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Qual a diferença entre arrependimento posterior e arrependimento eficaz?

Direito Penal I

Humanas / Sociais


5 resposta(s)

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Lidiane Fernandes Pinheiro

Há mais de um mês

O arrependimento eficaz, ocorre na fase de execução, o agente impede que o resultado se produza, e só responde pelos atos já praticados, exemplos: após ministrar veneno na alimentação da vítima, o agente se arrepende, dando-lhe um antídoto que a salva, ou seja, há uma nova conduta que impede o resultado e salvaguarda o bem jurídico (a vida da vítima). Já o arrependimento posterior, há uma consumação, mas repara ou restitui o dano que causou: sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, exemplos: um ladrão furtou o veículo de uma pessoa no mercado, saiu com o veículo e com menos de uma semana depois ele liga para a policia e disse que estava arrependido e devolveu o veículo, deixando - o no mesmo local que havia furtado, ou seja, sem violencia ou grave ameaça e restituiu o dano (devolveu).

O arrependimento eficaz, ocorre na fase de execução, o agente impede que o resultado se produza, e só responde pelos atos já praticados, exemplos: após ministrar veneno na alimentação da vítima, o agente se arrepende, dando-lhe um antídoto que a salva, ou seja, há uma nova conduta que impede o resultado e salvaguarda o bem jurídico (a vida da vítima). Já o arrependimento posterior, há uma consumação, mas repara ou restitui o dano que causou: sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, exemplos: um ladrão furtou o veículo de uma pessoa no mercado, saiu com o veículo e com menos de uma semana depois ele liga para a policia e disse que estava arrependido e devolveu o veículo, deixando - o no mesmo local que havia furtado, ou seja, sem violencia ou grave ameaça e restituiu o dano (devolveu).

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Amanda Viana

Há mais de um mês

Arrependimento eficaz ocorre quando o agente pratica alguma conduta para salvaguardar o bem jurídico que já foi colocado em risco. Em tal situação, a fase de execução foi realizada, entretanto, o agente agrega nova conduta a fim de evitar o sacrifício do bem tutelado, salvando-o. Note que a execução do crime aconteceu, mas não o seu exaurimento. Ou seja, o agente se "arrepende" e evita (por circunstâncias inerentes a sua vontade) o resultado, a priori, pretendido. O arrependimento posterior, previsto no artigo 16 do Código Penal, só pode acontecer em crimes praticados sem violência ou grave ameaça, desde que o agente repare o dano ou restitua a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa. Trata-se de situação na qual o crime já foi consumado, mas se for possível a reparação o agente terá em seu benefício a causa obrigatória de diminuição da pena de um a dois terços.
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Ricardo

Há mais de um mês

No arrependimento eficaz o agente, após ter esgotados todos os meios de que dispunha-necessarios e suficientes-, arrepende-se  e evita que o resutado aconteça. Isto é, pratica nova atividade para evitar que o resultado ocorra. O exito da atividade impeditica do resultado é indispensavel, caso contrario, o arrependimento nao sera eficaz.

O arrependimento posterior é previsto no artigo 16 do codigo penal, que possui a seguinte redação: "Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços".

O instituto tem natureza jurídica de causa obrigatória de diminuição de pena (de um a dois terços), analisado na terceira fase do cálculo da pena.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes