QUESTÃO 5 O imaginário de uma obra audiovisual não é um elemento estático, mas um conjunto articulado de símbolos que se materializa ao longo de um processo complexo. Segundo Anaz (2018), esse processo ocorre em dois sentidos: o diacrônico, conforme as etapas avançam cronologicamente (roteiro, filmagem, edição), e o sincrônico, devido à simultaneidade de tarefas em diferentes departamentos. O roteiro atua como a espinha dorsal, oferecendo a estrutura arquetípica que orienta todos os agentes — diretores, editores, maquiadores e elenco — na tradução de imagens mentais em sons e imagens projetadas na tela. ANAZ, Sílvio Antonio Luiz. Processo criativo na indústria do audiovisual: do roteiro ao imaginário. Galaxia, São Paulo, n. 38, p. 98-113, mai-ago. 2018. Com base na dinâmica de construção do imaginário descrita, a "epifania" de uma imagem simbólica na tela resulta da Alternativas Alternativa 1: vontade soberana do diretor, que controla plenamente todas as fases. Alternativa 2: repetição mecânica de um roteiro que não admite alterações na produção. Alternativa 3: tradução e recriação cíclica das informações por múltiplos colaboradores. Alternativa 4: eliminação de arquétipos universais em favor de estereótipos comerciais. Alternativa 5: predominância exclusiva de recursos tecnológicos sobre a narrativa escrita.