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O Ambulatório Interdisciplinar Horizonte atende adultos jovens com condições neurológicas e dificuldades de participação em estudo e trabalho. A terapeuta ocupacional Renata foi chamada para avaliar Lucas, 29 anos, que apresenta queixas de baixa organização cotidiana, dificuldade em utilizar ferramentas digitais para estudo remoto e sensação de incapacidade funcional. Ao iniciar a avaliação, Renata percebe que: os instrumentos padronizados não capturam a complexidade da rotina de Lucas; a instituição possui limitações tecnológicas e de tempo, dificultando acompanhamento intensivo; o território onde Lucas vive tem baixa conectividade e poucas políticas locais de inclusão produtiva Lucas demonstra alta ansiedade, o que afeta sua capacidade de autorregulação e tomada de decisão; e há barreiras arquitetônicas e digitais que dificultam sua participação plena. Diante do cenário, Renata decide ampliar sua avaliação: escuta a narrativa de Lucas para compreender como ele dá sentido às suas dificuldades; utiliza princípios da neurociência para modular as demandas cognitivas durante a entrevista; analisa quais tecnologias são viáveis dentro das condições reais do território; avalia seu próprio repertório clínico e tecnológico para garantir que não reproduzirá intervenções inadequadas; delibera sobre estratégias híbridas (presenciais e digitais) para favorecer autonomia; e registra os impactos ocupacionais potenciais das decisões clínicas. Renata conclui que avaliar não é apenas medir, mas decidir estrategicamente com base em múltiplas dimensões humanas, tecnológicas, institucionais e éticas. Com base no estudo de caso e no conceito de avaliação ampliada no perfil do terapeuta ocupacional integral do futuro, assinale a alternativa correta. Opções da pergunta 7: a) A avaliação de competências descarta dimensões afetivas do usuário para manter neutralidade na prática. b) A avaliação de competências em Terapia Ocupacional restringe-se à aplicação de protocolos técnicos rigidamente estabelecidos. c) A avaliação de competências no perfil do terapeuta ocupacional do futuro incorpora leitura crítica de contextos, repertório tecnológico, autoliderança, deliberação ética e análise do impacto ocupacional das decisões clínicas. d) O terapeuta não deve avaliar suas próprias competências, pois isso compete somente às instituições de formação. e) As tecnologias substituem a avaliação ocupacional da pessoa, da rotina e do território.
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Renata Torres

há 4 dias

Respostas

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há 4 dias

Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando o contexto da avaliação ampliada no perfil do terapeuta ocupacional integral do futuro. a) A avaliação de competências descarta dimensões afetivas do usuário para manter neutralidade na prática. - Esta afirmação é incorreta, pois a avaliação deve considerar as dimensões afetivas do usuário. b) A avaliação de competências em Terapia Ocupacional restringe-se à aplicação de protocolos técnicos rigidamente estabelecidos. - Isso não é verdade, já que a prática atual busca uma abordagem mais holística e adaptativa. c) A avaliação de competências no perfil do terapeuta ocupacional do futuro incorpora leitura crítica de contextos, repertório tecnológico, autoliderança, deliberação ética e análise do impacto ocupacional das decisões clínicas. - Esta alternativa está alinhada com a ideia de uma avaliação ampliada e integral, considerando múltiplas dimensões. d) O terapeuta não deve avaliar suas próprias competências, pois isso compete somente às instituições de formação. - Essa afirmação é incorreta, pois a autoavaliação é fundamental para o desenvolvimento profissional. e) As tecnologias substituem a avaliação ocupacional da pessoa, da rotina e do território. - Isso não é correto, pois as tecnologias devem ser vistas como ferramentas que complementam a avaliação, não como substitutas. Diante da análise, a alternativa correta é: c) A avaliação de competências no perfil do terapeuta ocupacional do futuro incorpora leitura crítica de contextos, repertório tecnológico, autoliderança, deliberação ética e análise do impacto ocupacional das decisões clínicas.

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