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6ª) A implementação de políticas públicas é uma etapa fundamental, pois é quando saímos das fases dos discursos e entramos na execução para a resolução de problemas. É o momento de transformar as palavras em ações efetivamente. Apesar de ser uma etapa fortemente pautada nas questões técnicas que versam as políticas públicas, ela é também impactada pelas questões políticas. Falhas administrativas, de gestão ou dificuldades de implementação reverberam no âmbito político. A execução de qualquer política pública revela como está estruturado e como funciona um sistema político-institucional. Também nos deixa claro como está distribuído o poder na sociedade e como é a relação de cada um dos envolvidos, bem como os mecanismo utilizados na defesa de seus interesses. I) todas as instâncias e instituições envolvidas na implementação de uma política pública (seja do Executivo, Legislativo ou Judiciário, seja do sociedade civil organizada) possuem características sociais, políticas e de interesses que se fazem presente também nos aspectos administrativos. É claro que o ideal é sempre a neutralidade da administração pública, mas isto está longe da realidade do mundo da política. É também na fase de implementação que vemos o processo de adaptação dos programas das políticas públicas (ou agenda política) em ações concretas que irão gerar resultados. Se não há a ação, não há política pública (com a exceção de quando a inação é uma política pública, é claro). Para isto, é preciso fazer uso das organizações disponíveis para serem as ferramentas de implementação das políticas públicas. E como há quem controla tais organizações, o processo de implementação não pode ser visto de forma simplista. Na fase de implementação, continuam as disputas de poder. II) top-down (de cima para baixo): é a concepção mais tradicional, em que o trabalho administrativo se desenvolve na parte de cima da hierarquia organizacional (top) e se espalha para a base (down). Podemos ver o mesmo movimento, quando visto que as ações partem de um centro para a periferia. De modo geral, as políticas públicas que partem dessa perspectiva possuem processos de implantação mais críticos ou alternativos, se comparados com as possíveis deficiências e ineficiências encontradas na perspectiva top-down. Essa perspectiva parte da ideia de que a política pública deve se construir de forma gradual, observando os comportamentos, formulando regras, procedimentos e estruturas organizacionais. III) bottom-up (de baixo para cima): é quando o processo segue a direção oposta da primeira perspectiva. Ou seja, parte de um nível mais baixo (como o nível técnico, por exemplo) e parte para cima (no nível político) em que está a tomada de decisão. O ponto principal dela é que há hierarquia de autoridades, distinção entre o mundo político e o mundo administrativo e a busca que eficiência. Essa perspectiva considera que a implementação é um processo que parte de um nível superior (político) para um mais próximo à base (técnico). É um modelo linear, que é mais ideal do que realista, pois não leva em contas as diversas dificuldades que podem ser encontradas durante esta etapa. a) II e III corretas. b) I e II corretas. c) II e III incorretas. d) I e II incorretas.
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izaltino Oliveira

há 3 semanas

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