Ed
anteontem
A eficácia dos anestésicos locais, como a lidocaína, realmente depende do pH do tecido onde são aplicados. Isso se deve ao fato de que os anestésicos existem em duas formas: a forma não ionizada (base livre), que é lipossolúvel e consegue atravessar a membrana neuronal, e a forma ionizada (BH⁺), que é hidrossolúvel e atua dentro do canal de sódio. 1. Influência do pH tecidual: - Em pH fisiológico (cerca de 7,4), há uma quantidade suficiente da forma não ionizada, permitindo que o anestésico atravesse a membrana neuronal e atue de forma eficaz. - Em tecidos inflamados ou infectados, o pH é mais baixo (acidose local), o que desloca o equilíbrio químico para a forma ionizada (BH⁺). Isso resulta em menos moléculas não ionizadas disponíveis para atravessar a membrana lipídica, diminuindo a eficácia do anestésico. 2. Tratamento da infecção: - Ao tratar a infecção, a inflamação diminui, o pH tecidual volta ao normal e a proporção da forma não ionizada aumenta. Isso permite que mais anestésico alcance os canais de sódio, resultando em um bloqueio nervoso mais eficaz. Portanto, a relação entre o pH e a eficácia dos anestésicos locais é crucial, especialmente em situações de inflamação ou infecção.