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Enfermagem

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1. Tipos de Lesão: Definições e Diferenças Lesão por Pressão (LPP) A LPP é uma alteração da integridade da pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea. Ela ocorre devido à isquemia tecidual: a pressão prolongada interrompe o fluxo sanguíneo, causando hipóxia e morte celular. Com Necrose: Quando o tecido morre, ele pode se apresentar como esfacelo (tecido amarelo/esverdeado, úmido e fibrinoso) ou escara/necrose de coagulação (tecido preto, seco e endurecido). Sem Necrose: A lesão apresenta tecidos viáveis, como o tecido de granulação (vermelho vivo, granular e vascularizado) ou tecido de epitelização (rosa claro, pele nova). Incisões Cirúrgicas Diferente da LPP (que é uma lesão crônica/acidental), a incisão cirúrgica é uma ferida intencional realizada com instrumentos cortantes. Cicatrizada por Primeira Intenção: As bordas são aproximadas por suturas, grampos ou adesivos. O risco de infecção é menor se bem manejada, e a perda de tecido é mínima. 2. Identificação e Tratamento A identificação precoce utiliza a inspeção visual e palpação: LPP Estágio 1: Eritema (vermelhidão) que não branqueia à pressão. Pele íntegra. LPP Estágio 2: Perda de pele em espessura parcial (bolha ou úlcera rasa). LPP Estágio 3 e 4: Perda total da espessura da pele, podendo expor gordura, músculos ou ossos. Incisão: Avalia-se a presença de logo fórum (sinais inflamatórios), exsudato (seroso, hemático ou purulento) e a integridade dos pontos. Tratamento e Manejo O tratamento baseia-se no protocolo TIME (Tecido, Inflamação/Infecção, Umidade e Margens): Limpeza: Sempre com Soro Fisiológico 0,9% morno (para não resfriar o leito e paralisar as mitoses). Desbridamento: Se houver necrose, ela deve ser removida (autolítico, químico ou mecânico). Controle da Umidade: Ferida muito seca não cicatriza; ferida muito úmida macera as bordas. 3. A Importância do Curativo Correto A escolha errada da cobertura pode retardar a cicatrização ou piorar a lesão. Segurança do Paciente: Evita a progressão da lesão (sepse). Custo-Benefício: Uma cobertura tecnológica (ex: prata) custa mais, porém exige menos trocas e cicatriza mais rápido que a gaze comum. Conforto: Reduz a dor durante as trocas e controla o odor. 4. Tipos de Curativos e Coberturas Em Lesões por Pressão (LPP) Com Necrose Seca (Escara): Usa-se Hidrogel com Alginato. Ele doa umidade para a crosta preta, amolecendo-a (desbridamento autolítico). Com Necrose Úmida (Esfacelo): Usa-se Papaína (químico) ou Alginato de Cálcio (se houver muito líquido), que absorve o excesso e limpa o leito. Sem Necrose (Granulação): Usa-se AGE (Ácidos Graxos Essenciais) para nutrir as células ou Espumas de Poliuretano para proteger contra novos traumas de pressão. Em Incisões Cirúrgicas Filme Transparente: Permite visualizar a cicatrização sem remover o curativo e protege contra água e bactérias. Gaze Estéril: Usada nas primeiras 24h para absorção de pequenos sangramentos pós-operatórios. Clorexidina Alcoólica 0,5%: Usada na antissepsia da linha de sutura durante a troca do curativo para prevenir infecções de sítio cirúrgico. Passo a Passo da Execução: Limpeza: Irrigar a lesão com jato de SF 0,9%. Secagem: Secar apenas a pele saudável ao redor com gaze estéril. Aplicação: Aplicar a cobertura específica (ex: Hidrogel na necrose ou AGE na granulação). Fechamento: Selar com cobertura secundária (gaze e fita) para evitar contaminação externa. Manejo em Tecidos com Necrose Quando a Lesão por Pressão apresenta tecido desvitalizado, o objetivo primordial é o desbridamento. No caso da necrose de coagulação (escara preta e seca), a conduta indicada é o uso de Hidrogel ou Papaína a 10%. Essas substâncias promovem a hidratação do leito, facilitando a quebra das fibras de colágeno e o amolecimento da crosta para sua posterior remoção. Já para a necrose de liquefação (esfacelo amarelo e úmido), a estratégia muda para a absorção e limpeza química. Utiliza-se o Alginato de Cálcio, que possui alta capacidade de absorção, ou o Hidrogel, dependendo do volume de exsudato presente. O foco aqui é limpar o leito e controlar a carga bacteriana que se alimenta desse resíduo fibroso. Manejo em Tecidos de Granulação e Epitelização Em lesões sem necrose, onde o tecido é viável (vermelho/brilhante), o foco da enfermagem passa a ser a proteção e manutenção da umidade. Para o tecido de granulação, os Ácidos Graxos Essenciais (AGE) são fundamentais, pois nutrem as células e aceleram a angiogênese. Caso a lesão apresente exsudação moderada, a Espuma de Poliuretano ou o Hidrocoloide são opções superiores, pois protegem contra novos traumas de pressão e mantêm o isolamento térmico, essencial para a mitose celular. Para a fase final de epitelização (pele rosa fina), as coberturas devem ser não aderentes para evitar o rompimento da nova camada de pele durante as trocas. Manejo de Incisões Cirúrgicas Diferente das lesões crônicas, as incisões cirúrgicas são feridas limpas que buscam a cicatrização por primeira intenção. O objetivo terapêutico é criar uma barreira contra patógenos. Nas primeiras 24 a 48 horas, utiliza-se a gaze estéril para a absorção de exsudato serossanguinolento imediato. Após esse período, havendo estabilidade das bordas, pode-se optar pelo Filme Transparente, que permite o acompanhamento visual da cicatriz sem a necessidade de manipulação, ou manter a incisão limpa e seca para a cicatrização natural ao ar. Síntese da Escolha Terapêutica Em suma, a escolha do curativo correto é uma decisão clínica baseada na avaliação física Necroses: Exigem hidratação e desbridamento (Hidrogel/Papaína). Granulação: Exige proteção e umidade balanceada (AGE/Hidrocoloide). Incisões: Exigem assepsia e barreira mecânica (Filmes/Gaze). Essa diferenciação é o que garante a segurança do paciente e a eficiência do plano de cuidados de enfermagem;
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Michelle Cristine

