1ª) Enquanto há um grupo de idosos com poder aquisitivo para pagar pela magnitude de serviços e produtos oferecidos pelo mercado - desde planos de saúde e preservação da imagem, até viagens, lazer e planos de capitalização - há um número mais expressivo de idosos que não pode pagar por esses serviços, tampouco podem pagar pelos bens necessários à própria subsistência; especialmente aqueles que ficaram muito tempo trabalhando na informalidade e não conseguiram sequer alcançar uma aposentadoria digna. A dependência é um produto do envelhecimento intrínseco e extrínseco que pode ser em partes modificável, evitável ou mesmo reversível. (Estes, 2001, citado por Bitencourt, 2020, p. 21) A respeito: i) Bitencourt (2020) afirma que dadas suas biografias únicas e seu momento histórico, os idosos se tornam diferencialmente dependentes de acordo com sua classe social, gênero, raça e até etnia. Um "processo diferencial de desvalorização" ocorre, por exemplo, com base na divisão sexual do trabalho. Mas vale ressaltar que não temos idosos somente na esfera do pauperismo, existem temos idosos com uma condição econômica razoável para viver a velhice. Bem como aqueles que retornam ao mercado de trabalho, seja na informalidade ou não, para complementar a renda e assim conseguir sobreviver; ii) a dependência estrutural dos idosos surge das condições no mercado de trabalho e na estratificação do trabalho e da sociedade. O conceito de "mérito" incorporado ao desenho das políticas para a velhice está imbricado no princípio de recompensas diferentes diante de conquistas obtidas ao longo da vida (Estes, 2001, citado por Bitencourt, 2020). Em geral, os beneficiários da previdência social, que contribuíram e trabalharam formalmente são aqueles vistos como "dignos". Por outro lado, são vistos como "indignos" as pessoas pobres e de baixa renda, que estão à margem do mercado de trabalho formal. Essas pessoas se tornam beneficiárias da assistência social, em grande parte por meio de programas estigmatizados. Esta heterogeneidade repercute nas diferentes esferas da estrutura social sinalizando demandas específicas. Logo, pensar o bem-estar da pessoa idosa só tem sentido quando de fato o Estado assume o desafio de propiciar as condições materiais para que todas as pessoas possam envelhecer com dignidade. (Bitencourt, 2020, p. 21); iii) dependência e desigualdade social não existente entre os idosos, pois as excelentes políticas sociais, em que os direitos sociais se concretizam e as necessidades humanas são atendidas no que Pereira (2011, citado por Bitencourt, 2020) reconhece como cidadania ampliada. Segundo a autora, nessa perspectiva, o Estado deve estar preocupado em detectar a influência das políticas sociais sobre o bem-estar dos cidadãos. a) i e ii corretas b) ii e iii corretas c) i e ii incorretas d) ii e iii incorretas