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Como é o contrato social para Rousseau?

  Rosseau pesquisa as condições de um Estado social que fosse legítimo. O que Rousseau fala dos Estados a cerca da soberania?

DipUNICEUB

7 resposta(s)

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Paulo

Há mais de um mês

Esse texto ta completo falando tudo sobre ele, dê uma lida com calma que é bem compreensível, peguei do meu material: Expõe suas ideias no Do contrato social/Contrato Social. Procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe". A definição da natureza humana é um equilíbrio perfeito entre o que se quer e o que se tem. O homem natural é um ser de sensações, somente. O homem no estado de natureza deseja somente aquilo que o rodeia, porque ele não pensa e, portanto, é desprovido da imaginação necessária para desenvolver um desejo que ele não percebe. Estas são as únicas coisas que ele poderia "representar". Então, os desejos do homem no estado de natureza são os desejos de seu corpo. "Seus desejos não passam de suas necessidades físicas, os únicos bens que ele conhece no universo são a alimentação, uma fêmea e o repouso".A razão, para Rousseau, é o instrumento que enquadra o homem, nu, ao ambiente social, vestido. Assim como o instinto é o instrumento de adaptação humana à natureza, a razão é o instrumento de adaptação humana a um meio social e jurídico. Dizia que a sexualidade é como uma experiência fundamental na vida do ser humano; sendo importante a tomada de consciência da importância dos sentimentos de amor e ódio na construção da sociedade humana e no seu desenvolvimento pessoal, portanto, a personalidade do indivíduo, que concerne o tratamento que ele dá aos outros e a sua própria sexualidade, é formada na infância. A obra Do Contrato Social propõe que todos os homens façam um novo contrato social onde se defenda a liberdade do homem baseado na experiência política das antigas civilizações onde predomina o consenso, garantindo os direitos de todos os cidadãos, e se desdobra em quatro livros: no seu primeiro livro ele aborda a liberdade natural, nata, do ser humano, como ele havia perdido, e como ele haveria de recuperar e finaliza o livro condenando a escravidão pois é paradoxal diante do direito. A conclusão é que, se recuperando a liberdade, o povo é quem escolhe seus representantes e a melhor forma de governo se faz por meio de uma convenção. Essa convenção é formada pelos homens como uma forma de defesa contra aqueles que fazem o mau. É a ocorrência do pacto social. Feito o pacto, pode-se discutir o papel do “soberano”, e como este deveria agir para que a soberania verdadeira, que pertence ao povo, não seja prejudicada. No segundo livro trata da legislação, onde trata da ideia de soberania do povo, que é indivisível. O povo, então, tem interesses, que são nomeados como “vontade geral”, que é o que mais beneficia a sociedade. Evidentemente, o “soberano” tem que agir de acordo com essa vontade, o que representa o limite do poder de tal governante: ele não pode ultrapassar a soberania do povo ou a vontade geral. a corrupção dos governantes quanto à vontade geral é criticada, garantindo-se o direito de tirar do poder tal governante corrupto. Assim, se esse é o limite, o povo é submisso à lei, porque em última análise, foi ele quem a criou; sendo a lei a condição essencial para a associação civil. A terceira analise se refere às possíveis formas de governo, que são a democracia, a aristocracia e a monarquia, e suas características e princípios. Para Rousseau, a democracia é boa em cidades pequenas, a aristocracia em Estados médios e a monarquia em Estados grandes. Portanto, para o mesmo, não deve haver abuso por parte do governo sendo uma condição para um estado não se degenerar, ainda admitindo que uma sociedade política é a conservação da propriedade de seus membros. Contudo vimos que o contrato social tem como sentido de conservação e prosperidade dos membros da associação política. Segundo Rousseau a liberdade não é uma convenção, mas uma condição natural intrínseca à condição humana, pois a liberdade é anterior a determinação legal. Foi para garantir a liberdade e os bens que o homem superou as inconveniências do estado de natureza e instituiu a sociedade civil. A democracia assegura a liberdade do cidadão nos negócios da cidade. A liberdade é condição necessária ao corpo político, sendo fundamento da soberania. O soberano é a condição legitima com a qual os homens, depois de cederem a liberdade natural, ganham a liberdade civil.

