Logo Passei Direto
Buscar

Medicina

Outros
Criança de 5 anos, sexo feminino, é trazida ao pronto-socorro com história de febre há 4 dias, inicialmente tratada em casa com antitérmicos, evoluindo com prostração, recusa alimentar e tosse produtiva. Nas últimas 12 horas, os pais notaram piora do estado geral, com sonolência excessiva e extremidades frias. Antecedente de pneumonia viral há 6 meses, sem outras comorbidades. Ao exame físico: prostrada, pouco responsiva a estímulos, mucosas hipocoradas, tempo de perfusão capilar de 4 segundos, pulsos periféricos filiformes. Frequência cardíaca de 180 bpm, pressão arterial de 75 x 45 mmHg, frequência respiratória de 45 irpm, temperatura axilar de 38,8°C. Ausculta pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular em base direita com estertores crepitantes. Ausculta cardíaca com taquicardia, bulhas normofonéticas, sem sopros. Abdome no rebordo costal direito, baço não palpável. Exames laboratoriais mostram lactato sérico de 6,2 mmol/L, gasometria com pH 7,28, HCO3- 16 mEq/L, hemograma com leucocitose e desvio à esquerda.
Com base nos dados acima, o que classifica adequadamente o tipo de choque e a conduta a ser realizada?
A. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica agressiva com soro fisiológico 0,9% em bolus de 40 mL/kg, antibioticoterapia empírica e dopamina como droga vasoativa de primeira escolha.
B. Choque cardiogênico secundário a miocardite; restringir expansão volêmica para 10 mL/kg, iniciar dobutamina precocemente e considerar diurético se houver sinais de congestão pulmonar.
C. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica com ringer lactato 20 mL/kg em bolus, seguida de antibioticoterapia empírica e considerar epinefrina se não houver resposta adequada à expansão volêmica.
D. Choque misto; iniciar reanimação volêmica cautelosa com 15 mL/kg de solução salina, associar precocemente inotrópicos e vasopressores simultaneamente desde o início do tratamento.
User badge image
Praticando Para o Saber

mês passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

mês passado

Vamos analisar os dados do caso: - Criança com febre, prostração, recusa alimentar, tosse produtiva, piora com sonolência e extremidades frias. - Exame físico: prostração, mucosas hipocoradas, tempo de perfusão capilar prolongado (4s), pulsos filiformes, taquicardia (180 bpm), hipotensão (75x45 mmHg), taquipneia (45 irpm), febre (38,8°C). - Ausculta pulmonar com diminuição do murmúrio vesicular e estertores crepitantes (sugere pneumonia). - Lactato elevado (6,2 mmol/L), acidose metabólica (pH 7,28, HCO3- 16), leucocitose com desvio à esquerda. Esses achados indicam choque séptico, provavelmente secundário a pneumonia bacteriana (complicação de pneumonia viral prévia). Conduta recomendada em choque séptico pediátrico inclui: - Reanimação volêmica agressiva inicial com bolus de líquidos (20 a 40 mL/kg), preferencialmente com cristaloides (Ringer lactato ou soro fisiológico). - Antibioticoterapia empírica imediata. - Se após expansão volêmica adequada não houver melhora, iniciar drogas vasoativas (epinefrina é recomendada como primeira escolha em choque séptico pediátrico). Analisando as alternativas: A) Choque séptico; bolus 40 mL/kg SF 0,9%, antibioticoterapia e dopamina como primeira escolha. - Dopamina não é mais a droga de primeira escolha em choque séptico pediátrico, epinefrina é preferida. B) Choque cardiogênico; restringir expansão volêmica e iniciar dobutamina. - Não há sinais claros de choque cardiogênico (bulhas normofonéticas, sem sopros, abdome normal, sem congestão pulmonar evidente). C) Choque séptico; bolus 20 mL/kg Ringer lactato, antibioticoterapia e considerar epinefrina se não responder. - Conduta correta e atualizada. D) Choque misto; reanimação volêmica cautelosa 15 mL/kg SF, inotrópicos e vasopressores simultâneos desde o início. - Reanimação volêmica deve ser agressiva inicialmente, não cautelosa, e drogas vasoativas só após avaliação da resposta. Resposta correta: C. Choque séptico; iniciar reanimação volêmica com ringer lactato 20 mL/kg em bolus, seguida de antibioticoterapia empírica e considerar epinefrina se não houver resposta adequada à expansão volêmica.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Uma criança de 6 anos é trazida pelos pais com queixa de dificuldade para evacuar há aproximadamente 8 meses, iniciada após mudança de escola. A mãe relata que a criança apresenta evacuações a cada 4-5 dias, com fezes muito endurecidas e de grande volume, frequentemente entupindo o vaso sanitário. Durante o dia, observam episódios em que a criança cruza as pernas, contrai os glúteos e se esconde atrás de móveis, principalmente quando sente vontade de evacuar. Nas últimas semanas, começaram a aparecer manchas de fezes líquidas na roupa íntima. Ao exame físico, a criança apresenta-se em bom estado geral, sem distensão abdominal significativa, ausculta intestinal normal e, ao toque retal, ampola retal dilatada com presença de fezes de consistência endurecida.
Qual é a melhor conduta inicial?
A. Iniciar polietilenoglicol como medicamento de primeira escolha, associado a orientações comportamentais sobre horários regulares para tentativas de evacuação e dieta com quantidade adequada de fibras e líquidos.
B. Solicitar colonoscopia para investigação de possíveis causas orgânicas, considerando a presença de incontinência fecal e a duração prolongada dos sintomas.
C. Orientar apenas aumento do consumo de fibras, frutas e líquidos, estabelecendo horários fixos para as refeições e tentativas de evacuação, evitando medicações em criança desta faixa etária.
D. Prescrever supositórios de glicerina para uso conforme necessidade e orientações dietéticas gerais.

Mais conteúdos dessa disciplina