolactona se transforma em 6-Fosfogliconato. Esse 6-Fosfogliconato reduz mais um NADP em NADPH + H e libera água originando Ribulose-5-fosfato (FASE OXIDATIVA). A Ribulose-5-fosfato vai dar origem à 3 moléculas: 2 Xilulose-5-fosfato e 1 Ribose-5-fosfato. A Ribose-5-fosfato vai interagir com uma Xilulose-5-fosfato e apartir da enzima Transcetolase, originará Gliceraldeído-3-fosfato e Sedoheptulose-7-fosfato. A partir da enzima Transaldolase essas duas moléculas vão se interagir e originar Eritrose-4-fosfato e Frutose-6-fosfato. A Frutose-6-fosfato é intermediária da via EM então segue essa via. A Eritrose-4-fosfato se interage com a segunda Xilulose-5-fosfato dando origem à Frutose-6-fosfato e Gliceraldeído-3-fosfato (FASE NÃO-OXIDATIVA). Como esses dois são intermediários da via EM, seguem essa via até a formação do Piruvato.

Observações: Há necessidade de 3 moléculas de glicose para que essa via ocorra. 

 

Ciclo de Krebs é a segunda etapa da respiração aeróbica. Uma das características importante desse ciclo é a produção de carreadores NADH e FADH2 que doarão elétrons para a cadeia respiratória. Esse ciclo compoe de 8 reações e se inicia com a transformação do Piruvato, no caso duas moléculas, em Acetil-CoA. Esse Acetil-CoA entra no ciclo se ligando ao Oxaloacetato (AOA) dando início ao ciclo propriamente dito. Ocorre 2 ciclo de krebs por molécula de glicose.

https://mahara.org/artefact/file/download.php?file=163499&view=46474&maxwidth=1000&maxheight=750

Observações: Em bactérias pode haver um desvio desse ciclo chamado Ciclo do Glioxilato. Esse ciclo ocorre para regeneração rápida do Oxaloacetato. O desvio ocorre a partir do Isocitrato.
No ciclo de Krebs há produção de uma molécula energética, GTP. 

Cadeia respiratória ou Fosforilação oxidativa é a última etapa da respiração aeróbica em que a molécula de glicose é totalmente oxidada. Essa etapa tem como aceptor final de elétrons o gás oxigênio e como produto final gás carbônico e água. 

http://www.alunosonline.com.br/upload/conteudo_legenda/62ecfa9554c4f6338d08cbc989920bc8.jpg

Os elétrons recebidos dos carreadores NADH e FADH2 são transferidos para os demais complexos da cadeia. Essa passagem de elétrons entre os complexos proporciona bombeamento de prótons formando um gradiente e reduz o oxigênio à água. Esse gradiente forma uma força próton-motriz que gira o complexo V, ATPase, gerando ATP a partir da encorporação do Pi(fosfato inorgânico) em um ADP. 

Observações: A cadeia respiratória das bactérias é muita parecida com a dos animais, porém há algumas diferenças com relação aos complexos e a localização da cadeia.

 

 

Espero que tenha gostado do resumo :)
Procure pelo livro: Bacteriologia Geral - Alane Beatriz Vermelho e Maria do Carmo de Freire Bastos.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes