No século IV a.C. viveu na Grécia um filósofo chamado Diógenes, que foi discípulo de um discípulo de Sócrates. Segundo consta nos bastidores da filosofia, esse Diógenes era diferente de tudo o que se pode imaginar de uma pessoa normal. Certamente o mais folclórico filósofo de todos os tempos. Adepto da doutrina chamada de cinismo, que ensinava o desapego das coisas desse mundo e a virtude como único bem, Diógenes vivia perambulando pelas ruas todo maltrapilho, na mais absoluta miséria. Tudo o que possuía era um alforje, uma tigela, um bastão e uma muda de roupa. Mas isso foi apenas até o dia em que viu um menino comendo só com as mãos, sem prato, quando jogou sua tigela fora. "Não preciso mais disso", explicou aos que estavam perto dele. Morava num barril grande e seu apelido era "Diógenes, o cão", pois vivia como um cachorro vira-lata. Diógenes não estava nem aí para absolutamente nada. Não ligava para a opinião de ninguém; urinava e defecava em público, se masturbava em público e era grosseiro com quem vinha encher o seu saco. Seria apenas mais um mendigo imundo e louco, se não fosse por sua extrema inteligência e habilidade retórica. Por isso tornou-se muito famoso entre os gregos e muitas lendas foram criadas em torno dele. Dizem que Alexandre, o grande, quis conhecê-lo e foi ao seu encontro. Quando o jovem rei da Macedônia e seus soldados chegaram em frente ao barril de Diógenes, este estava sentado do lado de fora tomando sol. Alexandre se aproximou e perguntou: "O que posso fazer por você, homem? Peça o que quiser e eu lhe darei." Diógenes olhou com desprezo para Alexandre e disse: "Não tire de mim o que você não pode me dar; saia da frente do meu Sol." Alexandre ficou impressionado com a resposta daquele homem e, na volta para seu palácio, quando ouviu seus soldados zombando de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." O fragmento acima é um texto do tipo: Escolha uma opção: a. Literário. b. Dissertativo. c. Narrativo. d. Jornalístico.