Boa sorte, espero ter ajudado, se gostou da resposta não deixe de aprová-la, obrigado!

Esse texto ta completo falando tudo sobre ele, dê uma lida com calma que é bem compreensível, peguei do meu material: Expõe suas ideias no Do contrato social/Contrato Social. Procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe". A definição da natureza humana é um equilíbrio perfeito entre o que se quer e o que se tem. O homem natural é um ser de sensações, somente. O homem no estado de natureza deseja somente aquilo que o rodeia, porque ele não pensa e, portanto, é desprovido da imaginação necessária para desenvolver um desejo que ele não percebe. Estas são as únicas coisas que ele poderia "representar". Então, os desejos do homem no estado de natureza são os desejos de seu corpo. "Seus desejos não passam de suas necessidades físicas, os únicos bens que ele conhece no universo são a alimentação, uma fêmea e o repouso".A razão, para Rousseau, é o instrumento que enquadra o homem, nu, ao ambiente social, vestido. Assim como o instinto é o instrumento de adaptação humana à natureza, a razão é o instrumento de adaptação humana a um meio social e jurídico. Dizia que a sexualidade é como uma experiência fundamental na vida do ser humano; sendo importante a tomada de consciência da importância dos sentimentos de amor e ódio na construção da sociedade humana e no seu desenvolvimento pessoal, portanto, a personalidade do indivíduo, que concerne o tratamento que ele dá aos outros e a sua própria sexualidade, é formada na infância. A obra Do Contrato Social propõe que todos os homens façam um novo contrato social onde se defenda a liberdade do homem baseado na experiência política das antigas civilizações onde predomina o consenso, garantindo os direitos de todos os cidadãos, e se desdobra em quatro livros: no seu primeiro livro ele aborda a liberdade natural, nata, do ser humano, como ele havia perdido, e como ele haveria de recuperar e finaliza o livro condenando a escravidão pois é paradoxal diante do direito. A conclusão é que, se recuperando a liberdade, o povo é quem escolhe seus representantes e a melhor forma de governo se faz por meio de uma convenção. Essa convenção é formada pelos homens como uma forma de defesa contra aqueles que fazem o mau. É a ocorrência do pacto social. Feito o pacto, pode-se discutir o papel do “soberano”, e como este deveria agir para que a soberania verdadeira, que pertence ao povo, não seja prejudicada. No segundo livro trata da legislação, onde trata da ideia de soberania do povo, que é indivisível. O povo, então, tem interesses, que são nomeados como “vontade geral”, que é o que mais beneficia a sociedade. Evidentemente, o “soberano” tem que agir de acordo com essa vontade, o que representa o limite do poder de tal governante: ele não pode ultrapassar a soberania do povo ou a vontade geral. a corrupção dos governantes quanto à vontade geral é criticada, garantindo-se o direito de tirar do poder tal governante corrupto. Assim, se esse é o limite, o povo é submisso à lei, porque em última análise, foi ele quem a criou; sendo a lei a condição essencial para a associação civil. A terceira analise se refere às possíveis formas de governo, que são a democracia, a aristocracia e a monarquia, e suas características e princípios. Para Rousseau, a democracia é boa em cidades pequenas, a aristocracia em Estados médios e a monarquia em Estados grandes. Portanto, para o mesmo, não deve haver abuso por parte do governo sendo uma condição para um estado não se degenerar, ainda admitindo que uma sociedade política é a conservação da propriedade de seus membros. Contudo vimos que o contrato social tem como sentido de conservação e prosperidade dos membros da associação política. Segundo Rousseau a liberdade não é uma convenção, mas uma condição natural intrínseca à condição humana, pois a liberdade é anterior a determinação legal. Foi para garantir a liberdade e os bens que o homem superou as inconveniências do estado de natureza e instituiu a sociedade civil. A democracia assegura a liberdade do cidadão nos negócios da cidade. A liberdade é condição necessária ao corpo político, sendo fundamento da soberania. O soberano é a condição legitima com a qual os homens, depois de cederem a liberdade natural, ganham a liberdade civil.

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SORAIA

Há mais de um mês

Parabéns Murilo!!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes