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Alguém poderia discorrer sobre as diferenças da hermenêutica tradicional e hermenêutica contemporânea?


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Há mais de um mês

A hermenêutica jurídica tradicional era voltada à formulação de regras para uma atividade interpretativa que se exauria na plenitude do ordenamento jurídico, pela simples subsunção dos fatos às normas. É a hemeneutica vista de um modo mais abstrato.

Na hermenêutica jurídica contemporânea, por sua vez, o sentido da norma não é mais descoberto, mas construído pela interpretação. A interpretação existe na incidência de um caso concreto que demanda solução. É a hermeneutica vista diante de um caso concreto.

Em julgados, o Supremo já se utilizou de métodos de hermeneutica clássica, sistematizados por Savigny, como:

  • Método Gramatical – busca o sentido literal ou textual da norma jurídica;
  • Método Sistemático – resulta da correlação de todos os dispositivos normativos de um texto jurídico. Também denomina-se Filtragem Hermenêutica;
  • Método Histórico – busca do passado para compreender o sentido atual da norma. Ou seja, trata-se da identificação de momentos e fatos históricos que interferiram na criação da norma jurídica;
  • Método Sociológico –se baseia na eficácia social, ou seja, analisa-se a norma de tal modo a não haver uma injustiça social; e
  • Método Teleológico ou Finalista – busca a finalidade da norma. Assim, supera-se a realidade escrita da norma, embasando-a por princípios.

A hermeneutica contemporânea amplia os métodos interpretativos e os flexibiliza. A Suprema Corte também já se utilizou de métodos hermeuticos modernos:

  • Método Tópico-problemático – criado por Viehweg . Tal método inicia-se com a análise do caso concreto para depois buscar a melhor norma jurídica. Método contrário ao positivismo jurídico;
  • Método Hermenêutico-concretizador – criado por Konrad Hesse. Este método seria conduzido pelo que ele denomina de pré-compreensão – conjunto de valores, visões de mundo, crenças que o intérprete incorpora na sua própria consciência dentro de seu espaço interpretador, mergulhado numa cultura, num conjunto de valores num dado contexto histórico-cultural. Assim, além dos elementos objetivos, devem-se somar elementos subjetivos para a aplicação da norma;
  • Método Científico-cultural – método criado por Rudolph Smend, busca apaziguar conflitos sociais por meio da conciliação. Assim, o interprete deve-se atentar às medidas conciliatórias para aplicar a melhor solução jurídica ao caso;
  • Método Normativo-estruturante – criado por Müller, defende-se que o conceito de norma abarca uma dúplice perspectiva, a de norma constitucional como texto normativo e, a de norma constitucional com âmbito normativo. Assim, a norma jurídica deve ser, também, instrumento do cidadão para que este evite abusos do Poder Público.

A hermenêutica jurídica tradicional era voltada à formulação de regras para uma atividade interpretativa que se exauria na plenitude do ordenamento jurídico, pela simples subsunção dos fatos às normas. É a hemeneutica vista de um modo mais abstrato.

Na hermenêutica jurídica contemporânea, por sua vez, o sentido da norma não é mais descoberto, mas construído pela interpretação. A interpretação existe na incidência de um caso concreto que demanda solução. É a hermeneutica vista diante de um caso concreto.

Em julgados, o Supremo já se utilizou de métodos de hermeneutica clássica, sistematizados por Savigny, como:

  • Método Gramatical – busca o sentido literal ou textual da norma jurídica;
  • Método Sistemático – resulta da correlação de todos os dispositivos normativos de um texto jurídico. Também denomina-se Filtragem Hermenêutica;
  • Método Histórico – busca do passado para compreender o sentido atual da norma. Ou seja, trata-se da identificação de momentos e fatos históricos que interferiram na criação da norma jurídica;
  • Método Sociológico –se baseia na eficácia social, ou seja, analisa-se a norma de tal modo a não haver uma injustiça social; e
  • Método Teleológico ou Finalista – busca a finalidade da norma. Assim, supera-se a realidade escrita da norma, embasando-a por princípios.

A hermeneutica contemporânea amplia os métodos interpretativos e os flexibiliza. A Suprema Corte também já se utilizou de métodos hermeuticos modernos:

  • Método Tópico-problemático – criado por Viehweg . Tal método inicia-se com a análise do caso concreto para depois buscar a melhor norma jurídica. Método contrário ao positivismo jurídico;
  • Método Hermenêutico-concretizador – criado por Konrad Hesse. Este método seria conduzido pelo que ele denomina de pré-compreensão – conjunto de valores, visões de mundo, crenças que o intérprete incorpora na sua própria consciência dentro de seu espaço interpretador, mergulhado numa cultura, num conjunto de valores num dado contexto histórico-cultural. Assim, além dos elementos objetivos, devem-se somar elementos subjetivos para a aplicação da norma;
  • Método Científico-cultural – método criado por Rudolph Smend, busca apaziguar conflitos sociais por meio da conciliação. Assim, o interprete deve-se atentar às medidas conciliatórias para aplicar a melhor solução jurídica ao caso;
  • Método Normativo-estruturante – criado por Müller, defende-se que o conceito de norma abarca uma dúplice perspectiva, a de norma constitucional como texto normativo e, a de norma constitucional com âmbito normativo. Assim, a norma jurídica deve ser, também, instrumento do cidadão para que este evite abusos do Poder Público.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas