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Texto Base: Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, ne revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o ‘coronel’ e pelo ‘coronel’. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural. LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976 (adaptado). O coronelismo, foi um fenômeno político da Primeira República (1889- 1930), que exerceu grande influência sobre todo processo eleitoral da época. Sobre esse processo: Havia um alto grau de abstenção dos eleitores na Primeira República, o que facilitava a ação de políticos ilustrados. Ocorria um dominio politico dos grupos oligárquicos, que controlavam de perto o voto de seus dependentes e agregados. Havia um elevado índice de analfabetismo no campo, o que favorecia a distribuição de cédulas eleitorais falsas. Existia uma grande alternância no poder federal, graças ao controle dos votos, de políticos populares dos diversos Estados brasileiros.
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Ricardo Brendolin

há 3 meses

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há 3 meses

O coronelismo foi um fenômeno político característico da Primeira República no Brasil, onde os coronéis, líderes locais, exerciam grande controle sobre a população rural. Esse controle se manifestava através de práticas como o voto de cabresto, onde os trabalhadores rurais, muitas vezes analfabetos e sem acesso à informação, eram manipulados para votar em candidatos escolhidos pelos coronéis. Os principais pontos sobre o processo eleitoral da época incluem: 1. Alto grau de abstenção: Muitos eleitores não compareciam às urnas, o que facilitava a manipulação por parte dos políticos. 2. Domínio oligárquico: Grupos oligárquicos controlavam o voto de seus dependentes, garantindo a manutenção do poder. 3. Analfabetismo: O elevado índice de analfabetismo no campo favorecia fraudes eleitorais, como a distribuição de cédulas falsas. 4. Alternância no poder: Apesar do controle, havia uma certa alternância no poder federal, com políticos populares sendo eleitos em diferentes estados, mas sempre sob a influência dos coronéis. Esses fatores contribuíram para a manutenção de um sistema político clientelista e desigual, que caracterizou a política brasileira durante a Primeira República.

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