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A eficácia dos anestésicos locais, como a lidocaína, depende diretamente do pH do tecido onde são aplicados. Isso ocorre porque esses fármacos precisam atravessar a membrana neuronal para chegar ao canal de sódio — e sua forma química muda conforme o pH. ✔️ 1. Influência do pH tecidual no efeito do anestésico local Os anestésicos locais existem em duas formas: Forma não ionizada (base livre – B): lipossolúvel, consegue atravessar a membrana do neurônio. Forma ionizada (BH⁺): hidrossolúvel, ativa dentro do canal de sódio para bloquear a condução. ? Como o pH influencia? Em condições normais (pH fisiológico ≈ 7,4) → há quantidade suficiente da forma não ionizada, que atravessa a membrana fácil e age bem. Em tecidos inflamados ou infectados (pH baixo – acidose local) → o equilíbrio químico desloca para a forma ionizada (BH⁺). → Menos moléculas penetram no neurônio, porque a forma ionizada não consegue atravessar a membrana lipídica. ? Resultado: o anestésico não funciona bem em áreas inflamadas ou infectadas. ✔️ 2. Por que tratar a infecção aumenta a eficácia do anestésico local? Quando a infecção é tratada: diminui a inflamação o pH tecidual volta ao normal aumenta a proporção da forma não ionizada, que atravessa a membrana mais anestésico alcança os canais de sódio o bloqueio nervoso finalmente ocorre
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Priscila Santos

anteontem

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A eficácia dos anestésicos locais, como a lidocaína, realmente depende do pH do tecido onde são aplicados. Isso se deve ao fato de que os anestésicos existem em duas formas: a forma não ionizada (base livre), que é lipossolúvel e consegue atravessar a membrana neuronal, e a forma ionizada (BH⁺), que é hidrossolúvel e atua dentro do canal de sódio. 1. Influência do pH tecidual: - Em pH fisiológico (cerca de 7,4), há uma quantidade suficiente da forma não ionizada, permitindo que o anestésico atravesse a membrana neuronal e atue de forma eficaz. - Em tecidos inflamados ou infectados, o pH é mais baixo (acidose local), o que desloca o equilíbrio químico para a forma ionizada (BH⁺). Isso resulta em menos moléculas não ionizadas disponíveis para atravessar a membrana lipídica, diminuindo a eficácia do anestésico. 2. Tratamento da infecção: - Ao tratar a infecção, a inflamação diminui, o pH tecidual volta ao normal e a proporção da forma não ionizada aumenta. Isso permite que mais anestésico alcance os canais de sódio, resultando em um bloqueio nervoso mais eficaz. Portanto, a relação entre o pH e a eficácia dos anestésicos locais é crucial, especialmente em situações de inflamação ou infecção.

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