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Claro! Aqui está uma resposta direta e objetiva sobre os tipos de lesão, suas definições, diferenças e manejo, conforme o conteúdo apresentado: 1. Lesão por Pressão (LPP) - O que é: Alteração da pele e tecidos moles sobre proeminências ósseas, causada por pressão prolongada que interrompe o fluxo sanguíneo, gerando hipóxia e morte celular. - Com necrose: Tecido morto pode ser esfacelo (amarelo, úmido) ou escara (preto, seco). - Sem necrose: Tecido viável, como granulação (vermelho, vascularizado) ou epitelização (pele nova, rosa claro). 2. Incisões Cirúrgicas - Feridas intencionais, cortadas com instrumentos. - Cicatrização por primeira intenção: bordas aproximadas, menor risco de infecção e perda mínima de tecido. 3. Identificação e Estadiamento da LPP - Estágio 1: Eritema que não branqueia, pele íntegra. - Estágio 2: Perda parcial da pele (bolha ou úlcera rasa). - Estágios 3 e 4: Perda total da pele, exposição de gordura, músculo ou osso. 4. Tratamento (Protocolo TIME) - Tecido: Limpeza com soro fisiológico morno. - Inflamação/Infecção: Controle e desbridamento da necrose (autolítico, químico ou mecânico). - Umidade: Equilíbrio para evitar ressecamento ou maceração. - Margens: Avaliar bordas para cicatrização adequada. 5. Curativos Indicados - Necrose seca (escara): Hidrogel com alginato para hidratar e amolecer. - Necrose úmida (esfacelo): Papaína ou alginato de cálcio para absorver e limpar. - Sem necrose (granulação): Ácidos graxos essenciais (AGE) para nutrir ou espuma de poliuretano para proteção. - Incisões cirúrgicas: Gaze estéril nas primeiras 24h; depois filme transparente para proteção e visualização; antissepsia com clorexidina alcoólica 0,5%. 6. Manejo específico - Necrose: Priorizar desbridamento e hidratação para remoção da crosta. - Granulação e epitelização: Manter umidade e proteger com curativos não aderentes para evitar trauma. - Incisões: Manter assepsia e barreira mecânica para evitar infecção. Resumo: A escolha do curativo depende do tipo de tecido e fase da lesão, garantindo segurança, eficácia no tratamento e conforto ao paciente.

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