Logo Passei Direto
Buscar
Tício era titular de um usufruto. Por estar em dificuldades financeiras, cedeu onerosamente o exercício do usufruto a Mévio.
06. Acerca do caso narrado, pode-se corretamente afirmar que
(A) a cessão é expressamente vedada por lei, razão pela qual o contrato de cessão realizado por Tício é nulo de pleno direito.
(B) somente após a ratificação do proprietário, a cessão onerosa realizada por Tício poderá ser confirmada e considerada válida.
(C) o usufruto é inalienável, podendo, entretanto, ser alienado mediante autorização prévia do titular da nua propriedade.
(D) a cessão do exercício do usufruto somente poderia ser realizada de forma gratuita.
(E) a cessão do usufruto realizada por Tício é válida e não encontra vedação no ordenamento jurídico.
User badge image
Questões para o Sucesso

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Vamos analisar o caso passo a passo: - Usufruto é um direito real que permite ao usufrutuário usar e fruir de um bem alheio, sem alterar sua substância. - A cessão do exercício do usufruto (ou seja, transferir a outra pessoa o direito de usar e fruir do bem) pode ser feita, mas é importante verificar se há vedação legal ou necessidade de autorização. Analisando as alternativas: (A) A cessão é expressamente vedada por lei? Não, a lei não veda expressamente a cessão do exercício do usufruto. (B) Necessita ratificação do proprietário? Não há previsão legal que exija ratificação do nu-proprietário para cessão do exercício do usufruto. (C) O usufruto é inalienável? O usufruto é um direito real e pode ser transferido (alienado), não sendo inalienável. Não há necessidade de autorização do nu-proprietário para alienação do usufruto. (D) A cessão do exercício do usufruto somente poderia ser gratuita? Não, a cessão pode ser onerosa ou gratuita. (E) A cessão do usufruto realizada por Tício é válida e não encontra vedação no ordenamento jurídico. Correto, pois a cessão do exercício do usufruto é permitida e válida. Portanto, a alternativa correta é: (E) a cessão do usufruto realizada por Tício é válida e não encontra vedação no ordenamento jurídico.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Foi celebrado um contrato de compra e venda de bem imóvel urbano por meio de instrumento particular, em que as partes atribuíram ao imóvel o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais). O instrumento particular foi apresentado ao Cartório de Registro de Imóveis para registro que, por sua vez, apresentou nota devolutiva, sob o argumento de que o valor atribuído pelas partes ao bem imóvel no negócio jurídico era manifestamente incompatível com o valor de mercado, bem como que o valor venal do imóvel, apurado pelo fisco municipal para fins de lançamento de tributos, era de R$ 99.000,00 (noventa e nove mil reais). Tendo em vista os fatos acima, entendeu o Cartório de Registro de Imóveis pela necessidade de escritura pública para instrumentalizar o contrato de compra e venda.
03. Tendo em vista o caso hipotético, bem como o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, pode-se corretamente afirmar que
(A) em razão do indício de que o valor do imóvel atribuído pelas partes era irreal, corroborado pelo valor apurado pelo fisco para fins de lançamento tributário, foi acertada a exigência de escritura pública para a formalização da compra e venda.
(B) a lei impõe o uso do valor venal de referência para fins de apuração da necessidade ou não de formalização do negócio jurídico por escritura pública.
(C) apenas se o imóvel tivesse valor superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais) haveria necessidade da compra e venda ser formalizada mediante escritura pública.
(D) não caberia a negativa do registro, tendo em vista que as partes podem livremente atribuir o valor do negócio jurídico o qual prevalece para fins de se apurar a necessidade ou não de escritura pública.
(E) deveria o cartório de registro de imóveis proceder a uma avaliação imobiliária para auferir o valor de mercado do imóvel, não podendo se utilizar do valor venal atribuído pelo fisco municipal como critério de referência.

José, com 18 anos, era registrado como filho de Pedro. Entretanto, descobriu que sua mãe Maria, no período de sua concepção, estava separada de fato de Pedro e teria tido um relacionamento amoroso com Isaías, falecido há dois anos. Isaías tinha características físicas muito semelhantes a José. Este, então, propôs ação de reconhecimento de paternidade contra os sucessores de Isaías, cumulada com petição de herança. Pedro subscreveu declaração escrita onde afirmou que concorda com a pretensão de José de buscar o seu verdadeiro vínculo biológico; declarou, ainda, que pretende manter sua condição de pai de José, em razão da afetividade que possui com ele.
07. Acerca do caso narrado, pode-se corretamente afirmar que
(A) deveria ter sido previamente proposta ação negatória de paternidade em face de Pedro, tendo em vista que, para todos os fins legais, é o pai de José e este não pode pretender o reconhecimento de paternidade se já possui um pai informado em seu registro.
(B) a ação de investigação de paternidade é imprescritível, podendo ser mantido o nome de Pedro como pai de José, juntamente com o de Isaias, se procedente a ação.
(C) a ação de investigação de paternidade não pode ser conhecida, tendo em vista que somente poderia ser proposta em até um ano após José ter completado 16 anos.
(D) a ação de reconhecimento de paternidade é imprescritível, e a ação de petição de herança tem o seu prazo prescricional iniciado após o trânsito em julgado da decisão judicial que reconheceu a paternidade.
(E) se ocorrer a confirmação que Isaías era o pai biológico de José, deve ser excluído o vínculo de paternidade de Pedro.

Mais conteúdos dessa disciplina