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Existe a Prescrição no Direito Penal? Como acontece?

Descrição

Prescrição Penal


1 resposta(s)

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Láurea

Há mais de um mês

Bom dia, Daniel

Existe sim a prescrição no Direito Penal, sendeo uma das causas de extinção da punibilidade (art. 107, IV, do CP).

Em face das diversas peculiaridades conceito: É a perda do direito poder-dever de punir do Estado em face do não
exercício da pretensão punitiva (interesse em aplicar a pena) ou da pretensão
executória (interesse de executá-la) durante certo tempo. O não exercício da pretensão
punitiva acarreta a perda do direito de impor a sanção. Então, só ocorre antes de
transitar em julgado a sentença final. O não exercício da pretensão executória extingue
o direito de executar a sanção imposta. Só ocorre, portanto, após o trânsito em julgado
da sentença condenatória.

diferença entre prescrição e decadência: A prescrição extingue o direito de
punir do Estado, enquanto a decadência atinge o direito do ofendido de promover a
ação penal privada ou a representação, em caso de ação penal pública condicionada. A
prescrição alcança, portanto, em primeiro lugar o direito de punir do Estado e, em
consequência, extingue o direito de ação (a ação se iniciou para a satisfação do direito;
não existindo mais jus puniendi, o processo perde seu objeto); a decadência (e a
perempção), ao contrário, alcança primeiro o direito de ação, e, por efeito reflexo, o
Estado perde a pretensão punitiva.

prescrição da pretenção punitiva: É a perda do poder-dever de punir,
em face da inércia do Estado durante determinado lapso de tempo.
Efeitos: São eles: (a) impede o início (trancamento de inquérito policial) ou interrompe
a persecução penal em juízo; (b) afasta todos os efeitos, principais e secundários,
penais e extrapenais, da condenação; (c) a condenação não pode constar da folha de
antecedentes, exceto quando requisitada por juiz criminal (RTJ, 101/745).
Oportunidade para declaração: Nos termos do art. 61, caput, do CPP, a prescrição
da pretensão punitiva pode ser declarada a qualquer momento da ação penal, de ofício
ou mediante requerimento de qualquer das partes.

O
art. 110 traz em um mesmo dispositivo legal três espécies de prescrição: (a) prescrição
da pretensão executória (art. 110, caput); (b) prescrição da pretensão punitiva
intercorrente posterior ou superveniente à sentença condenatória (art. 110, § 1º, com a
nova redação determinada pela Lei n. 12.234/2010); (c) prescrição retroativa desde
que não tenha por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.

prescrição da pretensão executória: É a perda do poder-dever de
executar a sanção imposta, em face da inércia do Estado, durante determinado lapso
temporal.

Circunstâncias atenuantes que reduzem o prazo de prescrição: (a) Ser o
agente menor de 21 anos na data do fato: é atenuante genérica, mas a lei diz
expressamente que, nesse caso, a prescrição é reduzida pela metade (CP, art. 115);
(b) ser o agente maior de 70 anos na data da sentença: também é atenuante genérica,
mas a lei igualmente determina, nessa hipótese, a redução do prazo prescricional pela
metade (CP, art. 115).

causas suspensivas ou interruptivas da prescrição 

Bom dia, Daniel

Existe sim a prescrição no Direito Penal, sendeo uma das causas de extinção da punibilidade (art. 107, IV, do CP).

Em face das diversas peculiaridades conceito: É a perda do direito poder-dever de punir do Estado em face do não
exercício da pretensão punitiva (interesse em aplicar a pena) ou da pretensão
executória (interesse de executá-la) durante certo tempo. O não exercício da pretensão
punitiva acarreta a perda do direito de impor a sanção. Então, só ocorre antes de
transitar em julgado a sentença final. O não exercício da pretensão executória extingue
o direito de executar a sanção imposta. Só ocorre, portanto, após o trânsito em julgado
da sentença condenatória.

diferença entre prescrição e decadência: A prescrição extingue o direito de
punir do Estado, enquanto a decadência atinge o direito do ofendido de promover a
ação penal privada ou a representação, em caso de ação penal pública condicionada. A
prescrição alcança, portanto, em primeiro lugar o direito de punir do Estado e, em
consequência, extingue o direito de ação (a ação se iniciou para a satisfação do direito;
não existindo mais jus puniendi, o processo perde seu objeto); a decadência (e a
perempção), ao contrário, alcança primeiro o direito de ação, e, por efeito reflexo, o
Estado perde a pretensão punitiva.

prescrição da pretenção punitiva: É a perda do poder-dever de punir,
em face da inércia do Estado durante determinado lapso de tempo.
Efeitos: São eles: (a) impede o início (trancamento de inquérito policial) ou interrompe
a persecução penal em juízo; (b) afasta todos os efeitos, principais e secundários,
penais e extrapenais, da condenação; (c) a condenação não pode constar da folha de
antecedentes, exceto quando requisitada por juiz criminal (RTJ, 101/745).
Oportunidade para declaração: Nos termos do art. 61, caput, do CPP, a prescrição
da pretensão punitiva pode ser declarada a qualquer momento da ação penal, de ofício
ou mediante requerimento de qualquer das partes.

O
art. 110 traz em um mesmo dispositivo legal três espécies de prescrição: (a) prescrição
da pretensão executória (art. 110, caput); (b) prescrição da pretensão punitiva
intercorrente posterior ou superveniente à sentença condenatória (art. 110, § 1º, com a
nova redação determinada pela Lei n. 12.234/2010); (c) prescrição retroativa desde
que não tenha por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.

prescrição da pretensão executória: É a perda do poder-dever de
executar a sanção imposta, em face da inércia do Estado, durante determinado lapso
temporal.

Circunstâncias atenuantes que reduzem o prazo de prescrição: (a) Ser o
agente menor de 21 anos na data do fato: é atenuante genérica, mas a lei diz
expressamente que, nesse caso, a prescrição é reduzida pela metade (CP, art. 115);
(b) ser o agente maior de 70 anos na data da sentença: também é atenuante genérica,
mas a lei igualmente determina, nessa hipótese, a redução do prazo prescricional pela
metade (CP, art. 115).

causas suspensivas ou interruptivas da prescrição 

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