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Quais são as Diferenças Essenciais Entre Prescrição e Decadência no Direito Civil ?

Principais Diferenças Entre Ambos os Institutos Jurídicos.

Direito Civil IIESTÁCIO

6 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Com efeito, na decadência há o perecimento do próprio direito material, a exemplo do art. 178 do Código Civil, que diz que é de 4 anos o prazo para pleitear anulação do negócio jurídico. Assim, caso o titular não o faça dentro do prazo legal de 4 anos, perderá seu direito material de anular o negócio jurídico.

 

Na prescrição, por sua vez, o que se perde é o direito de ação, de modo de o direito material subsiste, contudo, não pode mais ser alcançado pelas vias judiciais, em razão da extinção do direito de pretender em juízo. A título de exemplo, cita-se o caso em que A deve a B, mas a pretensão de cobrar essa dívida na Justiça está prescrita. Assim, B não poderá ingressar com ação para receber seu crédito, todavia, seu direito material ainda está vivo, nada impedindo, destarte, que A, espontaneamente, resolva satisfazer seu débito, caso em que, se arrepender-se, não poderá exigir de volta o valor pago, visto que o direito de B ainda existia.

Com efeito, na decadência há o perecimento do próprio direito material, a exemplo do art. 178 do Código Civil, que diz que é de 4 anos o prazo para pleitear anulação do negócio jurídico. Assim, caso o titular não o faça dentro do prazo legal de 4 anos, perderá seu direito material de anular o negócio jurídico.

 

Na prescrição, por sua vez, o que se perde é o direito de ação, de modo de o direito material subsiste, contudo, não pode mais ser alcançado pelas vias judiciais, em razão da extinção do direito de pretender em juízo. A título de exemplo, cita-se o caso em que A deve a B, mas a pretensão de cobrar essa dívida na Justiça está prescrita. Assim, B não poderá ingressar com ação para receber seu crédito, todavia, seu direito material ainda está vivo, nada impedindo, destarte, que A, espontaneamente, resolva satisfazer seu débito, caso em que, se arrepender-se, não poderá exigir de volta o valor pago, visto que o direito de B ainda existia.

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Paulo

Há mais de um mês

Preliminarmente, a Prescrição e Decadência são efeitos jurídicos do decurso de tempo, cujo prazo é fixado em lei, aliado ao desinteresse ou inércia do titular do direito, nas relações jurídicas. Objetivo: servir de instrumento à consecução do objetivo maior: a resolução de conflitos, com a conseqüente pacificação social.

A prescrição é a perda da pretensão de reparação de algum direito violado, em razão da inércia do seu titular, durante o lapso temporal estipulado pela lei. REQUISITOS DA PRESCRIÇÃO a)violação de um direito, com o nascimento da pretensão. b)Inércia do titular c)O decurso do tempo fixado em lei. Trata-se de direito subjetivo cabendo ação condenatória. Exemplificando, O DIREITO SUBJETIVO é um direito a uma prestação. Assim, quando se tem o direito de exigir de alguém que cumpra uma prestação, tem-se um direito subjetivo. Ao direito subjetivo, portanto, corresponde, um dever. Conseqüentemente, de um lado haverá o direito e de outro um dever. Os direitos subjetivos podem ser violados, pois a prestação pode não ser cumprida. Por conseguinte, a realização, a concretização do direito subjetivo do credor depende da cooperação do devedor.

Já a Decadência é a perda do direito potestativo pela inércia do seu titular no período determinado em lei. Seu objeto são os direitos potestativos de qualquer espécie, disponíveis ou indisponíveis, que nascem, por vontade da lei ou do homem, subordinado à condição de seu exercício em limitado lapso de tempo. O prazo começa a fluir, no momento em que o direito nasce. No mesmo instante em que o agente adquire o direito, começa a correr o prazo decadencial.

Mas o que seria esse direito potestativo? é um direito a formação de uma nova situação jurídica. O que o caracteriza é que a ele não corresponde um dever. Por conseqüência, não pode ser violado, pois da outra parte não corresponde um dever e sim uma sujeição. O que corresponde a esse direito de obter um pronunciamento favorável é uma sujeição. Exemplo: direito assegurado ao empregador de despedir um empregado; cabe a ele apenas aceitar esta condição; como também num caso de divórcio, uma das partes aceitando ou não, o divórcio terá desfecho positivo. Cabendo ações constitutivas ou desconstitutivas.

Espero ter sido bem claro e tenha ajudado a compreender sobre esta questão, se gostou da resposta não esqueça de aprová-la!

Bons Estudos.

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Vinicius

Há mais de um mês

Enquanto a prescrição é a perda da pretensão (de reivindicar esse direito por meio da ação judicial cabível), a decadência é a perda do direito em si por não ter sido exercido num período de tempo razoável.
 
Enquanto a prescrição é a perda da pretensão (de reivindicar esse direito por meio da ação judicial cabível), a decadência é a perda do direito em si por não ter sido exercido num período de tempo razoável.
 
Tanto a prescrição, quanto a decadência buscam reprimir a inércia dos titulares dos direitos, e assim, fixam prazos razoáveis para que estes direitos sejam exercidos.
 
Uma vez operada a prescrição ou a decadência, a conseqüência jurídica, via de regra, será a mesma, qual seja, a impossibilidade de exercitar de um direito.
 
Por se tratarem de regras muito semelhantes, o Novo Código Civil estipulou expressamente quando for prescrição ou decadência.
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Leonaldo

Há mais de um mês

Todas respostas estão boas, um exemplo que ouvi e que gravei fácil a diferença:

O cheque prescreve a pretenção de execução em 6 meses contados a partir da data de sua apresentação (máximo de 30 da mesma praça ou 60 de praça diferente). Passados os 6 meses, prescreve a ação de execução, mas cabe ainda a ação monitória.A decadência (a perda do direito de ação), conforme a Lei do Cheque – Lei nº 7.357⁄85 ocorre em dois anos após a da ação executiva (6 meses) nos termos de seus artigos 59 e 61.
Espero que tenha ajudado.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas