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O crime de infanticídio admite coautoria?


5 resposta(s)

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Luiza Sousa

Há mais de um mês

Refuto o comentário do colega acima. Na forma do art. 30 do CP, são comunicáveis as circunstâncias de caráter pessoal quando elementares do crime. O crime de infanticídio é próprio (em tese, só poderia ser praticado pela mãe em estado puerperal). Mas se a mãe planeja matar o filho com alguém, quanto a primeira está em estado puerperal, ambos respondem por infanticídio, pois a circunstância de caráter pessoal (o estado puerperal) se comunica (transmite para autores e partícipes). A mãe tem de ter dado ciência ao coautor da circunstância pessoal. O mesmo vale pro peculato, caso o funcionário público aja em coautoria com pessoa comum. Se ele tiver falado da circunstância pessoal, mesmo que o outro não seja funcionário público, responderá também por peculato.
Refuto o comentário do colega acima. Na forma do art. 30 do CP, são comunicáveis as circunstâncias de caráter pessoal quando elementares do crime. O crime de infanticídio é próprio (em tese, só poderia ser praticado pela mãe em estado puerperal). Mas se a mãe planeja matar o filho com alguém, quanto a primeira está em estado puerperal, ambos respondem por infanticídio, pois a circunstância de caráter pessoal (o estado puerperal) se comunica (transmite para autores e partícipes). A mãe tem de ter dado ciência ao coautor da circunstância pessoal. O mesmo vale pro peculato, caso o funcionário público aja em coautoria com pessoa comum. Se ele tiver falado da circunstância pessoal, mesmo que o outro não seja funcionário público, responderá também por peculato.
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Wellington Domingos

Há mais de um mês

O crime de infanticídio é uma espécie de homicídio privilegiado, o qual pode ser encontrado no art.123 do Código Penal.


O infanticídio ocorre quando a mãe, durante o parto ou logo após, mata seu próprio filho (recém-nascido), devido ao seu estado puerperal. Também pode ocorrer o infanticídio putativo, que é quando a mãe matafilho de outrem, achando ser o seu (também em estado puerperal). Portanto, trata-se de crime próprio, pois só pode ser praticado pela genitora em estado puerperal. Porém, há uma discussão doutrinária sobre a existência de concurso de pessoas no crime em tela. Duas são as posições:

1ª- Não se admite concurso de pessoas no infanticídio:
Para essa teoria, o estado puerperal é consideradoelementar personalíssima, ou seja, não se comunica aos demais participantes, devendo responder por coautoria ou participação, o terceiro que contribuiu para o infanticídio.
Teoria adotada por: Heleno Cláudio Fragoso e Álvaro Mayrink da Costa.



2ª- Admite-se o concurso de pessoas no infanticídio:
Para essa teoria, as elementares subjetivas, ou seja, as condições de caráter pessoal se comunicam semprequando elementares do tipo. Sendo assim, a condição da mãe e o seu estado puerperal, sendo elementares do tipo, se comunicam aos coautores e partícipes.


Teoria adotada por: Damásio Evangelista de Jesus, Celso Delmanto e outros.

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Luiza Sousa

Há mais de um mês

Refutei o comentário do primeiro a comentar, rsrs**

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