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[...] Esse conjunto de entidades envolvido no debate ambiental brasileiro esteve sempre atravessado por uma questão central: a de como engajar-se em campanhas que evocam a 'proteção ao meio ambiente' sem desconsiderar as evidentes prioridades da luta contra a pobreza e a desigualdade social ou mostrando-se capaz de responder aos propósitos desenvolvimentistas correntes que almejam a rentabilização de capitais em nome da geração de emprego e renda. Em outros termos, como conquistar legitimidade para as questões ambientais, quando, com frequência, a preocupação com o ambiente é apresentada como um obstáculo ao enfrentamento do desemprego e à superação da pobreza? Como dar um tratamento lógico e socialmente aceitável às implicações ambientais das lutas contra a desigualdade social e pelo desenvolvimento econômico?
Está correto que se afirma APENAS em:
1. incorpora a lógica do princípio administrativo da distribuição equitativa dos ônus e encargos, considerando que os riscos ambientais e a poluição atingiram a todos indistintamente e na mesma proporção.
2. tem sua origem associada, segundo parte da doutrina, às lutas raciais desenvolvidas pelos negros nos Estados Unidos, na década de 1980.
3. defende a ponderação quantitativa entre os específicos direitos das comunidades afetadas pelos empreendimentos e o direito coletivo ao desenvolvimento econômico.
4. sustenta a necessidade de consideração da dimensão histórica e social na análise da questão ambiental.
5. tem dentre seus princípios fomento à gestão democrática e o acesso à informação.
6. prioriza, como estratégia de efetivação de justiça ambiental, a realização de estudos técnicos divergentes como suporte às comunidades afetadas por empreendimentos que gerem riscos, em contraposição aos Estudos de Impacto Ambiental elaborados pelos empreendedores-poluidores.
3, 4 e 5.
1, 6.
2, 6.
1, 3 e 5.
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Estudo Através de Questões

há 20 horas

Respostas

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há 20 horas

A questão apresentada envolve a análise de como as entidades que discutem o meio ambiente no Brasil podem equilibrar a proteção ambiental com as prioridades sociais, como a luta contra a pobreza e a desigualdade. Dentre as opções apresentadas, a alternativa que parece mais correta é a 3, 4 e 5. Isso porque: - A opção 3 fala sobre a ponderação entre os direitos das comunidades e o desenvolvimento econômico, o que é relevante para a discussão de justiça ambiental. - A opção 4 menciona a necessidade de considerar a dimensão histórica e social na análise ambiental, o que é fundamental para entender as interações entre meio ambiente e desigualdade. - A opção 5 destaca a gestão democrática e o acesso à informação, que são princípios importantes para a legitimidade das questões ambientais. As outras opções não se alinham tão bem com a questão central do engajamento em campanhas de proteção ambiental sem desconsiderar as prioridades sociais.

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O movimento e conceito de justiça ambiental emergiram nos EUA nos anos 1980 "a partir de uma articulação criativa entre lutas de caráter social, territorial, ambiental e de direitos civis" que, desde a década de 1960, foram travadas por movimentos sociais de negros, indígenas, latinos e populações de baixa renda residentes nas vizinhanças de fontes de contaminação ambiental e que lograram impactar significativamente agendas de pesquisa e de políticas públicas ambientais.
Considerando texto acima, julgue as asserções abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
1. Sob as perspectivas da desigualdade e da injustiça ambiental, conclui-se que todos os seres humanos são indistinta e indiscriminadamente vítimas potenciais dos riscos inerentes às práticas poluidoras e destrutivas, bem como dos efeitos de uma possível crise de escassez de matéria e energia.
2. A definição de injustiça ambiental como "o mecanismo pelo qual sociedades desiguais destinam a maior carga dos danos ambientais a grupos sociais de trabalhadores, populações de baixa renda, grupos raciais marginalizados e demais grupos vulneráveis" fundamenta-se na concepção neomalthusiana segundo a qual a atual crise ambiental caracteriza-se pela escassez tendencial de recursos naturais que tem como causa principal um crescimento populacional que excede a capacidade dos territórios e do planeta.
3. No Brasil podemos encontrar a desigualdade ambiental nas duas formas que foram caracterizadas por Haroldo Torres (2005): a primeira, no acesso desigual a bens, amenidades e riscos ambientais por parte de indivíduos e grupos, a segunda como sobreposição ou exposição simultânea de indivíduos e grupos sociais a mais de uma forma de desigualdade.
4. Em sua formulação original, o conceito de racismo ambiental designa "a distribuição injusta dos recursos e riscos ambientais entre diferentes grupos étnico-raciais" e por essa razão essa noção não é útil para compreender expressões da injustiça ambiental.
F,F,V,F.
F,F,V,V.
V,V,V,V.
V,F,V,F.

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