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No dia 22 de Março de 2025, às 20h, João da Silva foi preso em flagrante delito pela suposta pratica do crime de homicídio tentado, pois teria dado dois tiros na vítima Maria, um no braço e outro na perna, sendo Maria imediatamente socorrida, não existindo risco de morte. O crime ocorreu em uma casa noturna, e os dois, que não se conheciam previamente, possivelmente embriagados, teriam se desentendido, pois, Maria teria derrubado bebida em João. No dia 23 de Março, às 9h, foi realizada audiência de custódia, sendo convertida a prisão em flagrante em prisão preventiva. Transcreve-se trecho da decisão do juiz da Vara do Júri da Comarca de Paulínia: "Faz-se necessária à custódia cautelar para o resguardo da ordem pública, para evitar que a promessa de morte se consume. Lado outro, a medida extrema é conveniente à instrução processual a fim de garantir que as testemunhas e vítima prestem depoimentos isentos e sem qualquer receio. Por fim, importante anotar que a concessão de liberdade provisória somente deve ocorrer, em caso de legítima defesa, quando esta restar patente nos autos, sem qualquer sombra de dúvidas, o que não ocorre no caso em análise. Portanto,
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Rayane Oliveira

há 7 dias

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há 7 dias

No caso apresentado, a prisão em flagrante de João da Silva pelo crime de homicídio tentado está correta, pois ele teria disparado contra a vítima, causando lesões sem risco de morte imediato. A audiência de custódia realizada no dia seguinte resultou na conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, fundamentada na necessidade de resguardar a ordem pública e garantir a instrução processual, evitando interferência em testemunhas e vítima. A decisão do juiz da Vara do Júri está alinhada com o Código de Processo Penal, que prevê a prisão preventiva quando presentes os requisitos da garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal ou segurança da aplicação da lei penal (art. 312 do CPP). A negativa de liberdade provisória baseia-se na ausência de prova inequívoca de legítima defesa, que, para ser reconhecida, deve estar clara e incontestável nos autos. Portanto, a prisão preventiva é medida cautelar adequada e proporcional diante da gravidade do crime, do risco à ordem pública e da necessidade de assegurar a coleta de provas e depoimentos.

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Craque NetoCraque Neto

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