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Qual o procedimento geral para instauração de uma intervenção?

Explique como funciona os procedimentos específicos de intervenção decorrentes de:

A) Solicitação

 

B) Requisição

 

C) Provimento de representação ou de interventiva

 


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

A fase 1 da intervenção federal se inicia quando lei ou ato normativo de natureza estadual (ou distrital de natureza estadual), ou ato governamental estiverem em desacordo com os princípios sensíveis da CF ou houver recusa à execução de lei federal. Daí então será oferecida ação pelo Procurador-Geral da República junto ao STF, que buscará uma solução administrativa. É a chamada ADI Interventiva (art. 36 da CF).

Não encontrando a solução, nem arquivando a ação, o Supremo fará solicitação de informações às autoridades estaduais ou distritais cabíveis e ouvirá o PGR, levando o pedido a julgamento.

Em havendo procedência do pedido, o Presidente do STF imediatamente informará a decisão aos órgãos do Poder Público interessados e requisitará a intervenção ao Presidente da República, que, por ser “requisição”, e não apenas solicitação, cumprirá sob pena de crime de responsabilidade, inaugurando-se, assim, a fase 2 do procedimento.

O Presidente da República, através de decreto, suspenderá o ato impugnado.

Se a suspensão não for suficiente para o restabelecimento da ordem, o Presidente da República decretará a efetiva intervenção no Estado ou no DF, nomeando um interventor, se necessário, e afastando as autoridades daquele ente federativo (art. 84, X, da CF/88). Essa é a terceira fase.

Findas as razões da intervenção, as autoridades retomarão seus cargos, exceto por impedimento legal.

A intervenção também pode se dar no âmbito estadual, passando a ser ente violador um município, substituindo-se o STF pelo TJ, o PGR pelo PGJ e o parâmetro da Constituição/lei federal por Constituição/lei estadual.

A fase 1 da intervenção federal se inicia quando lei ou ato normativo de natureza estadual (ou distrital de natureza estadual), ou ato governamental estiverem em desacordo com os princípios sensíveis da CF ou houver recusa à execução de lei federal. Daí então será oferecida ação pelo Procurador-Geral da República junto ao STF, que buscará uma solução administrativa. É a chamada ADI Interventiva (art. 36 da CF).

Não encontrando a solução, nem arquivando a ação, o Supremo fará solicitação de informações às autoridades estaduais ou distritais cabíveis e ouvirá o PGR, levando o pedido a julgamento.

Em havendo procedência do pedido, o Presidente do STF imediatamente informará a decisão aos órgãos do Poder Público interessados e requisitará a intervenção ao Presidente da República, que, por ser “requisição”, e não apenas solicitação, cumprirá sob pena de crime de responsabilidade, inaugurando-se, assim, a fase 2 do procedimento.

O Presidente da República, através de decreto, suspenderá o ato impugnado.

Se a suspensão não for suficiente para o restabelecimento da ordem, o Presidente da República decretará a efetiva intervenção no Estado ou no DF, nomeando um interventor, se necessário, e afastando as autoridades daquele ente federativo (art. 84, X, da CF/88). Essa é a terceira fase.

Findas as razões da intervenção, as autoridades retomarão seus cargos, exceto por impedimento legal.

A intervenção também pode se dar no âmbito estadual, passando a ser ente violador um município, substituindo-se o STF pelo TJ, o PGR pelo PGJ e o parâmetro da Constituição/lei federal por Constituição/lei estadual.

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Paulo

Há mais de um mês

Leia o texto logo abaixo e veja se compreende melhor o assunto:

INTERVENÇÃO -  apesar da regra de não intervir na autonomia dos entes federados, excepcionalmente, a constituição estabelece situações nas quais será possível a intervenção. Que tem por objetivo a preservação da soberania do Estado Federal e, ao mesmo tempo, das autonomias dos entes federativos. A união só poderá intervir nos Estados e Distrito Federal. Quanto aos municípios, só poderá a união intervir se forem municípios de territórios. Porém em municípios de Estado, somente o Estado poderá intervir

  • Intervenção Federal – se formaliza sempre por um decreto do Presidente da Republica. Devendo ser respeitada as hipóteses do art. 34. As quais serão: espontânea quando o Presidente da Republica, de oficio, decretará a intervenção, seja para manter a integridade nacional; repelir invasões estrangeiras ou entre unidades da federação; pôr termo a grave comprometimento da ordem publica; reorganizar as finanças. A outra hipóteses é quando é provocada, sendo solicitado (pelo poder legislativo ou executivo local) ou requisitado (STF, ATJ, TSE: podendo ser por desobediência ordem/decisão), este ultimo não poderá recusar-se a decretar a intervenção.
  • Procedimento Fase Judicial é quando cabe ao presidente formalizar a decisão judicial por decreto. Iniciativa é quando a iniciativa por parte do Presidente. Decreto interventivo é quando se elabora o decreto, especificando a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se couber, nomeando o interventor. Controle Politico deve-se enviar o decreto para o Congresso Nacional avaliar em apreciação de 24 horas. Se o mesmo tiver em recesso, se fará uma sessão extraordinária em 24 horas. Porém é indispensável a apreciação do Congresso Nacional se no decreto, essa medida for para o restabelecimento da normalidade. Em síntese, o presidente toma a iniciativa, logo após faz o decreto, tendo o prazo de 24 horas para ser analisado pelo congresso nacional, se aprovado, o presidente aceitara. Na fase Judicial não é necessário aprovação do Congresso nacional, fazendo a requisição o presidente deve aprovar e executar. Os princípios Constitucionais sensíveis são: forma republicana, sistema representativo; regime democrático; direitos da pessoa humana; autonomia municipal; prestação de contar da administração publica, direta e indireta.

Intervenção em Município – somente poderá ser efetivado por decreto do Governador do Estado, especificando a amplitude, o prazo de 24 horas para ser analisado pela Assembleia Legislativa, se aprovado, o governador aceitara e fará a execução. Podendo o mesmo, nomear se couber um interventor. Em caso de território que é constituído por municípios poderá ser feita a intervenção pela união. Na intervenção do estado no município, não precisará ser feita o controle político na assembleia legislativa se for para voltar a normalidade, vindo da suspensão da execução do ato impugnado. A intervenção do estado no município poderá ser feita mediante oficio (não pagamento da divida fundada por dois anos sem motivo; não forem prestadas as contas devidas, na forma de lei; não for aplicado o mínimo exigido no ensino/saúde) ou requisição (tribunal de justiça).

Espero ter entendido, boa sorte! Se gostou da resposta não esqueça de aprová-la!

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Camilla

Há mais de um mês

qual o yem prefixado na i.intervenção?

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas