8ª) Sobre a discussão a respeito da pessoa idosa e pessoa com deficiência é incorreta: a) apesar do paradigma do atendimento de demandas unilaterais como crianças e adolescentes, idosos, mulheres, pessoas com deficiência etc., o atendimento a esses públicos não ocorre de maneira simples, mas sim com base na complexidade e integralidade da realidade. Não há como fragmentar a realidade de um usuário do Serviço Social ou as demandas das políticas sociais, pois quando abordamos a deficiência ela perpassa todos os setores, desde crianças, mulheres, idosos etc. Assim como quando abordamos o idoso, pois quando atendemos os usuários estamos trabalhando com vínculos familiares e nestas famílias sempre há a presença de idosos e demandas particulares dessa discussão geracional. b) os profissionais, inclusive os assistentes sociais, devem conhecer essa realidade a fim de atender na perspectiva da totalidade as demandas de trabalho em seus espaços de atuação. Porque é com base nesse olhar ampliado que será possível traçar estratégias efetivas de atendimento aos usuários a fim de modificar sua realidade. Logo, estudar idoso e pessoa com deficiência é tarefa de todos e não apenas de algumas áreas ou políticas especificas, pois essa temática permeia nossa sociedade em todos os espaços. c) a discussão da pessoa com deficiência e da pessoa idosa deve caminhar na perspectiva do assistencialismo, a qual pode ser compreendida como o atravessamento mútuo dos campos de saberes, que a partir de suas peculiaridades se interpenetram, se misturam, se mestiçam, perdendo sua característica própria, que só se amplia em meio a essa multiplicidade. Singularidade de saberes e multiplicidade de campos. (Avelino; Santos, 2014, p. 11, citados por Nogueira; Forte, 2019) d) a transversalidade compreende a integração de áreas compartimentadas nos setores de política social, ou seja, trata-se de uma proposta de unir e articular diferentes setores buscando a participação de múltiplos atores e mantendo relações de interdependência, reciprocidade e colaboração entre eles (Avelino; Santos, 2014, p. 11, citados por Nogueira; Forte, 2019) Desse modo, a questão da transversalidade é importante no contexto das políticas públicas, pois coloca diferentes pontos de vista e experiências em contato, gerando um debate coletivo, o que possibilita a tomada de melhores decisões.